Você é a Minha Família
49 Capítulo 49
Notas iniciais
Kol
Eu não sabia por que eu estava tão nervoso. Eu tinha pedido Effy em casamento e pra meu alivio ela aceitou, o navio fez a primeira parada na Espanha, onde nos conhecemos, onde tudo começou. Atracamos em uma praia onde a recepção do navio tinha montado tudo pra cerimônia do casamento. Era estranho. Ninguém da nossa família viria, mas as cadeiras estavam cheias de turistas que queriam ver o casamento e Effy não se importou com eles.
Eu estava em um terno de noivado esperando por Effy no altar ao lado do Juiz de paz. O casamento era em um pico de frete pro mar azul espanhol, entre as árvores tinha lâmpadas brancas e no chão luminárias e pétalas de rosas da mesma cor. Pela primeira vez Effy teria uma festa simples do jeito que ela gosta. A banda tocava músicas suaves no violino e no violoncelo. E ai ela chegou.
Não consegui evitar sorrir. Ela estava perfeita. Effy estava com apenas dois meses, então a barriga ainda não aparecia no vestido branco longo, com rendas no decote até os cotovelos a saia do vestido também tinha um tecido de renda por cima da saia de seda que se arrastava um pouco atrás dela. O cabelo negro preso em um lindo coque com duas mechas perfeitas onduladas caindo ao lado do rosto delicado e levemente corado que sorria pra mim, nos cabelos tinha uma coroa de rosas negras que quase não eram vistas. O que me surpreendeu é que ela não estava sozinha. vestido
Effy
Eu estava muito feliz. Nunca pensei que um dia fosse me casar e muito menos com Kol. Eu estava segurando com força o meu buque de rosas brancas e apesar de estar imensamente feliz eu desejava que alguém de minha família estivesse ali. Respirei fundo e sai da limusine que havia me trago. Quando eu sai do carro eu achei que fosse ter um infarto, mas no final eu sorri ainda mais e o abracei.
– Pai. – Eu disse feliz.
– Eu não perderia isso criança. – Ele disse frio, mas retribuiu o abraço.
O deus dos mortos havia vindo pro meu casamento. Pra muitos isso talvez fosse ruim, mas pra mim era uma coisa boa. Ele não sorriu, mas eu não liguei. Ele usava um terno preto e uma gravata borboleta da mesma cor. Ele olhou bem pra mim, como se me avaliasse ou tentasse ver se eu estava louca por fugir.
– Sua mãe ficaria orgulhosa. – Ele disse por fim me deixando surpresa. – Não pode se esquecer da tradição. — Ele disse e eu não entendi, ele colocou as mãos ao lado da minha cabeça e logo percebi que cresceram uma linda coroa de flores negras sobre meus cabelos. – Você cresceu Elizabeth e esta tão encantadora quanto sua mãe. Não vou dizer que estava certo você fugir, mas talvez tenha sido atitude mais sabia que ele tenha tomado. – Ele tocou a minha bochecha. – Não prevejo as coisas como Apolo, mas acho que se Niklaus estivesse aqui ele diria que você esta linda.
– Ele não é tão mal quanto parece. – Eu dei um sorriso triste. Meus dois pais, tão diferentes e tão iguais. Apesar de ambos serem vistos como vilões, na verdade eram doces. – Aquela deve ser Perséfone, suponho.
– É sim, ela quis me acompanhar até aqui. – Ele deu um sorriso mínimo, mas que não passou despercebido.
Perséfone deusa da primavera. Muito bela com olhos verdes como a grama, cabelos ondulados que pareciam ser uma mistura ruiva acastanhada, rosto perfeito, corado e cheio de vida com lábios rosados como pétalas de flores. Ela usava um vestido vermelho como rosas que brotavam no jardim da minha antiga casa e dava um sorrisinho simpático e um pouco tímido pra uma deusa.
– Esta na hora. – O deus disse pra mim estendendo o braço. – Vou entrar com você. – Isso me deixou um pouco surpresa e feliz.
Entrelacei o meu braço no dele e pude me sentir repentinamente mais forte, sua presença já me deixava mais forte, toca-lo me fazia sentir que poderia explodir o mundo. Eu me controlei, parecia que sombras revoltadas em forma de névoa se mexiam atrás de nós e a grama morria enquanto em volta de Perséfone ela ficava mais brilhante e viva. A névoa atrás de nós subitamente cessou me deixando mais tranquila. Ele me olhou como se perguntasse se eu realmente queria isso e eu sorri afirmando. Hades me guiou levemente até o altar e eu o vi perfeito, sorrindo pra mim e não aquele habitual sorriso sarcástico e sim um feliz mais aberto como o de uma criança e isso me deixava segura.
