Elizabeth

Já tinha dois dias que eu havia quase matado o amigo de Marcellus, e ele ainda não tinha pedido o sangue de Klaus, mas eu o conhecia ele iria ceder ainda tinha dois dias pra entrar em desespero. Eu tomo uma ducha antes de descer pro café, ponho um vestido vermelho que tem a manga aberta e é preso no pulso, salto estilo botinha e pulseiras pretas. Como sempre o meu cabelo estava solto, mas hoje eu passo uma make mais escura e pinto às unhas de azul. Quando desço as escadas eu vejo que Andy e Matt já devoram o café e se eu não for rápida não vou comer o pouco de comida que tem nessa casa.

– Bom dia rapazes. – Eu digo me sentando à mesa e procurando algo pra comer.

– Buenos dias nanica. – Disse Andy que me empurrou um prato com sanduíche de patê de frango.

– Oi Liz. – Matt põe a jarra de suco de goiaba na minha frente.

– Cadê os outros? – Eu pergunto devorando o sanduíche, desde que eu tinha ido ao acampamento meu apetite tinha aumentado 300%.

– Rebekah se voltou ontem. – Disse Matt comendo cereal. – Já deve estar no cemitério das bruxas. Ela disse algo como que tinha que desfazer uma ligação no telefone e Klaus foi ver Marcel. Parece que ainda hoje nós teremos o Elijah de volta.

– Maravilha. – Eu digo tomando um gole do suco.

– E ai o que vamos fazer hoje? – Eu olho pra Andrew. – Não me diga que vamos ficar presos aqui sem fazer nada.

– Claro que não. – Eu dou um sorriso. – Vamos fazer compras.

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– Eu não acredito que você esta nos arrastando pra esse programa de mulherzinha. – Disse Andrew carregando as minhas sacolas.

– Calma querido. Tem roupas pra vocês também. – Eles me olham surpresos. – O que vocês acharam que eu ia deixar vocês andarem com a blusa do acampamento por ai, fora que vocês trouxeram roupas pra uma missão rápida. Enfim não foi isso o que viemos comprar. Viemos aqui porque eu preciso de algumas coisas pro ritual. – Eu digo entrando na pequena loja de bruxas.

Era diabolicamente fofo, tinha a cor lilás, um monte de colares bonitinhos e amuletos, tudo pra enganar um turista e tudo o que uma bruxa precisa.

– Posso ajudá-los? – Disse uma garota negra de cabelos cacheados.

– Na verdade pode. – Eu sorria de forma inocente. – Eu quero doze velas e um conjunto de ervas.

– Nossa o que pretende fazer com tudo isso? – Ela diz risonha.

– É que o meu tio esta doente e minha avó acredita que ervas são bons pra resfriado e eu acho que ela pretende doar as velas pra igreja. – Eu me fazia de inocente enquanto os garotos acompanhavam a historia.

– Ah sinto muito. – Ela era muito burra. – Aqui está às velas são 50 dólares e as ervas são por conta da casa.

– Ahh muito obrigada. — Eu paguei a garota e sai da loja.

– Ela só pode ser idiota. – Eu disse andando com eles de volta pra casa. – Me vendeu 12 velas de ritual em plena lua crescente, só me cobrou 50 dólares e ainda me deu Wolfsbane e verbena de graça.

– Você pagou 50 dólares numa vela? — Andy perguntou incrédulo.

– Acredite, pelo estrago que Kol vai fazer isso está praticamente de graça. – Eu digo a eles.

– Ta legal, mas o que vamos fazer agora? – Disse ajeitando as sacolas nas mãos.

– Vamos voltar pro casarão, pela hora que meu pai saiu ele já deve ter voltado. – Digo olhando as horas no celular. – E vamos procurar o feitiço que vou usar no Kol nos grimórios, enquanto esperamos ele acordar. – Eu estava olhando pros garotos da cidade como se fossem peças de roupa.

– O que esta fazendo? – Perguntou Andy seguindo os meus olhos.

– Escolhendo. – Eu respondi até que eu achei o perfeito com cabelos castanhos claros com topete, olhos verdes e um belo sorriso. – Encontro vocês em casa. Enquanto isso acho melhor acharem a Rebekah.

Eu saio andando antes que aquele teimoso possa protestar, eu vejo que ele e Matt já estavam na direção de casa, então era hora de agir. Eu ajeitei o decote e joguei mais o cabelo e fui andando em direção ao cara que estava distraído com alguma vitrine. Ele parecia ser um daqueles mocinhos novos da cidade, o que era perfeito. Eu comecei a andar um pouco mais rápido e assim que ele virou nós demos um encontrão que fez as minhas sacolas caírem.

