Kol

– Olá, Bem Vindos ao Cruzeiro Del Ocean. – A recepcionista tinha um sorriso do tamanho do mundo. – Passagens, por favor. – Eu entreguei as passagens a ela. – Obrigada, novamente bem vindos a bordo. – Ela checou os documentos. – São irmãos?

– Não. – Até eu tinha que admitir que era estranho. – Ela é minha esposa. – Eu segurava a mão de Elizabeth.

– Felicidades ao casal, tenham uma boa lua de mel. – Ela disse.

– Esposa? – Effy perguntou com as sobrancelhas levantadas depois que nos afastamos da recepção.

– É achei que seria menos incestuoso desse jeito. – Eu digo a fazendo rir. – Sabe se fosse há algum tempo atrás não seria estranho.

– Sabe quando eu nasci... – Ela faz aquela cainha super fofa de quem esta pensando. – Já era estranho o tio casar com a sobrinha.

– Eu sou um viking, amor. – Eu dou os ombros. – E você uma grega isso sim é estranho.

– É tem razão, somos estranhos. – Ela disse. – Mas eu amo isso.

– E eu amo você. – Eu roubei um beijo dela.

– Amo você também. – Eu ficaria feliz enquanto ela estivesse feliz.

– Sabe... Eu tinha pensado em algo mais romântico e essas coisas... – Eu comecei a tapear os bolsos da minha jaqueta. – Planejo fazer isso há quase um século. – Eu dou uma risada nervosa quando eu acho a caixinha. – Elizabeth. – Eu me ajoelhei me perguntando o porquê que eu estava tão nervoso. – Quer casar comigo?

– Ta me perguntando isso só porque eu estou grávida?! – Ela tinha a boca aberta.

– O que na... não. – Eu gaguejei. – Eu ia te pedir no natal... Eu já...

– Não valeu. – Eu estava em choque. – To zuando com a tua cara. – Eu não assimilava nada.

– Isso... Quer dizer... – Isso era ainda mais chocante.

– Quer dizer que ela aceita. – Um velho que passava por nós resmungou. – Manezão.

– O coroa ta certo... – Ela deu uma risada doce e suave. – Já pode dar o anel, manezão.

– É pra já. – Eu estava feliz demais pra ligar se um velho me xingava.

– Kol... – Ela deu uma leve risada. – Já pode me beijar.

Eu me levantei e a levantei pela cintura a beijando. Nada mais me importava. Nem meus irmãos, meus pais. Nada. Era só ela e o nosso filho, só eles me importavam e só por eles eu lutaria com todas as armas e forças que eu tenho e nada pode fazer mal a eles nunca. Nem os deuses sabem o tamanho do amor que eu tenho por ela. Era praticamente sobrenatural o jeito que ela me atraia, o jeito que a minha atenção foca nela e modo de como apesar de todos os anos o meu amor por ela só aumentava cada vez mais, a cada hora a cada minuto que se passava eu só conseguia pensar em Elizabeth e como eu quero estar em seu lado, atravessaria o céu e o inferno só pra ter-la em meu lado e contemplar sua beleza e ouvir a sua doce voz e agora ela era minha. Ela aceitou ser minha e o melhor de tudo era que seriamos um do outro para sempre e sempre.

Klaus

– EFFY! — Eu entrei na casa de campo com Elijah em meu encalço e vou direto para cozinha. – Sweetheart!

– Ela deve estar dormindo. – Meu irmão diz quando percebe que eu estranhei o silencio.

Eu subi as escadas que iam em direção ao seu quarto e bati na porta e esperei por resposta. Nada. Bati outras vezes e como não sou um exemplo de paciência abri a porta destrancada.

– Elizabeth? – Eu entro no quarto vazio. – Effy? — Nada, na tinha ninguém além de mim e Elijah. –ELIJAH!

– O que foi? – Ele parou do meu lado. – Onde esta Elizabeth?

– E você acha que eu sei?! – Eu estava nervoso. – CADÊ MINHA FILHA ELIJAH?!

Eu não sabia o que pensar. Era impossível alguém entrar aqui além de nós e tudo estava no lugar. Era excruciante não poder ver-la sempre e quando eu vou reencontrá-la ela some!

– Niklaus... – Eu me viro para Elijah. – Os grimorios sumiram.

– SÓ PODE TER SIDO COISA DAQUELAS CRETINAS! – Me refiro às bruxas.

– Isso é impossível, elas acham que Elizabeth esta morta. – Ele tinha razão. – Niklaus... Não acho que ela tenha sido levada.

– O que quer dizer com isso?! – Eu passo a mão nos cabelos.

– Quero dizer que as coisas importantes como os grimorios e algumas roupas sumiram. – Ele disse vasculhando o closet.

– Mas não há razão pra ela ir embora Elijah. – Derrubando com força as coisas que estavam em cima da cômoda.

– Como não há Niklaus?! – Eu não entendi o que ele insinuava. – Você mesmo viu como Elizabeth estava fragilizada nos últimos dias e ficar trancada sozinha certamente não deve ter ajudado.

– ERA PRA SEGURANÇA DELA! – Eu olhei frustrado ao redor. – E ELA SABE DISSO! Não tem como ela ter saído por vontade própria sem pelo menos um motivo!

– Eu posso Le dar um plausível... – Disse meu irmão se apanhado algo do chão. – Há quanto tempo não vemos Kol?

– Eu vou saber?! – Eu estava tão nervoso que não notará que havia meses que não via o caçula. – O que Kol tem haver com isso?!

– O que ele não tem haver com isso? – Eu novamente não havia entendido e Elijah me deu um porta retrato com uma foto da minha filha e do meu irmão. – Niklaus nunca reparou em algo estranho ou diferente entre Kol e Elizabeth?

– O que esta insinuando? – Eu ergui uma sobrancelha.

– Que ambos compartilham de algo muito maior que amizade. – Elijah só poderia estar louco. – Niklaus você em todos esses anos que nunca percebeu o vinculo que esses dois têm. – Eu ergui uma sobrancelha. – No aniversario de 16 anos Elizabeth pediu para conhecer Kol, mas não fez questão sobre Finn.

– Porque nós sempre dissemos que ele era um idiota.

– E dissemos coisas piores e ainda mais horrendas sobre Kol e ela ainda fez questão de conhecê-lo. – Aquilo realmente fazia sentido. – Nunca percebeu o quão radiante sua filha fica na companhia de nosso irmão? Ou que Kol nunca mediu esforços para ajudá-la e que sempre que empalhávamos Kol, Elizabeth não falava por semanas?

– Aonde quer chegar com essa besteira Elijah? – Eu não estava com a menor paciência.

– Que eles esconderam e nós não percebemos obvio por séculos, irmão. – Ele me disse. – Eles se amam Niklaus, mas do que amor fraternal ou qualquer tipo de amizade.

– Não, não é possível Elijah! – Bem debaixo do meu nariz.

– É sim e você sabe muito bem. – Ele disse.

– Mesmo que essa coisa absurda que você esta falando fosse verdade. – Eu nem sequer queria pensar em algo como isso. — Por que fugiriam, porque não continuavam a fingir?

– Niklaus o que você esta com vontade de fazer com nosso irmão nesse exato momento? – Elijah me fez a pergunta mais obvia do mundo.

– Eu?! – Perguntei bufando de ódio. – VOU MATAR AQUELE DESGRAÇADO!