Elizabeth

Merda. Era a única coisa que eu conseguia pensar depois que eu tinha separado os meus lábios dos dele. Eu acabei de assinar a sentença de morte do Andy. Meu pai ia matar ele, assim como fez com os outros.

– Então Hades também quebrou o juramento. – Ouvi Percy dizer em meio de comemorações e saudações ridículas.

– Como assim? – Eu disse me forçando a soltar Andrew.

– Os três juram pelo Rio Estige não ter mais filhos depois da segunda guerra mundial. – Disse Quíron cauteloso.

– Segunda guerra mundial? – Eu digo abismada.

– Elizabeth, quem é o presidente dos Estados Unidos? – Annabeth perguntou.

– Franklin Pierce, é claro. – Eu disse como fosse obvio. Todos com exceção de Matt me olhavam com olhos arregalados e ele me olhava com a maior cara WTF?! – Eu to sacaneando com vocês, eu sei que é o Obama. – Eu praticamente me rolava de rir, era sempre engraçado quando eu fazia esse tipo de coisa.

– Qual é a graça? – Disse Clarisse com o ombro sangrando.

– Ainda pergunta? Tinha que ver a cara de vocês quando eu disse que um presidente de 1854 era o presidente de 2014. Hilário, sempre é, menos em Mystic Falls, lá é um saco, as piadas históricas têm sempre um fundo verdadeiro. – Digo ainda rindo.

– Argh, nem me fala. – Matt rola os olhos. – O lance dos fundadores já deu no saco.

– Elizabeth, quantos anos você tem? – Perguntou Mick com uma cara chateada.

– Tecnicamente 17, mas na verdade uns 171, eu acho, você para de contar depois de um tempo. – Eu digo como se fosse a coisa mais normal do mundo, e pra mim era.

– Como assim 171 anos? – Percy disse com cara confusa.

– Como assim eu acho? – Barry diz lá do fundo.

– Desculpe. Me esqueci de dizer que eu sou uma bruxa? – (Tirei daquela sena do Silas msm u.u)

– Como os filhos de Hécate? – Essa bagaça virou Talk Show agora?

– É quase isso só que com muito mais sangue, perigos e livros, e eu não sou muito religiosa e meu Clã está extinto, então não faço sacrifícios. Mas por volta dos anos 70 eu achei um antigo sabath cheio de almas de bruxas mortas então as “sugeri” que me canalizassem. – Digo meio pensativa. – Mas alguma pergunta?

– Existe mais como você? — Um garoto meio parecido comigo se aproximava. Ele devia ter uns 14 anos, tinha a pele anormalmente pálida e cabelos negros como o meu.

– Daí depende. Você diz seres sobrenaturais em geral ou só bruxas? – Disse Matt visivelmente se divertindo.

– Aposto que você adora ter o título de único humano. – Eu digo fazendo um sinal de reprovação.

– Jeramy também é humano.

– Não, ele não é, ele é um caçador. – Eu o cortei. – Mas sim, tem bruxas por todo o país, um clã por estado da última vez que eu chequei.

– Mas se você tem mais de 170 anos, como nenhum sátiro conseguiu te rastrear antes? – Caio perguntou, ele tinha passado uns dias fora com uma ninfa.

– Eu acho que foi o colar da minha mãe, ele deve ter algum tipo de feitiço de ocultação. – Apontei pro colar de rubi que eu nunca tirava. – E o cheiro de ervas para feitiço, verbena, wolfsbane, vampiros e lobos depois de alguns anos devem ter tapeado vocês. – Eu decido ser sincera, não sei por quê.

– Dica madeira pra vampiros e lobos são pessoas comuns exceto na lua cheia. – Blue-blue encerra o assunto deixando claro que não iríamos falar mais que isso.

– Ok heróis, já está tarde, para os seus chalés antes que as harpias nos devorem. – Disse Quíron fazendo todos saírem.

Eu tinha acabado de pegar as minhas coisas no chalé de Hermes quando sinto alguém agarrar o meu braço, eu estava prestes a arrancar o coração do sujeito, mas era o Andrew.

– Eu queria me desculpar. Pelo o que eu fiz hoje mais cedo. – Ele diz.

– Não se desculpe Andy, mas se Nik descobrir isso vai ser a nossa ruína. – Dou um beijo demorado em sua bochecha. – Boa noite Andy. – Eu ando até o chalé 13.

Eu não podia negar que eu estava louca pra me agarra com ele por ai, mas Andy não era alguém que eu me daria o luxo de perder só por egoísmo. Me troquei e botei um dos “pijamas” decentes que Rebekah me mandou, ela só havia mandando lingeries então eu tive que me virar pra dormir nesse acampamento, hoje eu usava outra das minhas blusas dos Dallas Cowboys, essa era um blusa de torcida número 21, os shorts pretos que Annabeth me deu e como fazia frio no meio do verão chalé de Hades eu usava meias que parecem ser de tricô.

– Ele disse que você era italiana, mas você tem sotaque inglês e humor texano. – Diz o mesmo garoto pálido de antes.

– Você deve ser Nico Di Angelo. Estou certa? – Eu estava curiosa agora. – Percy me falou de você.

– Fa.. Falou? – A face dele parecia que ia entrar em combustão.

– E ele disse que você não fica muito no acampamento, então o que te trouxe aqui? – Eu ergo uma sobrancelha.

– Você, vim ajudar você a dominar por completo os seu poderes. – Eu o deixo continuar. – Você já sabe controlar a terra, as sombras e se comunicar com os mortos. Eu vim aqui pra te ensinar a invocar, comandar e ressuscitar os mortos e a abrir passagens pro mundo inferior.

– O que você quer em troca? – Nesses anos eu aprendi a nunca aceitar uma oferta sem perguntar o preço a se pagar.

– Ajuda. – Ele tinha os olhos negros sofridos. – Quero trazer a minha irmã de volta pros vivos, mas não posso fazer sozinho.

Eu analiso bem a sua oferta. Ele parecia poderoso, mas ainda é só uma criança e se a garota era irmã dele, era minha irmã também. Seria uma troca de favores, eu preciso dele pra ser mais forte e ele de mim pra ter a irmã de volta. Não podia negar esse pedido o garoto tinha a cara de sozinho e exausto, parecia que ia cair duro.

– Feito. – Ele abre um pequeno sorriso de alívio. – Quando começamos? – Eu afano os seus cabelos e me jogo em um dos beliches.