Vida Roubada

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Capitulo dedicado a:
j91hm e IzaCullen
Valew meninas, pelas lindas recomendações *-*

Edward andava de um lado a outro da sala, estava preocupado e tentado a sair à procura de sua esposa, mas sua Rebecca que precisava de cuidados e atenção o impediu, sua menininha não estava bem, e se algo acontecesse com ela e não estivesse por perto, sentir-se-ia um péssimo pai. Suspirou e passou as mãos pela cabeça, estava cansado, era como se um tremendo peso estivesse em seus ombros.


Como chegaram a esse ponto?


Há varias noites que praticamente não dormia, ficava pensando, olhando para a sua esposa ou para sua filha em seus braços tentando seguir diversas direções em busca de respostas, em busca de meios que os fizessem “voltar” a normalidade de antes.


Mas o que ele poderia fazer que já não tivesse feito?


Por Deus, faria qualquer coisa para que sua Isabella ao menos segurasse Rebecca mais uma vez, pois era ciente, que sua esposa se entregaria aos encantos de sua linda menina assim que sentisse o calor de seu pequeno e macio corpo... Ela nunca a segurou nos braços desde que soube da pequena diferença que ela possuía.


Frustrado olhou para o relógio mais uma vez, estava se aproximando das oito da noite, e mais uma vez um medo atravessou seu peito, martelando a verdade que tentava não pensar.


Isabella saiu sem dizer nada...


Não deu noticias...


Queria estar longe de Rebecca...


Simplesmente não sabia o que faria se por acaso ela estivesse desistindo, se ela estivesse ido para longe...


Poderia amá-la eternamente, mas, não seria capaz de perdoá-la por um ato tão cruel!


Foi então que Isabella adentrou na sala deixando-o totalmente aliviado, por mais que não estivessem bem, saber que ela não tinha desistido dele e de Rebecca foi um fôlego que precisava para seguir em frente. Não foi preciso dizer nada, assim que ele viu Rose ao lado de sua esposa conseguiu compreender grande parte do que havia acontecido, definitivamente, sua esposa não havia fugido, entretanto isso não amenizava o fato de ela ter sumido por horas sem dizer nada.


– Rose precisa de um lugar para ficar! – disse, carregando mais palavras em seus olhos, pedindo silenciosamente para que ele lhe desse mais alguns minutos, adiando assim explicações.


– Sarah pode lhe ajudar com isso. – respondeu ainda encarando-a.


– Ela pode ficar em seu antigo quarto?


– A casa também é sua!


Um silêncio desconfortável tomou conta deles, até mesmo Rosálie que estava abatida e mergulha em seu próprio sofrimento percebeu que algo sério estava acontecendo. Sem dizer mais nada, Edward foi para o seu quarto enquanto Isabella para suas novas acomodações. Sarah foi rápida, o aposento estava limpo, o que acabou facilitando o trabalho, em menos de meia hora, Rosálie estava guardando suas coisas no guarda-roupa.


– Amanhã mesmo vou ligar para tia Ângela e dizer que você está comigo. – disse Isabella.


Sorriu triste – Não quero voltar para Forks!


Isabella segurou uma das mãos de sua prima e encarou-a firme.


– Você não precisa voltar, tem a mim, nunca irei abandonar você.


– Eu sei! – murmurou afastando-se e sentando na cama. Suspirou e olhou para suas mãos – Eu não quero atrapalhar sua vida Bella!


Assustada com tamanho absurdo que sua prima disse aproximou-se – Não diga isso, você não me atrapalhar Rose...


– Seu marido não gostou de me ver aqui!


Isabella suspirou resignada – Edward não esta bem comigo... É um problema nosso...


– Viver no mesmo teto que ele esta sendo pior do que imaginou?


Um doce e tímido sorriso brotou de seus lábios – Não! – levantou-se – Sabe, ele é bem diferente do que imaginei... – suspirou – Eu o amo, o amo muito e por algum milagre sou correspondida.


Isabella esperou que prima a julgasse, não imaginou reação diferente, mas por algum motivo ela somente a encarou – Então porque do mal estar que presenciei?


