Elizabeth

– Então você trouxe a comida. – Meu pai disse risonho limpando o sangue da minha bochecha com o polegar.

– Não, você não pode se alimentar deles e eu tenho novidades não muito boas. – Eu digo pegando a garrafa mais próxima.

– Eu também sweet. – Ele estava extasiado demais.

– Deixe-me adivinhar Marcellus esta vivo e se auto intitula rei do French Quarter, que no caso fomos nós que construímos. – Eu faço uma pausa e levanto um dedo. – Ah case me esqueço, ele também impede as bruxas de praticar magia.

– Parabéns está bem informada. – Disse Rebekah.

– Faço o dever de casa, mas algo me diz que falta alguma coisa. – Eu olho ao redor da casa. – Como Elijah. Onde ele está.

– Eu entreguei Elijah a Marcel. – Ele respondeu olhando para o outro lado.

– Você o que?! – Eu e Bex falamos em uníssono.

– Ele estava irritado porque Rebekah tinha matado os vampiros dele e vai ficar mais irritado quando souber o que você fez no bar, então ele pediu Elijah como prova de que vim em paz.

– Mas não viemos em paz. — Uma lâmpada do corredor estourou. – Porque adivinha quem voltou dos mortos e tentou me usar de isca. Eu voltei mais cedo porque nós três estamos em uma missão pra resgatar o meu irmão.

– Você não tem irmãos. – Ele me olha como se eu fosse louca.

– Na verdade sim, parece que Hades tinha mais um filho. Um menino dos anos 30. – Eu precisava desviar a atenção de Klaus desse assunto. – Esse é Andrew filho de Ares, o deus da guerra, não o mate porque ele vai ser útil. E o senhor Donovan é filho de Apolo, deus do sol, e eu percebi que os vampiros de Marcel não têm os anéis do dia.

– Bem percebido. – Disse Rebekah. – Mas porque você acha que trouxeram o garoto pra cá?

– Porque Nico é experiente em batalha só alguém muito forte e desconhecido pra o pegar desprevenido. Usaram Nico pra me atrair já que eu não sou um alvo fácil. E o “caçador” obviamente é o Mikael.

– Mikael esta morto. – Disse Klaus desviando a atenção de Andrew e olhando pra mim. – Foi você mesma que o matou.

– Foi sim, mas ele pode voltar se uma bruxa poderosa o trouxer de volta. E digamos que as bruxas não são as suas fãs e as de New Orleans estão revoltadas. – Eu bebo mais da garrafa. – O que aconteceu com os lobos e os humanos?

– Banidos pelo Marcel e os turistas são comida. – Bex respondeu bebendo da minha garrafa.

– A capacidade de Marcellus de pegar o nosso império e fazer merda é impressionante. – Matt e Andrew estavam calados observando do sofá. Espertos. – Eu sugiro que temos que tomar o French Quarter de volta e recuperar o corpo de Elijah e Nico.

– Perfeito. – Disse Klaus se levantando. – Se é realmente Mikael que esta com o seu irmão e Mikael supostamente está com as bruxas, nós temos que tomar cuidado e ir mais devagar.

– Vamos precisar do Elijah para pegar Nico de volta. Quem é a bruxa mais poderosa do clã atual?

– Davina Clare, é só uma garota de 16 anos e é protegida de Marcel. – Rebekah me respondeu.

– Ótimo, vamos precisar do Kol também. – Eu já tinha um plano. – Mas em outro corpo.

– Vocês por um acaso já tem um plano? – Perguntou Andrew.

– Isso depende você se refere ao meu plano de dominar o mundo... – Disse Klaus olhando pro Andy. – Ou do plano de Rebekah de achar o amor verdadeiro num mundo tão cruel. – Ele sorri ironicamente.

– Me refiro aquele em que você esfaquear o seu irmão pelas costas e dá ele para o inimigo. – Andy estava levando as coisas a serio.

– Bem pela frente pra ser mais específico.

– Marcel não é um inimigo. – Eu respondo. – Ele é um amigo, só não sabe que estamos tentando roubar de volta o French Quarter, mas ainda é um amigo.

– Ok, mas entregar o Elijah era o plano A. – Disse Matt. – Qual é o plano B?

