Violetta e León: Te Quiero Leonetta
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Por Violetta:
O que dizer deste ano? Tudo começou ótimo! Visitamos vários países, terminamos a turnê em Barcelona no dia do meu aniversário de 18 anos. Ganhei do León um passeio de balão e a canção Amor En El Aire. Estava muito feliz, até que retornamos ao nosso último ano no Studio e começaram os problemas.
Marotti decidiu não mais apoiar a banda dos garotos, Diego saiu da banda e deixou o Studio junto com o Gregório para fundarem o Art Rebel, papai começou a namorar a Priscila, mãe da Ludmila, obrigando-nos a conviver sob o mesmo teto. León se acidentou no motocross, ficando dois dias em coma e depois resolveu sair do Studio. Marco terminou com a Fran e foi estudar em Londres. Antônio morreu, deixando Pablo desolado, fazendo com que o YouMix nos abandonasse. Sem patrocínio nem dinheiro, quase perdemos o Studio. Eu e Fede saímos do YouMix, Fede retornou da Itália para ficar em Buenos Aires e foi a morar conosco. Angie voltou da França e junto com Gregório, que havia fechado o Art Rebel, tentaram salvar o Studio, já que Pablo tinha entrado em depressão e saído do Studio.
León e eu discutíamos muito, até que terminamos, sem saber que nossas brigas eram provocadas por Gery Benitez, uma mexicana que estava obcecada pelo León, sendo que ele havia a ajudado a encontrar trabalho no Art Rebel. Gery era auxiliada por Alex, que na verdade se chamava Clement Galan, um francês filho de Nicolas Galan, um multimilionário dono de uma cadeia internacional de hotéis. Clement se fez passar por Alex, um rapaz pobre, para poder ingressar no Studio, pois o pai não apoiava a sua carreira, e se dizia apaixonado por mim.
A banda dos garotos começou a fazer seus ensaios na garagem do León, sendo que Diego foi substituído pelo Fede. Queria descobrir se León estava namorando a Gery, já que ela não saía de perto dele, acompanhando todos os ensaios da banda, jogando-me indiretas de que estavam juntos. Resolvi me disfarçar de Roxy, coloquei uma peruca vermelha, óculos de grau e mudei meu estilo de vestir, falar e de me maquiar, obriguei a Fran a me acompanhar, ela era Fausta, com uma peruca loira, com mechas coloridas nas pontas e um sotaque americano. León se apaixonou pela Roxy, sem saber que era eu, mas quando descobriu, ficou furioso e não conseguia me perdoar.
Fiz uma música para ele, Underneath It All, falando sobre o nosso amor, nem assim ele me perdoou, mas fui ajudada por duas pessoas, Fede e Andrés. Andrés havia feito um blog como Mestre do Amor, cheio de conselhos amorosos que eram surpreendentemente maravilhosos, além disso, insistia com León que ele só tinha se apaixonado por Roxy porque ela era eu. Fede também o aconselhava. Voltei a conversar com o León, mas como amigos, pois Gery e Alex continuavam a nos atrapalhar, sem que nós desconfiássemos.
A convivência sob o mesmo teto com a Ludmi nos aproximou, ela revelou que por baixo daquela patricinha fria e inescrupulosa, havia uma garota que sofria muito com uma mãe que só a humilhava e maltratava. Assim, viramos irmãs de coração.
A banda dos garotos começou a fazer sucesso, eles firmaram um contrato com uma gravadora, tendo Pablo com empresário. Gravaram um DVD e convidaram o pessoal do Studio para participar. No dia da gravação, León cantava Mi Princesa e Mil Vidas Atrás, olhando pra mim. Quando chegou a minha vez de cantar a música solo Descubrí, León veio cantar comigo e nos beijamos. Foi incrível, mas o produtor da gravadora ficou irado e mandou refazer a gravação, pois León não podia cantar comigo por fazer parte da banda.
A volta da Angie desestabilizou a relação de papai com Priscila, a minha madrasta era uma bruxa, que torturava psicologicamente tanto a mim quanto a Ludmila, chegando a atentar contra a nossa vida, mas se fazia de vítima e boazinha para o papai. Quando papai descobriu quem ela realmente era, terminou a relação. Priscila se arrependeu, aceitando se internar numa clínica psiquiátrica e a Ludmila permaneceu morando conosco, mesmo depois que seu pai voltou a lhe procurar, pois ela não quis ir morar com ele na África.
León voltou para o Studio, depois que a banda rompeu o contrato com a gravadora, Pablo retornou para ser o diretor e trouxe consigo a Brenda, que trabalhava na gravadora e colocaria em prática a minha ideia de termos o nosso próprio selo musical, fazendo que a banda dos garotos gravassem o seu primeiro CD.
