Você é a Minha Família
53 Capítulo 53
Notas iniciais
Klaus
– Por que fugir? – Eu pergunto entrando no quarto de Elizabeth a arrancando de seus devaneios. – Quero dizer por que fugir se ainda podiam simplesmente continuar a fingir?
Ela não me respondeu e simplesmente continuou naquele silencio depressivo. Elizabeth estava sentada em sua antiga cama olhando pra janela sem nem sequer se mover, ainda estava vestida de noiva com os longos cabelos soltos pelas costas. Apesar de eu não gostar eu tinha que admitir que ela estivesse linda e graciosa.
– E por que não contou a ninguém e por que entre todas as pessoas deste planeta você foi justo ter que escolher o Kol?! – Eu realmente não conseguia entende-la.
– De que importa se foi Kol ou qualquer outro?! – Ela finalmente se virou pra me olhar. – Qualquer um que aproximasse de mim você simplesmente matava. – Ela estava com finas lagrimas no rosto delicado.
– Kol é um assassino...
– Assim como nós! – Ela me cortou. – Você nunca parou pra perceber que talvez ele fizesse isso porque vocês nunca o deram uma chance?!
– CHANCE DE QUE?!
– DE SER FELIZ! – Ela parecia estar em uma angustia cheia de desespero. – Nunca o deixaram se aproximar e mostrar quem ele realmente é!
– Um mentiroso, ardiloso, psicopata...
– Solitário, doce, cuidadoso, livre... – Seus olhos azuis brilhavam. – Ele nunca age da forma que você planeja e isso te irrita, te irrita o modo de como ele não pode e não quer ser controlado. Te irrita o fato que você nunca quer perceber o que ele perdeu por vocês e te irrita ainda mais eu perceber isso e amar ele. – Eu estava mudo. – E o pior de tudo é que você sabe que ele realmente me ama.
– Isso é coisa de adolescente, vocês...
– Não sou uma criança! – Ela se levantou. – Nunca fui. E também não sou Rebekah, porque acha que eu recusava todas as propostas de casamento? Porque sua causa? – Ela deu um sorriso sem querer. – Eu já o amava muito antes de perceber.
– Por que fugir? – Eu não suportava ouvir ela. – Por que não ficou?
– Porque tive medo. – Nunca pensei que a ouviria dizer esta frase. – Medo de que o mandasse pra longe, medo que o matasse ou pior e...
– E o que?! – Eu simplesmente não entendia como eu fui passar a ser seu vilão.
– Você realmente não ouviu? – Ela deu outro sorriso triste.
Eu não entendia o que ela queria dizer até que Effy se aproximasse de mim e colocasse minha mão em sua barriga.
– Is... Isso é... Impossível. – Minha boca estava aberta.
– Acho que isso explica o porquê de eu ter fugido.
Elizabeth
Ele simplesmente ficou parado com cara de estupefação enquanto eu segurava sua mão contra a minha barriga. Por um segundo eu realmente pensei que estava tudo bem. Por um segundo eu tive esperanças. Por um segundo eu achei que sua cara embasbacada iria virar um sorriso, mas não. Eu estava errada. Meu pai retorceu o rosto em uma cara furiosa e saiu do quarto batendo a porta.
– Não... – Foi à única coisa que eu consegui dizer diante do que eu sabia que iria acontecer.
Corri até a porta e tentei abri-la. Trancada. É claro que ele me trancou no quarto junto com o meu desespero. Como se depois de ter me arrastado pra cá não tinha me deixado ver Kol deixando Elijah como cão de guarda. Eu batia na porta, gritava em desespero, tentava abrira-la e nada. Ninguém vinha à única coisa que eu conseguia ouvir além da minha própria mente desesperada eram os gritos que vinham do andar de baixo.
– PAI POR FAVOR! – Eu implorava dando muros na porta. – NÃO FAÇA ISSO! POR FAVOR! – Eu escorreguei apoiando as minhas costas na porta e nem sequer eu tinha percebido que soluçava de tanto chorar. – KOL! – Eu gritava por seu nome pela milésima vez sem obter resposta.
Será que realmente merecíamos isso? Digo, eu sei que nem eu e muito menos Kol somos dois santos, mas sofrer desta forma realmente era justo? A vida já não tinha tirado muito de nós? Ama-lo era realmente tão errado a ponto de deixar nosso filho sem pai? E se fosse idai? Eu devo só me sentar e chorar esperando que tenham piedade de minha alma e que não me deixem viver no mundo sem ele? Ou devo lutar pelo provável caso perdido?
Minha aliança. Nunca achei que pudesse gostar tanto de objeto. Com gravuras celtas, um diamante brilhante... Envolto por uma aura rosa. Não tive muito tempo pra pensar, mas o exatamente o que eu deveria fazer me veio à mente. Arrebentei a porta de mogno com a espada que cresceu em minhas mãos e corri em direção as escadas. Ninguém havia percebido a minha presença enquanto meu pai jogava Kol ensanguentado contra os degraus da escada e segurava a maldita estaca de carvalho branco. Corri degraus a baixo e por alguma razão eu me sentia forte e por alguma razão nada mais importava nada mais tinha relevância a não ser o meu amor por ele. E um segundo antes que o pior acontecesse me joguei, atirei o meu corpo na frente daquele que eu amava tão perdidamente, daquele que me deu os melhores anos da minha vida, daquele que poderia ter me feito feliz pelo resto das nossas vidas. Fechei bem os olhos afundando o meu rosto em seu pescoço e o envolvendo em meus braços.
– Eu te amo.
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