– Me... Desculpe. – Eu deveria ganhar o Oscar às vezes. – Eu sou uma estabanada eu não te vi sinto muito.

– Sem problemas a culpa foi minha. – Ele sorri e me ajuda a pegar as coisas.

– Obrigado pela a ajuda. – Eu sorrio e pego as minhas coisas de sua mão.

– Não há de que. – Ele sorri também. Eu saio andando pela direção oposta, mas eu sei que ele vai vir atrás. – Hey! – Ele me chama. – Eu sou novo então você poderia me mostrar um lugar legal da cidade em troca?

– Você não é nenhum maníaco assassino é? – Eu pergunto rindo.

– Não e você é? – Ele pergunta com um sorriso gentil.

– Quer descobrir? – Eu pergunto sedutora andando na direção a um beco que do outro lado dava pra ver um bar.

– Seria uma honra. – Ele diz me seguindo. Quando entramos no beco ele se aproxima mais e no mesmo momento eu bato forte com sua cabeça contra a parede o matando.

– Se você não é um maníaco assassino. – Digo pegando o seu corpo antes que caia no chão. – Logo vai ser. – Eu o transporto junto comigo pelas sombras e no segundo seguinte eu vejo a sala de estar.

– Quem é esse? – Pergunta Klaus depois de beber o sangue de uma garota que estava em cima da mesa.

– Esse aqui é o novo Kol. – Eu olhei pro sofá e vi Elijah sentado no sofá limpando o canto da boca. – Bem vindo de volta tio.

– É bom revela Elizabeth. – Ele responde.

Eu levo o corpo do garoto quarto de hospedes no fim do corredor, prendi as suas mãos e as pernas na cama e o amordacei também. Eu desci até o porão onde ficava o caixão de Kol. Retirei a adaga de seu peito e guardei no entre a manga do vestido fui até a prateleira onde os grimórios ficavam guardados e peguei todos eles e voltei à sala de estar onde estavam meu tio e meu pai. Eles pareciam entender que eu queria a ajuda deles e cada um pegou um livro.

– Qual feitiço você quer?- Pergunta Elijah sem cerimônia.

– Transferir almas. – Eu digo me sentando no sofá branco e começo a folhear o grimório de Amélia que era tão velho que era escrito em runas. – Vou precisar para transferir a alma de Kol para o nosso novo amiguinho, será mais seguro e ainda podemos nos aproximar da tal Davina.

– Tem certeza que consegue fazer esse feitiço? – Meu pai me olha preocupado. – É um nível muito avançado de magia negra.

– Eu vou ficar bem. – Eu tento acalmá-lo, mas ele tinha razão era um feitiço muito complicado. – Temos que focar em achar o feitiço por hora.

Ele e Elijah se entreolham, tenho certeza que escondem algo, mas eu não tenho tempo pra isso, então ficamos em silencio lendo os grimórios. Quase uma hora depois Rebekah arreganha a porta e entra em casa com os meninos em seu encalço. Ela fica olhando pra nossa cara como se esperasse que desviássemos a nossa atenção á ela.

– Isso é o que farão no nosso primeiro em que nos unimos? – Ela começa. – Clube do livro original?

– Ler edifica a mente. – Eu digo sem desviar a atenção á ela. – Não é Elijah?

– Sim. Isso mesmo, Elizabeth. – Diz meu tio que olha rapidamente pra Rebekah e volta a ler.

– E que negocio é esse? – Andrew aponta pro corço na mesa.

– É uma oferta de paz. – Suspira Elijah.

– Imaginei que tanto tempo dissecando em um caixão, meu irmão mais velho estaria um pouco faminto. – Niklaus respondeu sem tirar os olhos do livro.

– E eu expliquei ao meu irmão mais novo que perdão não se compra. Prefiro ver a mudança que indique seu pesar e amadurecimento... – Rebateu Elijah. – Não essa insanidade.

– Não poderia desperdiçá-la, não é? – Meu pai era impossível.

–Bem, acho que buscarei a lixeira, porque esta manchando um tapete de 150 anos. – Ela sai da sala um pouco indignada.

– É mesmo. – Eu digo olhando pro sangue que cai do pescoço da morta e pinga no tapete. – Então pai, tio. Quando vão me contar? – Eu já estava começando a ficar entediada.

– Contar o que? –Klaus diz sem me olhar.