– É complicado... Eu...


– Sou sua prima lembra? Pode confiar em mim!


Isabella a encarou e meio segundo depois já estava despejando tudo, contando cada detalhe e dor que morava em seu coração. O que foi bom, Sarah era uma boa amiga, mas com Rose não tinha segredos, ela sabia tudo sobre sua vida.


Entre elas não havia mentiras!


– Por isso foi à igreja?


– Como? – questionou Isabella sem entender o que sua prima queria dizer com essa pergunta.


– Sua filha nasceu doente, sua relação com Edward parece estar instável... – sorriu – Mamãe sempre disse que Deus nos conforta quando ninguém mais é possível de fazê-lo... Lembra quando... – respirou fundo – ...Emmett e Jasper foram para a guerra? Todas as vezes que estávamos quebradas sem saber o que fazer íamos à igreja... E isso nos ajudava como imagino que ajudou você hoje, afinal, que outro motivo você teria para ir à igreja hoje? Adivinhar que eu estivesse lá é que não foi.


Rose não sabia, mas ela já não ia tanto à igreja como antes, não que não acreditasse em Deus, longe disso, acreditava muitíssimo e rezava todos os dias, somente não tinha mais forças, somente acreditava do fundo do coração que para o seu caso não havia mais solução... Mas não iria dizer nada disso, nem mesmo a verdade do porque ela ter ido a igreja naquela manhã, mesmo sabendo que se não falasse agora talvez nunca poderia lhe dizer a verdade.


Segredos, agora ela tinha segredos que teria que esconder de sua prima, o que acabou mandando para longe o alivio que estava sentindo por poder ser totalmente honesta com ela.


– De fato precisava de um consolo sagrado e por algum motivo especial Deus colocou você em meu caminho! – foi verdadeira de certo modo, pois antes de Emmett aparecer, estava procurando por uma luz, e que luz melhor poderia receber que sua prima?


– A ultima coisa que posso ser para alguém é um consolo... Estou tão destruída que seria mais fácil levar a outra pessoa para o tormento junto comigo – murmurou.


Isabella abaixou a cabeça, mentir para ela era torturante.


– Eu sinto muito por Emmett!


Rose a encarou, não precisou muito para desvendar algumas verdades escondidas. – Ele lhe procurou, não foi?


– O que? – um medo a dominou, tinha jurado para seu amigo que não falaria nada.


– Assim que voltou para o país, ele lhe procurou?


– Sim... – suspirou. Ao menos algumas verdades poderiam ser ditas, o que aliviava seu sentimento de culpa... Culpa, ultimamente era só o que estava sentindo, será que viraria algo “normal”? – Eu juro, queria tanto lhe dizer que ele estava aqui, mas...


– Mas ele era o melhor amigo de Jasper, e por mais que você esteja apaixonada por Edward, ainda se sente ligada ao seu antigo noivo, afinal, ele é o pai de sua filha... Não pôde dizer não a Emmett! – disse Rose cortando-a – Não a julgo por isso, teria feito a mesma coisa no seu lugar!


As duas se encararam com lágrimas nos olhos.


– Eu tentei fazer com que ele mudasse de idéia...


– Foi melhor assim... Emmett não me ama mais!


Isabella quis gritar que ela estava enganada, mas não saiu nada de seus lábios.


E por mais uma vez as duas se abraçaram. Ainda conversaram por mais algum tempo, o que serviu para deixar certas coisas as claras. Quando a noite avançou Isabella não teve mais escapatória, deixou sua prima sozinha seguiu até seu aposento para encarar seu marido.


Quando entrou em seu quarto tudo estava quieto e tranqüilo, Edward não estava em lugar algum, nem mesmo no banheiro. Sentindo um alivio com misto de incomodo, seguiu para o banho e sentiu-se mais relaxada, enquanto a água escorria por seu corpo, pensou em seu amigo e não pode deixar de compará-lo com sua filha.


