Elizabeth

Já fazia uma semana depois que eu e Kol tínhamos transado. No último mês eu ainda estava um pouco confusa, eu gostava de Andy de verdade, mas não tanto quanto eu gostava de Kol. Eu o conhecia há anos, fazíamos sacrifícios um pelo outro ao longo do século e escondíamos paixões um pelo outro. Eu não fazia idéia de quando eu tinha começado a amá-lo, mas eu sempre tive certeza disso. Eu tentava esconder e esquecer, mas sempre que eu tentava só o amava ainda mais então eu desisti de tentar esquecê-lo. Desisti de tentar não amá-lo e simplesmente me entregar a esse amor que me consumia, que ardia em chamas e finalmente ouvir a voz em minha cabeça que o chamava, berrava e cantava o seu nome em uma tentativa desesperada de ter-lo, ter o seu amor, seu corpo, sua voz. Ter ele. Para mim e somente para mim sempre e para sempre.

Kol

– Love. – Eu a chamei com cuidado.

– Sim. – Ela me deu o sorriso mais belo que eu já vira.

– Vou ter que ficar sem vir por um tempo? – Me doía ter que fazer o sorriso sumir, mas era melhor que enganá-la. – Klaus esta começando a achar estranho e não aparecer à noite.

– E o que você vai fazer? – Eu abracei sua cabeça.

– Eu vou atrás do Stefan. – Eu não mentia para ela, nunca conseguia.

– Mas... Você tem mesmo que ir? – Ela me pedia manhosa.

– Não, Effy. Você prometeu. – Eu disse a olhando nos olhos. – Eu não posso deixar barato o que aquele desgraçado fez.

–Uma promessa é uma promessa. – Ela parecia mais forte. — Toma cuidado?

– Sempre tomo. – Eu beijei a sua testa.

– Volta antes do natal? – Isso me surpreendeu um pouco só tínhamos passado o feriado juntos poucas vezes.

– Prometo. – Eu sorri. – Volto antes do natal.

– Amo você. – Eu não consegui conter o sorriso ao ouvir a frase sair de seus lábios.

– Eu te amo também. – Eu tomei os lábios. – Vou voltar o mais rápido que eu puder.

Eu levei 3 dias de carro até Mystic Falls para descobrir que não conseguiria entrar por um feitiço idiota de barreira de anti-magia que quase me matou quando tentei passar. Levei mais dois dias pra descobrir que a vadia que me matou estava brincando de ser universitária junto com a Barbie peguete do Klaus. Onde há fogo há fumaça e se essas duas estão aqui quer dizer que um dos Salvatore estava por perto.

– Então darling! – Eu digo agarrando o pescoço da Gilbert. – Quanto tempo!

– K-Kol... – Ela diz engasgada enquanto eu agarro o seu pescoço.

– Bom te ver também! – Eu bato sua cabeça contra a mesa de vidro. – Agora eu preciso de um favorzinho.

– O que você quer? – Era tão bom ver o terror em seus olhos.

– Uma pequena informaçãozinha. – Eu coloquei fogo na ponta de seus cabelos. – Onde esta o Salvatore.

– Damon morreu! – O que bonitinho ela estava chorando.

– Não eu me refiro ao corno. – Eu sorri quebrando o seu braço. – O que vai se juntar ao irmão na terra dos mortos.

– O que você quer com o Stefan?! – Ui ela é brava.

– Vingança, darling. – Eu sorri cortando a sua bochecha. – Ele falou de forma grosseira com uma dama.

– Tá falando a Elizabeth?! – Ela fez uma careta. – Ela não é uma fl...

– Ela é minha dama, querida. – Eu digo enfiando um pedaço de cadeira em suas costelas. – Ninguém fala assim com ela e eu quero o sangue do Salvatore.

– Vai matar ele só pelo jeito que ele falou com ela?! – Era tão bom vê-la sofrer.

– Não. – Eu disse a acertando de novo. – Vou matá-lo por ele ter falado com ela.

– Afinal de contas... – Ela cuspiu um pouco de sangue. – O que ela é sua?

– Minha falecida sobrinha. – Decidi manter a farsa de meu irmão. – E todos que a feriram vão sofrer.

– Ela...

– É ela esta morta. – Eu queria me matar só de pensar isso. – E pode se dizer que eu estou muito puto com isso.

