Vitaliis - Introdução
18 Capítulo XVIII
Capítulo XVIII
Quando olhei mais um dos Power Rangers, dessa vez o amarelo, fiquei espantado. Já tinha conhecido o azul, o vermelho (morto), o verde (por mensagens) e agora o amarelo. Fiquei preocupado porque esse carregava uma lâmina comprida e fina, muito afiada, aparentemente. Levantei e retirei meu colete que tinha sido cortado por conta da katana, mas não esperava ter a mesma sorte, ou compaixão do meu oponente, na próxima vez que ele me atacasse. Mas levantei e olhei no fundo dos olhos do meu adversário e com uma firmeza ameaçadora falei para ele.
Claud- Larga essa espada e luta como um homem ou vai embora. Se você tentar outra opção... Nem queira saber o que pode acontecer com você.
Amarelo- E você vai fazer o que? Chamar seu amiguinho para me matar na porrada igual ao vermelho? Ou vai fugir de mim e lançar granadas de impacto, como fez com o verde?
Claud- Tente outra opção e verá.
Ele deu uma risadinha que não foi possível ver, por causa de sua mascara, mas que foi possível ouvir. Empunhou sua espada na altura de meu coração e veio para o ataque, mas não estava com paciência para brigas, então saí da frente e o deixei passar e agarrei seu braço de apoio e seu ombro de apoio. Girei o inimigo e enfiei a cabeça de meu oponente na parede do salão. Antes de ele tentar qualquer golpe acertei um gancho (de cima para baixo) em seu rosto, que o fez cair sem resistir. Peguei sua espada extremamente fina e muito mais afiada e enfiei em suas costas.
Claud- Da próxima vez use uma espada de homem. Olhe o tamanho disso? Que merda de espada essa. Espada boa é espada grossa. Katana é para bixas!
A cada final de frase eu puxava a espada e enfiava em suas costas novamente, mas na última vez ela quebrou dentro do corpo do cadáver.
Peguei minha arma que tinha caído, após receber o golpe nas costas e fui para o final do local onde o Karmedis poderia ter ido. Caminhei por alguns salões e corredores (todos indo ao "subterrâneo" do navio) e não encontrava nenhum oponente vivo, Karmedis tinha passado por aqueles locais e exterminado quem tinha ficado na oposição contra ele. Quando cheguei a um nível que identifiquei como a parte mais baixa do navio Lun me liga pra ver como estava a situação.
Lun- Clauder, chamando.
Claud- Clauder ouvindo.
Lun- Por que você ainda não voltou com as armas? Lá não era o salão de armas? Lá não tinha outra porta para o subterrâneo do navio?
Claud- Sim, lá tinha armas de todos os calibres, tinha armas até que pararam de fabricar. Não era um simples salão de armas, era um verdadeiro arsenal. E tinha uma porta para o subterrâneo do navio. Mas o arsenal foi destruído e só fiquei com a pistola. Karmedis está cheio de armas, mas ele foi se enfiando através de salas e corredores e não o acho.
Lun- Volte para cá e nos ajude então. Pois estão chovendo de seguranças. Conseguimos matar alguns, mas não estamos matando todos para economizarmos balas. E parece que vem mais da onde esses vieram.
Claud- Tenho pelo menos uma boa notícia. Eu matei o amarelo.
Lun- Que amarelo?
Claud- Não tem aquele cara que se chamava vermelho? Eu lutei com o azul, mas ele foi salvo por uma explosão, eu acho que ele ficou vivo. E o amarelo eu matei agora.
Lun- Que ótimo. Acho que esse tal de azul está aqui. Ele está ajudando a atirar na gente.
Claud- Droga! Estou indo para aí o mais rápido possível.
Lun- Ok.