Rose o viu e por nenhum momento o julgou por sua aparência, por ela estariam juntos, mas isso não a surpreendeu, pois, nem mesmo ela o julgou ou quis se afastar dele, ainda o admirava e tinha um grande carinho por ele.


Sentiu lágrimas caindo por sua face, misturando-se com a água que banhava seu corpo...


Porque não conseguia sentir carinho e orgulho pela filha que possuía?


Oh Deus... Porque diferente do que aconteceu com Emmett, ela era totalmente culpada pelo que havia acontecido com sua Rebecca, e jamais, nunca seria capaz de ser perdoar pelo mal que causou a um ser inocente.


Quando conseguiu acalmar-se novamente, arrumou-se e se deitou mais cedo ou mais tarde Edward voltaria e por mais que o dia tenha sido cansativo sabia que precisavam conversar, ele deixou isso claro ao olhar dentro dos olhos dela assim que chegou. Entretanto, acabou dormindo esperando por ele sem qualquer sucesso.


Quando o céu já estava claro foi que despertou com o barulho do chuveiro. Assustou-se, não esperou dormir e muito menos passar a noite sozinha, afinal, o lado da cama em que seu marido dormia estava arrumada.


Sentou-se e esperou com os braços envolvidos em suas pernas. Imaginou varias cenas, entretanto em nenhuma delas pensou que seu marido pudesse adentrar o quarto e nem ao menos olhar para ela, vestindo-se como se estivesse ali sozinho, sem se preocupar em esconder sua nudez.


– Bom dia! – sussurrou depois de um tempo.


Como resposta escutou o silencio.


– Edward... – suspirou – Eu... Esperei por você a noite toda, queria conversar...


– Mentira – ele virou-se e encarou-a – Mentira sua! – nem mesmo quando se conheceram ela chegou a ver raiva em seu olhar e isso a assustou.


– Como pode me dizer isso?


Como resposta sorriu – Por favor, Isabella! Vamos ser honestos e sucintos, tenho muito trabalho me esperando e não posso me dar ao luxo de andar em círculos, se quisesse conversar comigo teria voltado para o quarto antes da meia noite... Entendo que sua prima precise de você, mas ajudá-la não quer dizer fugir de mim ou de sua filha!


Ela engoliu em seco, ele estava tocando em sua ferida.


– Eu tentei ser o mais compreensível dos maridos, mas ontem quando você saiu sem dizer nada e quando voltou sem nem ao menos se preocupar em tentar explicar-se...


– Eu pensei que você tivesse entendido. – disse cortando-o.


– Entendido? – sorriu – É o que mais venho fazendo, entender você, mas sinceramente um pouco de consideração de sua parte seria ótimo!


– É a minha prima, não poderia deixá-la sozinha!


O tom de voz de Isabella alterou-se, entretanto o dele continuou baixo e duro.


– Não estou dizendo isso!


– Você esta me julgando por ter ido ao encontro dela!


– Não, estou lhe julgando por não ser a mãe que deveria, por não ser mais a minha mulher, por deixar a dor dominar a criatura doce e forte que você é... – Segurou a ponta do nariz com o polegar e o indicador por alguns segundos, controlando o impulso de gritar – Pensei que se lhe desse mais espaço, se não forçasse tanto, as coisas iriam se encaixar... Mas estava errado e isso me faz questionar, será que sempre estive errado em relação a você?... Quase fico louco quando cheguei e ninguém sabia de você – sorriu triste – Não conseguia deixar de pensar que você tinha nos abandonado... E isso é de matar!


Ela não retrucou, não poderia, sabia que ele estava sendo cruel mais verdadeiro, era totalmente ciente de suas falhas, mas não tinha forças e nem coragem para ir em frente.


– Eu preciso ir! – respondeu depois de um tempo batendo a porta de seu quarto com força, deixando Isabella encolhida chorando silenciosamente. Rezando para que os dias passassem rapidamente e que com eles as coisas pudessem ao menos amenizar.


