Violetta e León: Te Quiero Leonetta
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Por León:
Desci para esperar a Vilu na sala, antes que ela voltasse pro quarto e eu perdesse de vez a cabeça. Chegando lá, vi que o Federico estava tomando café, tinha com quem conversar antes dela chegar.
— E aí cara? Vilu tá se arrumando? — perguntou o Fede assim que me viu.
— Sim, queria se aprontar antes da Ludmi. — respondi.
— Ela não precisava se preocupar, a Ludmi está usando o meu banheiro e daqui a pouco deve estar descendo. — falou sorrindo.
— Pelo jeito não foi só o seu banheiro que ela usou, né? Ainda não entendo como as garotas têm que dividir o banheiro, enquanto você fica com a suíte.
— Vantagens de ocupar o quarto de hóspedes, meu amigo. Mas será por pouco tempo, estou comprando um apartamento no mesmo prédio do Diego e do Broduey, acho que me mudo na semana que vem. Quero evitar problemas com o Germán, Ludmila não é filha dele, mas ele a ama como se fosse, não quero nem pensar se ele a pega no meu quarto!
— Que bom Fede, bem pensado! O Germán não é fácil. Mudando de assunto, precisamos conversar sobre a banda. Hoje à tarde temos uma reunião com a Brenda, por causa do lançamento do CD.
— Claro, a gente pode ir pro Studio assim que as meninas estiverem prontas e conversamos com o pessoal.
— Nem acredito que a banda tá dando certo! Solo Pienso En Ti viralizou na internet depois do show em Sevilha! — falei empolgado.
— Eu vi, logo teremos muitos shows para fazer! Acho que é sobre isso que a Brenda quer falar conosco.
Ficamos conversando mais um tempo, as garotas desceram e Germán e Angie também se juntaram a nós. Olga foi servindo o café, sentei a mesa com eles, mas recusei, pois já havia tomado meu desjejum.
— Está confirmado o jantar de comemoração dos noivados de hoje à noite? — perguntou a Angie.
— Por mim tudo certo, meu amor. Posso fazer as reservas, só vocês escolherem o restaurante. Todos vão? — respondeu o Germán e eu fiquei sem entender nada.
— Ramallo e eu vamos sim. — foi dizendo a Olga e eu olhei pra Vilu ainda confuso.
— León, quando chegamos ontem, descobrimos que o Ramallo e a Olga estão noivos. Angie quer sair para comemorar hoje à noite. — explicou-me a Vilu, agora começava a fazer sentido as atitudes da Olga, pois finalmente ela ia casar com o Ramallo.
— Parabéns Olga. Agradeço o convite, mas minha mãe convidou a Vilu pra jantar lá em casa hoje, está feliz a que a gente voltou a namorar, achou que estava mais do que na hora dela jantar pela primeira vez conosco. Se preferirem eu marco com ela outro dia e podemos ir com vocês.
— Nem pensar, meu amor. Papai acho melhor só irem vocês, não posso recusar um convite da minha sogra.
— Tudo bem Vilu, só não venha muito tarde, hoje é quinta-feira e amanhã vocês tem que ir ao Studio. — falou Germán.
— Já que a Vilu vai na casa do León, eu e o Fede vamos ficar por aqui mesmo, pedir uma pizza e olhar um filme. — disse a Ludmi.
— Então vou pedir pro Ramallo reservar o restaurante só para nós quatro. — Germán disse.
— Em falar em Ramallo, onde ele está que não veio tomar o café? — perguntou a Olga.
— Ramallo foi buscar do presente que eu encomendei para as meninas!
— Que presente papai? — perguntou Violetta.
— É pra mim também, Germán? — emendou a Ludmila.
— Calma, é um presente para vocês duas e terão que dividir! Não quero brigas, afinal vocês são minhas filhas! Você sabe Ludmila que, mesmo não sendo o seu pai, te considero minha filha! — disse o Germán emocionado.
— Germán, o que você comprou pra elas? — foi a vez da Angie perguntar.
— León, você veio de moto ou de carro? — perguntou-me Germán ignorando a curiosidade das mulheres.
— Como o dia está bonito, resolvi vir de moto. — respondi sem entender o por quê da pergunta. Preferi não dizer ao Germán que adoro vir de moto para ter a Vilu agarrada em mim.
— Neste caso, quem vai estrear o presente será a Ludmila. Se já terminaram o café podemos ir lá fora ver o presente, Ramallo já deve ter chegado.
Assim que o Germán terminou de falar a Vilu e a Ludmi correram pra rua, quase não conseguimos alcançá-las, tamanha era a curiosidade e empolgação. Lá fora Ramallo esperava com um carro novo. As garotas estavam eufóricas, eu nem sabia que a Vilu tinha carteira de motorista, mas ficamos cinco meses separados, ela teve tempo de fazer sem que eu soubesse.
