Klaus

Eu e Elijah tivemos nossas desavenças, mas velo do jeito que estava era um tipo de tortura que a louca da minha mãe acertou quando achou que iria me afetar. Ele suava e se debatia como estivesse em um ataque epilético.

– Sei que esta trancado em uma batalha. No entanto, no fundo de sua mente, nossa mãe montou um palco. – Eu digo assistindo o sofrimento de meu irmão. – Ouça a minha voz. Nossa mãe acha que ganhará porque deixou você sozinho, mas você não esta sozinho. Deixe me entrar. – Eu digo pondo a mão em sua testa e em seu peito. – Deixe-me acabar com essa tormenta que ela forçou sob você. – Eu consigo ver somente fleches de seus pesadelos a magia de Esther me bloqueava.

Hayley da um grito abafado quando eu agarro os seus ombros depois dela ter acabado com a minha ligação com Elijah.

– O que esta fazendo? – Ela pergunta ofegante enquanto eu ainda a seguro.

– Eu estou tentando entrar em seus pensamentos para acordá-lo. – Eu respondo limpando o sangue em meu nariz. – Esther me bloqueou.

– Essa erupção é efeito do ácido mágico nele? – Ela diz puxando a gola da camisa do meu irmão.

– Não vejo isso desde criança. – Tinha que admitir que eu não tinha reparado na marca em seu pescoço. – Mikael voltava pra casa do combate mais temperamental que o habitual, nossa mãe usava as pétalas, de uma orquídea Marelok rara para fazê-lo dormir. Ela concertava a sua mente com um feitiço e depois o acordava com as raízes da planta. – Eu me viro para a loba. – Se ela tem acesso agora, talvez também cresça no Bayou. Fique aqui com seus lobos e protejam o lugar. – Eu ando em direção a saída.

– Prefiro decepar a sua mãe. – Ela dizia indignada.

– Fique longe dela. – Ela vira a cabeça. – Falo sério, Hayley. Ela pegou você uma vez. O que haveria se Elijah acordar achá-la vitima de sua loucura?

– Não vou atrás dela. – Ela era teimosa, mas concorda. – Prometo.

Isso era o bastante pra me fazer sair do quarto.

Elizabeth

– Quem era? – Eu perguntei a Andrew que estava no celular.

– Hayley. – Isso foi o suficiente pra me fazer sentar direito.

– Aconteceu alguma coisa? – Eu tentava me acalmar, mas eu não tinha noticia deles fazia dias.

– Ela me pediu pra voltar para New Orleans. – Ele me olhava serio. – Sozinho. – Antes que eu falasse algo ele continuou. – Ela disse que Oliver morreu que precisa convencer Jackson a ser o Alfa de novo e que as bruxas estão em pé de guerra fria com os lobos.

– Você quer ir. – Eu disse olhando pra ele.

– Não vou deixar você sozinha.

– Você tem que ir. – Eu disse. – Você faz parte da matilha. – É claro que eu não queria o deixar ir. – Você sente todos os seus ossos te forçando a voltar porque uma matilha é uma família. É a mesma coisa que um clã de bruxas, mas vocês são mais leais e não tentam matar uns aos outros.

– Você tem certeza Effy? – Ele segura as minhas mãos. – Não confio neles.

– Então você é esperto. – Eu ri. – Vou me virar, tenho todos eles na palma da minha mão. – Eu seguro o seu rosto. – Sua matilha precisa de você, mas do que eu preciso de você. – Ele somente assente com a cabeça. – Diga a Kol que a química é a resposta. – Ele me olha confuso e me da um beijo.

Klaus

Eu andava pela floresta do Bayou em procura da porcaria da orquídea. O pior que andar por uma floresta a procura de uma flor era fazer isso e ainda ser seguido.

– Para de me seguir. – Eu aperto o pescoço do amante de Esther. – Não quero aceitar a barganha de Esther e nenhum desejo de voltar a ser mortal. Agora gentilmente suma. Preciso ajudar a minha verdadeira família. – Eu solto o seu pescoço e continuo o meu caminho.

– Está buscando a orquídea Marelok. – Ele falou me fazendo parar.

– Como sabia disso? – Eu me viro em sua direção.

– Vi você carregar Elijah pra casa a algumas noites. – Ele me responde. – Quem você acha que procurava a orquídea para a sua mãe colocar Mikael pra dormir? Sem minha ajuda pode procurar para sempre.

– Minha mãe trouxe você de volta dos mortos. Meu senso de estratégia me diz que não foi para jogar de esconde-esconde entre pais e filhos. – Eu continuo andando na direção oposta.

– Pode sair correndo por teimosia, se quiser. – Ele fala alto tentando chamar minha atenção. – Mas eu sugiro que vá para o oeste.

