Vitaliis - Introdução
17 Capítulo XVII
Capítulo XVII
Karmedis e eu fomos até o deck principal e adentramos na festa que estava ensurdecedora. Fomos nos misturando ao pessoal e fui abrindo caminho, já que eu que conhecia a localidade da porta. Com as armas abaixadas e junto ao corpo para ninguém vê-las, fomos discretamente nos aproximando. Parei e Karmedis teve que gritar ao meu ouvido para que eu o ouvisse, ele falava que não tinha guarda algum por perto, além do que estava na porta. Apontei para ele e fomos até a porta o segurança nos olhou feio e começou um dialogo que não duraria muito tempo.
Segurança- O que vocês querem?
Karm- Entrar na porta.
Segurança- A entrada é proibida.
Claud- Pensei que a festa estava liberada em todo o navio.
Segurança- Pensou errado. Não sei quem te disse tal idiotice, mas aqui vocês não podem entrar. Você e seu amigo vão ter que ir noutro cômodo fazer o que vocês querem.
Karm- Não se preocupe. O que eu quero da pra fazer aqui.
Karmedis levantou a arma e disparou na boca do segurança. Olhei para ele perplexo e ele só me olhou com uma cara de que era o único jeito e falou.
Karm- Agora já foi.
Claud- Então atira na tranca pra nós entrarmos.
Karmedis atirou na tranca e adentramos ao recinto, o lugar era diferente do que pensei. Não tinha o alçapão para o deck principal, mas tinha um arsenal de armas. Tinha para uns três exércitos, de todo tipo e com todas as munições. Olhei para Karmedis e ele respondeu antes de eu perguntar qual era o plano.
Karm- Cobre a porta enquanto eu me equipo.
Engatilhei a pistola e olhei através da porta vi um segurança e dois disparos, um na boca e outro na garganta, respectivamente. Mas vi disparos vindos da minha direita e ricocheteando na porta, voltei ao cômodo e esperei cessar os tiros, virei na direção que vi os últimos disparos procurei o segurança e dei mais dois disparos, um em cada ombro.
Ao lado de Karmedis uma porta explodiu com uma granada de explosão. Levei um susto e percebi que não tinha percebido aquela porta. Olhei para ver se alguém entrava no local em que tinham explodido e vi dois soldados, vestidos diferentemente de seguranças, mais parecidos com o vermelho, mas a roupa não era tão ridícula. Dei um disparo, por extinto, na garganta do primeiro e o outro tiro que disparei foi na porta do segundo, que o fez cair gritando, mas não durou muito, pois vi sua cabeça explodir com um tiro de Karmedis. Ele estava com uma cara fechada e fez um sinal com a cabeça na direção das armas e se virou para a porta que foi arrombada e sai em disparada.
Fui na direção das munições, recarreguei a pistola e comecei a pegar munições para metralhadoras, pistolas e espingardas. Quando percebi que já tinha o suficiente fui para as granadas. Peguei granadas incendiarias, granadas de fumaça e granadas de impacto (são granadas que deslocam o ar e afastam tudo em um raio de cinco metros, serve mais para afastar inimigos que não podem ser mortos).
Quando fui pegar as armas alguém me agarrou pela cintura, me levantou e me jogou de costas no chão. Fiquei meio aturdido, mas mesmo assim tive a consciência de pegar uma granada de impacto e largá-la no chão. O cara que me golpeou chegou mais perto pegou minhas pernas e as puxou, assim ficou mais perto de mim. Me pegou pela gola e a outra mão serviu de apoio para minha barriga, assim que me levantou a granada de impacto explodiu.
Nesse momento tudo passou devagar. Vi o meu inimigo ir com uma velocidade inacreditável de encontro a parede das armas e eu me afastar do chão até sentir minhas costas colidirem com o teto do cômodo. Vi que muitos objetos foram afastados através de uma camada de ar que deslocava o próprio ar, visualmente ela distorcia o ar em uma formato esférico, até não ter mais força para afastar o que estava em seu caminho. Mas depois do momento que vi em lentidão, pareceu que o tempo voltou a sua velocidade normal, o que me fez cair e bater a parte da frente do meu corpo no chão. Lembrei que ainda estava em uma luta e me virei rapidamente para o cara que resolveu me atacar. Vi que ele tinha uma roupa muito parecida com a do vermelho, mas os detalhes de sua roupa eram azul, logo percebi que ele era o azul e que tinha muitos power rangers para enfrentar. Mas ele era diferente do vermelho com relação a outra coisa, ele era grande, muito grande. Tinha mais de cento e noventa centímetros e pesava entorno de uns cento e oitenta quilos, visualmente. Não queria testar sua habilidade em combate. Procurei a arma mais próxima e vi uma metralhadora a esquerda jogada pela deslocação de ar. Fui de encontro a ela e a segurei firmemente, apontei para o gigante que vinha em minha direção e apertei o gatilho, por muita falta de sorte minha a arma estava com a bala travada. E para mostrar que minha sorte estava piorando ele me desarmou, me deu um soco com as costas da mão e com a outra mão acionou uma granada de impacto e jogou em meu peito, que explodiu enquanto caía.
