Violin
16 Dia 16 — Chasing the sun
Notas iniciais
Sherlock sabia que o amor não existia. Ah!, ele bem sabia que era simplesmente um conjunto de reações químicas no cérebro que fazia o corpo experimentar essa ou aquela sensação. Sua visão do mundo era muito pouco romantizada, e as pessoas raramente gostavam de ouvi-lo falar sobre isso.
Ele costumava dizer que tentar encontrar o amor era como tentar perseguir o sol: impossível e potencialmente doloroso. Se nunca encontrasse, teria perdido tempo. Por outro lado, se encontrasse, provavelmente ficaria cego por causa da quantidade de luz, incapaz de ver outra coissa.
Ele evitava fazê-lo — evitava apaixonar-se — e era fácil, fácil demais não se importar o suficiente com as pessoas e não deixar seu sentimento evoluir para qualquer coisa além da amizade casual.
O que mudou completamente uma vez que ele conheceu John.
Com John, a perspectiva de ficar cego era irrelevante. Ele preferia isso a passar a vida inteira nas trevas das noites sem luar.
Com John, ele queria poder tocar a luz, mesmo que fosse temporário.
Depois, abraçaria a cegueira com prazer.
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