Mudei a minha direção e ele veio em meu encalço. A única coisa na qual eu conseguia me concentrar era salvar o meu irmão e ter a sua ajuda para trazer a minha filha de volta pra casa.

– 1000 anos afastados, e você decide caminhar em silencio. – Ele falava a uns dez passos atrás de mim. – Certamente você tem perguntas para mim.

– Só uma. – Eu suspiro. – Existe um jeito de curar Elijah sem ouvir as divagações sem sentido de um homem velho?

– Sinto muito, mas o preço da minha experiência é a conversa. – Ele dá um tapinha nas minhas costas e segue na frente.

– Eu dizia a mim mesmo que o meu verdadeiro pai não fazia idéia de que eu não existia. – Ele vira pra mim com as sobrancelhas erguidas. – Senão ele nunca me deixaria sofrer por Mikael.

– Esther me proibiu de vê-lo. – Ele diz. – Aí eu esperei, pois um dia a sua maldição desencadearia e precisaria de seu pai... – Ele olhou pra baixou e depois voltou a olhar em meus olhos. – Quando aconteceu Mikael me achou primeiro. Eu lutei com ele por você.

– Sua grande declaração está há alguns anos atrasada.

– Pode brincar, mas sei que sempre sentiu um vazio. – Isso deveria ser brincadeira. – Eu te assisti de longe por séculos. Viajou pelo mundo, vendo monumentos sendo erguidos, bebeu sangue de homes extraordinário, mas nunca achou a verdadeira paz. Os únicos momentos felizes na sua vida, mesmo fugazes, foram prazeres simples... – Ele diz a minha frente. – Quando escalou os Himalaias, quando cuidou de seus cavalos, quando ensinou Shakespeare a um menino.

– Para.

– Eu vi você pintar e ensinar a menina a fazer o mesmo. Vi a alegria nos seus olhos quando acolheu aquela garotinha.

– Eu disse para parar! – Eu agarro o seu pescoço. – Um milênio me observando, não viu que eu assassinei vilas inteiras, me alimentando de inocentes? Porque, vamos encarar... – Soltei o homem. – Eu tenho tendência a brincar com a minha comida. – Eu me aproximo até conseguir olhar em seus olhos. – Deixei você orgulhoso, pai?

Eu passo por ele e continuo o me caminho. Tive que caminhar mais uns 20 minutos até achar a porcaria da árvore.

– Verbena. – É claro que não iria ser fácil. – Está em toda parte. Minha incansável mãe armou uma armadilha.

– Eu recuperarei a Marelok para você. – Ele anda em direção a árvore.

– A que custo? – Ele fica meio irritadinho e finca a sua faca no chão.

– Use as suas habilidades para acabar com suas duvidas, vasculhe a minha mente. – Ele falava firme. – Verá que não estou aliado com sua mãe.

– Não tenho nenhum em conhecer o seu cérebro.

– Estou surpreso com a sua covardia. – Eu ainda vou matar esse velho. – Enquanto esta aqui com medo de mim, seu irmão sofre ainda mais.

– Reúna as orquídeas.

Ele passou horas colhendo a porcaria da planta agora estava sentado ao lado de uma fogueira brincando com o facão.

– Sempre vi uma lamina ter uso diferente. – Eu digo ao velho.

– Mikael te ensinou a matar, mas você nasceu para criar. – Isso não fazia sentido. – O poder esta em abraçar a sua verdadeira natureza.

– Acha que eu devo aceitar a oferta de minha mãe, sacrificar meu vampirismo. E depois? – Eu pergunto. – Serei um florista?

– Não estaria sacrificando nada. – Ele ri. – Como um lobo, poderia ser o rei para uma espécie inteira. – Ele sabia em que pontos tocar. – Sentiria a verdadeira paz. Você seria um pai melhor.

– Não mais um pai. – Ele sabia de alguma coisa.

– Em forma de animal, sentimos tudo mais intensamente. – Eu começava a ir embora. – Quando você era menor, na lua cheia acordava perto de você atraído. – Eu parei onde estava. – Desde que voltei, a cada mês que me transformo, acordo mais longe de New Orleans. Eu sei o que me atrai, Klaus. – Eu me viro para encará-lo. – Sei que sua filha ainda esta viva. – Ficamos em silencio por um tempo até ele se levantar e me entregar um pano enrolado. – Isso ajudará Elijah.

– Ansel... – Ele se vira rapidamente surpreso por eu o chamar pelo nome. – Mentiria se dissesse que a sua oferta não é atraente. Nunca conheci um pai para ter uma força benevolente. – Eu me aproximo dele devagar. – Acho que teria gostado de ser seu filho, mas um caminho diferente foi escolhido para mim, e eu tenho... – Ele me olhava atento. – Pelos últimos 1000 anos, sido filho de Mikael... Paranóico, vingativo... E poderoso o suficiente para proteger a minha filha.