– Que a minha vida está ligada a bruxa Sophie Devereaux. – Eu olho pra eles. – Por favor, eu sou uma bruxa de 170 anos. Acharam mesmo que eu não ia perceber? – Eles não me respondem. – De qualquer forma, um de vocês vai achar uma bruxa poderosa... – Eu arranco uma pagina do grimório e estendo a eles. – E vai fazê-la desfazer o feitiço. – Klaus pega a folha da minha mão e sai da sala.

– Voltando às bruxas assassinas, eu tenho algumas preocupações. – Elijah diz assim que Matt se senta ao meu lado e Andrew vai atrás de Rebekah.

– Elas são más. – Matt disse. – E a vida de Lyzie está ligada magicamente a uma delas.

– Sim, eu acho que é hora de cuidarmos desse problema. – Disse Elijah.

– Eu concordo plenamente. – A voz de Bex vinha da cozinha. — Quanto antes elas se desligarem, podemos sair dessa droga de cidade.

– Quem precisamos matar? – Andrew pegou a garota de cima da mesa e a arrasta pra fora.

– Provavelmente, ninguém. – Eu o respondo antes dele sair e ele me olha com uma como se desconfiada. – Tudo bem. Potencialmente, todos.

Eu saio da sala e vou pro meu quarto. Eu me senti incrivelmente sonolenta e deveria ser só 18 da tarde. Assim que eu me deitei cai imediatamente no sono.

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Eu acordo subitamente com uma forte fisgada de ar. Não sei o que está acontecendo, mas a minha cabeça doía como se um dos filhos de Hefesto confundisse a minha cabeça com a forja e batesse bem forte nela com um martelo, sentia ânsia de vomito então coloquei a minha cabeça pro lado de fora da cama e vomitei terra. Tentei levantar da cama, mas assim que eu fiz isso as minhas pernas pareciam geleia e eu caio com um baque surdo. Eu tremia mais que um chihuahua e continuava a vomitar terra, minhas entranhas começaram a queimar e puxar eu sinto algo quente sair da minha garganta e vomito sangue.

– EFFY. ABRA A PORTA! — Ele batia na porta

– Kol! – Eu tento gritar, mas a minha voz sai baixa e esganiçada.

– ABRA LOGO A PORTA! -Ele estava com raiva de mim pelo que eu fiz no acampamento dava pra saber em sua voz.

– So... Socorro! – Tentei falar o mais alto possível.

– Effy, você está bem? – Acho que ele me ouviu, porque suavizou o tom de voz. – Não consigo abrir a porta! – Eu conseguia ver a porta balançar, mas minha visão estava muito turva. – Sai de trás da porta! – Ele grita com raiva e eu me abaixo, acho que deu certo porque ele meteu o pé na minha porta estourando a fechadura.

– O que houve com você?! – Ele pergunta depois de me ver vomitando mais sangue.

– Sop... Sophie – Eu gaguejei pondo mais terra pra fora.

– Você esta ardendo em febre. – Ele diz se agachando em meu lado. – Coisa de bruxas? – Eu balanço a cabeça fazendo que sim meus olhos marejavam de tanta dor.

– Faz... – Eu não conseguia falar direito. – Parar.

– Vou fazer venha. – Ele me pega em seus braços e desce até a sala. – REBEKAH!

– Kol?! O que aconteceu?! – Ela indaga ao me ver.

– Rebekah venha comigo. – Disse Elijah vindo. – AGORA! E Kol você fica cuidando de Elizabeth.

– MERDA! – Era a voz de Andrew que vinha do quintal. Kol me carregou até a porta e nós vimos algo muito desagradável.

– O que é isso? – Kol pergunta.

– Harpias. – Responde Matt tirando sei lá da onde o seu arco e flecha.

– Umas 20 pra ser exato. – Disse Andrew sacando a espada. – Mas o que atraíram elas, tem coisa demais escondendo o nosso cheiro.

– Acho que foi ela. – Disse Matt olhando pasmo pra mim, mas logo voltando ao normal enfiando uma flecha no peito de uma harpia e fazendo-a virar pó dourado.

– O que aconteceu com você? – Andrew olha pra mim depois de decapitar duas delas.

– Bruxas. – Kol responde por mim enquanto eu ponho água pra fora. – Acabem logo com essas... coisas. – A dor piora e fica impossível não gritar.

Ele me leva de volta pra dentro e me deita no sofá e se senta ao meu lado para assistir toda a confusão do lado de fora. Parece que mais harpias chegam cada vez que eu grito. Eu tento parar, mas é impossível.

– Kol. – Sinto as lagrimas rolarem em meu rosto. – Eu... – Tomo mais fôlego. – Estou queimando por dentro.