Antes de me entregar a Kol, Hades me deu um mínimo sorriso que quase não foi visto e acenou com a cabeça pra mim e eu acenei de volta sorrindo e já a Kol deu um olhar assustadoramente mortal que faria qualquer humano já ter morrido de, literalmente, medo, mas felizmente ele só se sentiu um pouco intimidado, mas ainda sim não deixou de sorrir pra mim. Kol segurou a minha mão e beijou a minha bochecha suavemente.
– Você esta linda. – Ele disse em meu ouvido.
– Eu te amo. – Eu disse.
– Eu te também de amo. – Ele devolveu.
O juiz começou a falar. Ele meio que demorou um pouco, mas finalmente tinha chegado a parte em que falamos os votos. Eu estava um pouco ansiosa, mas me acalmei quando ele segurou a minha mão e olhou nos meus olhos.
– Effy, você é a mulher mais bela, inteligente, corajosa e mais um monte de coisas que eu já conheci. – Eu dei um sorriso. – Eu me apaixonei por você no instante que eu te conheci aqui mesmo na Espanha há tantos anos atrás. Reprimi, escondi e tentei esquecer o amor que sinto por você durante todos esses anos, mas obviamente não consegui. – Ele riu nervoso. – Sempre que eu tentava te esquecer eu lembrava do seu sorriso, dos seus olhos brilhantes e do quanto você já se arriscou por mim e isso só me faz te amar ainda mais. Amar cada centímetro seu cada traço de sua personalidade, cada ato e movimento que você faz só me fazem me sentir ainda mais atraído e ainda mais apaixonado por você e me faz lembrar que a razão de eu te amar, é você. Simplesmente você, ser você mesma me faz me sentir ainda mais preso e apaixonado por você, Effy. Por você eu desistiria da eternidade por você, você é o mais próximo que eu vou chegar do paraíso e é a única pessoa que realmente me conhece. – Eu senti meus olhos lacrimejarem. – Eu te amo Elizabeth.
– Kol Mikaelson, o garoto problema. – Eu disse e ele riu limpando a lagrima do meu rosto. – Nunca vou me arrepender de ter descido naquele porão. De todas as decisões que eu já tomei aquela com certeza foi a mais insana, impulsiva e inteligente que eu já fiz. Te conhecer mudou a minha vida ora melhor, te amar foi uma consequência saborosa. Não sei dizer ao certo quando eu comecei a amar você, mas desde aquele momento eu não consigo e nem quero mais parar. Amo você, por varias razões que até pra mim são desconhecidas, mas eu sei que no fundo, por trás de todo esse jeito Bad Boy arrogante você é a pessoa mais doce, carinhosa, protetora e amigável que eu já conheci. Todas aquelas tardes que passávamos juntos ter que me despedir de você era como levar uma faca no meu peito, mas eu suportava a dor porque sabia que um dia eu te veria novamente. Veria o garoto problema que sempre me fazia sorrir, me sentir viva e alegre que fazia, literalmente de tudo por mim. Das coisas mais malucas e inusitadas que só você seria capaz de fazer pra me deixar segura e feliz. De pular em um lago congelado, a me sujar de tinta, de se atirar de uma janela de uma casa em chamas a uma dança, de trocar de corpo a um casamento. – Ele sorriu segurando a minha mão. – São essas e outras varias coisas que me fazem amar você cada vez mais.
– Elizabeth Keller. – Disse o Juiz de Paz. – Você aceita Kol Mikaelson como seu marido, por livre e espontânea vontade?
– Aceito. – Eu repetiria isso mais um milhão de vezes. – Prometo ama-lo, respeita-lo sempre e para sempre. – Eu coloco a aliança em seu dedo e nela havia gravado o juramento de nossa família.
– Kol Mikaelson. — O juiz diz. – Você aceita Elizabeth Keller como sua esposa, por livre e espontânea vontade?
– Aceito. – Eu olhava em seus olhos. – Prometo te amar, respeitar, proteger e cuidar de você, dar a minha vida se necessário sempre e para sempre. – Ele coloca o anel delicadamente em meu dedo.
– Se alguém tem algo contra a esse casamento que fale agora ou cale-se para sempre. – Fez um silencio. — Eu vus declaro, marido e mulher. – O juiz disse sorridente.
– Nem que a morte nos separe. – Dissemos juntos antes de o juiz ou Hades dizerem o contrario.
– Pode beijar a noiva.
Não precisou pedir duas vezes. Kol tomou os meus lábios me abraçando e me tirou um pouco do chão. Esse é com toda certeza o dia mais feliz da minha vida. Eu me sentia feliz, segura e amada e isso só fortaleceu ainda mais a minha ligação com Kol.
– Felicidades ao casal. – Eu ouvi uma voz atrás de mim fria, rancorosa e possivelmente magoada, que eu reconheceria em qualquer lugar.
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