— Papai eu não acredito que você nos deu um carro! — exclamou a Vilu.
— Germán, não tenho palavras pra te agradecer! — Ludmila dizia emocionada.
— Não precisam me agradecer, só quero facilitar a vida de vocês e provar que não sou mais aquele pai controlador. Estou dando a liberdade que merecem, mas não abusem! — falou Germán ao abraçá-las.
— Germán, estou tão orgulhosa de você, meu amor! Agora acho melhor vocês irem pro Studio, combinei com o Pablo que só vou hoje à tarde. — disse Angie.
Ludmila arrastou o Fede para o carro, enquanto Vilu e eu colocávamos os capacetes para irmos pro Studio. Tínhamos mais três meses lá, nos formaríamos antes do meu aniversário.
Assim que chegamos, depois de passar por algumas dezenas de fãs que nos esperavam na porta, Pablo nos chamou até o zoom para explicar como seriam estes meses finais que antecediam a formatura.
— Bom pessoal, vocês estão na reta final do curso, com exceção do Clement e da Gery que ainda tem mais dois anos no Studio. O último espetáculo não terá a apresentação de vocês. — foi dizendo o Pablo.
— Como assim Pablo? Não faremos parte do show? — perguntou o Broduey.
— Vocês farão parte do show, mas não se apresentarão. Os formandos como trabalho final vão organizar o espetáculo. Violetta vai me ajudar na criação, direção e organização da ordem de apresentação. León, Diego e Nathália serão os responsáveis pelas composições e repertório. Maxi e Andrés pelas mixagens e produção. Ludmila e Camila pelo figurino, Broduey pela coreografia. Federico e Francesca pelo treinamento de canto dos alunos que se apresentarão. A partir de segunda-feira começamos a montagem do espetáculo, a apresentação será no dia 12 de dezembro, por isso temos pouco tempo. Vocês entenderam? — todos assentimos – Qualquer dúvida é só me chamar, estão liberados. — finalizou o Pablo.
Depois que o Pablo saiu, chamei os garotos e marcamos a reunião com a Brenda às 14 h. A Vilu veio me dizer que ia almoçar com as meninas no shopping, um passeio só de garotas, não gostei muito da ideia, pois queria passar mais tempo com ela, mas ela me lembrou que às 19 h era jantar lá em casa, por isso não me importei. Despedimo-nos com um beijo, que foi parado pelos gritos da galera, Vilu ficou corada e eu reclamei com eles.
Acabei almoçando com os garotos e nos encontramos com a Brenda, que nos avisou que começaríamos com alguns shows aqui em Buenos Aires mesmo, na boate Kika Club, onde havíamos gravado o DVD da banda. Seriam nos dois últimos finais de semana deste mês de setembro e, talvez, se tudo desse certo, faríamos mais duas apresentações no Chile em outubro. Terminamos a reunião e fomos ensaiar pra não perdermos tempo.
Saí do Studio direto para casa me arrumar para o jantar, tomei banho e vesti uma calça jeans, uma malha manga longa preta e uma jaqueta de couro, às 18 h 30 min estava pronto, peguei o carro e fui buscar a Vilu. Não precisei esperar muito, ela desceu vestindo uma saia curta bege, uma blusa justa de mangas cumpridas azul clara e uma jaqueta na mesma cor da saia. Linda como sempre!
Abri a porta para ela entrar no carro, como um bom cavalheiro, mas o que se passava na minha cabeça era longe disso, pensamento nada puros, não via a hora de ficar sozinho com ela! Essa mulher consegue me incendiar só me olhando! Não aguentei, puxei-a quase para o meu colo assim que entrei no carro e beijei-a, enquanto a colava contra mim.
— León, precisamos ir, ainda temos que ir jantar com os seus pais. — sussurrou em meu ouvido ainda recuperando o fôlego.
— Não tenho culpa que você me deixa louco! Vamos logo então! — dei-lhe um selinho.
Ela se ajeitou no banco, colocamos o cinto e fomos para a minha casa. O jantar foi ótimo, tanto meus pais, quanto eu e Violetta ríamos e conversávamos muito. Depois da sobremesa, pedi licença para levar a Vilu para o meu quarto, queria mostrar uma música que estava compondo e mostrar as mudanças que minha mãe tinha feito. Óbvio que também era a oportunidade perfeita de ficarmos a sós e eu não podia perder.
Minha mãe tinha resolvido redecorar o meu quarto, trocou as cores das paredes, reformulou o meu closet e colocou uma cama de casal, com a desculpa que eu já era adulto e precisava de um espaço melhor, afinal, eu tinha namorada. Pena que quando ela começou a reforma, eu não estava mais com a Vilu e nestes meses em que ficamos separados, ela só ia até a garagem, onde ensaiávamos, nunca mais tinha vindo no meu quarto.