Recebemos um convite da Embaixada da Espanha para nos apresentar no Festival em homenagem ao Antônio Jerez em Sevilha. Comecei a compor Abrazame e Verás sem saber que León estava compondo a mesma música, mas Fran e Diego, que estavam namorando desde da partida de Marco, descobriram e fizeram de tudo para nos aproximar, porém Gery e Alex continuavam a nos separar.
Quando tudo parecia ir bem no Studio On Beat, Nicolas, que havia casado com Jade, soube que ela havia comprado o prédio do Studio para ficar mais perto do papai, pois ela continuava obcecada por ele. Nicolas terminou o casamento e decidiu vender o prédio para o papai, mas mudou de ideia depois de saber que Clement estudava no Studio com o nome falso de Alex. Era o fim do Studio, Nicolas não aceitava alugar ou vender o prédio, queria impedir a todo custo o filho de estudar música, pouco se importando se estava atrapalhando a nossa vida. Clement conseguiu convencer o pai a vender o prédio, mas teve que prometer que nunca mais cantaria e faria faculdade de administração de empresas.
Clement saiu do Studio, mas eu não podia deixar isso ficar assim, ele estava renunciando o seu sonho por causa do pai, sabia bem como era, pois quase tive que fazer o mesmo. Percebi que Gery estava triste com a saída do Clement, estava na cara que ela gostava dele, mas ela era orgulhosa e não queria admitir. Bolei um plano para fazer o Clement voltar ao Studio, chamei o pessoal para me ajudar, todos concordaram, exceto León, que ainda não o tinha perdoado depois que soube que ele gostava de mim.
Tínhamos que fazer a apresentação da Llámame para o pessoal da embaixada antes da viagem, a música era em casais, León e eu, Fran e Diego, Cami e Broduey, Fede e Ludmila, Maxi e Nathy e Gery e Clement. Como Clement não ia para Sevilha, ele ia ser substituído por Andrés. Mas eu precisava fazer uma última tentativa de convencer Nicolas a deixar o filho seguir o seu sonho, por isso implorei para Clement voltar para cantar, dando uma desculpa que o Andrés não poderia participar naquele dia e pedi para papai chamar o Nicolas para ver o filho no palco.
Nicolas ficou encantado ao ver Clement cantando e dançando, mas o que mais pesou na sua decisão de deixar o filho no Studio foram as palavras de Jade, ela tinha mudado muito, esqueceu sua obsessão por papai e revelou-se apaixonada por Nicolas. Jade conseguiu mostrar a ele que Clement estava disposto a sacrificar a sua felicidade para ver o pai feliz. Depois disso, Nicolas apoiou o filho, deixando ele ir para Sevilha conosco e reatou o casamento com Jade.
Estava tudo quase perfeito, não fosse papai e Angie, que ainda não haviam se acertado e León e eu que ainda fingíamos ser só amigos, enquanto sufocávamos toda a paixão que sempre sentimos.
Em Sevilha, ficamos num lindo hotel, porém por conta do Festival Antônio Jerez, não haviam quartos vagos e papai teve que dormir no depósito porque tinham feito confusão com a reserva e o colocado em um quarto de casal com a Angie, achando que eram casados.
No dia anterior à nossa apresentação conheci a cidade acompanhada por León, papai e Angie, o clima entre eles era estranho. Combinei com papai de jantarmos com a Angie e fiz reservas num ótimo restaurante. No início da tarde, saí sozinha com León para ensaiarmos a nossa música, mas não podia me demorar pois marquei um passeio pai e filha, foi quando falei pro papai que ele precisava assumir o seu amor pela Angie e que não iria no jantar, seriam apenas eles.
Depois que mandei o papai ir se encontrar com a Angie e levar flores, recebi a ligação de León para nos encontrarmos na Plaza de España. Quando estávamos conversando, fomos interrompidos pelo Clement e pela Gery que confessaram tudo o que fizeram para nos separar e nos pediram perdão. Meu coração gritava o nome do León, quando ele me beijou e nós não nos desgrudamos mais.
Antes do show, fomos convidados para visitarmos o Studio Sevilha, o primeiro fundado pelo Antônio, que era administrado pelo seu irmão, Pedro Jerez. Lá descobri que papai havia estudado no Studio e sido um dos melhores alunos, Pedro não parava de elogiá-lo. Soube que papai não tinha ido no jantar, deixando a Angie sozinha e eles não estavam nem se falando. Foi aí que tive que por meu plano em prática, antes de ir para a apresentação, passei com o León em uma joalheria e escolhi um anel de noivado para Angie, fiquei aguardando do lado de fora, enquanto ele pagava. Combinei com o pessoal que quando todos fossemos agradecer ao público, deixaríamos papai e Angie sozinhos no palco.