Entretanto, quanto mais os dias iam passando, mais as coisas iam ficando pior, os dias formaram semanas e semanas formaram meses, ela e Edward mal se falavam e apesar dele estar ajudando com Rose dando a ela o cargo de secretaria que havia ficado vago, tudo o que queria era poder estar ao lado dele novamente, estava sentindo um enorme vazio em seu peito que ia aumentando cada vez mais.


Respirou fundo, se preparando para mais um dia, o inverno estava tomando conta da cidade deixando o clima frio penetrar em casa combinando perfeitamente com seu interior. Saiu de seu quarto e encarou o aposento onde sua filha e seu marido dormia, ouviu Sarah cantando para sua Rebecca e sentiu um aperto em seu coração.


Como seria cantar para ela?


Deixou esse pensamento morrer, não poderia ficar pensando em nada relacionado à sua filha... Fechou os olhos e suspirou. Ela agora estava bem melhor, desde que tinha começado a tomar leites doados por mães, sua alergia desapareceu, pelo menos foi isso que sua prima lhe disse.


Rose era a única que lhe dava noticias sobre seu bebê, pelo que soube estavam se dando muitíssimo bem, alias, todos pareciam dar-se bem com ela, menos a mãe. “Ela é linda, uma menina incrível Isabella” por mais que quisesse não tirava a frase que Rose lhe disse da cabeça.


Mordeu os lábios e desceu as escadas, querendo estar o mais longe da cena que se desenrolava no aposento de cima, seguiu para a cozinha e preparou a prato com comida para Carlisle, Esme precisou sair, iria ficar o dia longe fazendo um curso de enfermagem para cuidar melhor do marido e como Rose e Edward estavam no escritório e Sarah estava ocupada fazendo o papel que era para ela realizar, o mínimo que poderia fazer era ajudar seu sogro.


Com calma seguiu para o quarto de seus sogros, Carlisle estava sentando na cama com o olhar perdido, nem ao menos olhou para ela quando se aproximou.


Como a vida poderia ser tão cruel?


Quando conheceu o patriarca dos Cullens ficou fascinada com a disposição que ele demonstrava ter, era um homem disposto e falante, um homem de quem Jasper se orgulhava profundamente... Mesmo sem querer seus pensamentos a levaram para o que Esme lhe disse a algum tempo atrás, do segredo que escondiam.


Fechou os olhos e tentou não pensar no assunto, se focando na face de seu sogro. Carlisle estava com a aparência mais destruída que a de Derek, aparentando ter quase o dobro da idade que possuía, todo o seu cabelo estava branco e seu rosto bem mais enrugado do que deveria.


O choque da verdade definitivamente o destruiu!


Com toda a paciência do mundo ela terminou de alimentá-lo e por fim, quando estava prestes a se levantar e deixá-lo sozinho novamente, sentiu um leve aperto em seu pulso. Assustada o encarou.


– O senhor deseja alguma coisa?


Um tremor se intensificou e com dificuldade ele abriu a boca falando com dificuldade e quase sem voz – Obrigado!


Um doce sorriso nasceu em seus lábios, o AVC que ele sofreu parecia finalmente estar sendo vencido.


– Eu o ajudo com prazer, tenho uma grande estima pelo senhor!


Com dificuldade ele negou com a cabeça – Não... Por mim... Pela neta... Linda que... Que me deu! – ela tentou se conter, mas lágrimas teimosas brotaram em seus olhos e por mais que o aperto em seu pulso fosse fraco, parecia que possuía uma tonelada em suas costas que a impedia de se mover.


– Não busque respostas... No obvio... Busque respostas em seu... Coração... Enxergue com... Seu coração... O amor... Quando deixado guiar... Faz-nos seguir... Por caminhos certos.


Ele conheceu sua filha!


Quando isso aconteceu?


Por Deus como ele conseguiu com poucas palavras destruí-la mais ainda?


Quando sentiu que o aperto dele se desfez de seu pulso, quando o viu voltar seu olhar para a parede, respirou fundo e reuniu toda a força que possuía e retirou-se do quarto. Caminhando lentamente passou pelos corredores e seguiu para a cozinha, colocou a bandeja com o prato e copo na pia e sentiu-se perder as forças nas pernas, sentando-se no chão e chorando copiosamente.


