Você é a Minha Família
21 Capítulo 21
Elizabeth
Eu senti uma mão apertar levemente contra a minha. Eu ainda estava de olhos fechados, provavelmente eu desmaiei depois dos feitiços. Eu abro os meus olhos e encaro o teto.
– Elizabeth. – Eu me sento pra ver quem era.
– Andr... – Antes que eu terminasse de falar ele me beija. Eu retribuo, foi um beijo calmo e terno, mas cheio de angustia.
– Eu pensei que você...
– Não vai se livrar de mim tão fácil. – Eu sorrio pra ele. – Eu nunca quebraria uma promessa também.
– Como se sente? – Ele me pergunta pondo a mão no meu rosto.
– Bem na verdade. Quanto tempo eu fiquei inconsciente? – Devo ter ficado desmaiada por umas horas.
– Uma semana. – Ou não.
– Uma semana?! – Fico surpresa, nunca fiquei tanto tempo em coma. – O que eu perdi?
– Quase nada. – Ele diz. – Estamos na mansão da Bourbon Street. O feitiço deu certo, Kol já se aproximou de Davina e tem certeza de que ela controla Mikael. Matt, sua tia e Marcel estão em um quadrado amoroso junto com uma mortal. — Eu ergo as sobrancelhas. – Eu sei fofoca digna do chalé de Afrodite. – Ele sorri. — Seu pai não deixa o seu quarto e quando não esta aqui esta no atelier e seu tio ta no comando e espera você acordar pra dar um baile.
– E New Orleans? – Eu digo.
– Os vampiros estão sobe o comando de sua família e eles acham que as bruxas planejam algo. – Ele diz.
– Bem a cara delas. – Não vejo à hora de matá-las.
Eu me levanto da cama com a sua ajuda. Ele envolve a minha cintura com os braços e me beija de novo. Eu adoro, mas infelizmente eu tive que me separar dele para poder rever a família. Eu realmente estava melhor e revigorada, mas por via das duvidas nada de magia. Eu desço a escada animada. (Estilo Fancy). Pude ver todos reunidos na sala.
– Mikaelson’s e agregados! – Eu chamo a atenção deles. – Por que o baixo astral? Temos um baile pra organizar!
Pude ver os seus sorrisos. Klaus foi o primeiro a me abraçar, eu o abraço forte pude ver que ele esteve bem tenso nesses dias. Elijah ia só me dar um olhar terno, mas ele não resiste e me braça também. Eu dou um olhar de “eu sei o que vocês fizeram no verão passado” pra Matt e Bex.
– Curtindo ser humano? – Pergunto a Kol em seu novo corpo.
– Bruxo na verdade. – Ele diz mesmo com o novo corpo ele ainda era o mesmo Mané. – Descobrimos que poderíamos ser bruxos se não fossemos vampiros.
– Vocês não foram iniciados. – Eu disse.
– Exato! – Ele disse. – Agora as bruxas de New Orleans teriam um novo bruxo. Se elas não o recusassem, agora ele é discípulo de Davina.
– Bom trabalho. – Eu sorri pra ele. – Apesar de você ser bem mais experiente que aquela novata.
– Fazer o que. Tive que aturar uma bruxa por 150 anos na minha cola.
– Então. – Eles olharam pra mim. – Quando é a festa?
– Daqui a dois dias. – Elijah diz.
– Tempo suficiente para distribuir os convites e chamar o alfaiate. – Disse Rebekah, era obvio que ela iria cuidar de tudo.
– Eu entrego o das bruxas. – Eu digo sorrindo de lado. – Só pra não perder o costume de deixá-las se sentirem ameaçadas.
– Você vai mesmo ameaçá-las? – Pergunta Matt.
– Não com todas as letras. Vou só deixar a mensagem subliminar de que eu ainda sou mais poderosa que elas. – Eles me observam. – Mesmo sem magia. Eu olho pra Matt e ele me joga o cantil de Néctar. Era muito bom poder beber de novo, mesmo que só um pouco.
– Ok. – Diz Elijah. – Niklaus e Andrew podem continuar o contato com os lobos. Rebekah e Matt entregam os convites dos humanos importantes. – Eu, Klaus e Kol rimos desse fato. Humanos importantes, isso era hilário. – E os vampiros entregam os outros. – Ele ignorou nossa risada. — Elizabeth. – Ele chama a minha atenção. – Preciso que aja como uma humana comum e se aproxime da filha do prefeito.
