Vizinhos

7 Capìtulo 7 - Birthday Gift


Notas iniciais
E ai pessoal? Uru Take-Hime na área, trazendo a continuação de Vizinhos, finalmente! Eu demorei, eu sei... Mas tive uns trabalhos pra fazer e essa semana ainda tá corrida, mas eu quis escrever e atualizar de uma vez. Outra observação é que eu não terminei a fic ainda porque eu pretendo fazer um bônus pra ela, então esse aqui até pode ser visto como o ultimo capitulo mesmo, mas aguardem porque vai ter umas coisinhas a mais no bônus e eu espero sinceramente que vocês gostem, assim como desse capitulo aqui também claro! Eu nem acreditei como ele ficou tão grande. '-' Sem mais delongas: Boa Leitura!

A vida é uma caixinha de surpresas, como dizem por ai. Inimigos declarados se tornando namorados, dois homens tão diferentes em idade, personalidade e objetivos, agora compartilhavam o mesmo sentimento um pelo outro que crescia mais e mais à medida que ficavam juntos. Dificuldades existiam e ambos sabiam bem disso, tentando superá-las da melhor maneira possível. Aquele era um dia especial, Jack faria aniversário e sua mãe estava preparando uma festa em casa para comemorar. Alguns vizinhos ajudavam na preparação, incluindo o namorado do aniversariante que parecia muito contente em fazer parte disso, para o espanto de alguns. Nem toda a vizinhança estava sabendo do relacionamento dos dois, principalmente os mais conservadores, e ainda achavam que os dois não se suportavam, então era uma surpresa ver Bunnymund por ali ajudando em tudo com tanta disposição.

Frost havia ido para o colégio de manhã e aproveitava para chamar os amigos para a festa, sendo que muitos se mostraram mais curiosos em conhecer o namorado dele do que sobre a festa em si. Apesar de hesitante no principio, contara sobre seu relacionamento para os mais chegados e mesmo sabendo que alguns iriam repudiá-lo por isso, os que aceitaram pacificamente já o deixava mais feliz. Ele não tinha vergonha de namorar Aster nem nada do tipo, difícil mesmo era lidar com os preconceituosos como havia sido alertado tanto por ele como pela mãe. Algumas pessoas mantêm a mente tão fechada que se perguntava como podiam ver com horror um sentimento que era tão bonito e comum para qualquer pessoa. Depois do colégio, acabou indo para a casa de um dos amigos para jogarem um pouco já que sua mãe pediu para que não voltasse tão cedo, assim poderiam arrumar tudo como ela queria.

No final da tarde os preparativos já estavam prontos e Aster correu até sua casa para tomar um banho e vestir outra roupa, acabando por perder algum tempo na escolha. Queria ficar bonito e agradar não só o namorado como os amigos dele, afinal tinha certo receio de ser visto com maus olhos por eles. Acabou optando por uma calça jeans preta, uma camisa social azul com leves riscos brancos e aparou a barba, deixando-a bem ralinha. Um pouco de gel nos cabelos e um bom perfume foram bem vindos, deixando-o mais confiante antes de sair de casa e seguir para a do lado. Tinha poucos convidados no momento, mas a Sra. Frost lhe informou que o filho já havia chegado e estava se arrumando no quarto, então Bunnymund foi se sentar no sofá ao lado de um dos vizinhos e ficou conversando até que o aniversariante descesse.

Jack enfrentou o mesmo problema na hora de escolher o que vestir, mas ele não queria agradar ninguém mais do que o namorado. Decidiu usar a camiseta que a mãe havia lhe dado de presente de manhã e uma calça jeans azul que tinha alguns rasgos na perna, ajeitando os cabelos como de costume. Ao descer e chegar à sala, seus olhos se cruzaram com os de Aster e sua primeira vontade foi de correr, abraçá-lo e roubar um beijo gostoso dele, mas tinha que se conter por conta dos demais convidados que vinham chegando pouco a pouco. Tudo o que pode fazer foi cumprimentá-lo com um aperto de mão como fez com os demais e o outro compreendia perfeitamente, apesar de notar as verdadeiras vontades do garoto através de seus brilhantes olhos azuis.

Quando os amigos chegaram a farra foi maior e depois de perguntarem diretamente ao aniversariante, olhares curiosos voltaram-se para Bunnymund e este engoliu em seco, se perguntando o que devia estar passando na cabeça deles. Tinham a mesma idade de Jack e provavelmente estavam pensando como era velho demais para o amigo ou coisa pior, quem sabe... Decidiu se levantar do sofá e seguir na direção deles, o que fez com que se espantassem. O albino acabou por apresentá-los e Aster foi amistoso com cada um deles, por fim seguindo para a cozinha a fim de ajudar a Sra. Frost com os petiscos para os convidados. Esperava que com a apresentação qualquer pensamento ruim que pudessem vir a ter fosse dissipado.

