Você é a Minha Família
28 Capítulo 28
Elizabeth
– Hey Effy. – Eu ouvia Andrew falar. – Não sei se consegue me ouvir e às vezes eu me sinto um idiota fazendo isso. – Eu o ouço rir. – É que eu sinto a sua falta. – Ele segura a minha mão. – Eu sei que você esta ai, mas ver você dormindo assim é ótimo, mas já faz um mês. – Sinto algumas gotas caírem em meu rosto. – Eu sei que esta viva e que um dia vai acordar, mas eu queria poder ouvir a sua voz de novo. – Eu mexo os meus dedos tentando apertar a sua mão.
– Andy. – Eu abro os olhos e encaro os seus olhos cinza.
– Elizabeth! – Ele seca as lagrimas e me abraça.
Eu fico meio que sem reação então o abraço também. Eu estava meio perdida, mas eu sei que posso confiar nele. Ele só parecia meio acabado, com a barba meio rala, o cabelo estava maior e os olhos meio vermelho. Tinha mais a aparência de lobo caipira.
– Gostei da barba. – Eu digo passando a mão em seu rosto.
– Ela cresce toda hora. – Ele ri segurando as minhas mãos. – Fica meio difícil de deixar ela do jeito certo.
Andrew
Elizabeth tinha acordado e esse era o melhor dia da minha vida. Ela havia ficado um mês em coma e não esboçava nenhum indicio que iria acordar. Eu ia visitar o seu chalé todos os dias e às vezes eu dormia na cadeira ao lado de sua cama. Klaus e os outros vieram visitá-la varias vezes, mas não podiam ficar no acampamento.
– Você está bem Effy? – Eu pergunto a ela.
– Claro. – Ela me disse com um enorme sorriso inocente.
– Vamos os outros querem te ver também. – Eu digo segurando a sua mão.
Ela estava diferente, ainda era a mesma, mas age como se algo a assustasse. O que deveria ser comum depois de quase ser dada a sacrifício. Elizabeth já passou por muita coisa nos seus longos anos de vida, mas de acordo com o pai dela nada se comparava aquele dia. Ela parecia a mesma, ou pelo menos tentava ser, mas era obvio que estava aterrorizada e assustada. Ela era frágil como porcelana, mas forte como chumbo. E era por isso que eu a amava. Por mais fragilizada e assustada que estivesse ela sempre iria parecer forte e inabalada.
– Elizabeth. – Eu acariciava o seu rosto. – Esta tudo bem agora.
Ela me olha como os seus olhos brilhantes por um momento e depois afunda a sua cabeça em meu ombro e chora como uma criança que viu um monstro pela primeira vez.
– Eu pensei que... – Ela engasga.
– Ficou tudo bem. – Eu acaricio os seus cabelos. Era bom ter ela em meus braços novamente.
– Eu te amo. – Ela disse. Ela parecia meio assustada, mas parecia ter certeza do que dizia.
– Eu te amo. – Eu beijo a sua testa e ela fica com as bochechas meio coradas. – Vêm às pessoas querem ver você.
Eu me levanto a puxo devagar pelas mãos. Ela cambaleia de inicio, mas consegue andar apoiada em meu braço. Ela parecia um bebê que dava os primeiros passos. Ela por alguma razão ela parecia estar feliz por conseguir andar.
– Você deveria mudar de roupa. – Eu olhava ela contemplar os próprios pés. – Esta frio lá fora. – Ela usava uma blusa de meia manga do Superman e calças de pijama.
– Mas você não parece estar com frio. – Ela me olhava curiosa.
– É porque eu sou um lobo. – Eu usava jeans, tênis, camiseta do Batman e uma camisa de flanela vermelha dobrada nos cotovelos. – é melhor você por um casaco e um sapato. (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=140266026&.locale=pt-br )
– Não, tudo bem eu gosto de andar pela neve. – Ela me segura pela mão e me puxa devagar pra fora.
As pessoas nos olhavam surpresas. Provavelmente por nos ver com roupas de calor invés de roupas para o inverno e não parecíamos ligar, porque não ligávamos. Elizabeth caminha sobre a neve com os pés descalços e parecia gostar da sensação que a neve trazia. Eu não podia deixar de sorrir ao vê-la feliz. Ela ainda segurava a minha mão e eu não tinha a intenção de soltar a sua.
– Então como anda essa coisa ai de lobo? – Ela perguntou olhando curiosa para mim.
– Estranho, mas normal. – Ela ri. – Tenho tomado uns 3 banhos por dia, mas fora isso tudo bem. – Ela apertou um pouco a minha mão. – Hayley me deixou ficar com o anel e me pediu para se juntar a matilha do Bayo.
– Você vai aceitar?
– Quando eu precisar ser um lobo acho que sim. – Eu dei os ombros. – E ainda faltam alguns dias para a minha primeira lua, então não preciso disso ainda.
– Ainda não teve a sua primeira lua? – Ela para der repente.
– Não teve nenhuma lua desde que eu me transformei.
– Andy precisamos achar um lugar seguro pra você. – Ela falava meio urgente.
– Como assim? – Eu olho pra ela.
– Não te contaram né? – Ela diz. – Andrew na próxima lua cheia, você vai virar um lobo. Literalmente.
– E qual o problema? – Eu não conseguia entender que ela queria dizer.
– Andy seus todos os seus ossos vão quebrar e depois você vai virar uma fera irracional cheia de fome. – Ela diz com os olhos arregalados. – Quer fazer isso em um lugar cheio de semideuses armados?
– Eu acho que não. – Ela tinha razão. — Mas vamos fazer o que?
– Não vai dar tempo. – Ela diz olhando pra cima. – A próxima lua deve ser em três dias.
– Como você sabe?
– Sou de 1800, não existia Google e uma bruxa sempre deve saber quando será as próximas fazes da lua. – Ela ainda olhava para cima.
– Por quê?
– Para saber quando fizer rituais e quando será o próximo ataque de lobos. – Ela responde meio avoada.
– Por que eu ainda pergunto?
– Eu não sei. – Ela responde a pergunta retórica. – Tem uma maneira de fazer isso, mas não é nada legal.
– Como assim? — Eu às vezes não conseguia entender o que ela dizia.
– Esta sugerindo que façamos a mesma coisa que Tayler e Manson fazia? – Matt aparece do nada. – Que bom que esta viva Lyzie. — Eles dão um Hi-five, mas a tal coisa que eles falam não parece agradá-los.
– Sim. – Ela assente com a cabeça. – Não vai dar tempo de chegarmos no Bayo. – Ela se vira pra mim. – Mas se você quiser podemos tentar chegar.
– O que vocês vão fazer? – Era um saco não saber do que estavam falando.
– Vamos acorrentá-lo em uma espécie de porão, pra você não sair e devorar todo mundo. – Matt falou isso de forma normal, mas ainda conseguiu chamar atenção.
– Ok vamos fazer isso. – Eu respondi a eles. – É melhor do que ter a cabeça arrancada por uma gládio.
– Eu vou procurar o lugar vocês ficam com as correntes e com Wolfsbane. – Matt saiu e nos deixou lá.
– Tem certeza que quer fazer isso? – Ela tinha os olhos confusos e meio assustados.
– Tenho. Eu não quero ferir você e se a melhor saída é isso então eu vou fazer.
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