Outra semana vai embora e Regina permanece inquieta, incomodada coma distância e a falta de notícias de seu tesouro. Sentia-se como se fosse uma adolescente aguardando o convite do menino mais popular da escola, para um encontro. Mas o menino mais popular da escola não se manifestara durante aquele período sem brilho.

E foi numa noite fria em especial que a campainha do casarão de Regina é acionada. Ao abrir a porta para a visita fora de hora, a morena não contém o sorriso que surge em seus lábios, já sem o batom usado durante o dia.

Vasco estava lá, parado em pé diante de sua porta e trazia seu constante e contagiante sorriso. Sem dizer nada, ele abre os braços e em poucos segundos sente o corpo de Regina preencher aquele espaço aberto pelo convite.

Uma hora depois, deitados, despidos e alheios ao que acontecia lá fora na cidade ou no mundo, os dois riam e trocavam confidências e promessas.

– Até quando vai continuar com essa punição?

– Eu já lhe disse que sempre perdoarei os seus deslizes comigo, meu amor. – ele fala com os lábios colados aos lábios dela. – Não ordeno as batidas do meu coração e ele clamava por você. Eu tinha de estar aqui entre os seus braços e desta vez, sou eu quem lhe pede perdão.

Regina gargalha e abraça seu namorado com muita força. Beija-o diversas vezes e não consegue acreditar no que está ouvindo.

– Perdoar você? Perdoar por ter ficado ofendido com minhas palavras? – ela se apoia em um dos braços e passa a admirar a beleza daquele homem. – Você me deve uma resposta, Vasco.

– Eu aceito o seu pedido de casamento, minha rainha. Aqui, neste lugar, longe de todo o glamour e poder, você é apenas a minha Regina. E eu sou apenas o seu Vasco.

Um novo beijo é trocado. Sem pudores, Regina levanta-se da cama e caminha até um móvel. Ali, apanha uma pequena caixa escura e retorna para a cama. Ajoelha-se ali e entrega a caixa para o rapaz.

– Quando você quer ser meu marido oficialmente, Vasco?

– Creio que no momento em que estivermos decentemente vestidos. – ele começa a rir e a envolve com o mais doce dos abraços. Depois, estende a mão para que ela coloque a aliança em seu dedo.

Sorridente e cada vez mais apaixonada, Regina envolve o dedo do namorado com a aliança. Em seguida entrega sua mão para que ele a presenteie com a aliança.

– Você me chamou, Regina, e eu vim até sua vida. Você me idealizou e sou honrado em preencher todos os requisitos para morar em seu coração. Eu sou seu marido, a partir de agora, minha rainha.

– Eu sou sua esposa, Vasco. Com todos os meus defeitos e virtudes, eu o amo. – ela alarga o sorriso. – Mais defeitos que virtudes, porém com o mais obsoluto e verdadeiro amor.

– Estou aqui como você pediu, minha esposa. E não poderá separar-se de mim, a menos que desista de minha existência. Somente assim, eu sairei de sua vida. – Vasco beija a mão da esposa.

– Prometo que amanhã estaremos oficialmente casados. Serei a Sra. Regina Mills Agilulfo.

Um sorriso brilhante emoldura a boca pequena de Vasco e naquele instante, faz com que algumas lembranças adormecidas na alma de Regina comecem a lutar para sair da dormência.

No final do dia seguinte, a notícia do casamento civil da prefeita da cidade, toma a todos de surpresa. Exceto Mary, feliz com a novidade, as pessoas mais próximas à Regina sentiam-se levemente ofendidas pela decisão não comunicada.