Andrew

– Quanto você consegue levantar? – Effy me perguntou assim que Guilherme do chalé de Hefesto disse que faria as correntes.

– Como assim?! – O que isso tem haver?

– Pra que vocês querem as correntes? – Ele nos olhou desconfiado.

– Você não vai querer que elas soltem né? – Ela o ignorou.

– Acho que consigo levantar uns 100 kg. – Eu dei os ombros.

– Só isso? – Ela franziu as sobrancelhas.

– Cara até onde eu sei 100 kg é muita coisa. – Guilherme parecia surpreso.

– Mas não é, eu consigo levantar 100 kg. – Ela diz.

– Não brinca?! – Guilherme não acredita

– Falo serio. – Ela disse a ele. – Quer que eu prove?

– Na verdade eu quero. – Ela ri e começa a procurar algo na forja.

Ele voltou segurando com as duas mãos uma bolinha do tamanho de uma bola de beisebol e entrega a Elizabeth que a levanta com uma mão só. Era obvio que ele estava impressionado e ficou com o queixo caído quando ela fez malabarismo, eu não estava tão impressionado, eu já tinha a visto matar um cara de salto alto e arrancar o coração dele com a mão. Acho que uma bolinha de 100 kg não me impressiona. Ela joga a bolinha em mim e eu pego com uma mão.

– Ok já sabemos que vocês são super fortes. – Guilherme tinha um sorriso meio maníaco. – Vocês precisam de um corrente que segure ele certo?

– Sim. – Eu respondo.

–Beleza venham aqui. — Ele nos guia pra dentro das forjas. Nos paramos em um tipo de sala que no fundo tinha uma corrente de bronze celestial, ela não prendia nada além da parede pequena da sala. – Puxa isso ai.

– Ok. – Eu ergo as sobrancelhas, mas ando até o final da sala.

Eu enrolo a minha mão nela e dou um puxão. Acho que eu puxei forte de mais porque a parede que a corrente estava presa estourou.

– Essas barras conseguem resistir a 250 kg. – Guilherme estava de boca aberta.

– Andy. – Ela abana a poeira do rosto. – Você esta usando o anel?

– Não. – Eu tiro o anel do cós da calça e mostro pra ela.

– Vamos precisar de uma corrente mais forte. – Ela disse com a boca meio aberta. – Uns 400 kg. – Ela olha pro anel. – Ou talvez uns 700 kg.

– Cara depois de sei lá o que vocês forem fazer. – Ele ria diante do desafio. – Você vai ter que começar a ajudar nas forjas. Precisamos de alguém que consiga levanta peso com essa facilidade.

– Pode ser. – Eu digo.

– Perfeito. – Ele deveria ser louco. – Agora saiam daqui eu tenho trabalho a fazer.

– O que ainda falta. – Eu pergunto a ela enquanto saiamos das forjas.

– Eu já tenho a Wolfsbane. – Ela segurava a minha mão. – Então acho que só precisamos instalar as correntes na sala que o Matt arranjar.

– Vou ficar bem. – Eu beijo o topo de seus cabelos.

– Sei que vai. – Ela disse.

– Que bom que acordou senhorita Mikaelson – Quíron se aproximava de nós. – Como se sente?

– Melhor eu acho. – Ela diz entrelaçando os seus dedos nos meus.

– Fico feliz que esteja bem, todos ficamos. – Quíron, sempre um cara legal. – Vocês deveriam participar de algumas atividades antes do almoço.

– Claro. – Eu digo e Quíron sai nos deixando sozinhos. – Vamos distrair por enquanto que Guilherme faz as correntes.

Ela concorda com a cabeça e vai em direção ao chalé para trocar de roupa. Eu me sento na soleira do chalé sabendo que ela iria demorar. Depois de meia hora ela aparece vestindo botas, calça preta, uma blusa de mangas com um Mickey estampando, luvas cinza e uma toca vermelha.

– O que quer fazer sweetheart? – Eu pergunto imitando o seu sotaque.

– Arco e flecha. – Ela diz com um sorriso travesso. – Tenho uma idéia para treinar esse seu novo lado.

– Tenho que perguntar? – Eu seguro as suas mãos.

– É surpresa. – Ela piscou um olho.

Eu não me importava com o que iriam falar ao me verem cheio de carinhos com Elizabeth. Antes de realmente termos algo as pessoas já achavam que saiamos, e acho que estamos mesmo. Depois de tudo o que aconteceu eu não podia simplesmente negar que tinha algo com ela, porque eu realmente eu tinha.

As pessoas nos olhavam meio surpresos ao nos verem de mãos dadas. Era porque estávamos juntos com tanta intimidade ou porque estávamos sem casaco em uma nevasca. Ou os dois. Elizabeth me leva para o meio da floresta e solta as minhas mãos.

– O que esta fazendo? – Eu pergunto quando ela venda os meus olhos.

– Te ensinado. – Ela beija a minha bochecha e depois não a sinto mais por perto.

– Elizabeth. – Eu chamo por ela e ela não responde. – Não podemos ficara aqui é perigoso. – Eu tento tirara a venda, mas é obvio que esta enfeitiçada.

– Ponha o anel. – Ela disse de algum lugar.

Eu fiz o que ela falou e esperei ela responder.

– Você tem que usar os sentidos além da visão. – Ela disse de outro lugar. – Você tem que saber ouvir, cheirar e sentir. – O que ela dizia fazia sentido. – Concentre-se... e siga o som da minha voz.

Eu respiro fundo e de repente o cheiro de Effy desaparece. Eu me concentro e consigo ouvir uma tira de couro se esticar atrás de mim.

– Ta tentando me matar?! – Eu digo segurando a flecha antes que me acertasse.

– Ta evoluindo. – Ela fala de algum lugar do alto. – Tente me acertar.

Ela parece ter se movido de novo, eu me concentro o Maximo possível e sinto o seu doce aroma de canela surgir a uns 30 metros à minha esquerda. Eu arremesso a flecha como se fosse um dardo, pela a sua respiração que ficou levemente descompassada eu devo ter acertado.

– Effy você esta bem?! – Eu pergunto a ela.

– Estou ótima. – Ela diz animada. – Passou perto.

– Podemos parar agora? – Eu me aproximo dela. Antes que eu pudesse tocá-la ela desaparece. – HAHA MUITO ENGRAÇADO! — Eu a ouço rir a uns 8 metros ao leste. Seguro outra flecha antes que desfigure o meu nariz. – Olha querida se eu soubesse que quando disse arco e flecha você queria dizer isso. Eu nunca teria aceitado. – Eu ouço um leve farfalhar e atiro a flecha naquela direção.

Outras duas flechas são atiradas contra mim e eu me concentro no som e nos olfatos para achá-la. Eu não conseguia ouvir nada além do som do vento batendo contra as árvores. Eu ouço um pé partindo um galho e jogo uma flecha naquela direção. Mas a flecha parece ter passado direto como se eu tivesse errado.

– Esqueci de dizer que também estou usando ilusões. – Quase tive um infarto quando Effy apareceu do nada atrás de mim.

– Pelos deuses garota! – Ela desaparece outra vez. Eu queria acabar logo então arremessei a flecha com no primeiro ruído que ouvi.

– Você é bom. – Disse ela.

– Eu sei que sou. Agora vamos logo já posso sentir o cheiro da comida! – Eu uso a velocidade fodona e seguro o seu pulso.

– Como quiser lobinho. – Ela ri e beija a minha boca antes de tirar a minha venda.