A música foi elevada assim como a pilha de presentes em um canto da sala parecia crescer pouco a pouco, os convidados degustavam as deliciosas guloseimas e conversavam animadamente, além dos mais jovens estarem dançando e logo parecia que não ia caber mais ninguém dentro da casa. Jack se sentia feliz por poder comemorar seu aniversário com muitos amigos e pessoas próximas, mas o que o tornava mais especial era o fato de seu namorado estar presente e apesar de não poderem ficar realmente próximos, seus olhares se cruzavam muitas vezes e sentia uma alegria absurda por algo tão simples. Amar e ser amado, tem coisa melhor que isso? Jack estava quase afirmando que não e de todos os presentes que poderia ganhar ali, sentia que o mais especial de todos certamente viria de Bunnymund.

O tempo foi passando e chegou a hora de cantar os parabéns, então o som foi desligado e o bolo foi levado até a sala, sendo que as pessoas se espremeram para ficar próximas do albino. Assim que as velas em formato de 1 e 9 foram acesas, todos começaram a bater palmas e cantar a famosa musica de aniversário com bastante entusiasmo, fazendo algazarra assim que chegou ao fim e Jack assoprou as velas, não esquecendo de fazer seu pedido. O bolo era grande e em forma retangular, coberto com chantilly e por dentro a massa era de chocolate, com dois tipos de recheio: doce de leite e pêssegos em calda bem cortados. Não era preciso dizer que foi um verdadeiro sucesso e todo mundo comeu com gosto, atacando os docinhos em seguida.

Jack partiu para os presentes, abrindo embrulho por embrulho e agradecendo para quem havia lhe dado cada coisa. Ganhou roupas, jogos, uma bola de futebol novinha, alguns livros, CD’s e DVD’s de suas bandas prediletas. Mas algo estava faltando... A pilha havia terminado e nenhum dos presentes era de Aster. O procurou com o olhar imediatamente e o viu ajudar a mãe a recolher os pratinhos e copos usados para levar de volta a cozinha. Mordeu os lábios, um pouco frustrado ao pensar que talvez o outro não tenha se dado ao trabalho de lhe comprar alguma coisa. Ao sair da cozinha, as esmeraldas se encontraram com as safiras e Bunnymund teve certeza do que estava se passando na cabeça do rapaz, então se aproximou e fez sinal para vir ter com ele ao pé das escadas.

– Se acha que esqueci seu presente, está enganado. – falou assim que o garoto estava perto o suficiente – O escondi em seu quarto mais cedo, deve encontrá-lo. Outra coisa: não deixe de olhar dentro.

O albino ficou muito curioso com aquelas palavras, além de o sorriso voltar a aparecer em seu rosto e uma empolgação surgir de repente. Enquanto Aster voltava para a cozinha, Jack subiu as escadas rapidamente e entrou em seu quarto, varrendo o local com o olhar. Onde o outro poderia ter escondido seu presente? Certamente não era algo grande ou já chamaria a atenção da primeira vez que entrou ali, mas o tamanho não importava... Era um presente da pessoa que amava, iria encontrá-lo de qualquer jeito! Olhou embaixo da cama, embaixo do travesseiro, dentro do móvel de cabeceira, no móvel do computador, em cima do guarda roupa e já estava resmungando enquanto olhava dentro deste, desarrumando algumas peças de roupa. Onde estava o presente afinal?

Parou por um instante para pensar, tentar adivinhar onde Bunnymund poderia tê-lo escondido até que se lembrou de que ainda estava com a cueca dele em meio as suas, então abriu a gaveta onde as guardava e encontrou a caixa retangular logo embaixo da peça do namorado. Ao pegar na mão, notou que era um pouco pesado e isso aumentou a sua curiosidade, não perdendo mais tempo para abrir a caixa e ficou entre surpreso e confuso quando tirou dali um ovo de porcelana decorativo, o mesmo tipo que costumava ver na casa de Aster. Ele parecia adorar esse tipo de coisa... Havia desenhos ornamentais azuis por toda a porcelana, lembrando vagamente flocos de neve e havia uma linha dourada com um fecho que circulava o ovo. Não que não tivesse gostado do presente, mas não esperava por algo assim...

