Vida Pós Morte

5 Inconsciência.


Abri os olhos lentamente, deparando-me com uma paisagem estranham, chegando até ser assustadora.

Apesar de não enxergar muito bem, graças à baixa iluminação, porém, conseguia observar um pequeno espelho de corpo-inteiro, mas não conseguia ver meu reflexo nele. Só conseguia ver apenas vários homens de branco aflitos, em uma sala de cirurgia. Eles estavam envolta de uma mesa, um deles olhava para o relógio e balançava a cabeça negativamente, tocando no ombro de outro de outro médico. Aos poucos, os homens de branco também se afastavam da mesa suja de sangue e, eu, me concentrei em descobrir quem morrera.

Quando o ultimo médico, que estava desligando os aparelhos, se afastou, tudo mudou. O local em que me encontrava se transformou – ou tele-transportou, sei lá -, para a sala médica na qual estava bem clara, ajudando-me a me localizar.

Olhei para o corpo coberto por um lençol branco e me aproximei lentamente, com medo de ser vista pelo pessoal do hospital.

Chegando perto da face da pessoa, abaixei o lençol e fechei os olhos ao mesmo tempo, com medo de ver quem era a, ou, o falecido.

Respirei fundo e abri os olhos, ainda medo.

Não acreditei no que vi. Meus joelhos começavam a tremer e minhas mãos a soar incontrolavelmente. Tudo começou a ficar esbranquiçado e percebi que minha pressão caíra.

Senti um pacto forte contra meu corpo e percebi que cai de costas no chão.

Minha respiração começou a ser dolorosa e a cada pulsação de meu coração, era como uma facada em minha barriga.

“Por que?, Por que eles não tentaram? É uma vida jogada fora!, O que aconteceu?, Por que estou aqui?, O que está acontecendo?!”, as perguntas invadiam minha mente de tal modo que desejei sumir daqui e desaparecer para sempre.

Fechei os olhos e, em meio ao chão gelado do hospital, tentei processar a informação tão perturbadora e complexa, porém, antes de eu conseguir me concentrar por completo, alguém abriu a porta brutalmente, tirando toda minha atenção.

Mesmo morrendo de curiosidade, não abri os olhos para ver quem entrara no cômodo, ao contrario, desejei nunca mais poder ver alguma coisa, mais, a audição, pelo menos agora, era algo que não poderia largar.

— Filha! – Disse uma voz conhecida, mais que agora não queria nomear, era doloroso demais essas despedidas. – Volta, por favor! – Ele começou a chorar.

Era tão doloroso, não poder consolá-lo. Mesmo sabendo que ele não poderia ouvir, disse:

— Não se preocupe. – Choraminguei, mesmo sabendo que era uma mentira.

Ele continua a chorar, então abri os olhos, só que, ao contrario do que eu devia me deparar, estava novamente naquele preto infinito e que, só agora, o espelho refletia minha imagem. Quero dizer, quase. Definitivamente era eu, só que mais velha.

— Me ajude! – Meus lábios, no reflexo, se moveram. – Esse foi o único modo de falar com você. Ajude-me a sair daqui, da Terra. Você já me viu, sei disso!

Minha mente, automaticamente, lembrou-se do momento antes de eu desmaiar...?

— E então? Pode me ajudar? – Disse ela, com esperança no olhar.

— Não. – Respondo, naturalmente.

A esperança dela evapora.

— Por que? – Choraminga.

— Porque eu estou morta.

-- Fim do Terceiro Capitulo --

Notas finais

Quem nunca teve esses sonhos confusos? Aliás, me inspirei em um sonho que eu tive um dia desses, que, eu, no caso, falava para escolher entre um menino e outro. Me obrigava, mostrando o que cada um tem de melhor e pior.

Foi horrivel! Mais, em um futuro que é agora, deu um bom capitulo, rs.