Vida Roubada

39 Capítulo 35


Notas iniciais
E sai o penúltimo cap...

Capitulo dedicado a mamita.... nos comentarios explico pq.... *-*

Isabella acordou cedo, ou melhor, se levantou cedo, suas dores nas costas estavam piores, bem piores que as dores tradicionais que sentia. Caminhou sem fazer qualquer ruído para não despertar Edward, seguiu em direção ao banheiro e retirou suas roupas, se colocou debaixo do chuveiro e direcionou o jato de água para as costas, bem na região da bacia onde sentia as terríveis pontadas e assim... Como um milagre a dor deu uma aliviada, ao menos as dores nas costas, pois além delas, ainda estava sentindo a tão irritante cólica menstrual.


Respirou fundo.


Definitivamente, amanhã iria ao médico, por mais que não quisesse admitir estava começando a ficar com medo dessas dores. Perdeu-se no tempo, entre seus medos e suas vontades, mas ao menos conseguiu sair do banho e começar a se arrumar antes mesmo que Edward levantasse. Quando estava colocando seu vestido, sentiu os braços dele envolta de sua cintura.


– Porque não me chamou – sussurrou Edward, acariciando-a na barriga com segundas intenções bem explicitas.


Isabella jogou sua cabeça no peito de seu marido e fechou os olhos.


– Não estou muito bem hoje... Minha menstruação esta ameaçando descer... – murmurou meio triste.


Como resposta ele beijou seu pescoço.


– Nada de tristeza... Podemos continuar tentando e tentando... – disse abraçando-a apertado, compreendendo-a rapidamente.


– Eu queria tanto te dar um filho... – ele a virou sem deixar que ela terminasse sua frase, mas nada disse quando percebeu que ela ainda tinha mais a dizer. – Eu sei que Rebecca é sua filha também, sempre soube, ela é linda e especial... É nosso eterno tesouro, ninguém no mundo jamais vai poder substituí-la, poderemos ter 10 filhos, e nenhum deles será mais especial que nossa pequena, pois todos serão únicos... Mas é que... Foi magico carregar mais um bebê em meu ventre, imaginar outro ser se formando dentro de mim... Eu quero tanto Edward... Eu quero tanto de dar outro filho... Um filho formado por nos dois desde o principio...


Ele acariciou a face de sua esposa e então a beijo nos lábios.


– Ele vai chegar... Nosso bebê vai chegar na hora que tiver que vim...


– Eu sei... Mas é que já estava atrasada, então...


– Começou a pensar que talvez já teríamos conseguido? – ele sorriu – Sabe o que acho? Acho que alguém lá em cima esta decidido a nos dar mais um tempo de pratica...


Isabella sorriu.


– Eu te amo! – disse carinhosamente, beijando-o calmamente e então se afastando.


– Hei... Esqueceu o que eu disse sobre continuarmos tentando? – perguntou Edward enquanto ela abotoava seu vestido azul claro.


Uma pontada em seu ventre fez com que ela respirasse fundo, mas conseguiu disfarçar com um sorriso.


– Temos um almoço para organizar, logo seu irmão, sua cunhada e seu sobrinho estarão aqui... Tenho que começar a preparar as coisas Edward... Ainda mais que você e Jasper me pediram para fazer carne assada recheada... – suspirou teatralmente – Por isso, vá tomar banho e se preparar para uma tarefa terrível... Uma que acho que não vai gostar muito... – disse com tom brincalhão.


– Ah é? Qual? – perguntou cruzando os braços.


– Cuidar de Rebecca e deixa-la linda para quando os convidados chegarem!


Ele sorriu.


– Acho que dou conta dessa tarefa terrível!


– Tenho certeza que sim!


Em alguns minutos conseguiu terminar de seu arrumar, desceu e assim que chegou a cozinha se surpreendeu com a mesa posta, Carlisle já havia acelerado boa parte de suas funções.


– Bom dia! – disse Isabella assim que o abraçou.


– Bom dia! – retribuiu Carlisle.


– Hum... Vejo que já andou adiantando as coisas por aqui... – comentou Isabella se sentando a mesa e se servindo de um copo de suco, pois devido às cólicas e as dores nas costas, não estava com vontade alguma de comer, mas sabia que precisava disfarçar. Não queria chamar tanta atenção, amanhã iria ao médico.


– Eu quero ajudar... Mas nada mais que uma ajuda, não sou um bom cozinheiro... Mas sei cortar temperos, mexer as panelas... Essas coisas de ajudantes... – disse sorrindo timidamente, o que fez Isabella sorrir também.