– Kol... – Ela deu um urro de dor quando eu atravessei a mão em seu peito.

– Não me venha com desculpinhas. – Eu sussurro perto de seu rosto. – Vejo você no inferno darling... A menos que... – Ela tentava inutilmente buscar por e tirar as minhas mãos. – Que me diga a onde o Salvatore se escondeu.

– Eu não... – Ela balbuciou quando eu apertei o seu coração. – Em algum lugar no Oregon.

– Oregon?! – Era um lugar bem longe e inusitado. – Fugindo de mim ou tentando levar uma vida comum?

– Eu não se...

– Você não sabe é claro. – Eu rolo os olhos aquilo já estava entediante. – Ok. Te vejo no inferno Elena.

Eu arranquei o coração dela e só de raiva enfiei uma estaca de madeira nele e joguei fogo em seu corpo. Eu tinha perdido dias só pra descobrir que teria que dirigir por pelo menos 5 dias pra atravessar até o outro lado do país só pra matar aquele desgraçado.

É claro que era entediante ter que esperar dentro de um carro que por mais rápido que estivesse eu demorei uma semana para chegar ao Oregon que não era um estado pequeno e ter que procurar pelo babaca seria realmente complicado. O que eu sabia de Stefan Salvatore era que ele seria idiota o suficiente de tentar se reabilitar com coisas imbecis do tipo ter um emprego ou se matricular na escola que eram coisas que precisam de um registro da cidade, o único problema era qual delas.

Se eu não quisesse tanto a cabeça dele eu já teria desistido, mas ninguém fazia qualquer coisa contra Elizabeth e saia vivo. Eu queria a cabeça dele em uma bandeja de prata e nada menos porque aquele cretino iria pagar com sangue e ossos quebrados por cada palavra que ele disse pra ela cada gota de lagrima que ele à fez derramar eu queria vingança e iria ter nem que eu passasse a eternidade caçando aquele filho da puta.

Fiquei por quase outra semana inteira viajando 2 cidades por dia e fuçando os registros das cidades só pra achar aquele viado. Já tinha passado por dez cidades DEZ CIDADES! E nada dele. Se a vadiazinha da Elena mentiu pra mim eu juro que vou até o inferno e pioro a sua morte. Parei numa oficina já que a porcaria do motor tinha pifado e fui obrigado a parar em uma oficina.

– Posso ajudar? – Seria sorte ou azar.

– Ah pode sim. – Eu sorrio diante da cara de terror.

– O que quer aqui Kol?! – Stefan disse na defensiva.

– Bom o natal esta chegando. – Eu dei os ombros me aproximando dele. – E eu pedia ao Papai Noel a sua cabeça de presente. – Eu vi uma gloriosa chave de fenda. – Mas eu fui um menino muito, muito mal, então ele disse que se eu quisesse. – Eu joguei a ferramenta em seu ombro. – Eu mesmo teria que vir pega-la.

– Deixa eu adivinhar. – Ele disse com dificuldade. – Ela não gostou do jeito que eu falei com ela e a mimada foi fazer queixinha pro titio.

– Não errou. – Eu bati com o pé de cabra em sua cara. – Ela não quis me falar, mas sabe o quanto eu sou persuasivo.

– Torturou ela?! – Ele ficou com a cara pálida cuspindo sangue.

– Eu nunca encostaria um dedo nela, seu cretino. – Eu tive que substituir o taco de beisebol pelo pé de cabra.

– Ah! É verdade quase tinha me esquecido! – Ele deu um sorriso irônico. – Ainda é apaixonado pela filha do seu irmão? — Não me dei o trabalho de responder e sim de cravar a ferramenta em seu esôfago. – Pelo jeito sim. – Nem com uma perna quebrada ele calava a boca. – Nunca vi graça em incesto, vai ver é porque eu não tinha irmãs ou sobrinhas. – Ninguém sabia que Effy não era filha biológica de Klaus. – Mas acho que não deve ter problema. – Eu parei de espancá-lo a procura de mais objetos de tortura. – Vocês têm sangue viking. Era normal o tio casar com a sobrinha. – Não deixava de ser verdade, mas ainda era bom jogar um macaco em sua cara. – E ela também não é sua sobrinha de verdade. – Ele diz tentando se levantar e eu paro subitamente. – É eu descobri o segredinho da família Mikaelson. Que a primogênita na verdade é adotada. – Acho que um maçarico iria resolver. – Filha de uma bruxa com um deus grego, exótico não. – Onde eu acho um maçarico nessa merda. – Acho que é isso que faz ela ser tão gosto... – Ela não conseguiu terminar a frase com chamas na sua boca.

