Verdade
4 Capítulo IV - Contrastes
Notas iniciais
Quando entrou em casa Thomas o esperava no sofá, havia vestido uma das roupas de Pedro, que ficavam um tanto grandes nele. Sentava encolhido com os braços ao redor das pernas, como se estivesse pensativo. Pedro achava cada expressão de Thomas uma graça, cada vez que via aqueles lábios finos e rosados sentia uma vontade mortal de beijá-los.
Pedro entrou enrolado apenas numa toalha, Thomas não conseguia evitar, cada linha do corpo dele o seduzia, a pele bronzeada, os músculos levemente definidos, as covinhas no canto da boca, os cabelos castanhos caindo sobre a testa, tudo encantava Thomas, como se pudesse passar mil anos admirando aquele corpo sem se cansar.
-Eu telefonei pra minha mãe, avisando que ia dormir aqui. -Disse Thomas, Tentando parar de reparar no corpo de Pedro.
-E o que ela disse? — Perguntou Pedro, um pouco preocupado.
-Ela disse que tudo bem, ela conhece seus pais afinal. -Explicou Thomas, com tranquilidade.
-Que bom, então quer dizer temos uma noite toda pela frente. — Disse Pedro, aproximando-se e dando um leve beijo nos lábios de Thomas. Pedro sabia que seu corpo mexia com Thomas, e numa leve malícia fazia questão de provocá-lo ainda mais, aproximando-se dele seminu e fazendo-lhe carícias.
-Bem, eu vou me vestir e depois preparar o jantar, pode ligar a TV se quiser, eu não demoro -. Afirmou Pedro, se afastando em direção ao quarto.
Mesmo assim, Thomas ainda estava com um pouco de medo. As carícias de Pedro eram doces, cheias de amor, mas sabia que existia um desejo que movia tudo aquilo, Pedro queria possuí-lo, queria tê-lo, percebera isso quando tomavam banho no rio, aquilo era natural, fazia parte do amor, mas, mesmo assim, ainda era tudo muito novo para Thomas. Daria tudo certo? Teria coragem? Sentiria dor? Sentiria nojo? Insegurança era a palavra que melhor o descrevia no momento. Lembrou se das palavras de Juliana “ele gosta de você, não vai fazer nada que te prejudique”. Era verdade, Pedro realmente gostava dele, podia sentir isso. Se esforçaria para mantê-lo confortável o tempo todo, se esforçaria para que nada de errado acontecesse.
Mas mesmo assim ainda tinha medo, Pedro era tão mais experiente, e um pouco mais velho...Ele agiria como se fosse com qualquer outro, pois certamente já havia tido muitos outros garotos. Ou será que agiria de uma forma diferente? Thomas sabia que sim, Pedro o amava, e amor é sobre fazer a pessoa amada sentir-se bem.
Pedro serviu o jantar a luz de velas, não poderia haver garoto mais romântico. Depois de terminarem Thomas se ofereceu para lavar a louça, Pedro disse que não, que ele mesmo o faria. Thomas, sem ter mais o que fazer, sentou-se ao sofá para assistir televisão.
Pedro o abraçou por trás, suas mãos estavam frias e úmidas de lidar na água fria, Thomas sentiu um calafrio, tanto pelo gelado das mãos de Pedro como pela sensação que o abraço lhe trazia. Pedro começou a beijar sua nuca, seu pescoço e finalmente virou para beijar Thomas no rosto e nos lábios. Assistiram abraçados a um filme romântico. Podia sentir a respiração de Pedro batendo quente em sua nuca, estava suado. Seu coração batia forte, e continuavam abraçados, quase grudados em um corpo só. O som ofegante da respiração dos dois simplesmente ocultava o crepitar do fogo da lareira, mas o calor que sentiam não era do fogo que aquecia a sala, mas vinha de dentro, como se queimasse a pele e pedisse por ar. Pedro beijou Thomas na nuca, o menor tremia como se congelasse, mas, na verdade, estava se sentindo tão quente como nunca estivera antes, como se tomasse banho em magma.
Com um movimento rápido Pedro se levantou e puxou Thomas para perto de si, virando-o e o beijando nos lábios, o levantando até que ficassem com a mesma altura e o envolvendo com os braços. Pedro levantou Thomas com um pouco de força e os dois estavam em pé, em um beijo continuo e apaixonado, que só parava quando precisavam de mais ar. As mãos de Thomas percorriam as costas de Pedro por baixo da camiseta surrada que ele usava, massageando sua pele quente e suada, e sentindo seus músculos da barriga, não completamente definidos, mas suficientemente fortes. Não aguentando mais Thomas puxou a camiseta de Pedro para cima, entendendo-o recado o maior levantou os braços e a retirou, exibindo seu corpo suado. Em verdade estava suado dos pés a cabeça, os cabelos castanhos grudavam na testa com o suor. Os dois se arrastaram em direção ao quarto, ora com beijos ora com carícias, ora fazendo os dois. Thomas ainda tremia tanto quanto antes, mas algo em seu coração dizia para seguir com aquilo.