Subi as escadas o mais rápido que consegui, não vi se tinha algum inimigo no caminho, sei que não iria me importar se tivesse alguém barrando o meu caminho, ou passaria por cima ou desceria bala nele. Quando cheguei ao deck principal não tinha pessoas dançando e nem se beijando, na verdade nem tinha mais pessoas ou as músicas que as inspiravam. Só um pátio vazio cheio de sujeira e barulhos de tiros a alguns andares. Calculei rapidamente onde ficava o quarto das garotas (que se situava no terceiro andar e o meu e deu Karmedis ficava no quinto) e lancei uma granada de impacto no corredor. E corri para as escadas e comecei a pular os degraus, enquanto eu subia o segundo andar, ouvi a explosão da granada de impacto e alguns homens gritando e alguns corpos se chocando contra o chão do deck principal. Cheguei ao terceiro andar e vi um homem de costas pra mim, enfiei duas balas em suas costas e continuei até ver mais dois homens de costas, cada um levou um tiro na cabeça de cada um. Virei o corredor e vi dois homens fuzilando um quarto, no mais perto de mim de três tiros no seu peito e o outro, quando virou assustado, dei um tiro em suas partes íntimas e depois, com sua inclinação, em seu rosto.
Entrei no quarto procurando as garotas, mas não havia ninguém no quarto. Ouvi gritos vindos do quarto ao lado e corri para fora do quarto, quando atravessei a porta e virei meu corpo a esquerda senti duas mãos agarrarem minhas costas e me lançares no ar, na direção oposta a que estava correndo. Fui lançado, mas já sabia quem estava procurando uma briga, era o azul e não estava a fim de demorar muito em brigas, já estava cansado de brigar e meu corpo já pedia um bom repouso. Olhei as horas em meu relógio de pulos e lá marcavam três horas e vinte e sete minutos. Já havia mais de três horas que estava com aquela pomada gosmenta em meu rosto e mais de quatro horas que tinha me machucado na minha primeira luta. Estava exausto, procurei minha arma, mas ela estava no chão muito atrás do azul, o cara que tinha o dobro do meu peso e mais de vinte centímetros a mais que eu, sem contar no fato dele lutar como um mercenário. Ele veio em minha direção sorrindo com os punhos fechados, dei meia volta e corri para a direção que ele vinha, virei a direita na direção das escadas e aguardei o gigante azul aparecer correndo. Quando ele virou acertei um belo soco em seu estômago e outro em sua cara, solei sua barriga e voltei a correr em direção as escadas. Desci até o andar de baixo e coloquei uma granada de impacto no canto do último degrau e esperei o meu oponente.
Não demorou muito até ele chegar bufando de raiva. Ele estava furioso, mas quando foi falar algo ativei o detonador a longa distância da granada de impacto e ele voou na parede do lado esquerdo. Corri em sua direção e acertei uma joelhada na sua cara, que o fez desmaiar. Carreguei-o até o quarto das garotas e o coloquei na cama. E coloquei a cama inclinada na janela e joguei água nele e dei alguns tapas, quando vi que ele despertou com uma boa dor de cabeça, dei um soco em seu estômago e colocando uma granada incendiaria na sua barriga. Joguei um vinho que tinha na cômoda em seu peito e virei a cama no ar e enquanto caía acionei o detonador da granada incendiária. Ouvi alguns gritos enquanto corria até o quarto em que estavam às garotas e as vi sendo socadas por um soldado, que levou dois tiros na cara.
Elas levantaram chorando, mas com postura. Recolocaram-se fisicamente e mentalmente e esperaram alguma ordem.
Claud- Esperem. Karmedis, chamando... Ninguém responde. Prestem atenção. Achem os sobreviventes e coloquem em algum salão, armem armadilhas para quem tentar entrar. Com as armas, munições e os equipamentos de cada segurança morto e aguarde mais ordens. Vou atrás de Karmedis e acabar com os seguranças sobreviventes e a equipe de Power Rangers que ainda vivem. Alguma dúvida?
Nah- Sim. Quem são esses Power Rangers?
Claud- Depois explico. Agora sigam com o plano.
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