Você é a Minha Família
20 Capítulo 20
Elizabeth
Assim que acordei eu pude ver meu pai sentado na cadeira ao lado a minha cama. Ele me olhava do mesmo jeito de quando eu era pequena. Era um olhar acolhedor e protetor.
– Pesadelo? – Era compreensível eu tinha muitos pesadelos.
– Não. – Eu o respondo. – Foi um bom sonho.
– Tome um banho, vou fazer o seu café. – Ele beija a minha testa e sai do quarto.
Pude perceber que não estava em meu quarto, provavelmente porque Kol estourou a porta com o pé. Era um quarto que ainda tinha a antiga decoração suportes de colunas de coríntio, paredes brancas e douradas e móveis de madeira rústica. Eu fico um bom tempo afundada na banheira e depois saio e pego uma antiga túnica que tinha nas gavetas, era minha, tinha largas mangas que iam até em baixo dos cotovelos, decote quadrado seu cumprimento ia até o meio das coxas, tinha diversos detalhes em marrom, era feita de linho branco e era leva e confortável. Eu fico descalça e vejo Niklaus trazer o café.
– Rabanadas? – Eu digo sorrindo.
– O seu favorito. – Ele estava certo. – E Elijah fez o suco. Agora coma vou pentear o seu cabelo.
– Me sinto com sete anos de novo. – Eu digo com rabanada na boca.
– Não, aos sete anos você não falava de boca cheia. – Ele ri penteando os meus cabelos.
Nós ficamos em silencio, eu comia e ele fazia tranças em meu cabelo. Pude ver Andrew passando no corredor ele nos olhou brevemente pasmo e de boca aberta. Sua reação era engraçada e não pude deixar de sorrir. Quando eu acabei de comer ele já tinha acabado de me pentear.
– Você não perdeu a pratica pelo visto. – Eu digo me olhando no espelho. Ele tinha feito o mesmo penteado de 1800. Ele deixou os meus cabelos soltos com cachos e fez duas pequenas tranças que se uniam atrás da minha cabeça e escondia a minha franja, uma traçinha atrás e outra na lateral bem na frente que tinha pequenas argolinhas de prata. Era lindo.
– Não. – Ele ri e beija meus cabelos.
– Diga a Kol que já estou pronta. – Ele sai do quarto.
Eu vou até o quarto onde tinha deixado o corpo da garoto. Eu espalho todas as velas pelo quarto e pego as ervas que e ainda tinha no estoque.
– Precisa de ajuda? – Era Andrew na porta.
– Sim. – Ele entra. – Ponha o na cadeira.
Eu havia posto duas cadeira no centro do quarto e as doze velas em um circulo em volta, todas as outras velas da casa estavam espalhadas no quarto. Ele pôs o garoto na cadeira e eu entrelaçava as ervas, fiz um chá com elas e pus em uma tigela.
– É pra acender todas essas vela? – Ele olha em volta do quarto e procura um isqueiro nos bolsos.
– Incendia. – Eu digo quando ele chega perto de uma fazendo todas as velas acender.
– Ok fazemos do seu jeito.
Os outros moradores da casa entram no quarto. Kol entra no circulo enquanto os outros ficam de fora. Ele me olhava fazendo aquela cara de vai ficar tudo bem e nostalgia, pois eu usava o mesmo penteado quando nos víamos e eu sustentava o seu olhar. Ele sabia o que eu ia fazer primeiro eu ia neutralizar o seu coração e depois eu ia o transmutar de corpo. Era perigoso e doloroso e ele continuava.
– Tem certeza do que faz? – Eu o imito fazendo a mesma cara do dia em que nós nos conhecemos.
– Absoluta. – Ele também se lembrava. Ele pega minhas mãos com delicadeza e abraça a minha cabeça com um braço.
– Don’t be afraid, darling. – Ele sussurra em meu ouvido e beija a minha testa. (Tive que por em inglês por causa da música A thousand years.)
Eu seguro forte a sua mão e ponho a outra sobre o seu peito e olhava em seus olhos, eu não queria fazer isso, mas tinha que fazer.
– Ocoros Mecante. – Ele procura o ar. – Aleora Subsitos! Ocoros Mecante, Aleora Subsitos! – Seu coração e o meu batem muito mais rápidos. – Olo Santire. – Lagrimas escoriam em meu rosto, eu sentia a mesma dor no peito, literalmente. – Dis Et Brav! – Mas era ainda pior ter que feri-lo. – Ocoros Mecante. Aleora Subsitos. – Eu sustento o seu olhar e aperto sua mão. Aquilo doía e ele não gritava. – Ocoros Mecante! – Eu seguro o seu corpo antes que caia no chão.
Sinto as veias de meu corpo voltar ao normal e ponho-o sentado na cadeira reprimindo um soluço. Eu pego a tigela de ervas e deixo um pouco dela escorrer pra dentro de sua garganta, o que garantiria que seu corpo ficasse vivo, mas neutralizado sem a adaga.
– Me desculpe. – Eu digo baixinho ao seu corpo enquanto o fazia beber o chá.
Eu molho as minhas mãos com o que restou do chá e vou até o garoto. Eu retiro a mordaça e as cordas que o amaravam e fico atrás de seu corpo, ponho as minhas mãos molhadas de chá de ervas acima de suas orelhas.
– Phasmatos Tribum. Nas Ex Veras. – Tinha que ser rápida, mas cada fibra do meu corpo não agüentava então eu falava mais alto. – Radamis Phasmatos Ex Sonos! – Eu podia sentir o quarto ficar mais quente por causa das chamas e meu nariz sangrar. – Resustamen Ex Veram Vatas! – Eu pude o ouvir respirar fundo e mexer a cabeça enquanto eu a segurava firme. – Radamis Phasmatos Ex Sonos!
– Deu certo. – Pude ouvir Andy falar do outro lado.
Eu fiquei tonta e cai sentada assim que acabei fazendo as velas se apagarem.
Fale com o autor