Violin
4 Dia 4 — Meu erro
Notas iniciais
John ainda se lembrava da sensação de passar em frente a 221B e saber que estava vazia. Ainda se lembrava da sensação de vazio ao acreditar, piamente, que Sherlock Holmes estava morto. Lembrava-se de chorar e lembrava-se do coração partido. Essas memórias, todas juntas, não o permitiam seguir em frente.
Mesmo quando Sherlock voltou, ele não conseguiu perdoá-lo.
Não que o odiasse. John não conseguiria odiá-lo nunca. Só não conseguia se sentir como antes. Não conseguia ignorar o fato de que Sherlock não conseguira confiar nele o suficiente para contar que estava vivo. O fato de que o manipulara e enganara e, sim, o traíra.
O pior de tudo é que não parecia se arrepender.
John era capaz de apostar, ainda, que ele faria tudo de novo.
Era o mesmo de dois anos atrás.
Isso doía. Mais que qualquer outra coisa, doía. Doía não saber se o amor que ele sentia — aquele amor que ele guardava, secreto, no fundo do peito — era retribuído. Ele não pedia nem por romance, só por companheirismo.
Aparentemente, Sherlock não era capaz de nenhum dos dois.
Houve um tempo em que ele acreditou que o simples fato de estar com Sherlock seria suficiente. Que isso o faria feliz.
Então descobriu que precisava de mais.
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