Vitaliis - Introdução
14 Capítulo XIV
Capítulo XIV
Tomamos banho e fomos ao restaurante, bar, que tinha ao lado do hotel e conversamos as coisas rotineiras e fúteis. Depois fiz uma ligação para Nah para ver como iam as coisas e lá me veio com uma surpresa das grandes, disse que ela e a irmã estavam saindo de férias em um cruzeiro que passaria pela França, Inglaterra e que voltaria para o porto da Alemanha, a viagem demoraria dez dias, três dias em cada porto e o resto dos dias a mar aberto, eu falaria que iria ver com Karmedis e teria que ver se o tempo até voltar a base e planejar tudo com calma.
Logo que terminamos de conversar liguei para Karmedis para contar as novidades e perguntar se tudo já poderia ser previsto. Ele respondeu que não tinha falado com Terbatus, mas já estava para chegar no hospital do hospital e que veria se daria tempo para esse imprevisto, mas deixou assegurado que as chances eram muito provável dessa viajem ocorrer e sobrar um bom tempo ainda de férias.
Passei o dia malhando, hábito do trabalho, até que recebi um ligação do próprio Terbatus perguntando como eu estava e me perguntando das novidades e colocando o papo em dia, mas quando perguntei quanto tem ele ficaria no hospital internado ele só falou que não duraria muito, talvez uns dois dias, mas em repouso para recuperar as contusões levaria uns quinze dias e mais o tempo para recuperar a forma física e fazer os testes para ver sua condição física levaria, contando com todas as condições colocadas até o momento, vinte cinco dias. Após ver que o tempo daria pra fazer a viajem e sobraria nos despedimos e desligamos. Já liguei para Nah e avisei que estava quase tudo certo, só precisava arrumar as malas e passar o preço e o dia da viajem, o preço estava razoável e o navio partiria em quatro dias, mas só poderia comprar as passagens até no dia seguinte, para evitar problemas na embarcação. Então falei que ligaria mais tarde, porque teria que ver com Karmedis se ele estaria livre no da seguinte, já que ele sempre tinha uns planos ousados, precisos e inimagináveis.
O resto do dia foi completamente monótono, só com os meus exercícios básicos para o condicionamento físico até a chegada de Karmedis, que foi por volta das vinte duas horas. Fiquei espantado com o horário da chegada de meu amigo e fui logo perguntando o motivo da demora.
Claud- Isso é hora de chegar em casa quando você tem família?
Karm- Sim, se eu estiver com minha família.
Claud- Boa resposta. Mas por onde você andou?
Karm- Fazendo negócios.
Claud- Que tipo de negócios?
Karm- Negócios de família.
Claud- Família? Você? Carlos até quando você esconderá que sua família não esta reunida a um bom tempo.
Karm- É por isso que fui resolver. Fui no interior e fui ver como meus pais estavam. Seria bom pra você fazer a mesma coisa com o seus.
Claud- Você sabe muito bem que não e nem nunca tive um contato muito próximo com meus pais.
Karm- E eu tinha? Fui ver como eles estavam mesmo assim. E digo que você teria que fazer o mesmo.
Claud- Talvez quem saiba depois da viagem. Agora vamos lá que temos que comprar as passagens para o cruzeiro.
Karm- Acho que essa viagem não vai ser uma boa ideia, nem pra nós nem pras garotas.
Claud- E o pessimismo ataca de novo.
Karm- Não é pessimismo, é pressentimento.
Claud- Vai falar que agora você recebe mensagens do além.
Karm- Tá bom. Vamos comprar as passagens, se der alguma coisa errada a culpa é sua por não confiar no meu sexto sentido.
Fomos em direção a banca para comprar a vista e sem dar problema algum no sistema, agencias de viagens tinham muitos requisitos para a compra e assegurar o que o passageiro queria, eram muitos detalhes, e eu não gostava de enrolação então gostava de comprar do jeito mais primitivo, manualmente, com dinheiro, assinatura, contrato impresso, etc.
Chegamos lá pagamos e fizemos tudo o que tinha que fazer, e voltamos pra casa. Arrumamos as malas e demos as notícias para as garotas e fomos dormir. O “convite” para embarcar no navio chegou logo pela manhã e dizia que poderia embarcar no navio um dia antes para conhecer e se acostumar com os serviços dos navios. O meu dia foi meio tedioso, como as garotas estavam querendo fazer compras e como eu não tenho paciência pra isso tive que ficar em casa malhando. Onde estava Karmedis? Boa pergunta! Não tinha ideia, mas eu sabai de uma coisa e era que ele não estava visitando os pais no interior da Alemanha. Mas como cada um tem que cuidar da sua vida então não quis me envolver e ficar na minha vida com meus exercícios.