– Talvez ele queira que eu lembre dele com isso? Hmm... – enquanto pensava acabou se lembrando das palavras alheias – “Não deixe de olhar dentro”, foi o que ele disse. E se...

Jack segurou o ovo com mais cuidado e com a outra mão abriu o fecho do ovo, olhando para dentro. Foi nesse momento que o seu coração disparou no peito e abriu os lábios em pura surpresa, pegando a aliança que havia ali entre os dedos. Era simplória e um pouco grossa, mas pode ver escrito “A&J” na parte de dentro e sentiu que o sorriso que exibia agora ia ficar travado em sua boca pelo resto da semana. Colocou a aliança em seu dedo e beijou o objeto na vontade de beijar Aster, queria tanto fazer isso agora até deixá-lo sem ar ou até convencê-lo a ir até a cama mais próxima, mas isso não era possível no momento. Guardou a aliança dentro do ovo novamente já que algum convidado poderia notá-la em seu dedo e fechou a gaveta, colocando o ovo no móvel ao lado de sua cama antes de sair do quarto.

A festa não durou por muito mais tempo, afinal ia ficando tarde e os pais chegavam para buscar os filhos, além de boa parte dos vizinhos terem que acordar cedo no dia seguinte. Bunnymund foi um dos poucos que ficou até o fim porque estava ajudando a Sra. Frost a deixar tudo mais organizado e também não queria ir embora sem pelo menos dar um beijo no namorado. Quando a senhora foi levar o lixo para fora de casa, Jack entrou na cozinha e aproveitou que o outro estava distraído lavando a louça, abraçando-o por trás bem apertado. Aster abriu um pequeno sorriso e enxugou as mãos no pano ao lado antes de se virar para retribuir o abraço, compartilhando um beijo que tanto queriam desde o momento que se viram naquela noite.

– Eu amei o presente... Confesso que não entendi direito no começo, mas quando eu abri o ovo, tudo fez sentido.

– Fico feliz que tenha gostado, fiquei pensando se não era piegas demais... Sua mãe que me deu as medidas do seu dedo para que eu pudesse comprar a aliança.

– Vou dar um abraço bem apertado nela também, pode deixar. – o garoto riu e voltou a roubar mais um beijo. Não estava a fim de desgrudar do outro tão cedo – Eu quero ficar com você agora...

– Jack... Você não cansa de tentar? – Aster parecia ler as intenções do outro em seus olhos e sabia o quanto era irritante pra ele ficar negando qualquer contato intimo demais. Ele mesmo já estava considerando ser uma tarefa difícil, pois além do albino ficar lhe provocando sempre que podia, ele mesmo já estava com um desejo palpável – Devia aprender a ter um pouco mais de paciência.

– Paciência?! Desde que começamos a ficar juntos não saímos dos beijos e abraços, eu quero mais do que isso, eu preciso... Você viu o estado da sua cueca? Ela vai se desmanchar logo se eu continuar fantasiando pra me consolar.

– Eu te dou outra. – brincou e riu ao ver o albino se emburrar de imediato – Eu sei que é complicado, mas...

– Sabe? Se sabe, então pare de impor essa distância. – roubou mais um beijo intenso do outro – É meu aniversário, você devia ter um pouco mais de consideração. Eu quero fazer isso com você, estou pronto... Não me deixe esperando.

– Jack, eu prometi que seria responsável, que iria te respeitar... Não posso faltar com a minha palavra.

– E quem disse que você não vai me respeitar? Que não vai ser responsável? Você pode fazer isso sem sacrificar nossos desejos, sabia? – Jack já apelava para a manha, sussurrando no ouvido alheio – Por favor, Aster... Me deixa ir pra sua casa hoje. Não vai se arrepender, eu prometo... Deixa que eu termine esse dia do seu lado.

– Ah céus... – era muito difícil resistir, Bunnymund estava em uma luta interna muito grande até que decidiu – Se sua mãe permitir, sim... Caso contrário, nem que me implore de joelhos!

– Entendido! – Jack voltou a sorrir e se afastou do outro só pra ir atrás da mãe que já estava voltando pra dentro de casa quando se encontraram – Mãezinha querida, você é a melhor sabia? Eu te amo... – a abraçou em seguida.

– Nossa, quanta felicidade... Gostou tanto assim do seu aniversário? Ou você encontrou o presente do Bunnymund?

– Os dois! Obrigado por tê-lo ajudado com isso... Mas eu tenho que lhe pedir uma coisa.

– Eu desconfiei quando apareceu tão carinhoso... – a mulher revirou os olhos — Não foi o bastante tudo o que você já ganhou?

– Sim, claro que foi. Mas... Eu quero ir dormir na casa do Aster hoje.

