Capítulo XXIII

Dei o primeiro disparo na cabeça do solodado que estranhava o terreno, mesmo a roupa deixando a pessoa como estivesse na gravidade terrestre a sensação era diferente, é quase como comparar uma bebida natural de uma industrializada. Atirei e ele simplesmente caiu duro no chão, procurei o próximo que descia em alguma das naves e vi alguém descendo pelo mesmo tubo que o morto desceu, atirei no tubo, mas descobri que ele era blindado e então vi o soldado caindo no chão e levantando de modo ngraçado, mas antes que pudesse atirar nele, ele pulou para o lado e se escondeu atrás de algumas caixas.

No momento em que esperava o covarde levantar ou mais alguém descer, cheou reforços da base, pelo mesmo local que eu, mas com equipamentos diferentes. Um dos soladados me puxou para trás e me entregou uma metralhadora, eu gostei da sensação de segurar aquela nova arma. Mirei na nave e comecei a dar alguns disparos para ver se mudava algo, mas antes de acontecer algo, um soldado me puxou e mostrou que à frente já tinha desembarcado novos inimigos das outras naves. Tive uma idéia ousada, sai em disparada pela direita e adentrei novamente em meu aéreo porta-aviões e fui em direção ao corredor de cima, já que o meu aéreo porta-aviões era igual, ou muito parecido, com ao dos inimigos fui a um dos corredores que tinham a vista para fora e procurei uma nave que teria semelhança com a que fugi dos inimigos e depois de ouvir uma tremenda explosão do lado de fora e cair no chão, resolvi olhar pela janela e ver como estavam as coisas. Quando olhei pela janela vi muitos soldados na pista de aviões e algumas dos aéreo porta-aviões atirando, continuei correndo até ver uma das naves que procurava, parei ao lado da porta de li “NE (Nave de Emegência)”. Entrei no compatimento e fui fechar a porta quando ouvi meu oculivro avisando que Karmedis me contatava.

Claud- Fala querido.

Karm- Aonde você está?

Claud- O certo é “onde” e não “aonde”.

Karm- Fala logo.

Claud- Estou entrando em uma NE, para enfrentar alguns inimigos.

Karm- Me espera.

Claud- Não dá tempo.

Karm- E você vai atirar como?

Claud- Estou trigésimo terceiro andar e no corredor leste, NE número 94.

Karm- Já estou à caminho.

Fui ligando a nave e preparando tudo que pude adiantar, até com as armas da NE, enquanto esperava Karmedis. Ele chegou e já assumiu os controladores das armas de cima, ficando em uma cúpula de vidro segurando em um joystick que para onde ele virava a arma em baixo dele virava também.

Karm- Vamos ficar nos contatando pelo Oculivro, ok?

Claud- Sim, querida. Ou! Ainda não acredito que você falou com a Linter.

Karm- Ainda não acredito que ela aceitou.

Claud- O que vocês conversaram mesmo?

Karm- Eu falei que o Thor sempre gostou dela, mas nunca teve coragem de falar com ela e ela falou que estava disposta a dar uma chance pra ele.

Claud- Chega de papo, a nave vai levantar vôo e teremos que prestar muita atenção.

Karm- Não é “nave” é “NE”.

Claud- O que significa “NE” mesmo?

Karm- Eu não te chamo de homo sapiens, você tem nome e seu nome é Clauder e é assim que você é chamado.

Claud- Na verdade meu nome é Julio. Clauder é sobrenome e deixa pra lá, vamo fazer o serviço logo.

Karm- Sim, senhor.

Dei partida à nave e ela saiu com uma velocidade a cima do que esperava, mas isso não impediu de eu controlá-la. Karmedis ficou louco, começou a gritar enquanto disparava contra a nave inimiga, mas não parecia que danificava muito até o momento de ele trocar a arma calibre quarenta milímetros para uma calibre cento e cinqüenta milímetros, que começou a fazer barulhos ensurdecebores no meu ouvido, através do Oculivro, a arma fazia um barulho tão alto que não conseguia ouvir o som dos gritos de Karmedis gritando e chingando nossos inimigos.

Depois de rodiar a primeira nave atirando, ela começou a se desestabilizar e soltar algumas peças, foi nesse momento que virei a nave de frente para a cabine do porta-aviões que nós estávamos disparando e gritei uma frase para Karmedis ouvir pelo Oculivro.

Claud- Mííííísseeeeelll.

Karm- Só se for agora!

E disparou um míssel na cabine, explodindo a cabine e fazendo o aéreo porta-aviões de número três despencar para o solo de Jupiter.

Depois de vários tiros no terceiro aéreo porta-aviões ouvimos uma barulho estranho, agudo e muito estridente, depois veio uma grande rajada de laser e uma enorme explosão, quando todos viraram para o lado em que tinha sido disparado o raio, vimos uma máquina nova, comandado por Ruivan, e que tinha disparado no primeiro aéreo porta-aviões, que agora só era uma chuva de meteoritos em Jupiter e no nosso aéreo porta-aviões. Liguei para Ruivan e quis saber o que era aquilo:

Claud- O que foi aquilo?

Ruiv- Um presentinho que Thor desenvolveu, mas que ainda estava sem testar e nem tinha todos os preparos.

Claud- Thor?

Ruiv- Que foi? Agora é guerra, não temos cordialidades. E como está o terceiro aéreo porta-aviões?