– Desculpe, tem outra Elizabeth aqui? – Eu ergo uma sobrancelha. – Eu e uma humana?
– Só pra termos quem ameaçar os humanos. – Ele diz. – Se necessário.
– Obrigada por explicar. – Era uma boa jogada. – Ok eu aceito.
– Ótimo irei marcar um almoço comigo e vocês duas para hoje até tarde. – Ele diz pegando o celular.
– Não preciso de supervisão. – Eu digo.
– É só garantia. Depois disso irei com você até as bruxas.
– Quando você virou a Supernnay? – Ele me ignora e sai da sala.
Os outros vão aos seus afazeres então resolvo me arrumar para o almoço. Algo me diz que tenho que estar o mais elegante possível e bonita também, conhecendo o meu tio não deve ser em um bar que nós vamos. Ponho um vestido de renda preta solta, com um grande decote em v, ele era forrado por dentro, mas nas mangas dava para ver a minha pele sobre o fino tecido de renda, o vestido ia até o meio das coxas. Calço saltos pretos e decido investir em acessórios, ponho uma pulseira inteira cravada de diamantes que ganhei há 100 anos, brincos com molde de ouro e pedras negras e pego uma carteira de mão branca da Chanel , pinto as unhas de azul, nos olhos os destaco com uma grossa linha feita por delineador, passo batom rosa nos lábios e faço baby lizz nos cabelos.
Eu desço as escadas e Elijah já estava a minha espera no corrimão reformado da escada. Ele estende o braço a mim e o seguro. Parece que todos já haviam saído de casa. Vamos de carro.
– Ok, me diga todas as informações. – Eu digo quando ele da à partida.
– A esposa do prefeito é falecida, ele criou a filha sozinha. – Ele diz. – A garota tem a sua idade e não sabe sobre nós. – Ele me olha como cara de que eu ia aprontar. – E vai continuar sem saber. – E eu ia mesmo, mas decido me comportar. – São descendentes de asiáticos, mas a família reside a anos no French Quarter. — Ele continua. – O prefeito sabe que você não é vampira, mas não sabe que é uma bruxa.
– Não pode ser uma bruxa, sem usar magia. – Eu olho amargurada para janela.
– Isso é temporário. – Ele disse talvez querendo melhorar a minha alto estima.
– Tem razão. Vamos focar em um problema de cada vez. – Eu disse.
Ele estaciona em frente a um chic restaurante Frances. Típico de Elijah. Eu olho pra ele com as sobrancelhas erguidas.
– Não me olhe assim. Foi à filha do prefeito que escolheu. – Ele sabia o que eu tinha pensado.
Ele saiu do carro e abriu a porta pra mim. Normalmente eu mesma abria, mas quando eu saia com meu tio eu agia como uma dama. Eu pego o seu braço e entramos no restaurante que tinha uma fila enorme do lado de fora. Quem não nos conhecia olhava com raiva, quem conhecia olhava com medo. Não precisamos nem sequer falar para podermos entrar. O restaurante era lindo tinha pinturas no teto e as colunas eram gravuras esculpidas em formato de anjos e tinha grandes lustres dourados por todos os lados.
– Nada mal. – Digo a Elijah.
Ele me guia até uma mesa onde tinham se levantado um senhor de meia idade com cara de japa e uma garota emperequetada que. Não. Só pode ser sacanagem.
– σκατά – Praguejamos em grego antigo.
– Achei que estaria no acampamento. – Eu a odiava, mas mantenho a compostura
– Achei que estivesse em uma missão. – Ela diz debochada. – Onde estão Andrew e Matt?
– Pelo visto já se conhecem. – Pobre Elijah. Seu plano mal começou e já falhou.
– Claro que sim. – Digo com um obvio falso sorriso. – Tio Elijah. – Ela arregala os olhos. – Essa é Drew Tanaka. Filha de Afrodite.
– Pai. – Ela ia entrar no meu jogo. – Esta é Elizabeth Mikaelson. Filha de Hades.
– O não querida. – Eu aceno com a mão. – Isso é só na Grécia. No mundo dos “mortais” sou filha de Niklaus Mikaelson. – Ambos entenderam mortais de jeito diferente.