O dia passou e fomos nos embarcar e se hospedar no navio já para ir nos acostumando, as garotas vieram com o carro e nos levaram para o navio e até chegar lá fomos discutindo algo sobre músicas e tinha relação com o que elas estavam ouvindo no exato momento. Chegando ao local de embarque não teve problema algum, foi tudo tranquilo, nos hospedamos e percebemos que nosso quarto (o meu e o do Karmedis) era o 328 e o das garotas era o 293. Guardamos nossa bagagem, instalamos nossos equipamentos de pesquisas e observações e marcamos quem eram os nossos vizinhos de corredor, pelo menos os que estavam embarcando naquele dia, depois fomos dar uma volta no navio para ver onde estavámos hospedados. A viajem foi prazerosa e deu pra perceber como muitas coisas funcionavam, mas eu estava muito relaxado para observar como militar e foi quando Karmedis me chamou de canto e falou que tinha um casal e um trio de amigos que ficavam revesando para nos aservar, eu olhei para o trio de amigos, que eram quem estavam supostamente trás de nós, e vi que tinham a ideia de dezessete anos e que só estavam conhecendo o navio, como nós, então falei que aquilo era paranoia e que ele estava exagerando, mas ele insistiu que eles eram algo ameaçador, então falei que na verdade ele tinha era medo de navegar e que eles só estavam curtindo o passeio. Ele ficou nervoso e saiu pisando duro e só gritou uma coisa “Você pensa muito. Menos quando é pra pensar.”. Achei a frase interessante e vi que Lun correu atrás do meu amigo para ver o que tinha acontecido. As horas foram passando e o clima foi esquentando até que já estava tarde e tínhamos que ir para nossos quartos e acompanhei-a até o quarto, nos despedimos e fui em direção ao meu quarto. Já estava todo mundo em seus quartos, tudo escuro, nem um barulho enquanto eu ia em direção ao meu quarto.
Ao chegar ao quarto me deparei com Karmedis sentado no sofá com um revolver na mão e olhando no vazio, mas com uma cara de concentração, quando olhei bem e perguntei.
Claud- Ta tudo bem?
Karm- Agora sim. Mas ainda acho que esse navio não está completamente seguro.
Claud- Você ainda ta pensando nisso?
Karm- Você ta afrouxando as rédeas. Você não era assim. Presta atenção, eu sozinho não vou conseguir dar conta de todo mundo do navio.
Claud- Relaxa. Você viu quantos seguranças tem aqui?
Karm- É deles de quem eu estou falando.
Claud- Como os seguranças podem ir contra nós?
Karm- Você não percebeu? Cara você não era assim! Você abriu muito a guarda.
Claud- Se você acha que são os GTs você ficou paranoico.
Karm- Paranoia? Vamos ver então quem está louco no final das contas.
Claud- Carlos você esta impossível. Vou dormir.
Fui tomar um banho primeiro, depois fui pra cama. De lá demorei um pouco a dormir, fiquei imaginando nas férias, no decorrer da vida, das possibilidades com Nah e fui viajando em meus pensamentos e nas “possibilidades impossíveis” até dormir. Quando acordei, sendo empurrado da cama pela minha amiga-barra-namorada. Quando levantei assustado ela tava dando risada, antes de perguntar o que tava acontecendo ela puxou minha mão e começou a falar enquanto caminhávamos.
Nah- Vamos que o navio já ta zarpando!
Claud- Mas que horas são?
Nah- 14:28.
Claud- Espera um pouco. Cadê o Carlos?
Nah- Sei lá. Quando cheguei sua porta tava aberta. Agora corre, vamos perder o lançamento.
Claud- Eu não vou de pijama. E isso não é um foguete ou uma nave pra lançar?
Nah- É como então? Vamos perder o zarpamento? E vamos logo, você ta ótimo assim.
Claud- Deve ser. Não quero ir desse jeito.
Nah- Quer saber. Fica na bosta do seu quarto que eu vou ver o pessoal se despedindo sozinha.
Claud- Ta bom. Eu vou com você.
Nah- Não, agora pode ficar lá.
Claud- É melhor irmos mais rápido se não perdemos o “zarpamento”. E você não é uma boa atriz, nem parece que ta nervosa.
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