– Que? – a Sra. Frost foi pega de surpresa e demorou um pouco para dizer algo – Dormir lá?

– Sim, eu que pedi por isso, acredite. E ele disse que deixaria se você deixasse... Mãe, por favor. Você é testemunha do quanto ele gosta de mim e foi respeitoso até agora, mas eu não aguento mais.

– Meu filho... Tem certeza disso? Está preparado para algo do tipo? Deve ser diferente do que acontece entre um homem e uma mulher, tenho medo que aconteça alguma coisa...

– Eu tenho certeza mãe, toda a certeza do mundo! Confia em mim? – ela assentiu e ele segurou a mão dela – Confia no Aster? Você mesma já o admirava como um bom homem antes mesmo de eu gostar dele. – ela novamente assentiu – Então não tem problema, não é? Ele é a pessoa que eu amo e quero ficar com ele. Por favor, por favor, por favor...

– Está bem! – ela admitiu a derrota, rindo baixinho e o abraçando em seguida – Meu filho realmente não é mais um menino. É um homem que decide o que é melhor para si... Pode ir, mas se cuide está bem? Vocês dois alias...

– Pode deixar, não vou esquecer a camisinha. – prometeu e os dois riram, apesar da senhora ter ficado levemente corada.

Bunnymund já havia terminado de lavar a louça e ouviu o riso dos dois, então foi para a sala com curiosidade. Metade de si queria que a Sra. Frost dissesse não, assim seu lado racional seria o vencedor e teria uma ajuda para se conter mais um pouco, mas a outra metade queria que ela dissesse sim para poder estar junto de Jack como ambos queriam. Ao ver o sorriso do albino e o olhar tímido da mulher, pode concluir que a resposta foi favorável e ficou conversando com ela enquanto o garoto subia até seu quarto pegar o que fosse preciso. Não demorou muito e ambos se despediram, saindo de mãos dadas e poucos passos depois estavam na casa de Aster. O albino sentia uma sensação nova ao estar ali naquela noite, isso porque já sabia que seria diferente de qualquer dia em que esteve ali.

O dono da casa os guiou até o andar superior onde ficava seu quarto e o garoto aproveitou para observar o cômodo com atenção já que era a primeira vez que entrava ali. Bunnymund estava sentindo a mesma agitação que tomava conta do outro e mesmo que já tivesse uma larga experiência, se sentia como um adolescente naquele momento. Era um mix de sensações... Pendia entre uma euforia para o receio muito rápido e Jack pareceu perceber esse conflito do outro. Segurou no ombro de Aster e lhe deu um beijo de surpresa, dando-lhe uma mordidinha no lábio inferior e o ouviu suspirar enquanto as mãos dele seguravam sua cintura. Queria passar para o namorado a sua segurança ou pelo menos a sua vontade de seguirem em frente independentemente do que acontecesse. Sabia bem o quanto ele era racional e gostava de manter os dois pés atrás, assegurando sua confiança.

– Jack, espere... Talvez isso esteja...

– Não! Eu não vou deixar você tentar bancar o adulto integro agora. – o cortou de imediato, pousando as mãos no rosto do outro – Minha mãe deixou que eu viesse aqui e está mais do que ciente do que vai acontecer, então pra que ficar construindo barreiras? Você não está tentando me forçar nem nada do tipo, na verdade é o contrário... Vamos Aster, eu não vou suportar se me deixar esperando por mais tempo.

– Eu sei... Mas ainda tem uma parte de mim que acha que isso é errado.

– Vou ter que arrancar essa parte de você então... – o albino colou seu corpo no do vizinho, sorrindo e ergueu uma das mãos em frente ao rosto para mostrar que estava usando a aliança – Eu sou seu namorado e podemos muito bem fazer qualquer coisa.

– Eu nunca pensei que diria isso, mas... Você tem razão. – seu comentário fez com que Jack revirasse os olhos e acabou rindo – Por mais louco que possa parecer, estamos juntos e você não é uma criança, apesar de fazer pirraça às vezes.

– Já está falando demais, Coelhão! – resmungou, empurrando o outro e o fez cair sentado na cama que estava logo atrás – E eu quero um pouco de ação. – concluiu, tirando o tênis antes de seguir até ele novamente.

– Não sente nenhum pouco de medo? – arqueou uma das sobrancelhas e permitiu que o albino sentasse em seu colo. Ser chamado daquela forma nem o irritava mais, passou a ser um “apelido carinhoso”.