Elijah estava deixando tudo em minhas mãos. E digamos que eu adorava ameaçar Drew então não seria uma causa perdida. O fato era. Eu me dava bem com o chalé de Afrodite. Menos com a galhinha da Drew, porque ela tinha óbvios ciúmes de Andrew, Mick e Matt. Que os três a dispensarem e passavam todo o tempo comigo.
Assim que sentamos o garçom chega.
– Por em quanto. – Elijah nos olha. – Três Wiskys e...
– Suco de abacaxi com limão sem açúcar. – Drew responde por ele.
– Se me permite dizer. O senhor tem uma filha graciosa senhor Tanaka. – Elijah sempre cordial.
– O senhor tem uma sobrinha encantadora senhor Mikaelson. – Diz o prefeito simpático. Parece ser um bom homem.
– Como as senhoritas se conheceram? – O prefeito pergunta após as bebidas chegarem.
– Somos... – Ela me olha com um sorriso tão falso e bem fingido quanto o meu.
– Colegas de acampamento. – Eu continuo. Era obvio que a vida social de Drew dependia disso. – Aceita? – Disse a ela estendendo um fraquinho de néctar.
– É claro. – Jogamos em nossas bebidas.
– Seja gentil. – Disse meu tio só para eu escutar.
– Sei o que estou fazendo. – Digo a ele antes de beber o Whisky.
– Vocês dividem o quarto? – Perguntou Elijah.
– O não. – Drew respondeu. – Somos divididos por chalés de nossos pais. – Ela era boa. – Eu resido no chalé 10 de Afrodite com os meus meio-irmãos.
– Eu fico no chalé 13 com Nico. – Ela sabe tocar na ferida. – Você não deveria estar no acampamento, Drew? — Mas eu sei abrir feridas.
– Onde estão os meninos? – Ela pergunta.
– AH Drew. – Eu suspiro. – Quando vai entender que suas vidas não são da sua conta? E não tente usar o charme comigo.
– E a missão para resgatar o garoto fantasma? — Ela diz com um sorriso sínico. – Para você estar aqui, você deve ter falhado.
– Não abusa da sorte. Minha mira ainda é melhor que a sua. – Eu digo. – E um dia você vai aprender que eu não falho.
Acho que ela entendeu a minha ameaça e se calou. Elijah e o pai de Drew negociavam os turistas enquanto eu mantenho os olhos em Drew. Eu sempre a ouvia se gabar por ser filha de um prefeito, quem diria que o pai dela seria o prefeito bucha da minha cidade.
Ficamos por mais algum tempo e depois de comermos nós encerramos o almoço.
– Foi um prazer senhor Tanaka. – Digo ao pai de Drew.
– O prazer foi meu senhorita Mikaelson. – Ele sorria
– Vejo você no baile Drew. – Digo a ela entregando o convite.
– Até lá Lyzie. – Ela pareceu notar que isso era para ela ficar de boca fechada no acampamento.
Elijah entrelaça o meu braço no seu enquanto seguimos para o covil das bruxas.
– Acha que deu certo? – Pergunta ele.
– Com certeza. – Eu ri. – Não é a primeira vez que eu a deixo com medo, por assim dizer.
Ele me conhecia então não pergunta. Meu tio havia mudado nesse decorrer do tempo. Ele não era mais tão nobre e cordial, chegava a aparecer com meu pai. Mas ele estava assim para ter a cidade de volta. Custe o que custar.
Entramos no cemitério. Bom era um cemitério não tinha muito além de lapides e salas com ervas e velas. Sabe coisas de bruxas. Eu sou uma, mas eu tinha que admitir que era muito estranho.
– O que fazem aqui? – Perguntou uma morena de cabelos cacheados longos e enormes olhos.
– Quem és tu zoiuda? – Admito que no acampamento eu andava muito com Barry e os Stools.
– Esta é Monique Deveraux. Sobrinha de Sophie. – Elijah tinha um sorrisinho contido nos lábios.
– A sobrinha da morta. – Eu podia sentir a morte de Sophie. Ela arregala os olhos me fazendo querer rir mais dela. – Pela sua cara. Foi você quem a matou. – Elijah a analisa. A morte de Sophie devia ser novidade a ele. – Enfim eu não vim aqui perder o meu tempo com isso. A aqui o convite para o baile. – Eu a entrego. – Escolha uma representante. – Ela ia se pronunciar. — Não você é claro. Não gostei de você. – Eu viro de costas e saio da tumba. – E se tentar alguma gracinha. – Eu digo alto. – Eu esfolo você.
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