– Não aja como uma garotinha, você vai ficar bem. – Ele afastando o meu cabelo da testa cheia de suor.

Com o pouco de visão que eu tinha eu vi Elijah chegar com a tal Sophie atrás dele antes de testemunhar eu vomitar mais sangue no tapete de Rebekah. Eu conhecia Sophie dos meus passeios pelo French Quarter, eu sabia que ela era a revolucionaria das bruxas de New Orleans, então eu precisava saber onde eu estava me metendo.

– Eu posso fazer a febre abaixar com a ajuda de algumas ervas. – Ela disse me olhando pasma, deve ter notado que se eu morrer, ela vai comigo. – Vou fazer uma lista.

– No... – Meu estado era ridículo. – Armário.

– Aqui. – Sophie entrega a lista para Rebekah que vai até o meu quarto.

– O que esses dois estão fazendo? – Pergunta Elijah boquiaberto olhando pra fora.

– Deixa. – Eu segurei a manga de sua blusa antes que ele fosse pra fora. – Eles vão resolver.

– A coloque na água. – Disse Sophie. Kol tirou a jaqueta e foi em direção a piscina comigo nos braços.

Rebekah chegou com as ervas e Sophie começou a esmagá-las pra fazer o chá. Precisei da ajuda de Bex pra tirar os sapatos, eu estava a beira da morte e me preocupava com os meninos, já que a cada 5 minutos mais harpias chegavam.

– Põe ela na água. – Sophie se aproximava com uma xícara enquanto Kol me colocava dentro da piscina.

– Coloca isso na xícara e faça-a beber! – Gritou Matt jogando um cantil para Kol.

– O que é isso? – Pergunta Kol desconfiado.

– Néctar. – Tentei demonstrar a ele que ele podia confiar. Acho que deu certo porque ele joga a bebida dos deuses dentro do copo e me faz beber todo o conteúdo.

Ervas sempre tinham o gosto horrível, mas com néctar ficava muito melhor. Kol me leva no colo até o meio da piscina a dor se alivia um pouco até sentir como se levasse um forte soco no peito.

– Não consigo respirar. – Digo ofegante. Algumas bruxas tentavam me matar e alguma outra estava retirando a minha ligação, de qualquer forma todos eram dolorosos.

– Respire fundo. – Kol disse com a voz calma, apesar de eu sentir a sua aflição. – Elizabeth, olhe pra mim. Respire fundo. – Eu faço o que ele manda, mas não consigo parar de olhar pros meninos. – Só concentre-se no som da minha voz. Você ficará bem. – Eu olho pra ele e tento me concentrar, era difícil um semideus se concentrar. – Eu prometo. – Ele me afundou mais na água.

Eu conseguia sentir aos poucos a ligação ser desfeita e provavelmente as bruxas que tentavam me matar estavam sendo paradas de alguma forma. Sabia que não estavam sendo mortas, simplesmente porque eu sabia.

– ARGH!! — Eu senti como se me esfaqueassem, eu me contorcia nos braços do meu tio enquanto ele me segurava para não afundar.

Subitamente a dor "passou". Eu ainda estava meio zonza e dolorida, mas as dores horríveis tinham parado. Ele pegou gentilmente a minha mão para ver se o furo que Sophie fez nela mesma tinha me afetado. Só restavam 3 harpias e os meninos não pareciam cansados.

– Deu certo. – Eu digo.

– Vamos. – Kol me deu um sorrisinho gentil e me carregou pra beira da piscina.

– Elijah... – Disse Sophie se aproximando. – Quando o seu irmão descobrir que a ligação foi quebrada, ele matará Agnes. – Ela deve estar falando da velha. – Sei que não me deve nada. Mas por favor, não o deixe matá-la. – Ele vem ao nosso encontro na beira da piscina onde Kol acabara de me deixar sentada. – ELIJAH, ela é o único acesso que temos ao poder. Prometa-me que vai Pará-lo. – Ele a olha e pega o celular.

– Sou eu. Onde você esta? – Ele falava com meu pai no celular. – Não a machuque. Chegarei em breve. – Ele desligou e olhou pra Sophie. – Eu lhe farei uma última promessa.

Andrew

Eu tinha acabado de matar a última galinha voadora, eu só pensava em estraçalhá-las para poder chegar a Effy que constantemente urrava de dor e vomitava terra e sangue. Eu estava mais preocupando com ele sendo atacada por mandinga de bruxa do que com essas harpias, mas se eu não as parasse elas iriam nos devorar e não ia adiantar, então descontei toda a minha raiva em cima delas.

