Andrew

– Não Effy! – Eu ouvi Kol gritar do quarto de Elizabeth

– Kol. Por favor. – Ela dizia.

– Não você ficou louca?! – Eu parei no corredor para ouvir. – Não vou deixar você por a minha alma em outro corpo. Isso é magia negra que vai esgotar toda a sua energia.

– Eu preciso fazer isso! – Ela tinha a voz firme, mas com um fundo de melancolia. – Por favor, Kol eu preciso salvar o meu irmão!

– E você pretende morrer por isso?! – Ele rebateu furioso. – Por uma criança que acabou de conhecer. Esta disposta a arriscar a sua vida e toda a cidade por ele, da mesma forma absurda que você fez por esse cara? – Acho que ele se referia a mim.

– Estou! – Ela diz firme, consigo a ver encará-lo determinada apesar dos olhos marejados. – Porque ele é meu irmão! Por que ele é só uma criança. Eu arrisco a minha vida e demais 200 cidades se puder! Você já me salvou quando eu tinha a mesma idade, pois tudo a perder por mim e eu farei o mesmo por ele! – Ela realmente se ligou á Nico nos dias que passou com ele. – Eu vou fazer o que puder por ele. Ele merece uma chance assim como eu tive em 1847! Tudo o que estou pedindo é a sua ajuda pra descobrir aonde Mikael esta e depois eu vou por você novamente em seu corpo.

– NÃO VOU AJUDAR SE ISSO CUSTAR A SUA VIDA! – Ele gritou com ela. – Se a magia não te matar, Mikael vai! Elijah e Klaus vão fazer a sua vontade sem pensar nas conseqüências, mas não pense que eu farei o mesmo. Você viu o que as bruxas fizeram com você hoje, o que você acha que meu pai em busca de vingança pode fazer?!

– EU NÃO ME IMPORTO!

– MAS EU SIM! – Eles eram como cão e gato. – E EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ SE MATAR! – Ele sai do quarto a deixando sozinha.

– KOL! – Ela gritou e as lâmpadas do corredor explodiram.

– Elizabeth. – Eu digo entrando no quarto. — Você esta bem? – Ela ainda vestia a mesma roupa suja de sangue e terra.

– Sim. – Ela era forte, mas depois de tudo o que havia passado hoje eu apostava que ela não estava.

– Não, você não está. – Eu me aproximo dela.

Eu a abraço, ela não retribui, mas depois eu sinto a passar os braços em minha cintura e a minha camisa ficar molhada. Eu a seguro mais firme e beijo seu cabelos.

– Você vai mesmo morrer se fizer o feitiço? – Eu pergunto em voz baixa. Ela não me responde. – Me prometa que vai ficar bem após fazer o feitiço. E não se preocupe com Mikael.

– Mas... – Ela me solta.

– Elizabeth! – Eu digo mais firme. – Me prometa!

– Eu... – Eu olho bem no fundo de seus lindos olhos em que eu podia facilmente me perder. – Eu prometo.

– Quanto a Mikael. – Algumas lagrimas ainda rolavam de seu rosto. – Eu a protejo dele. – Antes que ela pudesse falar algo eu a beijo.

– Aonde você vai? – Ela me conhecia o suficiente pra saber a resposta.

– Convencer o Kol a ajudar. – Ela segura o meu braço.

– Andrew, não. – Ela me olhava de uma forma triste que só me fazia querer mais quebrar a cara dele. — Ele vai matar você.

– Já enfrentei coisas piores que ele. – Eu saio pela porta e vou atrás dele, enquanto ela me olha do quarto.

Eu o encontro sentado na soleira da porta entornado uma garrafa de bebida.

– Você é patético. – Eu digo chamando a atenção dele.

– Desculpe, mas acho que me confundiu com você mesmo. – Ele não olha na minha cara.

– Por que não quer ajudá-la? – Eu digo parando atrás dele. – Não venha com essa desculpa da magia. – Ele não me responde. – Já sei. Você é um covarde. Você não quer ajudá-la porque tem medo de seu pai. Ela também tem, mas ela tem coragem o suficiente pra lutar contra ele enquanto você esta com medo de trocar de corpo. — Ele se levanta e me encara com ódio trasbordando nos olhos. – Era pra eu ficar com medo? Por favor, meu pai literalmente tem fogo nos olhos.

– Você é um idiota. – Ele diz me encarando.

– Não, você é idiota! – Eu digo. – Idiota por magoá-la, idiota por não estar disposto a ajudá-la a enfrentar o seu pai e recuperar o irmão dela. Idiota por ser COVARDE!

Ele me empurra contra a escada fazendo o corrimão quebrar.

– Eu posso ser um idiota. – Ele se aproxima de mim. – Mas eu sou o idiota que vai manter-la VIVA!

–Não vai manter ela viva se não ajudá-la. Não importa que você não queira ajudar, ela vai continuar a tentar.- Eu jogo um pedaço do corrimão de madeira em seu rosto, mas ele segura. — Ela não esta sozinha!

– Você não vai conseguir nem sequer se manter vivo. – Ele me puxa pelo colarinho da jaqueta e cambaleia pra trás depois de eu dar uma cabeçada nele.

– Sabe uma vez o meu pai disse que tinha orgulho de mim. – Eu falei acertando um pedaço em sua perna. – Foi logo depois que a minha mãe morreu. Eu tinha 12 anos. E dei uma surra em dois dos meus irmãos. – Assim que ele levanta e eu dou um soco bem forte em sua cara o fazendo cambalear de novo. – Eles eram dois deuses e eu um moleque de 12 anos. Foi ai que eu parei de ter medo dele.

– Uau bela historia de superação a sua. – Ele disse irônico me acertando um soco muito mais forte que o meu.

– O fato é. Se você continuar a agir feito um covarde. – Eu quebro a parede com a sua cabeça. – Você nunca enfrentará os seus medos. E o seu medo é o seu pai.

– Você não sabe o que esta falando. – Ele segura firme o meu pescoço.

– Não? Então qual é o seu medo?

– DE PERDÊ-LA! – Seus olhos eram cheio de ódio. – Eu tenho medo de nunca mais a ver de novo!

– Você a ama? – Eu soco o rosto dele pra me livrar do aperto.

– O-O que? – Ele arregala os olhos.

– Você a ama? – Eu acerto uma estaca em seu ombro. – É claro que sim ou já teria me matado. – Eu o chuto bem na boca do estomago o fazendo bater na parede. – Não me interessa o quanto você a ama ou é poderoso, mas se a fizer chorar de novo. – Ele olhava pra mim. – Eu mato você.