– Não gosto quando a vitima fala.

– Ciúmes? – Maldita regeneração. – Acha que ninguém notou que vocês eram “amiguinhos” de mais?

– Sempre soube disfarçar. – Eu sorri acertando o topo de sua cabeça.

– Essa doeu. – Ele esfrega o topa da cabeça e parece que seus olhos iriam saltar pra fora quando eu bati em seu estomago. – Já sei! Ela te deu um fora!

– Antes fosse. – Eu mexi nos bolsos

– Não queria que enfrentar o sogrão néh? – Ele era masoquista, só pode. – Ou devo dizer irmão?

– Ou deveria calar a boca. – Eu furei a sua garganta e quebrei o fraco de verbena em cima o fazendo berrar de dor. – Agora sim é o jeito que quero. Você implorando pela vida. – Eu nunca gostei desse babaca. – Sabe eu jurei que iria fazer você pagar por tudo o que disse à ela, mas sabe você merece bem menos que isso. – Eu me aproximei dele. – Merece viver sabendo a escoria que você é, merece saber que você é um inútil que não consegue manter uma amizade ou o seu irmãozinho vivo. – Agora eu toquei na ferida, literalmente. – Merece saber que a bruxinha Bennet ainda vai estar morta e que a sua namoradinha ou melhor ex-namoradinha ou cunhadinha se preferir. – Um pouco mais de verbena não mata ninguém ou mata? – Estão mortas. Por sua causa. – Agora sim a fúria que eu queria. – E tem sorte que eu fui piedoso com a Barbie porque meu irmão tem um apreso pela mesma. – Eu furei lentamente um de seus olhos com a ponta do pé de cabra enquanto pisava em sua garganta. – Você não merece a paz e o tédio que é morte Salvatore. — Acho que mais um buraco em sua barriga não faria mal. – Você assim com eu assim como todos os vampiros merece sofrer pela eternidade sem fim sozinho pra sempre condenado a ter que ver os seus amores morrerem e envelhecerem diante dos seus olhos e saber que vai passar a eternidade SOZINHO. – Ele me encarava sem expressão. – Sabe a diferença entre mim e você? – Eu fiz um corte em seu rosto. – É que eu sou poderoso o suficiente pra proteger a mulher que eu amo e você é um merda que deixa que seu irmão faça isso em seu lugar. – Eu olhava pra ele com o desprezo que sentia. – É Salvatore eu a amo, sempre amei por logos 150 anos e sempre vou amá-la e ninguém, nem mesmo o mesmo sádico ciumento do meu irmão vai me impedir de amá-la. – Ele me olhava meio espantado. – Então eu quero que escute com bastante atenção. – Eu o puxei pelo colarinho. – Você não vai se aproximar dela, não vai falar ou pensar nela, não pode nem sequer pensar que algum dia se conheceram ou se já viu alguém tão bela quanto ela, o que provavelmente nunca vai acontecer, não pode pensar na artística beleza de como o seu nome combina com sua aparência divina ou de como ela era doce e forte. Você vai esquecer quem é Elizabeth Keller Mikaelson e quando alguém te perguntar quem é ela você vai responder que era a filha do homem mais odiado da face a terra e de como ele é protetor e vai se lembrar desse dia do dia em que o homem que a ama veio te dar uma surra só pelo jeito em você falou com ela. – Agora ele estava realmente apavorado. – E lembre-se se deixar de fazer alguma dessas coisa eu volto aqui e termino o meu serviço.

Eu cravo o pé de cabra em sua cabeça e despejo o resto de verbena nele. Não iria matá-lo, mas iria gerar enxaqueca por pelo menos 50 anos. Eu sai daquele lugar com um carro caro de alguém que deixou pra concertar e comecei a longa viajem de volta para uma terra chamada Louisiana. A terra para onde eu voltaria pros braços de minha amada.