Vingativo

2 Días Bastos


Até que não demorou tanto. Três dias de viagem sem parar para dormir, não sei como Jake conseguiu. Ele parecia estar irritado.

- Dormiu bem?

- Eu estou dormindo num carro. O que você acha?

- Seu pai reclamava menos. Está pronto para o show?

- Fico com mais sono quando você fala isso.

- Pegue a sua guitarra. – Apontou para o fundo do carro e eu vi uma guitarra com botões ao invés de cordas.

- O que é isso?

- E depois me chamam de velho. Nunca jogou Guitar Hero garoto?

- Já, mas...

- Mas nada. Você vai tocar isso. Uma guitarra de verdade será a capa.

- Onde conseguiu isso?

- Se dormisse um pouco menos saberia.

- Você esconde muito as coisas. Ainda não me disse por que saiu da igreja. O que aconteceu?

- Chegamos. – Ele mudou de assunto rapidamente. – Coloque sua guitarra na capa.

A capa era uma guitarra de verdade. Com cordas e um amplificador. Coloquei a guitarra nas costas e segui Jake. Descobri que os integrantes da banda não nos conheciam. O que causou algum problema, mas Jake os subornou e tudo ficou bem.

Como combinado tocamos cinco musicas. Por ultimo Highway to Hell para ganhar uns créditos com a banda. Saímos pelos fundos.

- Vamos?

- Agora não. Preciso tirar uma foto com o Angus Young.

- Quem é esse?

- Depois eu explico.

- Tudo bem. Encontre-me lá fora.

Corri até o camarim da banda. Todos ainda estavam lá quando abri a porta. Días estava conversando com Angus. Resolvi fechar a porta, mas ele me viu.

- Matt Torres. Você é igualzinho a seu pai. – Mas que droga. Eu não sabia o que fazer e fiquei parado. – O que veio fazer aqui?

- Eu vim pegar um autografo do Angus. – Foi o que consegui falar.

- Você não deveria ter seguido o destino de seu pai. Eu vi você tocando. Te observei todo o tempo. Eu venci.

- Eu... Eu... – Gaguejei e saí correndo. Os seguranças de Días foram atrás de mim.

Uma hora eu iria me cansar e eles me pegariam, mas continuei correndo sem rumo. Tropecei numa pedra e caí. Um segurança puxou meu braço. Me deu vários socos até eu ficar desacordado. Acordei amarrado num quarto escuro, estava sendo vigiado por alguém, eu sentia isso. Olhei para os lados e vi um segurança.

- Que bom que acordou. – Ele encostou-se a mim. Era muito grande, parecia ter uns dois metros. – Eu esperei você acordar para sofrer com a tortura.

- Solte-me.

- Se isso de espíritos é verdade. Você vai se soltar quando morrer. – Ele pegou uma faca. – Vamos começar pelo braço.

Enfiou a faca no meu braço e puxou devagar. – Ahhh. Desgraçado. – Ele socou minha cara.

- É só o começo. – Enfio a faca mais uma vez, agora no meu outro braço. Gritei de dor, mas não podia fazer nada. – Sabe! Agora deu pena de você.

- Seu desgraçado. Vou te matar.

- Eu acho que não – Ele pegou um facão e o encostou no meu pescoço. – Adeus Matt. – A cabeça do segurança foi arremessada na parede e seu corpo morto caiu. Jake estava atrás dele com uma espada.

- Onde conseguiu isso? – Jake não respondia enquanto me tirava das cordas. Deus dois tapas nos lugares feridos do meu braço.

- Isso vai melhorar logo.

- Com essa ajuda. – Gritei. – Onde está o Días?

- Assistindo ao Show. Eu cortei o pescoço de vários seguranças, mas aposto que tem muito mais junto com eles.

Fomos até o show e encontramos Días sozinho, era a nossa chance de ouro. Corremos atrás dele e Jake sacou a arma. Días olhou para Jake quando atirou e conseguiu se abaixar. O tiro acertou um fan na plateia. Todos da plateia foram atrás de nós. Eu dei um tiro para o alto que assustou a plateia e acertou um tiro na cabeça de Días.

- Corre. – Nós corremos até o estacionamento e entramos no carro. A plateia ainda corria atrás de nós. Jake acelerou, mas acertaram um tiro no pneu do carro e nós capotamos e caímos numa ribanceira.