Notas iniciais
PRECISO DE CAPA NOVA URGENTE E QUE DIVULGUEM A FIC!

Elizabeth

Já fazia uma semana e meia que eu estava no Texas. Pelo incrível que pareça eu estava me dando bem com Caio e o esquentadinho já era mais fácil de lidar com o tempo. Eles eram uma companhia diferente das que eu já tive antes, eu passei a minha vida inteira com os Mikaelson, e nós não temos muitos aliados por ai. Andrew e Caio eram divertidos um tanto problemáticos, éramos obviamente o trio mais estranho do colégio, todos nos encaravam, mas ninguém falava nada.

Uns três dias depois que eu havia chegado, eu e Andy (eu também podia dar apelidos pra eles) tínhamos saído da aula de historia e estávamos procurando pelo Caio já que não tínhamos visto ele o dia inteiro. Encontramos ele atrás do prédio da escola escorado na parede enquanto dois caras estavam batendo nele. Corremos até ele, eu estava prestes a dar um surra naqueles imbecis, quando vi que Andrew já fazia isso.

Ele socava, chutava e se defendia dos dois ao mesmo tempo sem nem sequer soar. Era impressionante. Eu corri até Caio que estava sentado no chão.

– Eu estou bem. – Ele disse. Eu o ajudei a se levantar, quando eu olho para o Andy ele estava de pé ao lado dos valentões inconscientes.

– Porque você não revidou?- Ele praticamente gritava com Caio.

– Sabe que eu não posso. – Caio respondeu pacificamente limpando o sangue do canto da boca.

– Baboseira... – Ele foi interrompido pelo diretor que chegava correndo com suas perninhas gordas.

– O que está acontecendo?! Senhor Sullivan já arrumou confusão outra vez! – Ele estava mais vermelho que pimenta mexicana – Eu avisei que da próxima vez o senhor seria expulso. E ainda por cima ataca os melhores jogadores desta escola e a aluna nova.

Eu já sabia onde isso ia dar. Eu andei até o diretor olhei bem no fundo de seus olhos, esse era mais um dos truques que a doce Amélia inventou.

– O senhor Sullivan não fez nada, ele só estava defendo o seu amigo e a nova aluna que haviam sofrido um ataque dos jogadores do time. – Eu me esforcei para ser o mais persuasiva e convicta possível. – Você vai voltar para sua sala, vai ligar para os pais deles e vai adiantar a papelada de suas explosões, entendeu?

– Sim... – Ele sai em direção a sua sala.

Eu olhei para os dois e eles se entreolharam com caras preocupadas e me olhavam de volta, mas nada disseram.

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Eu tinha acabado de sair do banho quando desci para tomar café, meu pai já estava na sala. Elijah e Rebekah estavam fazendo sabe sei lá o que em Mystic Falls. Estávamos na nossa antiga casa de Dallas, ela ainda estava à mesma, só havia poucas mudanças como o home theater e alguns vídeo games na sala de estar.

– Bom dia pai. –Eu digo beijando a sua bochecha.

– Bom dia sweetheart. Que roupas são essa? – Ele me olhava de cima a baixo.

Eu usava botas com salto que iam até o joelho, shorts curtos de couro marrom de cintura alta com botões dourados, brincos pratas, meu cordão de prata com rubi no meio, uma pulseira de couro e uma blusa azul marinho do Dallas Cowboys número 60 (time de futebol americano). Meus cabelos pretos longos estavam soltos com cachos que iam até a cintura, as unhas pretas e com a mochila nas mãos.

– Estamos no Texas, lembra? Vou pro bar com uns amigos assistir o jogo depois da escola. – Eu respondo pondo os óculos escuros no alto da cabeça.

– Que amigos são esses. – Klaus perguntou sendo paranóico.

– Colegas de classe, não sua comida. O que tem pro café? – Eu estava morrendo de fome.

– Cereal. – Disse me trazendo uma tigela com super-velocidade.

– Uhm delícia. – E devoro a tigela.

– Droga vou perder o ônibus. – Digo olhando pro relógio de Nik.

– Porque você vai de ônibus? – Perguntou um pai curioso.