— León, que mudança! Quando aconteceu isso? — perguntou-me assim que entramos no meu quarto.
— Obra da minha mãe! Ela terminou quando estávamos em Sevilha. Gostou?
— Ficou ótimo!
— Quero te mostrar uma música que eu estou compondo, sonhei com a melodia estes dias, ainda não está pronta, só tenho a primeira parte. Diga-me o que acha, o título é Nonbelievers. — falei ao pegar o violão.
Feeling like it was yesterday
When something put you in my way
Still so nervous that I can't breathe
Not worth it without you girl
Can't do it without you girl
Everytime I look in your eyes
Chills are running up and down my spine
Fell so hard into it
Never want out of it
Not worth it without you girl
Can't do it without you girl
'Cause
This kind of love exists
It's not an urban myth
Hits you when you're not looking for it
Keep waiting, waiting
This kind of love exists
I've seen it in the flesh
Even if you're not looking for it
She's the proof
For the Nonbelievers
For the Nonbelievers
— É linda, meu amor! Vai usar na banda? — falou-me emocionada.
— Não, quero usá-la na apresentação do Studio, se eu conseguir terminar a tempo.
Permanecemos alguns minutos conversando, com a porta do quarto aberta, até que minha mãe entre e fala:
— León, não quero incomodar vocês, só vim avisar que seu pai e eu vamos olhar um filme no quarto. Pode fechar a porta do seu quarto para terem mais privacidade. Fico contente que vocês estejam juntos novamente. Saiba Violetta, que você é sempre bem-vinda aqui em casa, sinta-se à vontade, fique o tempo que quiser.
Depois que minha mãe saiu fechando a porta, pude notar o olhar que a Vilu me dirigiu, era um misto de vergonha e confusão, fui obrigado a rir.
— Está rindo do quê, León? — perguntou-me meio irritada.
— Desculpa, meu amor, mas foi engraçada a sua reação!
— Eu não achei graça nenhuma! Agora pode me explicar o que aconteceu com a sua mãe? Não entendi nada!
— Vilu, meus pais te adoram. Não se esquecem que você esteve ao meu lado os dias que eu fiquei no hospital e sabem o quanto a gente se ama. Há alguns meses, eles vieram com um papo que eu já era adulto, precisava de um espaço pra trazer você aqui. Como eu sou filho único e eles viajam bastante, não querem que eu fique com você na rua, me arriscando. Por isso a reforma no quarto e o jantar de hoje. Acredita que a minha mãe deixou livre duas gavetas no closet pra você colocar as suas coisas?
— Não sei o que dizer, meu amor! Ficamos cinco meses separados e muita coisa mudou nesse meio tempo.
— Eu que o diga, não sabia que você tinha carteira de motorista.
— Precisava ocupar a minha cabeça, Ramallo me ajudou, só não esperava ganhar um carro.
— Que tal a gente aproveitar que estamos sozinhos e testar a minha cama nova?
Nem dei-lhe tempo para pensar, fui deitando-a sobre a cama enquanto a beijava, posando meu corpo sobre o seu. Ela passava as mãos por baixo da minha blusa, arranhando-me as costas, até que a tirou. Fui levantando a sua saia, mas ela inverteu as posições ficando em cima de mim. Não aguentava mais, ajudei-a a tirar a sua blusa e ela voltou a me beijar, enquanto eu tirava o seu sutiã. Ela parecia disposta a me enlouquecer, pois, além de não me deixar tocá-la, começou deslisar sua boca pelo meu pescoço, com leve mordidas, passando meu peitoral. Saiu de cima de mim para retirar a minha calça, me provocando com as mãos por cima da minha cueca.
Precisava tomar o controle novamente, sentei-me na cama, retirei o que restava de suas roupas e puxei-a para sentar de frente para mim com suas pernas em volta da minha cintura. Era minha vez de deixá-la louca, provoquei-a passando a língua em seus mamilos, vendo-a se contorcer de prazer. Eu havia chegado no meu limite, precisava dela, afastei-a para retirar a minha cueca e colocar a camisinha, sem trocar de posição, ela deslizou sobre mim e deixei-a ditar o ritmo dos movimentos. Ela gemia enquanto aumentava as investidas, soltando um grito quando atingiu seu ápice. Agora sim, eu podia me deixar levar, mais algumas estocadas e eu cheguei ao clímax.
Permanecemos alguns minutos na mesma posição até normalizar as nossas respirações, deitei-a sobre a cama, tirei o preservativo e puxei-a para o meu peito, nos tapando. Queria passar a noite inteira com ela, mas, infelizmente, logo tivemos que levantar pois ela ainda tinha que voltar para casa.
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