Vingativo
1 Prólogo
Acabo de enterrar a ultima pessoa que eu amava. Razor West era Meu pai. Sempre foi meu herói. Nós tínhamos uma família linda. Eu, meu irmão mais novo Jin, minha mãe May e ele. Numa discussão eles decidiram se divorciar e eu fui morar com meu pai. Ele era uma das pessoas mais importantes de North Ville. O prefeito da cidade e também inimigo de todos os mafiosos. Depois de um tempo divorciado ele se casou com Sarah West. A grande chefe da máfia viveu ao lado de meu pai por dois anos até que numa noite ela tentou mata-lo e ele descobriu quem Sarah era e a expulsou de casa. Depois daquele dia Sarah declarou guerra e em dois dias minha mãe e Jin foram assassinados por 12 homens. Depois disso fomos perseguidos por oito anos, mas ontem ela conseguiu. Deu um tiro certeiro na cabeça de meu pai e acertou um no meu braço. Levei meu pai no medico e fui atendido, eu tive alta em um dia, mas meu pai não sobreviveu. Ninguém compareceu ao enterro com exceção do padre Jake que era um velho justiceiro que se infiltrara numa igreja para matar um papa corrupto e continuara até agora. Encostou-se a mim e tirou uma folha de oficio dobrada. Desdobrou a folha e mostrou uma lista com quarenta nomes incluindo Sarah West. Vinte dos nomes estavam riscados com sangue.
- Termine o que seu pai começou. – Padre Jake voltou-se para a lápide de meu pai e disse que seu trabalho seria terminado. – Descanse em paz Razor. – Saiu andando para fora do cemitério.
Meu pai sempre viajava atrás dessas pessoas da lista e me deixava com o padre Jake que uma vez me ensinara a atirar e a trabalhar disfarçado. Me despedi do meu pai e fui para casa. Revirei o quarto dele atrás de pistas sobre o próximo da lista. Días Bastos é um bancário muito conhecido na cidade e está de férias em algum lugar. Tudo o que descobri sobre ele foi isso, Días foi um dos assassinos que perseguiam meu pai. Fui me deitar e acordei com alguém batendo na porta, peguei uma arma e me escondi. Congelei quando ouvi uma voz conhecida falando que iria derrubar a porta se eu não abrisse. Continuei calado e não me mexi. Corri para a cozinha e quando ouvi o som da porta sendo derrubada me joguei no chão. Meu corpo congelou rapidamente, ou vi passos até mim e olhei para trás. Padre Jake estava lá. Sentou-se próximo a janela e olhou para o céu.
- Você não aprendeu nada não é? – Continuou olhando para fora da janela
- Pa... Padre Jake? – Gaguejei.
- Meus dias de padre acabaram garoto. Me chame assim novamente e estará morto.
Me sentei enquanto Jake se levantou e olhou ao redor da casa. – Vai ficar aí o dia todo? – Pensei em responder, mas provavelmente eu levaria um soco. – Arrume suas malas, precisamos ir agora.
- Mas...
- Não me questione Matt, pegue as suas coisas. – Pegou sua carteira e puxou duas identidades. – Preparei identidades falsas.
Fui arrumar minhas coisas enquanto Jake admirava as identidades. Arrumei tudo, o que não era muito por que perdi a maioria das minhas roupas num incêndio. Vi Jake com duas camisas pretas.
- Pegue. – Jogou uma camisa.
- Vamos a um show de rock?
- Sim! – Ele só podia estar de brincadeira. – Na verdade vamos participar de uma banda.
- O que? Temos um caso, não da para se divertir.
- E quem falou em diversão garoto? Días vai estar nesse show e nós precisamos ir.
- Nós podíamos ir normalmente.
- Ingressos esgotados.
- Droga. Pelo menos eu sei cantar, e você?
- E quem falou em cantar?
- Como assim?
- Você é o guitarrista da banda, eu sou o baterista. Por coincidência esses dois integrantes foram mortos ontem.
- Você os matou?
- Eu não tinha escolha.
- Tanto faz. Eu não sei tocar guitarra e você não é baterista.
- Nós improvisamos.
- Não vai dar certo improvisar, ele vai estar cercado por seguranças.
- Temos que fazer isso.
- E morrer? Eu passo.
- Tem uma ideia melhor? – Por mais idiota que fosse a ideia de Jake era a única que tínhamos.
- Qual o nome da banda?
- Anexo 89.
- Nunca ouvi falar.
-Nós só vamos abrir o show, vamos tocar no máximo cinco musicas.
- Vamos abrir o show para que banda?
- AC/DC.
- Pelo menos ele tem bom gosto musical.
- O que?
- AC/DC. Nunca ouviu?
- Ah! Não. Nos últimos anos só ouvi musica evangélica. Podemos conversar mais na viagem. Vamos. – Jake vestiu a camisa e foi me esperar do lado de fora.
Peguei uma foto do meu pai e guardei na minha mochila. Sai de casa e vi o carro de Jake. Um mustang vermelho 1965. – Um belo carro. – Jake não ligou para o elogio e guardou comida dentro do carro.
- Ser padre tem suas vantagens. – Mostrou algumas notas de cem. – Vamos.
Entrei no carro e Jake logo em seguida. Ligou o carro e pegamos a estrada.
- Por que você saiu da igreja? – Perguntei.
- Pra que você quer saber?
- Por nada.
- Que bom. – Jake continuou sem responder e seguiu para o show.
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