– Por quê? Eu deveria? – devolveu com seu costumeiro bom humor, selando a bochecha alheia – Eu confio em você e meu desejo é muito grande. Não sou que nem certo coelho paranoico que nem parece ter vontade de fazer isso comigo.

– Eu não sou paranoico! – pressionava-o contra si propositalmente e escondeu o rosto na curva do pescoço do outro – Acha mesmo que não tenho vontade, Jack? Desde o que aconteceu nas janelas ficou realmente difícil não pensar nisso.

– Então não fique pensando... Faça!

Aquele era um pedido decisivo, Aster ergueu o rosto e pode ver o brilho de expectativa tomando os olhos azuis, o que o fez abrir um ligeiro sorriso. Estava na hora de relaxar e se deixar levar pelos seus sentimentos como há muito tempo não acontecia, então foi isso que fez. Quando seus lábios se encontraram com os do albino novamente, o beijou de forma exigente e arrebatadora enquanto suas mãos passaram a tocá-lo, desde uma simples caricia no rosto até apertar as coxas dele com vontade. Jack se sentiu animado por vê-lo embarcar no momento e suspirou com os toques, podendo fazer o mesmo sem ser barrado como costumava acontecer quando tentava. O beijo foi tão intenso que quando se afastaram em busca de ar, os lábios de Jack já estavam um pouco inchados e um fio de saliva escorria pelo canto de sua boca.

O primeiro passo foi se livrarem de suas camisas, jogando em um canto do quarto e o albino pode ver mais de perto o abdômen definido, sem exageros, do outro. Aster observava o tronco esguio do rapaz e seus olhos acabaram focando nos botões rosados que se destacavam na pele alva. Os mamilos eram como um chamativo que imediatamente ganhou sua atenção, rodeando e beliscando entre os dedos, ouvindo suspiros do outro em resposta. Jack estava entretido em deslizar suas unhas nas costas largas e laterais do corpo alheio, lhe provocando arrepios e dando um sorriso cheio de intenções sempre que seus olhares se cruzavam. Pensava em mil maneiras de agradá-lo, mas com sua falta de experiência também tinha um pouco de receio em fazer algo que estragasse tudo. Quem deveria ditar o ritmo era Bunnymund e este não perdeu tempo para fazer isso.

Enquanto ainda tocava nos mamilos alheios, sua boca foi diretamente ao pescoço de Jack e ali passou a distribuir algumas mordas e chupões, tentando moderar a força para que não deixasse marcas tão evidentes no garoto e isso era uma missão impossível devido à palidez daquela pele. O albino segurou os cabelos dele com uma das mãos e fechou os olhos, aproveitando as sensações que surgiam sem pensar em marcas ou qualquer outra coisa, em expectativa de receber mais e mais. Aster chegou a alcançar o lóbulo da orelha alheia e mordiscou antes de descer e chegar ao peito, terminando de deixar os mamilos de Frost bem durinhos com sua boca. Felizmente suas mãos estavam segurando com firmeza a cintura do rapaz ou ele teria caído pra trás ao deixar o corpo pender inconscientemente.

– Você vai cair... – avisou ao afastar os lábios e acabou virando para deixá-lo em sua cama.

– Foi mal. – riu baixinho e ficou de joelhos sobre o colchão, vendo-o se agachar para tirar os sapatos – Não enrole só por causa dos cadarços...

– Apressadinho! Não pode esperar nem um minuto? – riu também, já se erguendo outra vez.

– Não! Eu já esperei demais... – Jack se aproximou da beirada e o beijou um pouco abaixo do umbigo, subindo lentamente e pode ver o outro engolir em seco – Vem logo pra cama, mal começamos ainda e temos muito que fazer...

Bunnymund não precisava de um segundo convite e logo subiu na cama, fazendo-o se deitar e ficou por cima dele, podendo atacar seus lábios mais uma vez e suas pernas encaixaram de forma que um poderia sentir o baixo ventre do outro. Como amava provocar seu vizinho, Jack começou a mover a perna de forma que o pressionasse e conseguiu sentir os efeitos disso não só embaixo como no beijo, já que ganhou uma mordida no lábio inferior como resposta. Era bom ver que também poderia deixá-lo excitado e estava disposto a aprender as melhores formas de fazer isso nas muitas e muitas noites que pretendia passar com ele. Mas Aster ainda estava liderando no momento e por isso rodeou a borda da calça do garoto com a ponta dos dedos, deixando-o agitado e criando uma expectativa ainda maior, sem realizá-la realmente.

