Vitaliis - Introdução
15 Capítulo XV
Capítulo XV
Fomos acompanhar o navio zarpar. Muitas pessoas do lado de fora vendo o navio zarpando e muitas aguardando pelos fogos de artífico, já que todo "zarpamento", como era chamado, tinha uma saída triunfal cheia de fogos de artíficio e após os fogos era liberado uma enorme festa em todos os compartimentos do navio, e nesse momento a putaria rolava solta. Mesmo não gostando dessas festas estravagantes resolvi ir.
Ao chegar lá vi um espetáculo que muitos falavam, foi incrível. Mas eu nunca me entusiasmo com essas coisas, prefiro coisas básicas e mais simples, não curto muito essas coisas pra nobres. Mas tive que fazer cara de feliz para a Nah, se não o bicho pegaria pra mim. Vi a queima de fogos de artifício, mas quando o pessoal iria começar a festa puchei a nah para o quarto dela e lá ficamos até meu Oculivro receber uma mensagem de Karmedis falando que tinhamos que conversar o mais rápido possível e que era pra eu o encontrar no quarto.
Claud- Tenho que ver o que ele quer.
Nah- Infelizmente. O que será que ele quer.
Claud- Ele deve estar pirando de novo. Se for sobre o assunto desse navio ser sequestrado eu juro que dou um tiro nele.
Nah- Você teria coragem?
Claud- Se fosse pra ele parar com isso, sim. Mas eu não trouxe arma.
Nah- Você não trouxe? Pra mim, os militares vão pra todo canto armados, por via das dúvidas.
Claud- Se aparecer alguém no navio armado eu conseguiria desarmá-lo facilmente, e assim, teria uma arma comigo.
Nah- Você está muito otimista para o meu gosto.
Claud- Por que não estaria? Quem viaja em cruzeiros não são do tipo de pessoas que são ladrões internacionais dos GTs.
Nah- Sei. Vai logo ver, que enquanto mais rápido você for, mais rápido você volta.
Claud- Já volto.
Eu sai do quarto e virei em direção as escadas para subir os dois andares que eu teria que subir e já fui logo pensando no que Karmedis iria falar e já estava até pensando no que responder para aquelas conspirações idiotas. Mas no meio do caminho ouvi um barulho vindo de trás das minhas costas. Virei rapidamente, mas não vi absolutamente nada. Então pensei comigo "Acho que estou ficando louco junto com o Karmedis, até estou ouvindo barulho em corredores escuros". Quando me virei recebi um bom soco em meu olho esquerdo, que me fez tropeçar e rolar pelos degraus que já tinha subido até chegar no corredor.
Me levantei já pensando que era o Karmedis tentando mais uma de suas loucuras. Mas não era. Olhei bem para a criatura que tinha me acertado, não aguentei e comecei a rir do uniforme de meu atacante. Era ridículo, um preto muito escuro (mas como as escadas tinham um luminosidade para ninguém cair dava para enchergá-lo perfeitamente) cheio de linhas vermelhas e com algumas ferramentas completamente desconhecidas por mim. Ele estava parecendo aqueles super-heróis ridículos que acham que estão fazendo o maior sucesso, melhor ele esta parecendo um soldado vestido por uma criança que sonha com seus bonequinhos em forma de vida real.
Claud- Você está brincando comigo? Que merda de roupa é essa? Você esta vindo de alguma festa a fantasia no deck? Não vai me responder? Então vou ter que te ensinar boas maneiras.
Eu fui pra cima do meu oponente espumando de raiva, mas ele estava controlado para um homem que desafia o outro em uma luta com um soco. Quando eu subi no primeiro degrau da escada, ele segurou nos degraus de cima (o teto das escadas eram escadas para o próximo andar) e me deu um chute com os dois pés no meu peito, logo cai rolando no chão e levantei o mais rápido que consegui, não foi muito rápido, porque fiquei muito atordoado. Mas estava decidido a arrancar a pele desse indivíduo. Quando me coloquei de pé vi uma mão vindo em direçao do meu rosto e novamente cai ao chão.