– Já ouviu falar de se beber não dirija? – respondo me levantando.

– Eu te levo pra escola, filha minha não anda de ônibus. – Não teve como não rir.

– Ok se quer dar uma de pai normal, mas vamos logo.

Em quinze minutas já estávamos em frente ao colégio, com o carro que meu pai julgava ser o mais simples. Um Camaro 2015 azul. Se chamou atenção? Não imagina. Só meio Texas olhou pra nós. Pedi pra ele parar em frente ao colégio onde os meninos tinham estacionado a Picape de Andrew. Ele me disse que um amigo que era ótimo mecânico tinha dado pra ele, mas não entro em detalhes.

– Talvez eu deva falar com eles. – Disse Klaus ao ver que eu olhava pra eles.

– Amigos. Não comida. – Eu digo saindo do carro acenando um adeus.

Os meninos estavam escorados na Picape me olhando chegar. Eu sento no capo da Picape como fazemos todas as manhãs nos cumprimentamos.

– Bom dia rapazes. – Eu falo.

– Bom dia Ellyze. – Caio e seus apelidos.

– Buenos dias nanica. – Andy bagunça meus cabelos como faz todos os dias. Se não fosse meu amigo já estaria morto. – Pela sua roupa acho que você vem pro jogo conosco.

– Fazer o que sou uma fã dos Cowboys. – E ficamos rindo como idiotas desse comentário.

Caio estava vestindo jeans e uma blusa verde com uma frase sem sentido sobre baleias, era tão baixo que dizíamos que ele nunca conseguiria subir no capo. Já Andrew usava jeans azul claro, suas botas e seu cordão militar e uma blusa azul marino do Dallas que iam até metade dos bíceps também era número 60. Ele era tão alto que mesmo no capo do carro mal alcançava ele.

– Bom saber que se diverte na nova escola. – Ai merda. – Sweetheart, você esqueceu sua mochila no carro. – Ele disse com um sorriso sínico olhando de forma sinistra para Andrew, que ainda brincava com o meu cabelo.

– Obrigado, por trazê-la. – Se meus olhos fossem fuzis, bem ele não estaria morto, dou um sorriso pra disfarçar.

– Não a de que sweetheart. – Ele me encarava de volta com a mesma intensidade. – Não exagere na tequila, seu tio Elijah chega amanhã. Seus amigos estão convidados para o jantar de amanhã.

Espero não estar com a cara surpresa demais ou com cara de idiota. Não era um convite era uma ordem, pelo menos disse jantar não ser o jantar.

– Claro, se eles não se importarem. – Eu torcia pra eles recusarem olhando esperançosa.

– Será um prazer senhor Mikaelson. – Responde o maluco do Andrew com o seu sorrisinho.

– O prazer será todo meu senhor... – Disse Niklaus da forma mais pomposa e dissimulada possível.

– Sullivan, Andrew Sullivan. Este é Caio Geller. – Caio estava se cagando e com razão.

– Então vejo os senhores amanhã. E espero que a senhorita volte cedo hoje. – Niklaus deve ter levado uma pancada na cabeça. Ele realmente acha que eu tenho 17 anos?! Antes que eu o respondesse já estava no seu Camaro e o sinal estava tocando.

– Vamos sweetheart ou vamos nos atrasar. – Andy me levanta como se eu fosse nada e bagunça meus cabelos. Posso ver as garotas me olhando com raiva ao longe.

– Idiota. – Eu digo tentando disfarçar a preocupação.

Assistimos às aulas do colégio, eu e Caio assistimos ao Andrew jogar bolas de queimado na cara de dúzias de garotos e falávamos de coisas sem sentido. Foi um dia normal.

– Mas todos da Sonserina são maus. – Caio argumentava.

– E todos da Lufa-Lufa são babacas. – Eu rebatia.

– E vocês dois são idiotas, entrem logo na droga do carro. – Interrompeu um Andy irritado abrindo a porta da Picape.

– Qual de nós vai na frente? – Caio perguntou, mas a resposta era obvia.

– O mais sexy vai na frente. Quem você acha seu idiota? – Andrew abriu a porta pra mim.