Jack decidiu fazer isso por si mesmo, abrindo o botão e o zíper da calça e começou a descê-la, finalmente ganhando a ajuda do outro e a peça teve o mesmo destino que as outras: ser jogada em um canto. As pernas do albino tinham a mesma palidez e seu membro estava evidente mesmo com a proteção da cueca, parcialmente ereto. Bunnymund traçou uma trilha de beijos pelo peito dele, parando um instante para mordiscar lhe o umbigo e prosseguiu até chegar ao ponto que queria. A ponta de sua língua tocou no tecido e foi subindo lentamente, acompanhando o contorno que pulsou em resposta e Jack gemeu arrastado, voltando a agarrar os cabelos do namorado enquanto sentia seu pênis reagir e despontar na cueca, vendo um sorriso surgir nos lábios alheios. Como era raro... Mas amava aquele sorriso.

A mão de Aster tomou o lugar da língua e começou a massageá-lo, torturando o garoto por não ser um toque direto por causa do tecido, mas ainda assim conseguia senti-lo bem. Sua boca decidiu marcar as coxas branquinhas e observava Jack se remexer na cama, gemer e o brilho de luxuria ir dominando pouco a pouco o azul de seus olhos. O tinha tão perto, podia tocá-lo livremente agora e isso era tão bom que se recriminava por ter sido tão receoso no inicio. Decidiu livrá-lo da cueca e o albino soltou um suspiro de alivio, ficando um pouco corado ao notar o olhar de Bunnymund em seu falo e se perguntando o que passava na mente dele. Seu membro já era plenamente formado, sem ser um extremo destaque nem em comprimento nem em largura, mas a ponta rosada e os pelos branquinhos como seus cabelos talvez chamassem a atenção.

Aster quis tocá-lo mais um pouco agora que tinha plena visão de seu corpo e se acomodou entre as pernas dele, agarrando-lhe o membro com firmeza e passou a estimulá-lo desde a base até a glande onde rodeava e pressionava com o polegar. Jack se remexia mais ainda, deixando que seus gemidos saíssem livremente e movia o quadril contra a mão do outro, insinuando-se ainda mais. Era muito melhor ser tocado por ele do que fazer isso em si mesmo, nunca duvidou disso e podia sentir o calor subindo rapidamente por seu corpo, querendo aproveitar mais daquelas sensações, mas tinha tantas coisas que queria fazer e começou a ficar inquieto.

– Até quando vai... Ficar assim? – perguntou e apontou para a calça que Bunnymund ainda vestia.

– Não por muito tempo, não se preocupe...

– Não é justo que só eu esteja sem roupa. – resmungou e o obrigou a parar com a masturbação, aproximando-se e levando a mão até o botão e o zíper da calça alheia – Eu te dou uma mãozinha.

– Quanta gentileza. – ironizou sua resposta, mas deixou que Jack o ajudasse com a peça de roupa e o garoto aproveitou para livrá-lo até mesmo da cueca – Mas é muito apressado mesmo...

– Como se não estivesse te incomodando... Veja como está inchado! – devolveu com uma falsa inocência e ousou tocar no mastro rijo do outro, notando que era maior e mais largo que o seu – Pobrezinho... Devia ter se libertado da agonia logo.

– Você é muito descarado, Jack! – declarou e riu, segurando nos cabelos alheios e fazendo-o mirar seu rosto – Mas isso é uma das coisas que eu gosto em você... Não seja afobado, o processo vai ser mais complicado daqui pra frente.

– Não estou preocupado, sei que vai saber exatamente o que fazer comigo.

Com essas palavras os dois acabaram sorrindo e Jack o atacou com um beijo voraz, acabando por se acomodar em seu colo novamente. Seus membros se chocaram com a aproximação dos corpos e isso arrancou um gemido abafado de ambos, sendo que as mãos de Jack se perdiam nos cabelos do namorado enquanto Aster alcançou as nádegas do albino e apertou com vontade aquela região. Só se afastaram quando Bunnymund quis pegar algo na gaveta do móvel que ficava ao lado de sua cama e dali tirou uma camisinha e um tubo de lubrificante. Havia comprado um pouco depois de começarem a namorar, afinal do jeito que ele lhe provocava era melhor prevenir do que remediar e pelo menos havia chegado o momento certo para usá-los.

Jack tomou a caminha em mãos, querendo ter o trabalho de colocar no outro e enquanto isso Aster abria o tubo, colocando um pouco do conteúdo na ponta dos dedos e desceu até encontrar a fenda intocada e pressionar, penetrando-o com um dos dedos e pode sentir o canal apertado pressionando-o, suspirando ao imaginar seu pênis recebendo aquela pressão. O albino ofegou e se sentiu um pouco incomodado, mas não demonstrou isso em sua expressão e se concentrou em rasgar a embalagem da camisinha mesmo tendo algo se movendo em seu interior. Quando pegou a camisinha em mãos, Bunnymund inseriu o segundo dedo e dessa vez ouviu um resmungo manhoso e o viu morder o lábios em uma expressão deveras tentadora. Seus dedos faziam movimentos circulares e por vezes os abria como uma tesoura a fim de alargar a passagem.