Foi uma ajuda muitíssimo bem vinda, juntos preparam o arroz branco, a salada de legumes, a carne assada e de quebra ainda deu tempo de fazer uma deliciosa salada de frutas, sem citar o fato de ter dado conta do mingau de Rebecca e da vitamina das dez horas da manhã, ainda mais com aquelas malditas pontadas nas costas e no pé da barriga que pareciam somente piorar gradativamente.


Como sempre, Jasper chegou na hora marcada.


Edward com Rebecca no colo recebeu o irmão e sem qualquer receio passou sua filha para outro pai, que a recebeu com um enorme sorriso na face.


– Papai estava com saudades... – sussurrou. – Papai trouxe duas pessoas para você conhecer... – se virou para Alice que carregava o pequeno Jonnathas e os apresentou a Rebecca. – Esse pequeno é seu irmão, seu irmão mais novo... E essa linda mulher é a esposa do papai, a mulher que o papai ama! – disse com os olhos brilhando.


Alice escutou as palavras e não teve como não ficar emocionada, olhou para Rebecca, então pelo canto dos olhos observou os outros, o homem que abriu a porta e acreditou ser Edward tinha indo mais para trás, estava abraçado com uma mulher linda de cabelos castanhos e que vestia um lindo vestido azul, supôs ser Isabella e engoliu em seco, também observou um homem mais de idade, que possuía cabelos grisalhos, entre o loiro e o branco e que estava se aproximando, pela semelhança com Jasper, teve a certeza que aquele era Carlisle, seu sogro.


Assim que chegou perto o suficiente ele olhou para ela intensamente, analisando-a, percebeu que Jasper olhava para ela e para o seu pai divertido.


– Sabe... Acho que mereço dá uns tapas no meu filho... Você é muito mais bonita do que ele deixou entender!


Alice encabulou-se.


– Eu... Obrigada... – olhou para Jasper que sorria abertamente.


– É um prazer finalmente conhece-la Alice, principalmente porque tenho muito a lhe agradecer!


Ela arregalou os olhos assustada.


– Agradecer?... Pelo que?... – perguntou confusa.


Um nó na garganta de Carlisle o impediu de falar, seus filhos chegaram a dar passos para se aproximar, mas ele gesticulou com as mãos para que ninguém chegasse perto.


– Oh Deus... Disse algo errado? – perguntou Alice preocupada.


– Não, ele só esta emocionado em conhecer a mulher que salvou seu filho! – disse Isabella, fazendo com que Alice a encarasse. – Na verdade não é só ele que tem a agradecer, também gostaria de lhe agradecer por além de salvá-lo depois de tudo o que ele passou na guerra, tê-lo feito um homem completo e ainda fazê-lo muito feliz, nem precisávamos lhe conhecer para sermos eternamente gratos!


Alice engoliu em seco.


Ela realmente escutou isso?


Abaixou a cabeça e respirou fundo, depois voltou a encarar seu sogro que tinha lágrimas caindo por sua face.


– Minha Esme teria adorado você!


Esme... A mãe de Jasper... Lembrou-se dele chorando ao falar da mãe e se sentiu ainda mais tocada.


– Papai... – Jasper começou a dizer, mas Carlisle não deixou que ele prosseguisse.


– Gostaria que soubesse Alice que já adorávamos você só de ouvir meu filho falando sobre você, por isso peço que me perdoe se estou sendo emotivo demais, mas é que hoje é um dia muito especial para mim... Olhar para os meus dois filhos e vê-los bem, vê-los felizes... Ah... Eu só aguentei tudo por acreditar que teria essa chance. – olhou para Isabella e depois voltou a olhar para Alice. – Seja bem vinda à família Cullen, espero sermos dignos de você minha jovem!


Alice olhou para Jasper, Rebecca, Edward, Isabella e depois voltou a olhar para o seu sogro, a sala estava um silencio, todos esperando que ela falasse algo, mas antes de falar qualquer palavra ela se aproximou de seu sogro.


– É uma honra poder lhe conhecer... E mais ainda em ter me tornado uma Cullen... – sorriu docemente. – E o que torna tudo ainda mais especial é ter gerado um Cullen que está louco para conhecer o avô de tanto que o pai fala dele.


Alice estendeu seus braços um pouco o que fez com que Carlisle pegasse seu neto que estava calmante dormindo sem pensar duas vezes. Foi um belo momento, que deixou a todos emocionados.


