Violin
15 Dia 15 — Oceano
Notas iniciais
Amar Sherlock era como percorrer um deserto. Era como vaguear pela vastidão árida, esperando encontrar algum oásis para matar a sede. Ainda assim, havia alguma beleza. Ouvi-lo dizer que o amava — meio timidamente, como se as palavras o surpreendessem — era como descansar na sombra de um coqueiro depois de passar horas sob o sol escaldante.
Absolutamente refrescante.
Também era difícil, mas ele não se importava. John não se dava bem com o fácil, não permanecia muito tempo em alguma coisa que não o desafiasse. Não que não desejasse, muitas vezes, que fosse diferente. Amar Sherlock também era sofrer. Consistia em mais dúvidas que certezas, em tantas lágrimas quanto sorrisos.
Sherlock não era do tipo que prometia as estrelas ou fazia juras de amor eterno.
Havia algo, no entanto, que sempre o puxava para perto dele. Sherlock era um astro, e John não conseguia se impedir de orbitá-lo. Era um oceano, e sempre desaguaria nele. Era seu melhor amigo e o amor de sua vida, e duvidava que houvesse qualquer coisa no mundo pudesse mudar ou diminuir esse sentimento.
A única maneira que John conhecia de viver era amando-o.
Nenhuma das outras formas parecia certa.
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