– Oh Senhor, por favor, por favor, me ajude... Dê-me forças ou arranque esse amor de dentro de mim... Não agüento mais... Por favor, eu não agüento mais!



–--



Estava chovendo, mas estava longe de ser um dia triste. O turno de Alice havia sido encerrado, mas diferente das outras vezes, ela estava parada na saída vendo as finas gotas de chuva caindo do céu ao lado de seu paciente predileto, ao lado do paciente que dominava seus sonhos e pensamentos.


Parecia um sonho, finalmente ele recebeu alta e estava ali junto dela.


– A chuva é linda! – comentou Jonnathas.


– Não se lembrava? – perguntou virando-se para encará-lo.


Ele lhe sorriu, um lindo sorriso, amplo e que combinava com seus lindos olhos azuis e cabelos loiros.


– Uma beleza dessas?... Ah! Assim como mar, o sol, a lua e as estrelas, a chuva é uma beleza impossível de se esquecer!


– De fato, existem belezas que são impossíveis de se esquecer! – murmurou Alice sem deixar de encará-lo.


O silencio dominou o ambiente por mais algum tempo, até que finalmente Alice voltou a quebrá-lo. – Se importaria de me acompanhar?


Em resposta ele estendeu o braço para ela – Será um prazer!


Sem se importar com a fina chuva, os dois seguiram andando pelas ruas desertas da cidade. Alice docemente o conduzia e em alguns minutos chegaram ao destino totalmente molhados, ao ponto de o penteado dela ter se desfeito, revelando o real comprimento de suas madeixas negras.


Estavam dentro do que um dia fora o clube que Alice se apresentava e talvez por isso, ela não tenha percebido a fascinação que ele carregava em seu olhar ao observá-la. Com uma empolgação contida, Alice se afastou e subiu no palco sujo e com metade do teto desabado.


– Eu cantei tanto aqui... – fechou os olhos e voltou ao tempo, se viu sendo escutado por varias pessoas, conseguia até mesmo escutar os aplausos, e a luz principal em sua direção, o que a fez sorrir. – Eu iria adorar se você pudesse estar aqui... – abriu os olhos e o encarou. – Para me ouvir cantar...


Lentamente ele se aproximou e sussurrando começou a murmurar...


“My funny valentine

Minha divertida namorada


Sweet comic valentine

Doce e cômica namorada”


O coração de Alice acelerou, era a música, a primeira musica que cantou para ele assim que ele lhe pediu que cantasse pela primeira vez, era a musica que sempre cantava sozinha quando estava pensando nele.


“You make me smile with my heart

Você me faz sorrir com o meu coração


Your looks are laughable

Sua aparência é tão risível


Unphotographable

Infotografável


Yet youre my favourite work of art

No entanto você é minha obra de arte favorita”



Quando ele se aproximou o suficiente para que seus dedos grossos tocassem sua delicada face, Alice sentiu que iria desfalecer.


– Cante para mim!


Mesmo sentindo que poderia ter uma parada naquele momento, respirou fundo e olhando nos olhos dele, sentindo o toque acolhedor dele em sua pele e em seus cabelos molhados, soltou sua voz em nome dele, em nome do sentimento que crescia cada vez mais por ele.


“Is your figure less than greek

É sua figura é menos que grega


Is your mouth a little weak

É sua boca um pouco fraca


When you open it to speak

Quando você abre para falar


Are you smart?

Você é esperto?


But dont change a hair for me

Mas não mude um cabelo por mim


Not if you care for me

Não se você cuidar de mim


Stay little valentine stay

Fique namoradinho fique


Each day is valentines day

Cada dia é dia dos namorados”



Sua face estava molhada por singelas e verdadeiras lágrimas, mas seu coração estava aquecido, sua alma estava em plenitude, desejosa por este momento, e amando sentir a respiração quente dele em sua face, enquanto lentamente seus lábios se aproximavam.