Pedro o pegou no colo e o atirou na cama, aquela altura os dois estavam vestido apenas calças, e desde a sala até o quarto uma trilha de roupas jogadas marcava o caminho dos dois. Thomas se sentou na cama enquanto Pedro se jogava sobre ele, e desta vez era Thomas que agarrava Pedro, o beijando com tanta volúpia e voracidade como nunca pensou em fazer, suas unhas, mesmo que não percebesse, traçavam leves caminhos nas costas de Pedro.
Thomas começava a sentir a pressão do membro de Pedro sobre seu ventre, aquilo o assustava, mas, ao mesmo tempo, o atraia, e fazia com que ele ficasse assim excitado também. Pedro se livrou das carícias de Thomas e passou a abrir o Ziper da calça jeans que usava. Thomas fechou os olhos, quase instintivamente, numa expressão de repulsa, era quase automático, não pode evitar.
-Confie em mim, está tudo bem. — Disse Pedro, enquanto retirava a calça, ficando apenas de cueca sobre a cama, e pela onda que o tecido vermelho fazia, Thomas imaginava o que estava por baixo, e tremia ainda mais.
-É que eu nunca estive com um homem... Eu nunca estive com ninguém... Eu tenho tanto medo de...
-Shh. — Sussurrou Pedro, pondo o dedo sobre os lábios de Thomas, e indo novamente ao seu encontro. Beijou o novamente, sentiu os lábios quentes, quase queimando. Tocou seu rosto e acariciou seus cabelos escuros. O olhar doce e inocente de Thomas só fazia Pedro querer ir mais em frente ainda, seus olhos estavam arregalados, como os de um cãozinho acuado. Pedro não queria que Thomas se sentisse com tanto medo, tentou confortá-lo, mas seu desejo era forte demais para conseguir parar naquele momento.
Pedro desabotoou a calça de Thomas, puxando-a para baixo e revelando todo seu corpo, sua pele era incrivelmente branca, quase transparente, como se não fosse real, como um desenho fino ou uma escultura delicada. O menor tremia, ainda que menos que antes, mas seus olhos brilhavam como duas estrelas azuis. Pedro passou a beijar toda a extensão do corpo de Thomas, ora beijava ora passava a língua sobre seus mamilos, rosados como os lábios. Thomas tremia a cada toque da língua de Pedro.
Thomas o queria, queria aquele abraço, queria aqueles beijos, aquelas carícias e aquele calor, mas não sabia se queria ir até o fim. Teve medo ao ver o volume do que se escondia atrás do tecido vermelho da cueca de Pedro, teve medo pois sabia o que acontecia, sabia como os homens eram. Faria o papel de uma mulher, receberia o corpo de outro homem. Por mais que dissesse para a sua mente que estava tudo bem, por mais que se lembrasse a cada que não há nada de errado em se relacionar com outro homem, por mais que repetisse a si mesmo que não estava cometendo crime algum. Era difícil se convencer.
Pedro pôs uma das mãos sobre a cueca de Thomas, movendo os dedos com uma leve força sobre o tecido branco que se manchava por uma pequena umidade. Thomas gemeu e revirou os olhos. Nunca um homem, nunca ninguém além dele mesmo havia tocado ali. Imaginava como seria a sensação, mas percebeu que não tinha ideia quando a sentiu, era melhor do que como pensava. Pedro continuou subindo e descendo com os lábios sobre o tórax e o abdômen de Thomas, e então pondo uma das mãos por detrás de sua cabeça e o agarrando pela nuca, o beijando novamente nos lábios, com vontade, movendo a língua por dentro da boca de Thomas e explorando cada canto.
Ele começou a mover a mão para baixo, até a linha da cintura de Thomas, tocando novamente coms os dedos, e agora empurrando as pontas dos dedos para dentro da cueca de Thomas, de modo a encostar de leve em seu membro. Thomas arregalou os olhos e interrompeu o lascivo beijo, agarrando o pulso de Pedro com a mão e puxando-o de volta para fora, com um sutil olhar de repreensão.
-Tá tudo bem? —Perguntou Pedro, temendo que tivesse feito algo de errado.— Eu fiz alguma coisa que não devia?