Os minutos foram passando, a família foi se reestruturando aos poucos, afinal, por mais que Edward e Jasper estivessem dispostos a uma nova chance, tudo era muito delicado e precisava ser feito com calma, Carlisle se viu preso entre seus dois netos, completamente encantado o que acabou ajudando para aliviar uma provável tensão que pudesse acontecer. E Alice que tinha ido para o almoço temendo em conhecer a antiga noiva de seu marido, simplesmente se descobriu encantada por Isabella, assim como, sentiu seu coração apaziguado, pois apenas alguns minutos observando o modo com a mãe de Rebecca olhava para Edward foi necessário para ter certeza de que aquela mulher só desejava um homem, e esse homem não era o seu Jasper.


As crianças ajudaram, não deram muito trabalho e todos puderam almoçar tranquilamente. Foi tudo bem normal, como um almoço de família comum, o que tornou tudo especial. Pois o comum às vezes é tudo o que se precisa para ser feliz.


Depois da sobremesa Isabella ofereceu um café, o que fez com que todos os homens ficassem feliz, Alice notou que a paixão de Jasper pelo liquido tinha um cunho familiar, viu Isabella deixando a sala, ficando alguns minutos vendo avô e pais brincando com as duas crianças da casa, os três estavam tão concentrados na magia que era estar vivendo aquele momento que nem ao menos notaram quando ela timidamente seguiu em direção à cozinha.


Paralisou na entrada do cômodo.


Isabella estava curvada e tinha uma expressão de dor.


Respirou fundo e se aproximou. – Esta tudo bem? – perguntou, fazendo com que dois pares castanhos se voltassem para ela.


Isabella sorriu.


– Não é nada... É só uma maldita cólica... Esse mês decidiu vim com tudo... – comentou e então respirou fundo e voltou a ficar ereta.


Alice olhou para ela desconfiada.


– Tem certeza... Você me pareceu estar com muita dor.


– Não é nada demais... É que também vim em uma maratona de serviço pesado, minhas costas estão reclamando atenção. – sorriu – Mas deixemos esse assunto para lá... Quer alguma coisa?


Alice levou uma de suas mãos até sua nuca.


– Bem... Achei melhor deixa-los com as crianças, eles pareciam viver em outro mundo e então pensei que talvez pudesse lhe ajudar...


Isabella a olhou amigavelmente.


– Entendo... Aqueles três parecem que se perdem quando o assunto é filho... – suspirou – Mas você é nossa convidada, não precisa ajudar...


– Bobagem... Somos uma família, não? Família não possuem cerimonias!


– É verdade... Bem... Sabe fazer café? – perguntou Isabella.


Alice assentiu.


– Sim... Na verdade acho que aprendi a fazer um bom café faz pouco tempo, Jasper é bem exigente, mas ao menos teve paciência para me ensinar. – comentou envergonhada.


– Eu entendo você, Edward e Carlisle são do mesmo jeito... Nossa, nem sei o que seria de mim sem os conselhos culinários de Esme... – cruzou os braços e encostou-se à bancada – Mas sabe, nossa sogra deixou um livro de receitas maravilhoso, sei que não é o mesmo que ela dizendo como seus filhos gostam, mas posso emprestar para você!


– Eu iria adorar!... – sorriu.


– Quer saber... Eu convivi com Esme, tenho lembranças maravilhosas dela e posso copiar as receitas e lhe entregar o caderno dela...


– Ah... Não, não posso aceitar...


– Porque não? Esme iria gostar que ficasse com algo dela. Por favor, não diga não.


Alice suspirou.


– Tudo bem... Na verdade eu também iria gostar de ter algo de Esme.


– Só espero que me dê alguns dias para passar tudo.


– Tudo bem... Então... Onde estão as coisas?


Isabella entregou tudo o que Alice iria precisar, respirou fundo quando sentiu mais um pontada em seu ventre e então começou a arrumar a bandeja.


Um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente por um tempo, até que Alice resolve quebra-lo.


– Estou me sentindo meio boba... – começou Alice sem olhar para Isabella.


– Boba? Por quê? – questionou Isabella meio confusa.


– Estava com ciúmes de você... – confessou timidamente – Sei que fui uma boba, mas...


– Mas eu e Jasper tivemos uma história que resultou em uma filha e mesmo ele amando você, quando se lembrou de tudo acabou escolhendo a mim... – disse Isabella cortando Alice, que em resposta olhou para ela surpresa – Não precisa me olhar assim... De certa forma entendo você... Quando conheci o Edward ele tinha alguém, uma mulher que faz pouco que descobrir que é incrível, porque simplesmente não conseguia enxerga-la como alguém que somente o amava como uma irmã...


