Virus
1 Prólogo
Eu não vou lhe dizer que esta historia fala sobre os vampiros. Quem dera fosse. Esta historia, fala sobre algo muito pior que vampiros, algo criado por nós, seres humanos.
No dia 21/12/12 o mundo, infelizmente, não acabou, algo muito pior aconteceu. Minha mãe havia me pedido para ir ao supermercado comprar ovos para o café da manhã. Naquela noite eu não havia dormido, passei toda a noite jogando World of warcraft, mal podia eu saber que tinha acabado de perder a ultima noite de sono da minha vida. Eu estava tão cansado que não me dei conta de que data era essa. A data que segundo os Maias, o mundo teria seu fim.
No supermercado eu fiquei por volta de seis minutos procurando a sessão onde ficavam os ovos, e quando encontrei, não achei somente os ovos, achei também, o cara que eu mais odiava em toda a cidade: Gordon Novac. Esse cara me perseguia todos os dias da semana em meu colégio,segundo ele, o fato de eu ser um calouro e ter uma aparência meio estranha, já eram dois ótimos motivos para ser espancado. Eu estava a uma distancia de mais ou menos quatro prateleiras dele. Peguei a caixa de ovos e me virei rapidamente na direção contraria, na tentativa de esconder meu rosto e sair discretamente.
Após pagar os ovos e sair do supermercado, eu podia jurar que eu havia despistado Gordon, mas quando entrei em um beco que dava em um corredor pequeno entre dois apartamentos, lá estava ele me esperando. Eu voltei para tentar correr, mais um dos amiguinhos dele bloqueou minha passagem, me forçando a voltar.
-Você já percebeu como nossos caminhos se cruzam todos os dias Vincent? Parece que você gosta de apanhar. — dizia ele enquanto socava meu estomago.
Curvei-me de dor, ele aproveitou para me dar uma joelhada no rosto e me jogar contra a parede.
-Como hoje é sexta-feira, eu vou te bater por sábado e domingo!- dizia Gordon enquanto tomava distancia para me dar um belo soco.
O barulho de uma explosão tirou a atenção de Gordon, salvando minha cara. Fomos até o final da rua para ver o que havia acontecido. As pessoas estavam correndo na contramão, os carros estavam todos parados, estavam todos em pânico. Um pouco na frente dava para avistar uma nuvem de fumaça que cobria os arranha-céus, e estava se alastrando por toda a rua. Começamos a correr juntamente com as outras pessoas, mas no meio do caminho eu tropecei em alguém que estava desmaiado no chão. Gordon imediatamente percebeu que eu havia caído, ele olhou para mim, deu uma risada sarcástica e continuou correndo. Tentei cobrir minha cabeça, mas toda a rua já estava coberta pela fumaça, dava para ouvir as pessoas tossindo e gritando. Foi quando ouvi um tipo de grito diferente, não era um grito de desespero, mas um grito que continha, raiva, ódio, e tudo mais. Aquilo criou dentro de mim uma sensação horrível. Senti uma fisgada em meu peito, como se uma faca houvesse perfurado meu coração, e então, tudo ficou em silêncio.
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