– Guerra. – Eu não precisava olhar pro lado para saber que Niklaus tinha o mesmo sorriso maléfico.

– Sweetheart você pertencia ao clã de bruxas em 1900. Você é uma anciã do clã elas querendo ou não.

– Perfeito. Posso fazer isso depois que ver Marcellus enquanto isso a Rebekah vai no meu lugar. – O plano tinha que ser perfeito.

– Tome cuidado. Davina o alerta toda vez que uma bruxa faz um feitiço. – Bex me alerta.

– Por favor, as regras de Marcel não se aplicam a mim. – Eu digo. – E eu tenho muito mais truques na manga. Então quando quiserem o caos é só avisar.

– Ok então primeiro pegamos o Elijah de volta. – Diz Matt.

– Depois fazemos o Marcel de trouxa e dominamos os vampiros. – Diz Andrew.

– Dominamos os humanos por tabela e deixamos as bruxas na rédea. – Eu continuo com um sorriso. Não sabia que eles podiam ser tão espertos.

– Ótimo, vamos Love. – Disse meu pai me segurando pelos ombros. – Acho que depois de 95 anos o Marcel queira vê-la.

Meu pai dirigia até a onde era à base dos vampiros enquanto eu olhava nostálgica pela janela. Eu amava aquela cidade ela era bela, sem mais. Ela não havia mudado muito, tinha artistas pra todo lado, era iluminada, cheia de turista e magia. Vi que Niklaus estava pegando a Bourbon Street.

– Me diga que ele não esta usado a nossa mansão. – Aquilo já era sacanagem.

– Infelizmente Love.

Entramos no Hall da mansão que estava cheia de vampiros reunidos. Eu e Klaus abríamos caminho até o centro do Hall, onde estava Marcellus.

– Elizabeth Mikaelson. – Ele diz saudoso.

– Marcellus Gerard. – Eu o abraço, apesar de sentir raiva era bom revelo.

– Como você esta? – Ele me pergunta me soltando do abraço.

– Eu vou bem e você aproveitou fingindo estar morto? – Eu sorrio.

– Marcel. – Disse um cara com os olhos arregalado. – Era ela. Ela que matou os caras no bar.

– Lizye eu odeio ser inconveniente, mas agora temos regras aqui no French Quarter. – Ele disse mais baixo Nik só observava. – Se quiser ficar é bem vinda, mas tem que seguir as minhas regras. É proibido matar meus vampiros e é proibido bruxas fazerem magia.

– Ahh entendo perfeitamente. – Admito, eu era muito dissimulada. – Mas eu vim aqui pedir o Elijah de volta. Eu sinto saudades dele e Rebekah não para de falar.

– Me desculpe. – Ele tinha o sorriso tão falso quanto o meu. – Mas não vai rolar. Não posso ter 4 originais andando pela cidade.

– Uma pena. Eu você não entendeu, então vou tentar ser mais direta. – Eu prendi um carinha de boina pelo pescoço o pondo na minha frente. O sorriso de Marcel se desmanchou. — Eu não estou pedindo. Eu estou MANDANDO. – Eu tiro o anel e o faço virar uma adaga. – Vê, linda não é. Isso aqui é ferro estigio, é letal para todo o tipo de criatura. – O garoto tentava se livrar de mim. – Viva ou morta. – Eu cravo a adaga no estomago dele e giro um pouquinho mais pra dentro e depois dou um arrancão. – Pela fumaça que ta saindo de dentro dele. Eu diria que ele tem uma semana. — Eu enfio a adaga no ombro dele o fazendo urrar de dor. – Ou de dois á cinco dias. O fato é que eu tenho quase certeza de que o sangue do meu pai pode curá-lo. – Eu sorria diante do horror deles. – Você terá o sangue quando devolver Elijah. E isso... – Eu faço um corte na bochecha do cara da boina. – É para vocês se lembrarem de que as suas regras não são válidas pra mim. – Eu largo o corpo do ex-bonitinho. – Se me derem licença, eu espero que os senhores tenham uma boa noite. – Eu estalo os dedos fazendo os vampiros zunirem da minha frente. Eu saio andando e percebo que um Klaus orgulhoso vem atrás de mim.