Claud- Tá foda.

Ruiv- Foda?

Claud- Sem cordialidades. Quanto tempo até disparar de novo esse “brinquedinho”?

Ruiv- De acordo com o Thor, alguns dias de reparos. Esquentou os motores.

Claud- Então foi disparo único?

Ruiv- Mas foi “o disparo”. Por que vocês não explodiram esse porta-aviões como o outro?

Claud- Aquele porta-aviões explodimos a cabine e esse eles trancaram a cabine.

Ruiv- Então explodam o tanque de combustível que vai para os motores.

Claud- E onde fica isso?

Ruiv- Atrás dos motores, terá uma abertura, joguem um míssel ali que a nave some.

Claud- Ok. Cambio desligo.

Ruiv- Boa sorte.

Claud- Karmedis acabei de falar com o Comandante.

Karm- Em quanto tempo sai outro daquele tiro?

Claud- Não vai sair.

Karm- E como vamos conseguir...

Claud- Cale a boca e me escute. O Comandante falou que tem uma entrada para o tanque de combustível da nave que fica ligado aos motores. Explodiu o tanque, explodiu a nave. Quantos mísseis ainda temos?

Karm- Nenhum. Gastei todos.

Claud- Então só tem uma saída: miramos no alvo e ejetamos.

Karm- Mas e o outro aéreo porta-aviões?

Claud- Teremos que pensar em outra coisa.

Karm- Mas cair com um paraquedas no meio de um tiroteio com inimigos não acho que ficaremos vivos.

Claud- Quer arriscar cair e ficar vivo ou quer tentar ficar vivo no meio de duas naves explodindo?

Karm- Programa o curso da nave que eu vou preparando a sequência para ejetar. Já estou descendo.

Karmedis desceu na nossa cabine e começou a preparar a execução do ejetamento, enquanto eu desviava dos tiros do aéreo porta-aviões e programava o curso da nossa nave. Terminei de programar o curso da nave e já coloquei em prática, os comandos começaram a agir sozinhos enquanto Karmedis olhava para mim, ascenei a cabeça em sinal afirmativo. Ele apertou o botão e nós voamos pelos ares. As cadeiras ejetoras mudaram, agora tinham um sofisticado joystick que mexia nos propulsores da nave e que podíamos escolher na direção que poderíamos ir muito bom para esses assuntos, mas estavámos fora da gravidade artificial da nave, então nossa cadeira caía duas vezes e meia mais rápida do que na Terra. Eu não tinha noção do que faria naquele momento até ouvir Karmedis falando em meio de seus gritos de pura adrenalina no Oculivro.

Karm- Wou! Eu já achei um hobby quando estiver entediado aqui na nave.

Claud- Vamos morrer e você fica aí achando que vai ficar vivo – A explosão tinha nos jogado para longe do nosso aéreo porta-aviões.

Karm- Relaxa! Faz o seguinte: Corta as cordas da cadeira e se segure firme nas cordas do paraquedas.

Claud- Você acha que isso vai dar certo?

Karm- Certeza absoluta, a menos que você queira pensar na possibilidade que o paraquedas teria que ser pelo menos duas vezes maior, por conta da gravidade.

Claud- Ok, se ficarmos vivos eu caso contigo.

Karm- Tô começando a rezar pra morrer.

Claud- Boa sorte.

Karm- Não existe sorte, só merecimento. Se merecermos morrer, morremos, se merecermos viver, viveremos.

Claud- Rezando pra quem?

Karm- Pra Budah, Yemanjá, Deus, Jeová, Jave, Jesus, Yaweh, pra santo, pro que me salvar.

Claud- Hahahahaha.

Peguei as cordas e as rodei duas vezes em volta de meu pulso esquerdo e no direito, puxei com toda força meu braço direito e apertei um botão ao lado da minha barriga que tinha na cadeira, as cordas se soltaram e vi a cadeira despencar muito rápido a baixo de mim, minhas pernas ficaram suspensas no ar. Não deu nem dez segundos e já pude começar a ver o chão perfeitamente e aquilo foi aumentando, mas não fiquei assustado, a imagem era linda para ficar com medo, só olhei para cima e procurei Karmedis ao meu lado caindo e dando seus gritos de pura emoção. Acionei o Oculivro e abri a conversa com Karmedis, enquanto buscava uma última imagem na memória do meu Oculivro.

Claud- Carlos.

Karm- Fala Julio.

Claud- Se não resistir a queda.

Karm- Farei a mesma coisa que você vai fazer se não ficar vivo.

Claud- Foi um prazer trabalhar com você.

Karm- O prazer foi dos idiotas que tivemos que matar.

Claud- Nos vemos no inferno.

Karm- Tomara que o Diabo goste de nós.

Fomos se aproximando do solo até que minhas pernas se bateram contra o solo e fez um barulho estranho de paraquedas se debatendo contra o vento e cobrindo minhas pernas. Olhei para cima e vi ao longe dois aéreos porta-aviões torcando tiros. Olhei para o lado e vi o paraquedas de Karmedis a uns cento e cinquenta metros de mim. Levantei a cabeça e vi meu corpo e na região da perna direita uma mancha de sangue ficando cada vez maior. Percebi que minha perna começou a latejar e o sangue pulsando para fora da perna, algo quente e úmido em minhas pernas escorrendo, tentei mexe-la, mas uma dor extrema me fez cair no chão e urrar de dor.