Ele sentiu a maciez de seus lábios, sentiu o hálito quente dela se misturando com o seu e amou a forma deliciosa como suas línguas se uniram. Se alguma vez havia beijado e sido beijando dessa maneira, duvidava profundamente que havia sido tão esplendoroso como estava sendo.


Quando por fim o beijo chegou ao fim ele encostou sua testa na dela e abriu os olhos para encará-la. Não soube ao certo porque, mas mesmo Alice cantarolando a musica deles, mesmo ele amando a sua voz, seu ouvido parecia escutar outra melodia...


It was fascination I know

Foi fascinação, eu sei


Eram outros olhos quem lhe encararam… De um castanho envolvente e terno…


Seeing you alone in the moonlight above,

Ver você sozinha à luz do luar acima,


Estava em outro lugar, estava à luz da lua e a pele branca da mulher a sua frente parecia brilhar ainda mais...


Then I touched your hand and that moment

Então eu toquei sua mão e naquele momento


Era outro perfume, outro toque, mas nem por isso deixava de ser bom...


I kissed you,

Eu beijei você,


Lábios diferentes tocaram os seus e um conhecido calor passou por seu corpo…


Fascination turned to love...

Fascinação se transformou em amor…


Outro abraço se juntou com o abraço que estava recebendo no presente, era como se estivesse vivendo duas realidades ao mesmo tempo, fazendo com que passado e presente começassem a entrar em conflito, ele ainda não sabia, mas seu coração estava começando uma guerra com ele mesmo!



–--



Horas se passaram, o inicio da tarde agora já era fim de tarde e por mais que não estivesse mais chorando, a resposta que tanto desejou parecia longe de se chegar, sentia como se Deus não estivesse lhe escutado, como se estivesse sido abandonada...


Doce engano, Deus é como um bom pai que escuta e atende seus filhos, basta sabermos entender a lição que ele nos dá e compreender que aquele era o momento certo...


– Socorro! Oh Deus socorro! – um grito vindo do andar de cima chamou atenção de Isabella.


A princípio lentamente seus pés foram ganhando vida, e então, quando percebeu que o grito era de Sarah e que vinha do quarto de Rebecca, uma rapidez desconhecida a dominou, fazendo com que adentrasse o aposento como uma águia.


Não precisou perguntar nada, Sarah estava desesperada, segurando sua filha que possuía uma aparência arroxeada, como se estivesse sufocando-se, o que na realidade era o que estava acontecendo. Como uma felina que daria a vida para salvar sua cria, Isabella avançou até Sarah e arrancou sua filha dos braços de sua amiga, fazendo o que mais cedo Carlisle lhe pediu para fazer, deixar que seu amor a guiasse.


Desnorteada, Sarah saiu correndo, descendo as escadas e saindo em direção a rua que por um milagre ou coincidência acabou esbarrando-se com Edward, Rose e Esme que estavam chegando a casa.


– Sarah, por Deus, o que está acontecendo? – perguntou Esme.


– Eu sinto muito, não foi por mal... Eu estava dando o leite para ela... Não fiz de propósito, juro que não!


Um medo frio passou pela coluna de Edward.


– O que aconteceu?


– Oh Deus, ela deixou de respirar... Eu...


– Onde está minha filha? – perguntou Edward cortando o que ela iria dizer.


– Ela está no quarto...


Sarah nem ao menos pode se explicar, os três correram em direção ao quarto de Rebecca por puro instinto, rezando para que nada de mal estivesse acontecido com ela.


De todas as possibilidades que eles esperavam, em nenhuma delas Isabella fazia parte da cena que se desenrolavam em suas cabeças, imagine tendo ela sentada no chão chorando junto à pequena Rebecca enquanto abraçava-a apertado.


– Está tudo bem... Eu juro meu anjo, está tudo bem... MAMÃE esta aqui com você! – Isabella dizia sem parar deixando a todos perplexos e emocionados, finalmente, mãe e filha se uniram novamente e dessa vez ninguém mais seria capaz de separá-las.