Alice piscou os olhos apressadamente.


– Nossa... Não sabia...


– Tudo bem, você não tinha como saber, nem mesmo para Jasper comentei sobre minha crise de insegurança em relação à Tanya, mas quando resolvi perceber tudo a minha volta sem a nuvem de desconfiança entendi que para Edward só existi eu, e para continuar sendo assim, só depende de mim... E como alguém que tem Jasper como um irmão, que o ama muito e que torce para que ele seja feliz, eu te digo... Para ele, só existi você!


Alice assentiu.


– Ele me olha de um jeito que faz meu coração se aquecer! – comentou Alice com a face corada.


– Eu sei o que quer dizer... O dia que sempre fora comum, passa a ser incrível, só porque ao acordar pela manhã a primeira coisa que vê é o homem que ama!


As duas sorriram cumplices.


– Acho que somos duas bobas apaixonadas! – disse Alice.


– E acho... Que bobas apaixonadas se entendem... Por isso, acredito que seremos grandes amigas! – comentou Isabella, estendo sua mão para Alice que em resposta apertou-a com a sua.


– Também acredito!


Se olharam por alguns instantes, então movidas pelo momento se abraçaram, foi então que sentiram uma forte ligação e tiveram a certeza de que realmente seriam grandes amigas. O café logo ficou pronto, e quando as duas voltaram para sala os três homens animados com Rebecca e Jonnathas simplesmente uivaram com o delicioso café.


– Alice que preparou... – disse Isabella quando Carlisle elogiou o liquido negro fumegante.


– Jasper é o culpado, meu café era deprimente... Bem, na verdade sou uma vergonha na cozinha, ele que vem cozinhando desde que nos casamos... – confessou escondendo a face com as mãos.


Todos sorriam, Isabella se aproximou e segurou uma das mãos de Alice.


– Bem... Minha mãe vem com Rose para cá todos os dias, até mesmo quando estou em casa, se quiser pode vim também... Ângela que me ensinou, não lá uma grande “chefe culinária”, mas consigo enganar bastante!


Nenhum dos três falou nada, de repente ficaram analisando-as, percebendo que ali, rapidamente nasceu uma amizade.


– Enganar na cozinha é algo verdadeiramente magico!


– É... Tem lá alguns segredos... Se quiser, divido com você!


– Eu acho que vou aceitar, até porque Jasper esta me deixando mal acostumada... O que será de mim quando ele não puder cozinhar? Não conseguirei mais me alimentar de sanduiches...


Enfim, fora uma tarde bastante proveitosa, o casal com seu pequeno fruto foram embora tarde da noite, por sorte Rose emprestou seu carro para Jasper. Cansada, Isabella aceitou a oferta de Edward e acabou deixando a limpeza para ele, enquanto ela fora se deitar. Foi uma sensação tão gostosa tomar banho e depois se deitar naqueles lençóis macios, assim como, tomar um remédio forte para dor e simplesmente apagar, ao ponto de nem ao menos ver quando seu marido se deitou.


Quando o dia raiou, Isabella acordou um pouco pior do que estava no dia anterior, talvez por isso quando seu marido despertou animado, simplesmente murmurou um não. Estava se sentindo esmigalhada, talvez tenha exagerado na organização e limpeza para o almoço.


– O que foi? Isabella... – perguntou preocupado.


Ela balançou a cabeça encostada no travesseiro enquanto tinha suas mãos pressionando sua barriga.


– Nada... As cólicas estão piores... Esse mês veio para torturar.


Edward olhou para expressão de dor na face de sua esposa.


– O que acha de irmos ao medico? – perguntou.


– Não... Eu estou bem... Não é nada grave... Só preciso ficar deita e esperar um pouco.


Por mais que algo lhe dissesse para não atendê-la, acabou escutando o que ela lhe dizia, por isso, ligou para Rose avisando que não iria para o escritório, cuidou de fazer o café e cuidar de Rebecca, assim como ajudar seu pai a organizar as coisas, mas sempre encontrando um meio de ir vê-la.


– Vou levar meu pai para a clínica... Rebecca esta dormindo... – disse já no meio da tarde.


Isabella nada respondeu, somente assentiu e deu um sorriso quando ele lhe beijou levemente os lábios.