– Desse jeito você não vai conseguir... – Aster avisou com divertimento na voz para provocá-lo ao ver seus dedos trêmulos segurando a camisinha.

– Tente fazer isso na minha situação pra ver só... – resmungou e involuntariamente empinava o traseiro assim que os dedos do outro chegavam mais fundo – Ma-mas eu vou conseguir...

– Vai mesmo, Jack? Estou duvidando. – via que o albino pousou a camisinha em sua glande e ia colocar se não tivesse impedindo-o ao inserir o terceiro dedo e começar a movê-los um pouco mais rápido.

– A-ahn, seu... Está fazendo de propósito! – Jack o acusou e seus gemidos mesclavam dor e prazer, afinal o lubrificante ajudava para que fosse menos incomodo. Decidiu revidar ao segurar com a mão livre na cintura do outro e moveu-se sugestivamente em seu colo, fazendo os membros terem uma deliciosa fricção – Se você continuar me impedindo, como vai poder entrar?

Aquele era um argumento incontestável e aliado à provocação fez com que Bunnymund desistisse, parando de mover os dedos por alguns minutos para que o namorado pudesse concluir seu objetivo. Depois de devidamente protegido, continuou com a preparação até que julgou ser o suficiente e retirou os dedos, vendo Jack repousar a cabeça em seu ombro enquanto recuperava o fôlego. Aproveitou que ainda estava com o lubrificante próximo para passar um pouco do conteúdo em seu próprio membro e assim facilitar ainda mais sua entrada. Com os preparativos feitos, restava o ponto alto da noite... A verdadeira união de seus corpos em um só. Uma agitação os tomou por um momento, mas qualquer hesitação foi posta de lado assim que se beijaram outra vez.

Jack se acomodou melhor e ergueu-se para que o outro pudesse encaixar a glande em sua entrada, assim sentiu as mãos firmes de Aster em sua cintura e puxou o ar com força para os pulmões, com um breve momento de reflexão. Aquele era um grande passo e iria dar com um homem experiente e que já havia vivido metade de sua vida, não se sentia nenhum pouco arrependido já que seus sentimentos eram verdadeiros e assim que encostou sua testa na do namorado, viu ternura, libido e preocupação misturados no verde de seus olhos e não resistiu em sorrir, decidido a continuar. Começou a descer lentamente e ambos reagiram com a penetração, Jack por sentir uma pontada de dor inevitável e Bunnymund pela pressão exercida sobre seu falo. Tiveram que aguardar um pouco até que o albino estivesse pronto e trocaram algumas caricias, relaxando com mais facilidade.

Quando Frost se sentiu pronto para se mover, acabou colocando as duas mãos sobre os ombros alheios e usou como apoio para se erguer, fazendo o mastro rijo sair quase que completamente de si e depois voltou a se sentar, causando um choque entre os corpos. Aster o ajudava com o aperto firme em sua cintura, deixando que o garoto encontrasse o ritmo certo para se sentir melhor e quando Jack começou a deslizar mais facilmente pode deixar qualquer preocupação de lado, já que os seus gemidos também demonstravam cada vez menos incomodo. O albino fechou os olhos e pensava que sensação de tê-lo dentro de si era bem diferente de seus dedos, era uma conexão única e especial que certamente nunca esqueceria e só fazia o calor aumentar drasticamente.

Seus corpos começavam a se mover em sincronia, Bunnymund podia sentir seu pênis túrgido pulsar ainda mais enquanto era engolido pelo canal do garoto e se ocupou em lhe deixar mais algumas marcas em seu pescoço enquanto Jack fincava as unhas em seus ombros e quicava como se buscasse mais daquele delirante prazer, percebendo que agradava muito o outro principalmente quando rebolava sem pudor. Seus corações estavam acelerados assim como as respirações falhavam e seus nomes acabavam escapando um da boca do outro, como se não conseguissem formular qualquer outra palavra de forma coerente. Mas ficar naquela posição por muito tempo ia desgastando o albino e isso não passou despercebido de seu companheiro.