Entendendo que elas precisam ficar sozinhas, Edward pediu delicadamente que todos as deixassem, mãe e filha precisam se conhecer. Não tinha idéia de como tudo ia ser agora, somente sabia que sentia um tremendo alivio tomando conta de seu corpo, sua Rebecca não ficaria sozinha sem ele...


Rebecca... Aquela que une!


Sorriu ao pensar nome que escolheu para sua menina, não poderia ter feito uma escolha melhor!



–--



Isabella estava deitada, sua enorme barriga estava sofrendo pequenas ondulações, o bebê que carregava dentro dela mexia-se tanto, era como se gritasse, estou aqui! Carinhoso, Edward acariciava o volume no ventre de sua esposa com todo o cuidado e amor que possuía... Abaixou-se e beijou onde “sua menina” estava se movimentando, fazendo com que ela parasse o que quer que estivesse fazendo, como se assim pudesse ganhar mais um beijo de “seu pai”.

– Rebecca! – disse ele fazendo com que Isabella arqueasse as sobrancelhas.

– Como?

– Se não for pedir demais, gostaria que ela se chamasse Rebecca... – apoiou o queixo delicadamente na barriga de Isabella e encarou sua esposa sorrindo.

– Edward, nem ao menos sabemos se é uma menina, ainda acredito que seja um menino! – respondeu sorrindo.

– Então... Acredito que já tenha um nome se por acaso for “ele”... – suspirou e afastou-se da barriga de Isabella, deitando de barriga para cima, olhando para o teto – Eu sei que não tenho qualquer direito de optar... Sei que não sou o pai de fato, mas eu me sinto como um pai, talvez esse seja o erro, não era para eu me sentir assim, mas eu já amo essa criança, amo demais... Já amaria sendo ela sua filha assim como filha de Jasper... Mas... – Virou a cabeça para o lado e encarou sua esposa novamente que possuía os olhos cheios de lágrimas – Ela é a culpada, graças a ela eu tenho você, graças ao amor que tenho por ela eu me sinto capaz de amar como há muito tempo não me sentia... Rebecca significa aquela que une, ela nos uniu, elas nós mostrou o amor e não consigo imaginar um nome melhor... Mas a escolha é sua, totalmente sua!

Emocionada, Isabella pegou as mãos de Edward e colocou em sua barriga.

– Eu adorei, se for menina se chamará Rebecca!

Cheios de amor os dois se aproximaram e se beijaram ternamente, lábios com lábios se acariciando de forma singela e amorosa.

– Eu sonhei com nos três – disse distribuindo beijos pela face de Isabella e acariciando a barriga de sua esposa.

– Que tipo de sonho? – perguntou com a respiração um pouco acelerada.

A mão de Edward que estava da barriga de Isabella desceu lentamente, encontrando a centro da feminilidade de sua esposa, que não demorou muito para estar úmida de desejo, enquanto seus lábios desciam pela mandíbula dela de encontro aos seus seios inchados.

– Estávamos em um campo lindo e florido... – Encontrou o mamilo duro e mordiscou lentamente – Você tinha nossa pequena nos braços... – Enquanto uma de suas mãos brincava na fenda molhada de Isabella, sua outra mão encontrou o seio “esquecido” excitando-a ainda mais... – Estava tão linda com os seios a mostra, alimentando-a... – como se quisesse demonstrar sugou o seio próximo a sua boca graciosamente, fazendo-a gemer.

– Edward… — murmurou.

Um dedo de Edward penetrou-a delicadamente, enquanto seu polegar acariciava seu clitóris fazendo-a se remexer desejosa por mais.

– Unforgettable... – subiu beijando-a até encontrar com os lábios entreabertos de sua esposa – Unforgettable... Cantamos juntos para ela, porque assim como somos inesquecíveis um para o outro, ela já é para nos... Unforgettable, totalmente inesquecível!

Nada mais foi preciso ser dito, beijando-a arrancando dela sua respiração e uma deliciosa explosão entre as pernas, para logo em seguida beijar cada parte do corpo “deformado” de grávida que possuía, levando-a ao céu enquanto penetrava-a lentamente, fazendo-a sentir toda sua extensão e desejo, fazendo-a se sentir a mulher mais linda e amada do mundo.



