Notas iniciais

Esse prólogo não tem nada a ver com a Turma, tudo bem, gente? Ninguem morreu!... Ah! Vocês entenderam!

Sentada em um banco da Praça, a observar as nuvens se movendo

lentamente, a Moça não esperava pela morte. Bem, até que certamente esperava.

Pensativa, olhou para sua mão, para o anel que prendia seu dedo delicadamente. Um anel prata, — uma bijuteria, mas uma “jóia” muito valiosa. – que fora dado por seu amado. Um anel tão rico em amor!

A Moça soltou um suspiro baixo, e deixou seus olhos pairarem pela Praça vazia.

— Oi. – Uma voz ecoou pelo local, cortando o silencio.

A Moça olhou para cima e conseguiu ver uma silhueta um tanto familiar.

Logo se podia ver um sorriso tímido nos lábios da Moça.

— Oi... – Disse ela, quase em um sussurro, porem demonstrando grande amor e carinho.

Os olhos da Moça brilharam, e o sorriso em seus lábios logo se estendeu.

— Posso me sentar ao seu lado? – Perguntou a voz, mas precisamente, seu amado.

Ela riu, um riso baixinho, e deu espaço para o amado sentar.

— Esta pronta? – Perguntou ele, com uma voz agonizante.

O sorriso da moça logo desapareceu de teus lábios.

— Sim, estou. – Disse ela, tentando esconder o choro preso em sua garganta.

Os olhos do Moço, a seu lado, encheram-se de lagrimas. As lagrimas refletiam a luz do sol então, era impossível escondê-las.

— Desculpe, Amor, não queria ter que envolvê-la nisso.

A Moça olhou fundo nos olhos do amado.
— É meu destino. – Disse ela entre um soluço agonizante. – Você não tem culpa.

Seu amado olhou para baixo, mesmo assim, a Moça conseguiu ver uma lagrima caindo de teus olhos e deslizando sobre sua face branca.

— Não fique assim. – Disse ela por fim.

Depois de algum tempo, de um silencio profundo, perguntou:

— Que horas são?

Seu amado olhou no relógio atentamente, seus olhos estavam cheios d’água, complicando-lhe a visão.

— 12:03. – Disse ela em uma voz de choro, porem nenhuma lagrima cai de seus olhos.

— É agora. – A Moça disse, deixando algumas lagrimas escaparem do canto de seus olhos.

— Eu te amo, querida. – Disse seu amado.

— Também te amo. – Disse ela por fim, encostando a cabeça em seu ombro.

Seu amado abraçou-a fortemente.

A Moça olhou para ele. Os olhos da Moça, já encharcados, fitaram o rosto do amado.

A Moça se aproximou calmamente e o beijou. Seus lábios se encontraram tão docemente. Aquele beijo foi tão profundo. Foi como voltar ao primeiro beijo.

12:04, marcava no relógio do Moço.

A Moça não estava mais correspondendo ao beijo. Sua respiração, que, ha um minuto atrás, estava completamente ofegante... Parou. E seu coração, tão acelerando, batendo em sintonia... Avia parado. Ela tinha morrido.

O seu – antigo? – amado, percebeu isso. De seus olhos, saiam lagrimas incensáveis.

Ele a abraçou forte, ainda chorando.

— Eu te amo. Adeus. – Foi tudo o que conseguiu dizer, ainda com dificuldade, ao meio de lagrimas e soluços incontroláveis.

-- Fim do Prólogo --

Notas finais

Só para quem não sabe, o numero 4, em alguns países, representa a morte, por tanto, cuidado! rs.