Você é a Minha Família
27 Capítulo 27
Andrew
Eu não gostava de bater em mulheres, mas essas eram exceção. Elas aprisionaram e torturaram e queriam fazer um sacrifício com Elizabeth. Os deuses iriam me punir, mas não antes de eu puni-las.
Era difícil combatê-las já que elas faziam meu cérebro derreter toda vez que eu me aproximava, mas eu era um semideus, um herói, um guerreiro e filho de Ares. Toda a dor que elas me faziam sentir não seria nada comparada ao que eu iria fazer com elas por machucar a mulher que amo. Eu cravo a minha espada nas costas de uma quando eu ouço um rugido de dor que não era dela.
Era Klaus. Pelo visto Mikael era um palho duro de enfrentar sozinho. Eu chuto um bruxo no peito o fazendo cair sobre a escopeta de um zumbi. Eu corro até os dois e escorrego de joelhos para não dar de cara com o braço de um morto. Eu vinha escorregando pelas costas de Mikael e passo a minha espada em seus joelhos antes que ele acertasse Klaus com a maldita estaca. Ele berra de dor e tenta me acertar, mas eu sou muito mais rápido então dou uma coronhada bem forte em seu nariz. Acho que foi forte demais porque sua cara deve ter afundado um pouco.
O filho da puta ainda estava de pé, mas eu ainda tinha energia para derrubar um exercito sozinho. Ele tenta arrancar o meu coração, mas faz uma cara engraçada quando eu o apunhalo com uma adaga de bronze celestial no estomago e quando Klaus arranca a sua cabeça e enfia a estaca no seu peito. As bruxas que sobraram, o que ainda eram muitas, estavam catando em latim de novo me fazendo ter uma espécie de derrame cerebral.
Uma delas zuniu levando outras duas. Era Effy. Eu conseguia vê-la envolta da aura negra. Ela e Nico haviam parado de erguer os mortos, mas controlavam aqueles que ainda estavam ali. Elizabeth sangrava por todo o corpo por pequenos cortes feitos, mas ela ainda se mantém de pé. Eu ignorei a dor e corri até ela. As bruxas ainda estavam cantando o que me faz cambalear, mas eu precisava chegara até ela. Vejo Nico cair sentado no chão.
– MOTHOS! – Ouço uma delas dizer ates dela não ter mais cabeça.
Eu vi um objeto pontiagudo voar em direção de Elizabeth, mas ela não parecia ter visto. Eu pulo em sua frente e a seguro antes que ela caia.
Elizabeth
Já era eu vou morrer. Nunca perdi tanta força e sangue de uma vez só, mas o pior era ver Andrew sofrer. Ele havia caído comigo nos braços e eu não conseguia fazer nada além de olhá-lo.
– Não. – Eu não conseguia falar e lagrimas começavam a rolar descontrolados pela minha face.
– Shiu vai ficar tudo bem. – Ele disse baixinho enquanto secava as minhas lagrimas.
– Andrew. – O seu nome mal sai de minha garganta enquanto eu o olhava em seus olhos cinza.
– Vai ficar tudo bem. – Eu olhava para o sangue que manchava a sua camisa. – Olha pra mim. – Ele ergueu delicadamente o meu queixo. – Você vai ficar bem. – Ele olha pra frente. – Nico leva ela pro acampamento.
– Mas. – Nico falou. – E você?
– Eu não vou sem você. – Eu disse o mais alto que pude.
– Vai sim. – Ele sorria tentando me tranqüilizar. – Eu vou ficar bem. – Ele acariciava meu rosto com delicadeza. – Eu amo você. – Ele segurava as lagrimas e beijou a minha testa.
– Não Andy. – Eu não conseguia me mexer. – Não me deixe. – Eu chorava feito uma criança.
– Eu não vou deixar você. – Ele ainda sorria de jeito gentil que me fazia chorar ainda mais. – Eu sempre vou amar você.
– Eu amo você também. — De repente nada mais importava. Eu só queria morrer ao seu lado e nada mais.
– Nico! – Antes que Nico pudesse se levantar uma aura negra explodiu mais a frente de Klaus antes que a bruxa o acertasse.
Um homem saiu de dentro delas. Ele usava roupas de algodão preto que pareciam pijamas e andava descalço entre as bruxas. Elas simplesmente caiam quando ele se aproximava. Ele era pálido como neve, com cabelos negros que iam até os ombros e um brilho maníaco nos olhos apesar de não esboçar nenhuma expressão.
– Pai. – Eu e Nico dissemos abismados em uníssono.
– Achou mesmo que eu ia ficar parado ao ver meus únicos filhos morrerem. – Sua voz era fria. – Nico levante. – O garoto em um salto já estava de pé. – Leve o garoto.
– Espera! – Klaus falava. – Pra onde vai levar ele?
– Para a casa dele. – Ele se virou para Klaus. – Nico.
– Pai ele vai morrer se eu... – Ele não terminou de falar ao ver que Klaus se aproximava de mim e Andrew.
Antes que alguém falasse algo Niklaus arrancou algo das costas de Andrew o fazendo do urrar de dor.
– Se você morrer no caminho. – Ele cortou o próprio pulso e forçou Andrew a beber seu sangue. – Vai virar hibrido, então evite a morte até lá.
– Vamos sweetheart. – Meu pai (Klaus) me pegou delicadamente no colo.
Eu vi Nico segurar os ombros de Andrew e eles desaparecerem na escuridão. Eu só queria que eles ficassem bem e nada mais. Eu já podia ir em paz.
– Preciso levá-la agora. – Disse Hades paciente.
– Não vou permitir que você a tome de mim. – Niklaus gritava pra ele. – EU SOU O PAI DELA.
– Da mesma forma que eu também sou. Você acha mesmo que vou matá-la? – Eu estava perdendo a consciência. – Você sabe que ela estará mais segura lá. Você tornara a vela porque ela ira querer ver você. – Era difícil respirar. – Ela morrerá se eu não a levá-la. Não pode deixá-la morrer por um orgulho imbecil. – Hades tinha perdido a paciência.
– Vou atrás de você sweetheart. – Meu pai tinha lagrimas escorrendo por seus olhos. Ele anda comigo nos braços até meu pai olimpiano e me entrega a ele.
– Eu vou voltar. – Eu sorri para meu pai adotivo. – Sempre e para sempre, lembra?
– Sempre e para sempre. – Ele beija a minha testa.
Hades se vira e entra em um tipo de portal de sombras. Quando chegamos ao acampamento vejo as pessoas nos olhando assustadas e surpresas. Eu estava de mal a pior e enquanto ele andava as plantas morriam e parecia que o céu estava mais cinza. Eu consigo contemplar a bela vista das colinas meio sangue antes de perder a consciência.
Assim como New Orleans, aqui também era meu lar.
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