– Quando voltar, vou levá-la ao medico. – comunicou.


– Edward...


– Não, nada de tentar evitar, chega! – deu mais um beijo em sua esposa antes de ir.


Apesar de tentar aparentar serenidade, apesar de dizer que tudo estava bem às dores, tanto em seu ventre como na região lombar pioraram, ao ponto de começar a sentir um nó se formando em sua garganta.


Por Deus, que dores eram essas?


Talvez Edward estivesse mesmo certo, talvez fosse mesmo à hora de ir ao médico.


Completamente bêbada de dor, cambaleou até o banheiro, uma necessidade voraz e estranha à fez seguir em direção ao vaso. Sentou-se e sentiu que algo saiu de dentro dela, levantou e ofegou quando viu o que estava no vaso.


Era uma pelota grossa de muco!


Não poderia ser...


Não... Impossível!


Sem ter como se controlar, lembrou-se de quando teve Rebecca, lembrou-se de ter soltado algo parecido e então se lembrou das dores que antecederam o parto...


Oh Deus... Não poderia ser... Ela abortou!


Então uma pressão a fez gritar, a fez se curvar...


A dor em uma escala de zero a dez estava em mil.


Temendo estar sentindo contrações, Isabella retirou a parte de baixo de sua roupa, sentou-se na ponta da banheira e com os olhos fechados e começando a chorar nervosa, colocou sua mão em sua vagina, penetrando-a e sentiu algo que poderia afirmar com total certeza, era uma cabeça...


Tinha um bebê saindo dela... Saindo dela naquele momento!


Por Deus, ela estava em trabalho de parto e não tinha ninguém, somente sua filha com menos de dois anos que nem ao menos sabia falar, estava em casa, completamente sozinha. Com medo de acordar Rebecca, pegou parte de suas roupas jogadas no chão e mordeu, evitando que seu grito desesperado saísse por seus lábios, enquanto segurava firme a borda da banheira. Então quando sentiu que a cabeça desceu mais um pouco, respirou fundo e voltou a colocar sua mão no local, percebendo que algo o envolvia, então com seus dedos rasgou e liberou seu filho do que estava em sua volta... E simplesmente não houve outro jeito, mesmo sentindo aquela dor horrível começou a fazer força.


Lembranças do parto complicado de Rebecca a fizeram chorar...


Estava com medo, com muito medo de que algo pudesse dar errado.


Enquanto chorava, enquanto empurrava e fazia força, começou a orar a pedir a Deus para que tudo ocorresse bem... E então, em poucos minutos, em suas mãos, um lindo e perfeito bebê saiu de dentro dela.


Tremula, respirou fundo para não derrubá-lo... Sentou-se no chão do banheiro e olhou para o seu lindo menino... O seu perfeito menino... Mas algo não parecia fazer sentindo... Ele não chorava.


Apavorada, começou a pedir...


– Respire, por favor, respire!... – Estava apavorada, não podia perdê-lo, não assim, não agora... Não aquele bebê que tinha os cabelos da cor do de Edward... Não aquele bebê que foi gerado com amor, não o bebê que veio sonhando e desejando nos últimos tempos... Não o seu pequeno milagre.


Agindo por instinto, tentando ajudá-lo, colocou seu dedo indicador dentro daquela boquinha e retirou algo que não sabia identificar, mas simplesmente fez com que ele chorasse, gritasse alto o suficiente para mostrar que seus pulmões eram fortes.


Levou ele de encontro ao seu peito, então chorou junto com seu menino...


Ele estava vivo... Vivo!


Foi então que percebeu o cordão umbilical, segurando seu menino nos braços, arrastou-se até o armário e pegou uma tesoura que sempre tinha guardada e então cortou o cordão que os ligava. Voltou a olhar para o seu menino, seu lindo menino... Delicadamente o acariciou na face.


– Eu amo você... Amo muito você... – sussurrou varias vezes, por um tempo que não soube dizer precisamente quanto.


Simplesmente parou de falar quando percebeu que estava ficando tonta, estava ficando fraca, olhou para baixou e surpreendeu-se com a quantidade de sangue... Tinha perdido bastante sangue...


Um milagre... Precisava de mais um milagre!


Pediu a Deus e ao que parece ele atendeu suas preses, pois como um anjo Edward a chamou, ele finalmente havia voltado.


– Amor...? – gritou pelo que ela imaginou ser das escadas.


– Aqui... – tentou gritar, mas sua voz estava falhando e estava tremula.