Logo que terminei a apresentação de Abrazame e Verás com o León, encontrei papai nos bastidores e entreguei-lhe a caixa com o anel de noivado, papai disse-me que havia pensado e decido ser feliz depois de ler a placa na parede do Studio. No final, cantamos a música em grupo Crescimos Juntos, quando isolamos papai e Angie no palco, ele se ajoelhou e a pediu em casamento, que prontamente aceitou. Foi muito lindo, nunca os vi tão felizes.
Voltei para realidade, depois de todas estas lembranças, ao receber um beijo do meu amado, que foi imediatamente retribuído.
— Estava tão quieta que achei que estava dormindo, estamos quase chegando.
— Só estava me lembrando de tudo o que vivemos. Sabe León, não achava que poderia ser tão feliz. Eu era a princesa trancada na torre do castelo, consegui sair de lá, alcançar os meus sonhos e encontrar o meu príncipe encantado.
— E eu a minha princesa! Mas eu nunca fui príncipe, foi você que me transformou em um!
Trocamos mais uns beijos, até que eu adormeci. Saímos de Madrid no final do verão, para chegarmos quase no início da primavera em Buenos Aires. Nossos últimos meses no Studio On Beat, era difícil encerrar esta etapa da vida, mas necessário e inevitável.
Nos separamos no aeroporto, afinal, precisávamos descansar, mas não queria ficar sem o León depois de cinco dias praticamente juntos. Já em casa, fomos recebidos pela Olga e pelo Ramallo.
— Minha pequenina, que saudade! Vimos todo o show pela internet. Estou tão feliz que você e o León estão juntos novamente! — falava Olga enquanto me dava um abraço que quase não me deixava respirar.
— Germán, estou tão orgulhoso! Até que enfim entendeu que não pode viver sem a Angie! — Ramallo dizia enquanto abraçava o papai.
— Angie, Angie!!! Vi também o seu pedido de casamento! O senhor Germán tomou coragem! — Olga sufocava a Angie também, depois foi a vez de papai, Ludmila e Federico.
— Todos estamos muito felizes, mas vocês estão estranhos, aconteceu alguma coisa na nossa ausência? — perguntou a Ludmila.
— É mesmo, a minha estrela tem razão! — comentou o Fede.
— Desde que chegamos, Ramallo não tentou impedir a Olga de nos sufocar, nem falou “espaço pessoal”. Vamos, digam o que está acontecendo? — perguntou papai, enquanto Olga e Ramalho se olhavam abraçados.
— Sabe o que é senhor Germán, assim como o senhor, Ramallo deixou de ser um covarde! — disse Olga.
— Não existe mais “espaço pessoal”. Também tomei coragem e pedi a Olga em casamento! — falou Ramallo e Olga foi mostrando o anel de noivado.
— Eu não acredito! Parabéns Olguinha e Ramallo! — falei os abraçando.
— Temos que comemorar. Amanhã podemos sair para jantar. — sugeriu a Angie.
— Vemos isso amanhã, são quase 2 h, estou cansada, quero tomar um banho e dormir. E maninha, nem pense em ocupar o banheiro antes de mim! — falei subindo para o meu quarto, nem parando para ouvir o protesto da Ludmila.
Por León:
Encontrei meus pais no aeroporto, estava com saudades. Fomos para casa, tomei banho e deitei na cama, eram quase 3 h e, por mais que eu estivesse exausto, não conseguia dormir, sentia falta da Violetta, de tê-la nos meus braços, a cama ficava tão vazia sem ela. Peguei o telefone e disquei seu número, ela deveria estar dormindo, mas eu precisava ao menos falar com ela, talvez assim eu conseguisse descansar, porém a ligação caiu na caixa postal. Esperei alguns instantes e liguei novamente, no primeiro toque ela atendeu.
— Oi meu amor, estava te ligando, mas caiu na caixa postal. — disse-me.
— Eu também, já perdi as contas de quantas vezes a gente se liga ao mesmo tempo. Não consigo dormir, precisava ao menos ouvir a sua voz.
— Queria que você estivesse aqui comigo, mas acho que papai não permitiria.
— Eu te amo Vilu, só de te ouvir, já me sinto melhor.
— Também te amo. Descansa León, amanhã nos encontramos.
Desliguei o telefone sorrindo, realmente precisava dela e ela de mim, a ligação tinha, ao menos, aplacado um pouco a falta que ela me faz, até que o sono chegou e adormeci lembrando da nossa noite em Sevilha.
