Você é a Minha Família
32 Capítulo 32
Andrew
Ficamos algumas horas dirigindo até a tal Mystic Falls. Pelo que eu soube era uma cidadezinha na Virginia onde Matt foi criado e ainda morava lá. Claro que agora eu sabia de toda a historia, ou pelo menos parte dela, Mystic Falls era uma cidade com vampiros e às vezes com alguns lobos e bruxas. Parece que os Mikaelson são os “vilões” daqui. Pelo que me disseram Klaus tentou matar uma garota pra fazer híbridos, Rebekah transou com alguns caras daqui e torturou todos eles e Elizabeth também não foi uma santa. A primeira coisa que fizemos quando chegamos foi ir a um bar, Matt já estava lá servindo as bebidas no bar. Agora sei de onde ele tira tanto álcool, essa cidade só tem bêbado. Em todo lugar que vamos tem pelo menos uma pessoa com garrafa de Whisky.
– E não é que ela veio mesmo. – Disse um cara de cabelo preto e um jeito meio de playboy. – Já pode ir embora, Stefan chegou.
– Não seja rude Damon. – Eles claramente se odiavam. – Não fui eu que liguei pedindo por ajuda.
– E muito menos eu. – Ele franze a testa e meche a cabeça. – Eu não seria louco de pedir ajuda a uma Mikaelson. – Ele toma uma dose do seu copo. – Especialmente de você, você é pior que o demônio.
– Quem me ligou desesperada e sofredora pedindo por ajuda. – Ela diz dramática se se sentando à mesa. – Foi a sua querida e amada Elesma. – Ela pega o copo da mão dele e bebe. – E pelo menos o demônio aqui sabe como achar o seu irmãozinho. – Ela pisca pra ele. – Que você perdeu. Bem embaixo do seu nariz.
– Acho que o seu ego não te deixa escutar. – Ele pega o copo de volta. – VÁ EMBORA! – Eles se encaravam com hostilidade. – Stefan está de volta. Não precisamos de você. – Ele frisa bem a última frase.
– Ai Ai Damon! – Ela parecia se divertir irritando ele. – Quando vai aprender que eu só acredito se vir o Stef com os meus próprios lindos olhos.
– Então acho que já pode ir. – Um cara loiro entra no bar com um sorrisinho de lado. – Estou aqui Elizabeth. – Eles se encaram de uma forma perigosa, mas por fora sorriam.
– Damon. – O moreno olha pra ela. – Você é um idiota.
– O que? – Ele parecia meio indignado. E eu só os observava do outro lado do balcão.
– Você é tão imbecil que não reconhece o próprio irmão. – Ela ria enquanto pegava um copo de bebida com uma garçonete.
– Do que esta falando sua louca? – Damon ainda parecia não entender.
– Esse não é o Stefan seu idiota. – Ela parecia realmente se divertir. – É o Silas.
– Não achei que iria me reconhecer tão rápido. – O loiro tinha um sorriso de quem foi descoberto. – Sobrinha.
– Tio-avô. – Ela o cumprimenta também. – Ou qualquer coisa do tipo.
– Vocês são parentes?! – Damon cuspiu a bebida como se ardesse.
– Oh, desculpe. – Ela dizia com um sorrisinho sínico. – Verbena demais?
– Droga! Fui descoberto. – Ele olhou para Damon. – Você vai esquecer que eu não sou seu irmão e vai dar umas voltas por ai.
Damon se levantou e saiu do bar, como se nada tivesse acontecido. Silas se aproxima de Effy e estende o braço pra ela e ela aceita sem hesitar.
– Diga ao seu amigo filho de Ares que é melhor ele irem pra casa enquanto nós vamos dar uma volta. – Ele disse sem me olhar.
– Então você sabe sobre os semideuses? – Eu me levanto e me aproximo deles.
– Como um semideus não saberia sobre a existência de outro? – Ele pergunta. – Silas Keller, filho de Hécate. – Ele diz com um sorriso sínico idêntico ao de Effy. – Não precisa se apresentar, eu leio mentes.
Elizabeth
Resumindo Stefan sumiu e Silas estava em seu lugar. Eu me queria achar Stefan, mas era a primeira vez que vinha alguém da família da minha mãe, que não estava morto. Quero dizer eu já havia conhecido muitos parentes, mas falar com um parente vivo é outra coisa. Nossa família tinha poder de “persuadir” qualquer um, até mesmo os vampiros originais, graças a algumas gerações de filhas de Afrodite, mas uma das regras da família era não compelir uns aos outros e pelo jeito Silas levava as regras a serio.
Apesar de eu ter vivido com os Mikaelson, eu sempre tive contato com os Keller (que estavam mortos), eles me ensinaram a controlar meus poderes para não ter um surto maluco e me contavam suas historias que não estavam nos diários. Até onde eu sabia da minha árvore genealógica “mortal” Silas era tio da minha mãe, ela era filha de uma das suas irmãs mais novas. Ambas viveram por muito tempo com feitiços de rejuvenescimento e sobre a proteção de Thanatos. E agora pelo que pude entender Stefan e Damon eram meus primos de 4 grau.
– Venha quero testar uma coisa. – Ele disse me guiando até a praça da cidade.
Eu já sabia o que ele queria. A praça estava cheia de gente que olhava atentamente para o prefeito, que fazia um discurso idiota. Nós subimos no palco e o prefeito olha pra nossas caras.
– Família como comunidade... Stefan, Elizabeth.
– Você se importa se eu disser algumas palavras? — Eu pergunto.
– Talvez quando eu terminar aqui. – Ele me olha.
– Vou começar a partir daqui, prefeito. – Eu o influencio a sair de perto do microfone. – Você provavelmente esta se perguntando como eu fiz isso. – Eu disse olhando para minha platéia. – É controle bastante básico da mente. E, até agora tem sido bastante limitada para uma pessoa de cada vez. – Eu consigo ver Bonnie Bennett olhando meio incrédula. – Mas, neste verão, eu e meu amigo aqui temos consumido uma quantidade incomensurável de magia e sangue. E pelo menos eu me sinto mais forte a cada dia. – As pessoas estavam murmurando alto provavelmente achando que sou louca. – E comecei a me perguntar, quais são os limites para os meus poderes? Quantas pessoas eu consigo influenciar? Duas? Dez? Uma praça da cidade inteira? – Eu os observava. – Todos parem de falar. – Todos calaram a boca no mesmo segundo. — Isso funcionou. – Silas me olhava meio impressionado. — Agora vamos tentar isso. – Eu me concentrei mais. — Ninguém faz um som ou mova um músculo. – Silas pareceu entender a minha idéia e andou até o prefeito cortando a sua garganta. – Senhorita Bennett, eu sei que é um fantasma, mas poderia, por favor, parar de gritar. – Silas larga o corpo dele no chão do palco e não parece ver o fantasma de Bom-Bom correndo até o corpo do pai.
– Se importa? – Silas aponta para o microfone.
– Não, fique a vontade. – O deixo usar o microfone.
– Agora que tenho sua atenção, Eu preciso de um favor. – Ele usava o mesmo charme que eu usava agora pouco. – Eu preciso de você para encontrar alguém. Vocês todos conhecem Elena Gilbert. Bem a garota que eu estou procurando parece exatamente com ela.
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