Vida Pós Morte
2 Prólogo
Notas iniciais
Esse prólogo não tem nada a ver com a Turma, tudo bem, gente? Ninguem morreu!... Ah! Vocês entenderam!
Sentada em um banco da Praça, a observar as nuvens se movendo
lentamente, a Moça não esperava pela morte. Bem, até que certamente esperava.
Pensativa, olhou para sua mão, para o anel que prendia seu dedo delicadamente. Um anel prata, — uma bijuteria, mas uma “jóia” muito valiosa. – que fora dado por seu amado. Um anel tão rico em amor!
A Moça soltou um suspiro baixo, e deixou seus olhos pairarem pela Praça vazia.
— Oi. – Uma voz ecoou pelo local, cortando o silencio.
A Moça olhou para cima e conseguiu ver uma silhueta um tanto familiar.
Logo se podia ver um sorriso tímido nos lábios da Moça.
— Oi... – Disse ela, quase em um sussurro, porem demonstrando grande amor e carinho.
Os olhos da Moça brilharam, e o sorriso em seus lábios logo se estendeu.
— Posso me sentar ao seu lado? – Perguntou a voz, mas precisamente, seu amado.
Ela riu, um riso baixinho, e deu espaço para o amado sentar.
— Esta pronta? – Perguntou ele, com uma voz agonizante.
O sorriso da moça logo desapareceu de teus lábios.
— Sim, estou. – Disse ela, tentando esconder o choro preso em sua garganta.
Os olhos do Moço, a seu lado, encheram-se de lagrimas. As lagrimas refletiam a luz do sol então, era impossível escondê-las.
— Desculpe, Amor, não queria ter que envolvê-la nisso.
A Moça olhou fundo nos olhos do amado.
— É meu destino. – Disse ela entre um soluço agonizante. – Você não tem culpa.
Seu amado olhou para baixo, mesmo assim, a Moça conseguiu ver uma lagrima caindo de teus olhos e deslizando sobre sua face branca.
— Não fique assim. – Disse ela por fim.
Depois de algum tempo, de um silencio profundo, perguntou:
— Que horas são?
Seu amado olhou no relógio atentamente, seus olhos estavam cheios d’água, complicando-lhe a visão.
— 12:03. – Disse ela em uma voz de choro, porem nenhuma lagrima cai de seus olhos.
— É agora. – A Moça disse, deixando algumas lagrimas escaparem do canto de seus olhos.
— Eu te amo, querida. – Disse seu amado.
— Também te amo. – Disse ela por fim, encostando a cabeça em seu ombro.
Seu amado abraçou-a fortemente.
A Moça olhou para ele. Os olhos da Moça, já encharcados, fitaram o rosto do amado.
A Moça se aproximou calmamente e o beijou. Seus lábios se encontraram tão docemente. Aquele beijo foi tão profundo. Foi como voltar ao primeiro beijo.
12:04, marcava no relógio do Moço.
A Moça não estava mais correspondendo ao beijo. Sua respiração, que, ha um minuto atrás, estava completamente ofegante... Parou. E seu coração, tão acelerando, batendo em sintonia... Avia parado. Ela tinha morrido.
O seu – antigo? – amado, percebeu isso. De seus olhos, saiam lagrimas incensáveis.
Ele a abraçou forte, ainda chorando.
— Eu te amo. Adeus. – Foi tudo o que conseguiu dizer, ainda com dificuldade, ao meio de lagrimas e soluços incontroláveis.
-- Fim do Prólogo --
Notas finais
Só para quem não sabe, o numero 4, em alguns países, representa a morte, por tanto, cuidado! rs.
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