Pensei comigo mesmo como estava sendo ridículo, nem um adversário eu estava sendo para meu oponente. Então resolvi apelar e começar a apanhar de vez tentar bater. Me coloquei de pé novamente e fui pra cima com a guarda baixa e assim recebi um bom cruzado no rosto, mas após receber o soco e meu corpo se inclinar por conta do impacto usei o giro do corpo para acertá-lo com um soco no rosto que o fez perder o equilibrio e se apoiar na parede. Eu tinha plena consciencia que não foi forte o soco, mas que o pegou de surpresa o pegou. Quando vi que ele estava voltando para a luta dei-lhe um chute com a sola de meu pé no seu diafragma, e como ele se inclinou após o golpe o acertei em cheio com um cruzado na lateral do rosto.
Ele nem cambaleou, simplesmente caiu no chão duro. Quando me aproximei para identificar o que ele tinha guardado em seus bolsos. Ele girou rapidamente para o meu lado e com um chute de esquerda em meu rosto. Fiquei zonzo, mas de pé. Nem durou muito, pois meu oponente se levantou e veio em minha direção dando socos em meu tórax, abdômen e rosto. Quando dei por mim estava levando um soco no queixo que me fez cair de imediato e minha visão foi apagando lentamente até eu não ver nada e não ouvir mais nada e entrar em um sono profundo.
Quando acordei tinha senti algo gosmento por todo meu rosto e um gosto de capsúla extremamente azeda que deu-me uma naúsea extrema, mas não coloquei nada pra fora. Olhei aos meus redores e tinha um cara praguejanto coisas baixas, como minha visão ainda estava atordoado por conta dos golpes nos olhos não consegui discerni-lo, mas a voz o entregou, era Karmedis. Logo pensei que era ele quem tinha me atacado, mas quando percebi que tinha um corpo no canto da sala e que era o homem quem tinha me atacado, fiquei intrigado com o que tinha acontecido enquanto estava no estado desmaiado.
Claud- Karmedis? O que aconteceu
Karm- O que aconteceu? Seu amigo maluco te salvou.
Claud- Como?
Karm- Eu percebi que você estava demorando muito para chegar até o quarto, então pensei que você estava dando uma com minha cunhada. Eu já estava a caminho quando vi você dando um baita de um murro no nosso maigo ali. Já iria até falar que você não estava fora de forma, mas foi quando o nosso colega ali te acertou um chute no rosto e terminou com a luta. Ele finalizou você e começou a conversar com alguém via holograma. Quando ele terminou eu agarrei nos degraus da escadas de cima e pulei com os dois pés nas costas dele. Não quis saber e o estraçalhei com socos e chutes. Quando percebi que ele estava quase morto parei de bater e trouxe vocês dois para o quarto. Cuidei dos seus ferimentos e fui mexer nos equipamentos de nosso amigo aqui. Acabei descobrindo muitas coisas interessantes, mas outras que não tenho ideia de como funciona.
Claud- Nossa! Que história! O que você acou de interessante até agora? Melhor, o que você pegou do diálogo dele com a outra pessoa?
Karm- Peguei duas coisas. Uma que ele é o vermelho e a segunda que ele conversava com o verde. Vou te mostrar a conversa gravada.
Vermelho — Acabei com o primeiro.
Verde- Agora vá para o outro. Sei que dois não façam muita diferença. Mas vai que eles entrem em contato com os militares que se encontram na Alemanha. Vai dar um puta de um problema.
Vermelho- Não se preocupe. Se o outro lutar como esse, acabo com ele ainda hoje. Isso que são 23:18 horas. Vou achá-lo e matá-lo ainda hoje.
Verde- É isso o que espero, pois temos que tomar o controle do navio amanhã até as 14:00 horas.
Vermelho- Não se preocupe. Acabarei com o outro agora mesmo. Desligando.
Verde- Desligando.
Karm- O que achou? Estou ficando louco?
Claud- Que arma esse cara tem com ele?
Karm- Incrivelmente, nenhuma.
Claud- Como assim? Ele é um assassino que não usa armas?
Karm- É o que parece. Ele acaba com os outros na mão.
Claud- E os equipamentos dele?
Karm- Pesquisadores, analisadores, abridores de porta, comunicadores, alteradores de voz e rosto.
Claud- Quantas armas você trouxe?
Karm- Só a minha.
Claud- Caralho! Vou fazer o seguinte: Vou chamar as garotas...
Karm- Não vai ser uma boa ideia.
Claud- Elas serviram com a gente. Então elas devem saber, pelo menos, como usar armas. Depois que chamá-las, pegarei alguns GTs e roubarei suas armas. Depois infiltração na cabine principal e chamar reforços.
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