–--



Será que as coisas seriam como antes?


Era tão bom ver Isabella sorrindo e desejando a filha que estava por vim, como era terrível vê-la sofrer e afastada da criatura mais preciosa que ele já conheceu.


Olhou para o relógio e suspirou, tinha dado a mãe e filha mais de uma hora e por mais que achasse pouco, um desejo de participar e saber se tudo estava bem gritava mais alto dentro dele, por isso, não se incomodou em disfarçar, levantou-se da calçada de sua casa e adentrou, passou pela sala sem dizer uma só palavra para as três senhoras que estavam sentadas no sofá tão impacientes como ele se encontrava.


Subiu as escadas rapidamente e em segundos estava na porta do quarto de sua menina, respirou fundo e encostou sua testa na porta. Desejou tanto esse momento que agora temia ter sido somente um sonho. Tomando coragem, abriu a porta lentamente e sentiu como se suas pernas pudessem perder as forças.


Era como se seu sonho estivesse se tornado realidade...



http://www.youtube.com/watch?v=zgvVqkFSjnQ



Isabella continuava sentada no chão, no mesmo lugar onde ele tinha visto horas antes, entretanto a blusa de botão que usava estava aberta e seus seios estavam sem sutiã, expostos para a vontade de Rebecca, que possuía um deles em sua boca. Sua esposa chorava silenciosa acariciando sua cria na bochecha, enquanto sua pequena princesa sugava o leite.


Lentamente adentrou no aposento, fechou a porta e aproximou-se das duas garotas que dominavam seu coração, as duas pedras preciosas mais raras e inesquecíveis do mundo, quando chegou perto o suficiente sentou-se ao lado de sua esposa e observou a ato de amor único que unia mais e filha.


– Ela esta tendo dificuldade, mas esta saindo um pouco de leite... – murmurou Isabella com a voz rouca.


– Acredito que logo, logo terá leite em abundancia novamente! – disse Edward levando uma de suas mãos ao encontro da mão de sua esposa, fazendo-a encará-lo.


– Ela é realmente linda... Perfeita, não mudaria nada dela! – disse com um misto de orgulho e dor.


– Como ela não poderia ser? É sua filha!


Isabella fechou os olhos e suspirou com um sorriso tímido nos lábios.


– Minha filha! Minha! – abriu os olhos e o encarou – Nossa filha!


Ele sorriu em resposta, escutá-la falando era tão bom quanto se sentir pai de Rebecca.


– Ela é tão sua quanto minha... A mim ela veio a mando de Deus e a você... Ah, você ela escolheu e mais que isso, você aceitou essa escolha e a amou mesmo quando eu não... Eu fui fraca e ainda me sinto um pouco culpada, mas não por julgá-la imperfeita e sim porque não fui capaz de compreender certas coisas... Você é especial, você é o pai dela, o melhor pai que alguém poderia ter!


– Ela que é especial, ela é simplesmente inesquecível, assim como você!


Ela se lembrou do sonho que ele teve, lembrou-se da cena que ele descreveu e sorriu quando o escutou cantarolar a musica que marcou o romance deles dois... Unforgettable!



FIM DO CAPITULO


Notas finais
Como passei duas semanas sem postar, nada mais justo que duas postagens nessa semana.... e uma delas sendo uma mega postagem....
Então... E ai meninas, o que acharam desse capitulo???
Finalmente a Bella enxergou e aceitou o amor que sente pela filha... E agora???... Será que a relação dela com Edward vai voltar ao que era antes?
E Jonnathas???? O que me dizem sobre as lembranças???? E como será que a relação dele com Alice vai ficar???
Ahhh é claro... e Carlisle... sempre tão apagado na historia... mas a vinda da Rebecca acabou por fazê-lo aparecer....
La La La La....
Fortes emoções nos aguardam...
Comentem, comentem, comentem....
bjocas