Vizinhos

1 Capítulo 1 - This is War


Notas iniciais
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!! Uru Take-hime na área, postando uma nova fic: Vizinhos!

Tudo bem pessoal? Faz um tempão que eu não apareço nessa categoria... Fiz uma oneshot BunnyJack e de lá pra cá eu estava querendo escrever algo com esse casal de novo, então finalmente uma ideia surgiu. Dessa vez estou usando o Bunnymund em sua versão humana, além de ser algo UA e não pretendo estender muito essa fic, terá poucos capítulos. Espero sinceramente que gostem!

Sem mais delongas: Boa Leitura!

Numa manhã ensolarada e que deveria ser agradável para todos, um morador de um tranquilo bairro parecia ter levantado com o pé esquerdo naquele dia. Seu rosto estava com uma expressão fechada enquanto tomava o café da manha e não demorou a separar seus materiais de jardinagem para cuidar de seu quintal. Seu passatempo era cuidar de uma horta e de algumas flores que plantou no jardim, mas sua irritação se devia ao fato de que muitas vezes encontrava suas plantas pisoteadas, tortas ou com as folhas comidas, além de alguns buracos pela terra. Isso já estava lhe dando nos nervos! Não cuidava do jardim com todo o carinho para que algum animal viesse e destruísse o que mal havia começado a brotar. Nem mesmo as cenouras foram poupadas, que eram suas favoritas.

Assim que saiu no quintal, encontrou o causador de tal destruição: um cãozinho completamente preto cavava tranquilamente bem no meio de sua horta. Isso fez com que fechasse ainda mais a expressão, indo rapidamente apanhar o cachorro. Porem o animal foi mais rápido e saiu correndo, passando por um buraco que havia na cerca com o vizinho. O homem praguejou, mas agora sabia qual era o animal e seu dono também. Morava ali há alguns meses e era certo dizer que não se dava muito bem com sua vizinha, mais especificamente o filho adolescente dela que parecia fazer questão de irritá-lo de diversas formas e a seu ver, era um garoto insuportável. Decidiu pegar um pedaço de madeira para fechar o buraco aberto na cerca e depois conversaria pessoalmente com o dono daquele pequeno destruidor.

- Que barulheira... O que o “coelho” maluco está fazendo, Breu?

Ouviu uma voz jovial perguntar para o cachorro do outro lado da cerca e imediatamente se levantou para poder fuzilar o rapaz com o olhar, afinal a cerca não era tão alta a ponto de impedi-lo de ver o quintal alheio. Encontrou justamente o filho da dona da casa acariciando o animal e não demorou muito para ser notado por ele. Os olhos azuis se chocaram com os verdes e o garoto pode notar como o outro estava irritado. Deu um sorriso sem jeito, mas não se dignou a pedir desculpas pela forma como havia o chamado, afinal estava acostumado com esse apelido que havia colocado no mais velho por causa de seu sobrenome.

- Bom dia Sr. Aster, porque está com essa cara tão cedo? Vai acabar assustando alguém...

- Escute aqui, moleque. – o maior não ia fazer rodeios e apontou para o cão preto – Essa fera que você está criando acabou com o meu jardim! Está cheio de buracos e minhas plantas reviradas. Estou fechando o buraco por onde ele passava, então faça o favor de manter essa coisa longe do meu quintal!

- Nossa, pra que tanta irritação só por causa de uns matinhos? – o mais novo deu de ombros, voltando a brincar com o animal – Já esta fechando o buraco mesmo, ele não vai mais passar de qualquer forma.

- Matinhos?! Você sabe quanto trabalho eu tive para cultivar essas flores e a minha horta? Ele não poupou nem minhas cenouras!

- Bem se vê que é um coelho... – riu baixinho, podendo ouvir o outro bufar.

- Jack Frost. – o chamou com o tom de voz endurecido e quando ganhou a atenção do menor, se irritou ainda mais com a expressão de descaso que viu no rosto dele – Você não dá a mínima para o que é importante para os outros, não é? Garoto mimado e irritante! Deveria aprender a ter um pouco de respeito para com os outros...