– Quero ajudá-lo a defendê-la. — Ele põe a mão em meu rosto.

– Eu acredito em você, mas o amor é o que Esther destorce. Ela tirará o melhor das suas intenções e usará para chegar até minha menina. – Eu tiro a sua mão de meu rosto e a perto firme. – Você esperou muito tempo até vir me regatar. – Eu a solto e ando até atrás dele. –Não cometerei o mesmo erro com Elizabeth. – Ele escuta o som do facão saindo do chão e se vira com a cara assustada.

– Não. – Ele diz enquanto me aproximo. – Não, Klaus. Eu conheço você. – Algo me diz que não conhece. – Você não é capaz disso.

– Essa é a primeira mentira que você me contou. – Eu o divido em dois com um golpe só. Eu me sentia meio culpado por ter feito isso então abraço o seu corpo a beira da morte e Ansel corresponde.

Não perdi muito tempo. Depois de ter matado Ansel eu o deixei como presentinho para Esther e quando eu percebi já passava a pasta de Marelok no pescoço de meu irmão.

– Nós já fomo inocentes, Elijah. – Eu dizia entrando em sua mente. – Este desejo por sangue foi imposto por nossos pais. Transformando-nos de presas a predadores. – Eu me ajoelho em frente ao jovem Elijah que corria em sua mente. – Somos os demônios que se escondem nas sombras. – Eu olho em seus olhos. – Somos vilões selvagens em contos de fadas contados para crianças... – Eu disse. – Mas não para minha criança, não para Elizabeth. Na historia dela, somos cavalheiros em armaduras brilhantes. Sem você ao meu lado, não acho que consigo manter ela a salvo. – Eu olho para o pequeno Elijah. – Eu preciso de você. Eu preciso de você, irmão. – Parecia estar dando certo. – O monstro em mim só pode ser controlado pelo monstro que há em você. Só juntos podemos derrotar nossos demônios e salvar nossa família. – Deu certo porque Elijah deu um pulo da cama.

–--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Eu passei o dia com meu pai... – Eu digo entrando no quarto o vendo dar nó em sua gravata. — Meu pai verdadeiro. Esther o trouxe de volta da morte achando que ele me convenceria a largar o meu vampirismo. – Meu irmão senta um pouco alarmado. – E o pensamento do que eu poderia ser se eu tivesse sido criado por ele... – Eu me aproximo de Elijah. – Teria sido diferente. Isso era dele. – Eu entrego a ele o papel. – Ele sabia da Elizabeth. E eu queria confiar nele. – Elijah guardava o pedaço de pergaminho com o meu rosto desenhado. – Mas do que qualquer coisa no mundo, eu queria... Mas... – Eu me viro para encarar meu irmão. – Não podia ter certeza. Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a ela por causa do meu desejo egoísta de ter um pai. – Elijah apenas me olhava. – Então eu o matei. Sem hesitação eu matei.

– Você matou ele pela Elizabeth. – Ele me entrega o desenho. – Toda a bondade que ainda resta... nós devemos proteger a qualquer custo.

– Como se sente? – Eu perguntei enquanto ele vestia um terno.

– O pior já passou... – Ele sai da sacada. – Apesar de suspeitar que os pesadelos continuem.

– Bem, reúna as suas forças. Após o recado que enviei para mamãe, espero meteoros caírem sobre nós.

– Precisamos agir antes dela.

– Na verdade, foram feitas ações enquanto dormia. – Disse Andrew entrando na sala com Marcel e Hayley.

– É bom te ver de pé. – Disse Hayley. – Marcel, Andrew e eu deixamos presentes para vocês no salão. – Eu olho para os dois e depois para Hayley. – De nada.

– Cadê a minha filha?!

– Em Mystic Falls, procurando por um tal Stefan. – Ele diz. – Ela disse que não iria sair de lá até achar ele e esfregar isso na cara de Damon. – Ele rola os olhos. – Ela também disse que dessa vez vai obedecer e não vai voltar pra cá até vocês disserem que pode e que ia se fingir de “morta”.

– É o melhor que vai conseguir dela. – Elijah disse atrás de mim.

– Vamos. – Eu ando até o salão para ter uma bela visão.

Finn no corpo de um bruxo preso na sacada da escada e Kol com a estaca de carvalho branco em mãos.

– Seqüestro. – Disse Kol aparentemente se divertindo. – É um jeito muito agradável de começar uma reunião em família.

– Bem, espere pra ver como irá acabar. – Não pude evitar sorrir.