Kol

Eu estava digamos muito cansado da longa, muito longa viagem de vingança, porém revigorado porque nada como derramar sangue e fazer ameaças para dar uma agitar. A merda da viagem foi tão longa que passei um mês inteiro fora, mas pelo menos consegui chegar dois dias antes do prazo prometido. Nem posso imaginar no como Effy ficaria desapontada se eu não viesse para o natal como prometi. Devo ter demorado um pouco mais que o necessário já que parei no meio do caminho para comprar um presente de natal pra ela.

Eu estava passando pelo corredor e ouvi um choro baixo que eu reconhecia em qualquer lugar. Eu me aproximei do quarto de Elizabeth e abri a porta devagar. Quando eu a abro vejo Effy sentada na cama com lagrimas escorrendo devagar em sua face. Eu entro no quarto e vejo-a abrir um sorriso e depois engolir seco e voltar a chorar.

– Effy. – Eu me sento em sua cama e olho pra mesma que ainda chorava. – Effy darling olhe pra mim. – Eu digo baixinho.

Nos últimos meses a saúde mental de Effy não era a das melhores. Ela tinha medo de tudo e às vezes chorava sozinha sem razão aparente, mas hoje ela parecia diferente, como se estivesse mais sã.

– O que foi? – Eu olhava para a imensidão azul de seus olhos.

– Na...Nada. – Ela parecia nervosa e com medo. – Eu estou bem.

– Não, não esta. – Eu sempre sabia quando ela mentia. – Me conte o que ouve.

– Não tem nada. – Ela se levanta e força um sorriso. – Eu só estou um pouco cansada.

– Não minta pra mim. – Eu a olhei nos olhos. – Conheço você. Me diz o que esta acontecendo.

Ela desmanchou o sorriso e ficamos um bom tempo em silencio. Effy abaixou os olhos e vejo que ela volta a chorar antes de me olhar de novo. O que quer que tenha acontecido havia deixado assustada o suficiente para ela não querer contar pra mim e isso era preocupante e eu não conseguia deixar de me sentir culpado por ter deixado ela sozinha aqui durante um mês.

– Estou grávida. – Ela murmurou.

Eu fiquei mudo. A primeira coisa que eu pensei foi que estava ouvindo coisas e que estava ficando louco. A segunda foi quando a ficha cai e só conseguia pensar: OH SHIT! OH SHIT! E a terceira foi que isso pode ser a melhor coisa que já pode ter me acontecido. Nunca pensei em ter filhos, nem quando era mortal, mas só de pensar em Elizabeth grávida de uma criança que é minha é, sem duvidas, a melhor coisa que poderia acontecer comigo.

Quando eu a imaginava ela carregando uma criança o pensamente era que ela tinha se apaixonado por outro homem e me deixado, mas o fato da criança ser minha significava de que Effy também era minha e isso me deixa feliz pra caralho. Eu me levantei e a ergui nos braços a beijando e depois eu contemplei os olhos azuis que eu tanto amava.

– Eu te amo. – Eu beijei a sua bochecha e me ajoelhei pra beijar o seu ventre. – Eu amo os dois.

– Kol... – Ela voltou a chorar. – Você não entende. Meu pai ele nem imagina sobre nós. – Nem o fato do meu irmão tentar me matar conseguiu tirar o meu sorriso do rosto. – E Dahlia... Ela ainda esta atrás de mim e virá atrás do bebê também. – Já a minha tia maluca sim.

– Hey, hey. – Eu me levantei e segurei o seu delicado rosto secando as suas lagrimas. – Ninguém tocará na minha mulher e no meu filho.

– Kol... – Ela parecia meio surpresa.

– Pegue algumas coisas. – Eu beijei a sua testa. – Vamos embora.

– Pra onde?

– Qualquer lugar onde você esteja segura.