- Quem você pensa que é pra falar assim comigo? – agora o rapaz se levantou, fechando a expressão também – Que eu saiba você não é meu pai nem nada meu.

- Exatamente e fico muito feliz por isso. – Aster não recuaria diante de um garoto qualquer e fez valer suas palavras – Eu teria muito desgosto em ter um filho assim que só causa desordem e fica perturbando os outros!

- Eu?! Eu não fiz nada, foi o Breu que mexeu com seu quintal, coelho maluco!

- Pare de me chamar assim! – o mais velho vociferou. Apesar de seu sobrenome ser “Bunnymund”, ser chamado de coelho pelo outro só o tirava ainda mais do serio – Sabe do que estou falando. Desde que me mudei para cá você tem feito o possível e o impossível para me irritar! Pensa que eu esqueci?

- E o que é que eu fiz pra você então?

- Que tal a vez que quase me atropelou com sua bicicleta? Ou a vez em que me deixou ensopado quando “perdeu o controle” da mangueira? Ou quando achou divertido desenhar um coelho no meu portão? Ou quando decidiu jogar uma bomba de fedor no meu telhado?! Devo continuar? – o mais velho estava no limite da irritação – Pode até mesmo ter aberto esse buraco na cerca para fazer essa fera atacar o meu jardim!

- Eu não fiz o buraco!! – Jack gritou, agora estava se apoiando na cerca e sua irritação chegava a balancear com a do outro, era como se raios saíssem dos olhos um do outro – Mas não vou negar as outras acusações, você fica tão irritado por coisas bobas que é divertido mexer com você e rir da sua cara.

- Acha mesmo que pode brincar assim com os outros, rir da cara deles como se isso não fosse ruim?! Quando você vai deixar de ser uma criança e começar a agir como um homem de verdade?

- Eu sou tão homem quanto você!

- Há! – dessa vez o maior riu, não podendo acreditar no que havia acabado de ouvir – Você não passa de um pirralho, Frost! Com a cabeça cheia de brincadeiras infantis e estúpidas, como pode dizer que é tão homem quanto eu?!

- Pelo menos eu sei me divertir, seu coelho mal humorado e arrogante!

- Está me enfrentando desse jeito mesmo eu sendo bem mais velho que você, não tem vergonha? O que sua mãe diria se soubesse disso?

- Eu posso resolver as coisas com você pessoalmente, colocar minha mãe no meio não vai mudar nada. – Jack sabia que sua mãe não iria gostar nada disso, mas ainda assim preferia enfrentar o mais velho de igual para igual, mesmo que nem de longe tinham alguma semelhança, tirando o fato que não davam o braço a torcer por nada – Ou já está perdendo os argumentos e tem que recorrer à ajuda? – o sorriso desafiante do albino colocou mais lenha na discussão.

- Não preciso de ninguém para colocar um moleque como você em seu devido lugar. – Aster trincou os dentes, apertando a ponta da cerca com as mãos – Você deveria arrumar outro alvo para as suas brincadeiras ou vai se arrepender...

- Ah, eu estou louco para saber o que um coelho ranzinza como você é capaz de fazer para me impedir.

Por fim aquilo se tornou um desafio declarado, era guerra! O mais velho estava farto das travessuras daquele garoto que já deveria ter parado de fazer coisas tão infantis com a idade que tinha e Frost só parecia ter arrumado mais motivação para continuar a perturbar seu vizinho que havia considerado um chato desde o principio. Os dois finalmente se afastaram da cerca e cada um foi para um lado, pisando duro para dentro de casa. Aster já se preparava para a onda de ataques que o rapaz iria armar para si, não se deixaria pegar por nenhuma delas. Jack começou a fazer seus planos, seria capaz de fazer o mais velho morder a própria língua ou até mesmo fazê-lo se mudar dali, o que seria bom em sua opinião. Vizinhos, inimigos declarados... Restava saber quem sairia vencedor ou mesmo se o destino não tinha seus próprios planos para ambos.