Andrew

Eu estava nu e acorrentado. Se fosse em dias passados eu teria achado que fui drogado e usado, mas agora eu ter sido acorrentado e virado um lobo e não lembrar de nada faz mais sentido. Eu me levantei e tirei as correntes que me prendiam, onde elas estavam presas tinha marcas de queimadura que já saravam. Matt deixou uma roupa separada no canto da sala, ele havia deixado uma bermuda de academia e um casaco moletom. Quando eu botei o casaco foi uma luta porque ele ficou apertado nos meus braços e não quis fechar deixando o meu peito nu. Nesse dias eu tinha crescido, mas ontem eu cresci ridiculamente rápido. Eu sempre fui forte, mas agora eu parecia com os lobos do Bayo, forte e grande como um armário e sem contar que no último mês o meu cabelo havia crescido, mas hoje ele já estava nos olhos e tampando a minha orelha. (O Andy ta parecido com o Sam Winchester)

– Merda! – Pisei em uma poça de Wolfsbane.

Eu abro as barras que serviam como porta e saio. Tinha acabado de amanhecer e a nevasca estava passando, eu vou andando até o pavilhão eu deveria estar a uns vinte metros de distancia, mas conseguia ver claramente Elizabeth sentada na mesa ao lado de Quíron, Matt e Mick. Ela estava usando tênis all star cinza, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo meio desgrenhado, no pescoço ela tinha um colar com o símbolo dos Mikaelson, calça preta rasgada e uma blusa cinza por baixo da Jaqueta de Mick. Eu ando até eles e assim que ela me vê os seu olhos dão um brilho diferente e ela corre até mim me dando um abraço súbito. Eu a abraço também, tiro devagar a jaqueta do Mick, não só porque não queria ela com o cheiro daquele idiota, mas também porque eu senti o cheiro de sangue. Eu não estava errado quando deixo a jaqueta cair no chão vejo que as mangas da blusa cinza estavam com sangue.

– Já estão fechando. – Ela diz levantando as mangas. – Viu. Esta tudo bem.

– Elizabeth... – Merda tudo o que eu queria era não machucá-la e eu fiz.

– Eu quis ficar lá. – Ela botou a mão no meu rosto como se soubesse exatamente o que eu pensava. – Acho melhor por uma roupa que de em você e eu vou ligar pro meu pai e pra Hayley.

Aquilo claramente era uma ordem. Eu devo ter assustado ela ontem à noite o foda é que eu não me lembrava, mas ela ainda assim ficava perto de mim. No momento a única coisa que eu sei é que nunca vou tirar esse anel. Quando eu entro no meu chalé alguns dos meus irmãos dormiam, alguns me olhavam com raiva por ter retardado o seu sono, poucos me olhavam com medo e tinha Clarisse e Jake que falavam gracinhas. Eu finjo não escutar, mas a raiva de um lobo era 300 vezes maior que a raiva de um filho de Ares.

– Como é ser um cachorro? – Jake veio com suas gracinhas.

Eu perdi a paciência e prendi-o (jogou mesmo u.u) com meu braço na parede e dei um soco do lado da sua cabeça abrindo um buraco nela. Ele e o chalé me olham com os olhos arregalados.

– Olha sobre ser um lobo. – Eu tenho certeza que meus olhos estavam amarelos. – É muito bom. Apesar de acorrentado eu me sentia livre e forte, mas infelizmente isso vem com um temperamento muito forte e todos os ossos quebrados na lua cheia. Mas ainda é legal. – Eu apertava mais ele contra a parede. – Acho melhor você parar de gracinha ou vai ter que me dizer como é ser um cadáver. – Eu o soltei e ele caiu buscando por ar. – Vou tomar banho se precisarem de mim é só chamar.