Acordei sozinho às 8 h, nem acreditei quando olhei as horas, isso era muito raro acontecer, normalmente acordo tarde, depois de desligar o despertador umas três vezes. Resolvi levantar, coloquei um jeans, camisa xadrez azul e vermelha e um casaco de lã marinho, ainda fazia um pouco de frio em Buenos Aires. Desci para tomar café e iria direto pra casa da Vilu. Estacionei a moto na frente da casa, Olga logo veio atender a porta me abraçando.
— Bom dia Olga!
— Bom dia León! Que bom que você e a Violetta voltaram! Só espero que você cuide bem dela e não a faça sofrer!
— Pode deixar Olga! A Vilu já acordou?
— Ninguém apareceu ainda. Devem estar cansados da viagem, estou quase terminando de fazer o café da manhã. Será que você pode ir acordar a Violetta, enquanto eu termino de colocar a mesa? Diga que ela tem meia hora para se arrumar.
— Com todo prazer! — respondi ao subir em direção ao quarto da Vilu.
Deve ter alguma coisa errada com a Olga, ela sempre dava um jeito de me expulsar do quarto da Vilu, ou de controlar o que fazíamos quando estávamos juntos, e agora estava me mandando subir, sabendo que ela ainda não havia acordado! Melhor não pensar nisso e aproveitar a boa vontade da Olga.
Abri a porta e encontrei-a dormindo de bruços, linda como sempre, fui me aproximando devagar e debruçando-me sobre ela. Afastei seus cabelos, beijando abaixo da sua orelha, trilhando com a língua até a sua nuca, onde dei uma leve mordida. Ela despertou do sono gemendo baixinho o meu nome, virando-se para beijar. Aproveitei para aprofundar o beijo e ela subiu em cima de mim, pressionando seu corpo sobre o meu, enquanto eu afastava o edredom para ter acesso ao seu corpo. Ela descia beijando o meu pescoço e abria alguns botões da minha camisa. A minha excitação era visível, eu pressionava os seus quadris sobre o meu, ela vestia apenas uma camisola fina e isso estava me enlouquecendo.
— León, eu estou em desvantagem, você está vestido e eu não consigo te tocar. — ronronou ela em meu ouvido.
Por um segundo quase cedi, mas lembrei-me do trato com o Germán. Que droga, por que tenho que ser o sensato justo agora?
— Meu amor, se eu pudesse te tomaria agora mesmo, mas agora não tem como. Daqui a pouco alguém pode chegar e nos pegar no flagra! — disse enquanto abraçava-a.
— Você tem razão Senhor Certinho! Vou me arrumar antes da Ludmi acordar, se ela chega antes de mim no banheiro, só fico pronta daqui a duas horas! — ela falou enquanto levantava.
Ela vestiu o roupão e estava quase alcançando a porta do quarto, quando, em um movimento rápido, eu a imprenso contra a parede, virando-a para mim, levantando sua perna, com a mão em sua coxa, pressionando-me entre suas pernas. Ela coloca a mão na minha nuca, bagunçando os meus cabelos, puxando-me para a sua boca, começando um beijo urgente que parecia não querer ter fim. Terminei mordendo de leve o seu lábio.
— Vilu, você não tem ideia do esforço sobre-humano que eu tenho que fazer para manter o controle. Minha vontade era esquecer onde estamos e me perder no seu corpo agora mesmo! Só tenho receio que os nossos gemidos de prazer acordem a casa toda! Consegue sentir o quanto eu te desejo? — sussurrei em seu ouvido ainda a pressionando.
— Meu amor, não faz isso comigo! Eu preciso de você! Não é fácil pra mim também, passei a noite querendo estar nos teus braços! — disse-me mordendo o meu pescoço.
— Princesa, assim você não está colaborando! Melhor você se arrumar, vou te esperar lá na sala. — falei ao nos separar, dando-lhe um selinho.
Ela saiu do quarto em direção ao banheiro, permaneci por alguns minutos em seu quarto tentando me acalmar. Essa mulher me tira do sério! Quase não respondo pelos meus atos!
Antes de descer, olhei a fotos espalhadas pelo seu quarto, várias nossas, mas também com toda a galera. Reparei que em cima da escrivaninha estava o seu diário. Lembro-me da primeira vez que vi aquele livro com capa rosa e roxa, ela o deixou cair no Studio e eu lhe alcancei. Curioso, perguntei-lhe o que era, ela me respondeu que era o seu diário, que ali guardava todos os seus segredos. Adverti-a que tomasse cuidado pois eu adoraria conhecer todos os seus segredos. Ri ao me lembrar, fazia poucos dias que havíamos nos conhecido quando isso aconteceu. Durante esses anos, ela sempre estava com ele e nunca me atrevi a abri-lo. Estranhei que desde o início deste ano, fazia um tempo que não a via com ele, parecia que não estava mais sempre escrevendo nele como antigamente.
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