Jack viu seu corpo sendo depositado sobre a cama e Aster ficou sobre si, deixando que o maior esforço agora ficasse por sua conta. Apoiava as mãos uma de cada lado do outro e com isso estocava-o com mais força e precisão, sentindo as pernas do garoto se fecharem em torno de sua cintura. Os gemidos se tornavam cada vez mais altos assim como o calor parecia insuportável, gotículas de suor se formavam sobre a pele de ambos e o barulho dos corpos se chocando era como uma música erótica para seus ouvidos. Jack alcançou as costas do outro começou a fazer um estrago com suas unhas por toda a extensão, afinal queria deixá-lo bem marcado também para que no dia seguinte não se esquecesse nem por um instante o que faziam aquela noite.

Bunnymund notou o membro esquecido do albino entre eles e decidiu lhe dar atenção, segurando-o com uma das mãos e começando a masturbá-lo o mais rápido possível, fazendo Jack jogar a cabeça pra trás e se mexer mais ainda, querendo se afogar naquele mar de sensações deliciosas. Chegou a fazê-lo arquear na cama quando conseguiu atingir sua próstata e o gemido dele foi tão alto que desejou que a Sra. Frost tivesse um sono pesado ou acabaria ouvindo o filho. Seus movimentos estavam tão frenéticos que não poderiam sustentar aquela situação por muito mais tempo, sendo que Jack foi o primeiro a ser arrebatado pelo orgasmo e sujar não só a mão do namorado como seu abdômen também. Aster o acompanhou um pouco depois com mais algumas estocadas certeiras e a camisinha teve que conter todo seu gozo.

– Jack... – chamou com certa dificuldade pela falta de ar e retirou-se lentamente de dentro do garoto – Jack, você está bem?

– Eu estou no paraíso... – devolveu com um sorriso bobo nos lábios e estava um pouco rouco – Como poderia não estar bem?

– Haha, só você mesmo... Eu já volto. – avisou, levantando-se da cama e saindo do quarto para ir até o banheiro e molhar um pouco o rosto para afastar o calor, além de tirar a camisinha e assim que deu um nó, jogou no lixo.

– Hm... – Jack resmungava e se virou lentamente a fim de se ajeitar melhor na cama. Quando viu o namorado voltar, o abraçou de imediato – Nunca mais me deixe na seca por tanto tempo, vou precisar disso várias vezes.

– Seu pervertido! – Aster revirou os olhos e trocaram alguns selinhos – Você seguiu seus instintos e foi muito bem, só espero que ninguém na rua tenha escutado.

– Como se vivêssemos em um bairro de puritanos! – foi a vez de o albino brincar e deslizava uma das mãos pelo peitoral alheio, espichando um olhar malicioso na direção dele – Como se eu me contentasse com uma vez só...

– Pode ir tirando essa ideia da sua cabeça, pirralho. Já foi o suficiente por hoje. – apesar de parecer uma bronca, começou a afagar os cabelos de Jack e suspirou – Não está acostumado com isso e talvez se sinta bem incomodado amanha, não quero que volte pra sua casa reclamando de dores.

– Você fica lindo se preocupando comigo, sabia? – provocou e riu com a expressão alheia, mas acabou concordando – Está bem, por hoje chega... Mas eu quero vir passar mais tempo com você aqui e quero aprender muito mais coisas do seu lado, além de talvez te ensinar uma ou duas coisas.

– Me ensinar alguma coisa, essa eu quero ver... – apesar da descrença, o garoto tinha certa influencia sobre si e talvez o ensinasse a ser mais liberal – Não me incomodo que venha aqui mais vezes, só não deixe de ajudar sua mãe e os estudos. Já sabe que curso quer fazer na universidade?

– Estou pensando nisso, mas eu realmente não quero falar sobre isso agora. Ainda temos tempo para o futuro... E eu quero aproveitar o momento em que estou com você.

Jack roubou um ultimo selinho antes de se acomodar melhor ao lado dele e ficou com a cabeça repousada em seu peitoral enquanto aproveitava a caricia que ganhava nos cabelos. Aster manteve o contato até que notou que o garoto havia adormecido e puxou o lençol para cobrir os dois, ficando um pouco pensativo. Quantas coisas haviam mudado... Não que pensasse que ia ficar sozinho para o resto da vida, mas ter um companheiro como o albino estava longe de passar por sua cabeça. E agora estavam ali, juntos e apesar dos temores e problemas futuros, se sentia tão leve e feliz que tinha coragem para combater qualquer coisa, principalmente em nome do sentimento que ambos carregavam. Antes de acompanhar o namorado no mundo dos sonhos, deixou um beijo estalado sobre sua cabeça e sussurrou carinhosamente:

– Eu te amo, Jack.