Klaus Enquanto isso em New Orleans...

– POR QUE VEIO ATRÁS DA MINHA CRIANÇA. – Eu agarro o pescoço de minha mãe. – MINHA FILHA, AQUELA QUE VOCÊ TEVE CORAGEM DE CHAMAR DE NETA!

– Você não entende...

– MINHA FILHA! – Eu apertava mais o seu pescoço.

– Niklaus, eu tive que fazer... – Eu sinto a magia dela dando pancadas no meu cérebro e sinto o meu nariz sangrar.

– Você declarou guerra quando veio atrás da minha família. – Nenhuma dor era maior quanto o ódio que eu sentia por ela. – Por isso eu vou fazer você sofrer de um jeito que só eu posso. – Ela me olhava com pânico enquanto eu apertava mais o seu pescoço. – Apesar de tudo, eu sou filho da minha mãe. – Eu a jogo pro lado enquanto ela busca por ar.

Eu pego o corpo inconsciente de meu irmão e ando pra fora do mausoléu.

Elizabeth

– Me passa a furadeira. – Guilherme falou.

Guilherme Suarez era um garoto latino do chalé de Hefesto. Ele deveria ter mais ou menos a minha altura e não era muito forte, mas não era magro, ele tinha o cabelo castanho e pele morena bronzeada. Ele era bem legal e divertido e topou na hora fazer as correntes sem nem mesmo saber o porquê precisávamos dela.

– O que estão fazendo? – Quíron perguntou entrando na sala.

A sala que Matt achou era uma antiga sala de armas que agora estava vazia. A sala era grande deveria ter uns 20 metros quadrados e no lugar da porta havia barras de bronze celestial. Os meninos estavam pondo as correntes na parede enquanto eu estava misturando água e Wolfsbane. Quíron entrou na sala quando nos estávamos estalando as correntes.

– Quíron eu posso explicar. – Matt falou.

– Por que tem correntes nas paredes? – Ele perguntou paciente enquanto via Guilherme usar o maçarico.

– Vão me amarrar aqui. – Andrew disse. – Por livre e espontânea vontade. – Quíron tinha cara de quem queria mais informações. – Vou virar um lobo hoje Quíron.

– Como é? – Quíron perguntou como se não acreditasse em seus ouvidos.

– Cara não precisava ser tão direto. – Matt nem sequer parava de soldar as correntes.

Andrew explicou tudo o que aconteceu na nossa estadia em New Orleans. Quando eu digo tudo, foi tudo mesmo.

– Vou fazer os outros entrarem antes do entardecer, mas tome cuidado. – Quíron realmente era um cara legal. – Não podemos perder o nosso melhor guerreiro.

– Valeu Quíron. – Andrew disse.

– Pronto acabei! – Guilherme disse. – Agora vamos testar.

Andrew suspirou e foi até as correntes. Ele as enrolou em seus pulsos e puxou com força, elas não se mexeram.

– Ponha o anel. – Eu disse. – O anel te da à mesma força que você terá quando se transformar.

Ele pegou o anel do bolso e puxou as correntes. Sua força pareceu ter triplicado de forma absurda, as paredes tremiam enquanto ele puxava, mas as correntes não sediam.

– Temos que prender você logo já vai escurecer. – Disse Matt.

– Preciso de alguém para me prender. – Ele tirou a camisa.

– Porque tirou a camisa. – Guilherme levantou a sobrancelha.

– Porque eu gosto dela e não quero que ela fique estraçalhada. – Eu andei até ele e prendi as correntes em seu pulso. Quíron e os outros meninos saíram nos deixando sozinhos. Eu firmei mais os fechos das correntes, eu me odiava por fazer isso com ele. Prendi os calcanhares e deixei uma lagrima descer. – Pode ir eu me viro daqui.

– Não. – Eu disse firme. – Eu vou ficar com você.

– Não Elizabeth. Vou machucar você. – Ele falou olhando fundo em meus olhos.

– Não vai. – Eu falei segurando em suas mãos. – Não posso deixar você sozinho aqui Andy. Eu vou ficar não importa o que diga.

– Effy por favor. – Ele disse com dificuldade. – Vai embora.

– Não eu vou ficar com você. – Eu vi Andrew se abaixar como se levasse um golpe na barriga e seus olhos ficaram amarelos.

– Elizabeth. – Ele dá uma fisgada de ar e berro quando o seu braço. Eu corro até as barras e tranco elas. – Não... ARGTH.

– Já disse que vou ficar com você deixa de ser teimoso. – Eu me controlava porque ele precisa de mim assim como eu precisei dele. – Você vai ter que beber. – Eu entreguei pra ele uma das garrafas de 2 litros de Wolfsbane.

Ele toma a garrafa das minhas mãos e bebe desesperadamente a águas. Eu vejo a dor em seus olhos e a sua garganta e seu peito fumegando quando a água pingava. Ele caiu de joelhos no chão, pude ver que o bronze celestial começava a machucar ele. Eu contive o desejo de soltar Andrew. Eu não podia fazer nada além de assistir o seu sofrimento que na verdade era culpa minha.

– Elizabeth... – Ele disse baixinho. – Vai embora.

– Não. – Eu tinha lagrimas nos olhos.

Ele berrava cada vez mais e cada dor que ele sentia eu também sentia. Aquilo partia o meu coração. Antes de ser um lobo completo ele soltou um uivo que daria para ouvir a quilômetros de distancia e seus olhos ficaram mais amarelos e me encaravam. Quando ele se transformou eu pude ver que belo lobo ele era. Seus pelos eram uma bela mistura de branco e cinza, ele era feroz e enorme e tinha grandes caninos. É claro que eu estou com medo, mas eu não posso deixá-lo sozinho. Ele pula em cima de mim me impedindo de me mover. Andrew olha nos meus olhos de um jeito mais penetrante que antes. De inicio ele só me olha e depois solta um uivo.

– ELIZABETH. – Alguém balança as barras e Andrew vira a sua cabeça para direção imediatamente.

– Mick?! – Eu falo quando vejo aquele maluco entrar aqui dentro.

Andrew rugiu e saiu de cima de mim e se prepara para atacar Mick Manson. Mick podia ser tudo menos medroso ele me levantou pelo braço e me jogou atrás dele me empurrando pra fora. Ele mantém contato visual com Andy e antes dele atacar Mick fechou e trancou as barras.

– Vamos. – Eu estava muda e Mick praticamente me arrastava pelo caminho de volta que agora estava vazio.