Notas iniciais
Foi o cap mais difícil que eu já escrevi e vcs não tem noção pq tipo criei vários caps diferentes e o meu favorito foi esse mas infelizmente vou ter que mudar o final previsto

Kol

Quando Klaus desceu furioso e me atirou na escada pronto pra me matar eu soube que seria meu fim. Soube que minha vida seria arrancada sem remorso, mas soube que pelo menos ela estaria segura. Soube que pelo menos ela não teria que fugir e que eles iriam protegê-la, é claro que ela não ficaria feliz, ninguém consegue sobreviver ao ódio do meu irmão, mas eu poderia ver meu filho crescer através do véu e isso pra mim já era o suficiente. Ver ela viva e que em poucos meses ela poderá ser feliz de novo era o suficiente pra mim. Pelo menos eu tive a chance de viver a tempo de me casar com ela, tempo de dizer como realmente me sentia, tempo de antes de morrer pelo menos poder trocar uns socos com meu irmão.

Eu não estava em condições físicas, mas pelo menos só estava um pouco ruim comparado a Klaus. Não iria morrer sem lutar por ela, até poderia vencer se Klaus não tivesse a estaca. Seu ódio por mim era tanto que nem na maldita adaga ele tinha pensado.

Era realmente tão errado eu amar ela? Era errado ela me amar de volta? Era o que eu me perguntava dês do primeiro momento que havia olhado em seus olhos brilhantes.

– VAMOS O QUE ESTA ESPERANDO?! – Eu cuspi as palavras. Já era obvio que eu não venceria a luta do estado ridículo que eu estava.

Nik me olhou com fogo nos olhos e levantou a estaca. No momento que ele ia me apunhalar no peito ela pulou. Na frente do meu corpo. Enterrou sua cabeça no meu pescoço e envolvendo meu corpo em um abraço.

– Eu te amo. – Foi o que ela me disse no segundo em que eu rolei meu corpo pro lado me pondo por cima dela.

Meu irmão teria me acertado em cheio se não fosse por uma barreira cor de rosa que bloqueava seu braço e o fez largar a estaca com uma cara de surpresa. Não me dei o trabalho de olhar mais um segundo se quer pra ele e me voltei a ela. Normalmente ela já era linda por natureza, mas agora assim como sempre era impossível desviar o olhar ou sequer respirar. Seu corpo estava envolto por uma aura rosada e seus olhos fechados como se dormisse. Subitamente a aura se apagou e seu coração que martelava tão próximo ao meu corpo parou de bater.

– Não. Não. Não. – Eu coloquei minha cabeça ao lado de seu peito silencioso. – Elizabeth! – Chamei por seu nome, eu ainda conseguia ouvir os batimentos fracos do pequeno que não conseguiria viver sem a mãe.

Desespero por inúmeras razões veio à tona. Ela não podia e nem sequer vai morrer. Eu continuava a chamar, gritar o seu nome e nem sequer tinha percebido que chorava, mas isso não importava. Nada mais importava. A única razão pela qual eu continuava vivo estava indo embora em meus braços. Pressionei seu peito com as minhas mãos e soprei ar em sua boca. Eu continuava, não podia desistir dela.

– Eu não posso viver sem vocês, por favor. – Eu continuava a dizer, implorar. – Nós precisamos de você. – Deitei seu corpo inerte sobre meu colo eu ainda conseguia ouvir bem ao fundo o batimento de uma criança com três meses de vida, mas não conseguia ouvir os batimentos de minha esposa. – Eu preciso de você, Effy... – A única coisa que eu conseguia fazer era segurar sua mão em cima de nosso filho e acariciar seu rosto e tentar acreditar que ela só estava dormindo. – Porque te amo... – Eu sussurrava só pra que ela me ouvisse, mesmo que eu soubesse que todas na casa que há alguns minutos só havia gritos agora era somente preenchida por um silencio mórbido e som do meu choro. – Porque é a única coisa boa que aconteceu em toda a minha vida, a única coisa que amo... – Eu me recuso a acreditar que essas seriam as últimas palavras que eu diria a ela. Me recuso a acreditar que nunca vou ver abrir os olhos de novo. Me recuso a acreditar que nunca verei a criança nascer.

Nunca deixei ninguém entrar. Nunca amei ninguém e nunca deixei ninguém me amar e justo quando eu finalmente não consigo mais resistir e deixo ela me amar de volta a mulher da minha vida morre em meus braços carregando meu filho pra me salvar.

– Não me deixe, Effy.

Elizabeth

Eu ainda estava com os olhos fechados. Eu estava assustada de mais pra poder abri-los. Tentei respirar e apurei meus ouvidos e bem ao fundo pude ouvir vozes que me chamavam, vozes que me despertavam algo no meu peito, que me faziam querer acordar, me faziam querer abrir os olhos e dizer a elas que esta tudo bem e que não precisavam preocupar. Eu não sentia o meu corpo, mas estranhamente eu podia sentir um peso sobre ele e algo me chacoalhar. Parte de mim quer despertar, ma outra parte só quer estar em paz.

Por que eu me importava tanto com aquelas vozes? Por que eu queria tanto acordar para elas?

Senti uma grande quantidade de ar entrar em meus pulmões. Alguém pressionar meu peito e soprar ar em meus lábios. Tentam me trazer de volta e as vozes ficam cada vez mais fortes. Por alguma razão eu não quero decepcioná-las. Não quero magoa-las.

– Nós precisamos de você...

Eu pude ouvir uma voz triste, baixa como se me implorasse pra ficar. Eu amava essa voz cheia de amor, raiva e angustia. Parecia-me familiar e me dava uma dor no peito de saber que ela estava triste e melancólica. Dava-me vontade de chorar e lutar pra continuar do seu lado, gritar por ela assim como ela gritava por mim, dizer que estou aqui seja lá onde estiver sempre vou estar aqui.

– Não me deixe...

Aos poucos eu voltava a sentir meu corpo, sentir alguém o segurar como se sua vida dependesse disso. Aos poucos eu sentia a vida correr de volta ao meu corpo, senti o salgue pulsar mais forte em minhas veias e meus pulmões arderem à procura de ar. Algo mexer entre meu ventre. Senti uma mão grande e quente contra meu rosto me fazendo despertar por completo, assim que abri meus olhos me deparei com os olhos castanhos dele. Calorosos, sofredores e amorosos. Brilhantes pelas lagrimas que rolavam pelo seu rosto e pingavam no meu. O dono da voz que me fazia querer estar viva. Aquele que segurava meu corpo sobre seu colo e acariciava meu rosto.

– Elizabeth... – Ele sussurrou como se fosse algo quase divino entre suas lagrimas e o sorriso tremulo sincero. – Me amor...

Notas finais
Esperam que tenham gostado amores!