Eu fui obrigado a comprar novas camisas do acampamento já que nenhuma das minhas roupas antigas cabia em mim e eu não estava a fim de andar em camisa por ai. Ser um com hiperatividade era um saco, mas ser um lobo semideus com hiperatividade era muito pior. Eu praticava 5 lutas, era instrutor de armas e todos os dias participava de duelos. Agora faço isso tudo, uma serie de levantamento de peso, corro 7 voltas completas pelo acampamento e ainda fazia barras e flexões. O pior era que eu ainda tinha energia pra gastar. Mas pelo menos o meu apetite estava o mesmo, que segundo a minha avó era de alguém que acabou de sair da guerra e viu uma lanchonete com cortesia militar. Falando nisso eu deveria visitar ela, duvido que ela tenha caído na historia de que a minha namorada quase foi entregue a sacrifício e ficou em como, ela provavelmente acreditou na parte do sacrifício, mas não na parte que eu tenho uma namorada.

Eu estava correndo em volta do estreito de Long Island quando eu escuto alguém se aproximar. Quando a pessoa se aproxima eu pulo em cima e vejo que era Mick Manson.

– Vai me matar é? – Ele pergunta.

– Não provoca. – Eu saio de cima dele. – O que você quer?

– Matt esta te procurando. – Ele se levanta.

Eu saio de lá e consigo sentir o cheiro dele vindo dos campos de morango. Ele estava sentado no banco enquanto roubava alguns morangos. Elizabeth chegou com uma cara nada boa, que indicava que Lea não estava a fim de piadas.

– Da pra acreditar nisso?! – Ele quebrava alguma coisa nas mãos. – Meu pai falou que Esther me quer a qualquer custo e ainda esta tentando fazer ele e meus tios mudarem de corpos torturando eles.

– Por que eu acho que isso não é tudo. – Eu me arrisquei no furacão Effy.

– Por que ele disse que ela quer a minha cabeça e disse algo como blá blá blá fique ai e blá blá blá meu pai voltou. – Ela fazia uma careta engraçada.

– Como assim o pai dele voltou? – Matt perguntou.

– Eu sei lá o que caralhos isso quer dizer. – Ela balançava os cabelos. – Ele não consegue ser muito claro quando esta espumando de ódio.

– Matt por que nos chamou aqui? – Eu queria mudar de assunto antes que ela matasse alguém.

– Ah sim. Elena me ligou. – Matt falou. – Ela disse que Stefan sumiu já faz três meses.

– I daí. – Ela levanta as sobrancelhas.

– I daí que ele não é seu amigo? – Ele levanta as sobrancelhas e eu não entendo nada.

– É sim, mas três meses pra alguém que tem 160 anos não é nada. – Ela disse como se fosse obvio. – E não é a primeira vez que ele some. Vai ver ele só cansou de ver a namoradinha transando com o irmão dele.

– Você não entendeu. Stefan sumiu do mapa e Damon pediu a sua ajuda. – Ele disse tentando convencê-la.

– E porque você acha que eu ajudaria Damon Salvatore? – Ela ri.

– Porque Elena tem tido visões com Stefan e acha que ele esta sofrendo por ai. – Matt era bem insistente.

– Então Elesma esta tendo sonhos masoquistas com Stefan e tem certeza de que ele esta sofrendo e quer a minha ajuda para limpar a bagunça dela. – Ela batia o dedo indicador no queixo. – O que eu ganho com isso?

– Só pode estar de brincadeira. – Ele rola os olhos.

– Não. Estão falando 100% serio. – Ela tinha um sorriso sínico. – Até porque foi o próprio Stefan que tentou me matar varias vezes.

– Você ameaçou a namorada dele e torturou o irmão dele. – Ele falou.

– Não finja gostar do Damon.

– Você o obrigou a matar pessoas.

– Eu só mostrei a ele a sua verdadeira natureza. – Ela disse. – E tem que admitir que o Rippah Stefan é bem mais divertido.

– Vai ajudar ou não? – Matt perguntou.

– Vou, mas só pra esfregar na cara do Damon que ele é um idiota de conseguir perder o irmão por três meses e teve que pedir a minha ajuda pra conseguir salva-lo. – Ela tinha um sorriso meio sinistro. – Quando vamos.

– Vamos aonde? – Eles parecem ter se esquecido de mim.

– Mystic Falls. – Disseram.

– Daqui a algumas horas. – Matt respondeu.