Violin

2 Dia 2 — Can't take my eyes off you


Notas iniciais
Ficou pequeno de novo, huahauhah. Não estou esperando fazer alguma coisa grande, então é muito possível que minha média de capítulos curtinhos se mantenha. Foi mais difícil que o primeiro

Sherlock tinha o costume de observar as pessoas. Olhá-las, analisá-las, deduzir alguma coisa (só por diversão) e então seguir em frente. Raramente, se não fosse pertinente a algum caso que tentava resolver, ele mantinha as informações em algum lugar acessível da memória.

Ele tinha uma regra sobre isso.

Mas não importava, realmente. Estar com John era quebrar várias regras.

E Sherlock gravava tudo o que podia sobre ele, reparava-o com mais frequência do que seria sadio. Sabia que aquele relacionamento — amizade ou o que quer que fosse (e uma vez que encontrava dificuldades em defini-la, chamava simplesmente de inominável) — não duraria para sempre.

John era bom demais para ser real.

E Sherlock já aprendera que as coisas que eram boas não duravam. Como a felicidade.

Então, enquanto ele estava ali, fazia questão de aproveitar.

Ficava hipnotizado por ele com muita frequência, pela maneira como se movia pelo apartamento 221B. Deitava-se no sofá, de qualquer maneira, fingia-se de entediado e observava-o. Não conseguia — e, provavelmente, não tentava — tirar seus olhos dele.