Eu passei os últimos dias observando a família de Elizabeth. Eles eram muito parecidos com o seu pai, Ares, eram letais, raivosos e eficientes e criativos na hora de matar. Eu só tinha que admitir que eles eram muito mais complexos que o deus da guerra. Eles eram a mistura de Atena com Ares. Sempre em guerra entre si ou com inimigos, fazendo planos e mais planos, eles conseguiam armar contra os inimigos e a própria família ao mesmo tempo com sangue frio. Todos os cinco eram diferentes, mas no fundo eram exatamente iguais, egocêntricos, temperamentais, teatrais , extremamente vingativos, sanguinários e sempre querem estar no comando.

– Eu lhe farei uma última promessa. – Disse o ex-empalhado para a bruxa de dentes separados. – Não deixarei o meu irmão matar Agnes. – Ela parece aliviada. – Você vem comigo. – Ele disse apontando pra mim e saiu após pegar suas roupas no chão com a loira em seu encalço.

– Eu sei que estava me usando pra salvar as bruxas. – Elizabeth disse segurando o braço da garota. – Mas tente de novo e eu te matarei. – Ela solta o braço da garota a deixando sair praticamente correndo e me da um olhar que indicava seguir o tio dela.

– Larga ela! – Kol disse ao ver Matt se aproximar de Effy para ajudá-la.

– Eu sou o enfermeiro do acampamento. Eu sei o que estou fazendo. – Matt rebateu tirando um pedaço de ambrosia do bolso.

– Eu sou o Kol e eu sei o que vou fazer com você se não solta-la. – O cara sorria como um psicopata encharcado. Esqueci de mencionar que todos eram extremamente ciumentos e gostavam de atenção.

– Já chega! – Disse Elizabeth os fazendo calarem a boca. – Valeu pela ambrosia Matt. Eu não tenho escolha, não é? – Ela diz e o cara balança a cabeça e a carrega pra dentro depois que ela pega a ambrosia.

Eu saio da casa seguindo Elijah. Andamos em silencio por uns 5 minutos até entrarmos em uma igreja. Quando eu imaginava os vampiros eu sempre imaginei que eles queimariam em igreja e coisas do tipo, agora eu achava isso ridículo já que como meu pai era um deus grego eu era pagão.

– Não toque na minha família. – Eu ouvi Klaus dizer com a mão no pescoço de uma velha.

– Deixe-a. – Disse Elijah em voz alta e passiva enquanto Klaus prendia o pescoço da mulher a usando como um tipo de escudo. – Dei a minha palavra. – Elijah continuou enquanto mais velhotes levantava dos bancos com a nossa chegada.

– Você costuma dar a sua palavra nos momentos mais errados, irmão. – Pela primeira vez eu concordava com ele. — Fizemos as coisas do seu jeito o dia inteiro. Vamos. – Ele dizia de forma animada e convidativa. — Só uma mordida e pronto, Agnes. – como isso podia ser piada pra ele. – Ela merece.

– Niklaus, não faça mais nenhum movimento. – Elijah disse sério e controlado. E eu resolvo me sentar e assistir. – Você pediu meu perdão. – Ele andava lentamente na direção deles e começava a sair de sua paz interior. – Te darei o meu perdão... – A reação de Klaus era ilegível. – Mas não me faça passar por cima da minha palavra. – Eles se encaram por um bom tempo antes de lentamente Klaus soltar Agnes.

– Meu nobre irmão. – Disse Klaus com a voz baixa e carregada de sotaque. – Que tal isso como um crescimento pessoal? – Sempre estão planejando algo. – Ainda assim, é a sua cara estragar minha diversão.

– Não necessariamente. – Elijah rapidamente começa a matar os homens um a um, arrancando o coração quebrando o pescoço e zunindo pro teto da igreja. Como um filho do deus da guerra não deixo que achar isso muito legal. Em alguns segundo e só havia restado eu, os Mikaelson, Agnes e uma pilha de corpos. O cara solto dois corações como se fossem sacolas de bala e limpava as mãos com o lencinho do bolso. – Eu jurei que você não ia morrer pelas mãos do meu irmão. Eu não disse nada... Sobre as minhas. – Ele jogou o lenço sujo de sangue pro lado e levanta Agnes pelo pescoço com uma mão só. – Ninguém machuca a minha família e vive. – Ele quebra o pescoço da mulher com um simples movimento e vira de costas. – Ninguém. – Ele diz andando em direção a porta. Deixando a mim e a Klaus com sorrisinhos na cara.

Extremamente vingativos.