Sentindo que algo estava errado, Edward seguiu correndo em direção ao seu quarto e quando não a viu na cama correu em direção ao banheiro que tinha a porta entreaberta, paralisando ao olhar Isabella pálida com um bebê nos braços e a face molhada por lágrimas.


– Eu não sabia... Pensei que tivesse perdido... – sussurrou baixo, mas o suficiente para Edward ouvir.


Demorou alguns segundos para que ele acordasse e descobrir que era mesmo real.


Abaixou-se e se aproximou de Isabella.


– Acredita em mim... Eu não sabia... Juro que não sabia... – sussurrou apavorada ao olhar para expressão de seu marido. – Oh Edward... Por favor, acredita em mim...



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Lentamente ele levou sua mão direita até a lateral da face de Isabella e acariciou-a com as costas de seus dedos.


– Eu amo você! – ele disse com tamanha sinceridade que em um simples sussurro ela conseguiu sentir todo aquele amor passando para ela.


– Eu também te amo... – sussurrou em resposta.


Um olhando para os olhos do outro e sorriram emocionados.


– E ele ou ela? – perguntou Edward enquanto uma lágrima caia de seus olhos.


– Ele... Um menino... Você me deu um meu menino! – disse com a voz falhando.


– Não... Você é que me deu mais esse presente... Mais esse anjo!


Aproximou-se e beijou-lhe os lábios, então beijou o topo da cabeça de seu filho, para em seguida poder segurá-lo nos braços.


Seu menino... Aquele menino para quem iria ensinar tudo, aquele menino que iria ajuda-lo a cuidar de Rebecca, aquele menino que seria seu amigo, a quem ele amaria o resto da vida... Por quem ele sempre lutaria... Ter o seu pequeno em seus braços foi tão magico que simplesmente sentiu-se como o dono do mundo, e quando se lembrou do anjo que o gerou, do anjo que pela segunda vez lhe dava o privilegio de ser pai, sentiu seu mundo perfeito desabar.


Arregalou os olhos!


Isabella estava desfalecida e entre suas pernas havia uma enorme poça de sangue.


– Não... Por favor... Não faz isso comigo... Por favor... Por favor...!


Implorou, com medo de que seu chão recém construindo com um alicerce firme pudesse desmoronar novamente.



FIM DO CAPITULO



Notas finais
Vamos lá...

Cap dedicado a mamita pq ela foi a única que matou a charada já a alguns cap.... As dores da Bella era causadas pela gravidez...
Bem... mas como é possível???

Vou falar algumas coisas.... pq outras respostas terão no próximo cap...

Ela perdeu sim um bebe.... Mas como estava gravida de gêmeos, bem o outro continuou se formando... isso acontece... n é coisa louca da minha cabeça...

Mas como ela n percebeu???
Cada gravidez é uma, ela n ficou barriguda com aconteceu com Rebecca, até porque seu filho estava sendo gerado nas costas como alguns dizem... E levando em conta todos os problemas emocionais que ela estava vivendo era natural que n percebesse...

Bem.... Mas o que aconteceu com ela????.... A Bella cometeu um erro, não poderia ter cortado o cordão sem pinçar antes... ou seja, prender o cordão dos dois lados e cortar ao meio, isso evita que ocorra hemorragia tanto para a mãe como para o bebe....

e para finalizar sobre se isso realmente pode acontecer.... Peguei a ideia de um programa chamado eu não sabia que estava gravida... e conta hist reais....

voltando a fic....

O que aconteceu com ela???.... Não vou dizer.... Pode ser que n tenha sido somente isso... quem sabe... kkkkkkkkkkkkkkk

Respostas no próximo cap.... que será postado no dia 19/06.... em homenagem ao dia em que comecei a publicar a fic... n foi intencional, mas acabei olhando esses dias a data e achei legal....

Enfim....

Foi um cap e tanto.... A Bella foi forte... nossa... eu iria pirar no lugar dela....

Em relação a Alice e Bella.... não é que as duas se tornaram amigas mesmo???.... nada mais justo, as duas n mereciam mais insegurança... chega... relacionamentos resolvidos....kkkkkkkkkkkkk

Ahhh.... a musica.... foi perfeita.... linda... e o Edward???? Aiiii o filho que ele estava sonhando e... Como será que ele vai reagir...

Posso dizer que no próximo cap teremos fortes emoções e saberemos quem finalmente conta a hist.....

Ahhhhh louca para saber a opinião de vcs.... por isso...

Comentem, comentem, comentem...

Bjocas....

*_*