– Gracias muchacho. – Eu disse entrando no carro, mas falar em espanhol com sotaque ingles não ficava tão legal.

– Entra logo nanica. – O idiota bateu a porta da picape e Caio entrou no banco de traz.

– E ai onde é o bar? –Perguntei colocando um cd do Andrew pra tocar.

– É a uns 2 km da escola, já estamos chegando. – O cd era meio eclético tinha rock, rap e country nele.

– É aquele ali na frente. – Caio se debruçou no meu banco apontando para um bar.

O bar era um típico bar texano com tema Cowboy, rústico, com motos na frente, cartazes de cervejas e neons. Por dentro mais neons e cartazes de cervejas e motos, jukebox, cadeiras e mesas de madeiras, cabeças de animais, um bar repleto de bebidas e uma linda e enorme tela plana para vermos o jogo.

– O que vão querer? – Disse a garçonete que mudou a cara de tédio em 5 segundos depois que olho pro Andy (que puta).

– Duas cervejas e um suco de laranja. – Andrew diz olhando pra TV.

– Me deixa adivinhar, a bonitinha não toma cerveja. — A sínica disse.

– Tá brincando, o suco é pra ele, porque não bebe e vai dirigir. – Andrew ficou rindo da garota.

– Ah, é claro. – Respondeu com a cara vermelha.

– Querida, você quer alguma coisa? – Eu me estressei porque a anta estava ali parada.

Ela saiu e em dez minutos voltou com as cervejas. E a noite se estendeu por ai bebemos a noite inteira, tequila, vodka, cervejas e só ficamos bêbados depois da sétima garrafa, mas não paramos por ai. Cantamos, gritamos a cada touchdown, dançamos e muito mais. Estavamos andando pelo estacionamento, pelo menos Caio andava, porque eu estava deitada no ombro do Andy enquanto ele girava como um pião. Estava legal até ouvirmos um estrondo alto.

Eu só podia estar muito bêbada. Eu não acredito no que estou vendo. Andrew pareceu perceber também e me botou no chão, todo o efeito do álcool foi embora. Eu estava vendo um tipo de monstro, tinha corpo de leão, calda de serpente, cabeça de leão e cabra e garras de águia. Era a mesma besta que matou a minha mãe e a mesma besta que aterroriza os meus pesadelos a mais de um século. Eu não era covarde, mais eu tremia de medo.

– ANDREW! ELA FAREJOU VOCÊS! – Caio gritava correndo até nós.

– Merda. – Andrew disse puxando o seu cordão. – Caio leva ela pro acampamento. Eu atraso ela. – O cordão virou uma espada de 1,40 de cor bronze.

– O que está acontecendo? – Eu não entendia nada, eu sentia medo, eu nunca sentia medo.

– CAIO! – Gritou Andrew quando aquela coisa começou a corre atrás da gente.

– Vem. – Disse Caio e puxando pelos braços correndo em direção a Picape.

– Não podemos deixar ele sozinho. – Eu disse enquanto via Andy lutando com o monstro.

Andrew esfaqueava a coisa, rolava quando estava prestes a ser abocanhado, as garras de águia cortaram o braço direito dele e ele lutava com a mão esquerda, pude ver que precisava de ajuda. Sem tomar conta das minhas pernas eu já estava correndo em sua direção e fiz a única coisa que consegui pensar, pulei bem em cima da coisa.

– ABEO!! – Eu gritei pondo as mãos nas cabeças da coisa. A bagaça se empinou me fazendo cair de costas e antes de ficar se estrebuchando de dor me empurrou fazendo com que eu bater contra um carro.

Eu estava semi consciente quando vejo em meios de pontinhos pretos Andy decapitar a coisa e vir correndo até mim. Meus olhos se fecham, mas ainda conseguia sentir Andrew me pegando no colo.

Tive momentos de consciência. Sentia o balançar da picape, eu acho que estava no colo de alguém, sentia uma mão grande acariciar o meu rosto e a outra segurar firme o meu braço.

– Me desculpe Effy. – Ouvi Andrew dizer antes de perder de vez a consciência.