Viajei mais de três metros no ar, fazendo uma circunferência no ar muito acentuada e me jogando para fora do arsenal pela porta que entrei anteriormente com Karmedis. Quando tomei consciência de onde estava, ouvi passos de alguém se aproximando. Levantei o rosto e vi meu "amigo" se aproximando com uma pistola na mão e apontando para minha cabeça, coincidentemente era a de Karmedis. Quando ele me apontou a arma, ele abaixou a guarda e foi nesse momento que resolvi tentar lutar com um cara que era mais de vinte centímetros maior que eu. Dei um chute com minha sola no seu joelho, fazendo-o gritar e cair de lado no chão. Levantei e solei o seu rosto com dois pisões, o que foi o suficiente para ele desmaiar. Peguei a arma de Karmedis e apontei para seu rosto ensanguentado.
Quando fui disparar a arma o arsenal explodiu, e como eu estava perto acabei voando mais alguns metros no ar. Levantei novamente e pensei de ir encontro ao arsenal, mas de lá saiu uma equipe com alguns sodados, efetuei alguns disparos e recuei para uma mesa da festa. Matei todos com cinco disparos, um para cada um. Um saldo perfeito.
Entrei ao arsenal que só tinha armas danificadas e sem granadas ou munições. Olhei pela porta que foi anteriormente explodida e vi um guardo vindo, antes que ele levantasse sua arma já tinha dado dois disparos em sua cabeça. Andei alguns metros e vi através de um vidro um homem carregando uma arma que não era fabricada a muito tempo, ela era chamada de ACCII (Atiradora de Capsulas Compactas modelo dois, essa arma era de calibre 100 milímetros, extremamente grande, era uma mochila da parte da frente do corpo, tendo duas manivelas, uma na esquerda e uma na direita, para acelerar a velocidade na hora dos disparos e abaixo tinha dois gatilhos). Olhei impressionado para o tamanho da arma, enquanto o portador da ACCII rodava as manivelas, arregalei o olho e corri de volta ao arsenal, enquanto voltava para o arsenal ouvi os disparos da ACCII (o barulho me deu tanto medo que corri mais rápido), olhei para trás para ver os estragos e comecei a ver buracos do tamanho de punhos sendo feitos nas paredes como se elas fossem de papel, cheguei perto da porta e me joguei. Ouvi barulhos estrondosos, pensei que meus timpanos seriam estourados naquele momento, até que os disparos cessaram e o arsenal começou a fazer um som estranho até desabar as paredes feitas de madeira. Minha sorte foi tercaído perto da porta, o que me deixou ileso das paredes que caíram para dentro do cômodo. Levantei e vi meu o portador do maior monstro que já encontrara na vida, levantei minha pistola, enquanto ele rodava as manivelas. Mirei em sua testa, enquanto ele colocava suas mãos no gatilho embaixo, mas antes dele apertar o gatilho meu tiro acertou seu supercílio esquerdo, mas como um peso morto caindo no chão as mão apertaram o gatilho enquanto o corpo caía para trás. Pensei que os disparos pegariam em mim, mas não, os disparos passaram a minha direita e foram se afastando enquanto o corpo caía. A arma parou de disparar logo, pois não tinha mais impulso para atirar.
Após o corpo estar morto no chão, bufei de felicidade e sentei no chão passando a mão em meus cabelos e respirando com calma, me sentindo muito aliviado por ter ficado vivo. Quando vi que a adrenalina tinha abaixado em meu sangue e que eu estava pensando com mais calma levantei e fui ao final do corredor que estava completamente esburacado vi meu parceiro correndo na direção oposta a minha. Atirando e desviando de vários tiros, foi quando ouvi um barulho de metal contra o chão, quando olhei mais uma granada de impacto acionada aos meus pés. E mais uma vez eu voando pelo ar em formato de parábola. Caí completamente zonzo e quando me levantei meu rosto vi um soldado inimigo entrando no corredor em que eu me encontrava, levantei a arma de disparei contra ele. Levantei e fui ao final do corredor, que virei rapidamente na direção contraria a que tinha visto Karmedis e vi o lançador da granada de impacto e atirei em sua testa. Procurei Karmedis pelo outro lado e não vi ninguém, corri na direção em que o procurava, quando por surpresa senti uma lamina raspando nas minhas costas, por sorte o colete protegeu minha pele, mas mesmo assim caí no chão completamente intrigado. Rolei e vi o meu agressor, o amarelo.
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