-Não... Não é isso. — Respondeu o Thomas, eu só não sei se estou preparado pra isso... Eu gosto, gostei de tudo o que você fez, eu nunca me senti tão bem, só não quero ir em frente... Não hoje, não agora.
Estava nervoso, a sua mente era uma confusão de ideias, verdades que estavam sendo quebradas a todo o momento, experiências novas e sensações inéditas que surgiam a cada segundo. Nunca estivera apaixonado, nunca foi correspondido, nunca foi desejado, e nunca sentiu tanto desejo como sentia agora. Sua mente contrariava o corpo, tudo o que pai e mãe diziam, tudo o que pensava sobre ele ser aquilo que era estava em xeque.
-Tom, isso é natural, é natural sentir medo ou insegurança. Mas não estamos fazendo nada de errado. Não se sinta mal. Eu estou aqui, não vai doer, eu não vou te machucar, eu prometo.-Respondeu Pedro, que embora compreendesse os pensamentos de Thomas, não conseguia deter o desejo que sentia, a vontade de possuir aquele corpo, de amá-lo até de manhã.
As sensações: o coração batendo mais forte, os beijos quentes, a sensação de calor que faz parecer que as roupas estão queimando, e é preciso livrar-se delas e se envolver com a pele e o corpo do ser amado, tudo aquilo ia contrário ao que Thomas havia sido ensinado a pensar. Simplesmente queria mais, queria voltar para o ponto onde estavam, e fazer tudo o que queria, tudo o que já viu em sonhos, ou devaneios, ou histórias que lia. Mas estava confuso demais para conseguir fazer isso agora. Não conseguia pensar em ter um outro homem deitado por cima dele, e fazendo aquilo que os homens fazem. Queria aquilo, sabia que não era errado, mas sua mente insistia para não ir em frente. Se Pedro o amava, entenderia.
-Eu sei, eu queria continuar, mas eu não me sinto preparado para isso... Desculpe-me, eu não queria te decepcionar. — Acrescentou Thomas, cabisbaixo.
Pedro sorriu, e acariciou o rosto de Thomas, cujas maçãs estavam avermelhadas. Com a respiração ofegante, apenas disse baixinho em seu ouvido.
-Eu te amo... Eu espero o quanto for necessário. Eu só quero que você fique bem consigo mesmo, e não faça nada que pareça forçado. Quando você quiser ir até o fim comigo, que seja por vontade própria. Mas tenha certeza, eu vou cuidar de você, não vou te machucar, eu estou aqui pra te proteger, amor.
Os dois dormiram abraçados, quentinhos embaixo dos cobertores, Thomas nem se lembrou de ter sonhado, a única coisa que lhe veio a mente depois de acordar foram as carícias de Pedro, os beijos e abraços e o calor que sentia cada vez que ele o tocava. Thomas recordaria para sempre daquela sensação de pequenos choques elétricos, cada vez que sua pele se encostava a dele.
Thomas acordou com a cama vazia, chamou por Pedro, mas obteve apenas silêncio em resposta. Vestiu-se, lavou o rosto, e viu que o sol já estava nascendo longe no horizonte. Esperou não estar atrasado para a escola. Levou um sustou ao consultar o relógio, e voou até a cozinha para tomar café da manhã.
Pedro estava no fogão, calmamente preparando omeletes, o aroma de orégano se espalhava por toda a cozinha, iluminada pelos raios dourados do sol da manhã. Pedro notou um Thomas afoito entrar pela cozinha com a mochila nas costas, os cabelos ainda despenteados e a respiração esbaforida.
-A gente tá atrasado! Vamos rápido! — Gritou Thomas, pegando uma maçã na fruteira e engolindo tudo em três ou quatro mordidas. — A gente tem matemática agora!
Pedro apenas desligou o fogo, sorriu e foi em direção a Thomas, dando-lhe um selinho nos lábios e falando em seu ouvido:
-Bobinho... Hoje é sábado.
Thomas deu de ombros, largou a mochila no chão e Pedro começou a rir, não conseguindo disfarçar.
-Ficou tão emocionado com ontem que esqueceu da contagem do tempo não é? - Brincou Pedro, com um riso que deixou Thomas encabulado.
-Bobo. — Respondeu o menor, rindo também.
Sentaram-se e tomaram café da manhã, enquanto planejavam o que fariam durante o dia, pois afinal os pais de Pedro só voltariam ao anoitecer, teriam o dia livre por enquanto. Pedro sugeriu um passeio na praça, que era um dos (poucos) pontos turísticos da cidade pequena que viviam.
O dia estava ensolarado, havia poucas nuvens no céu, apesar de pequena e simples, a praça era bonita, havia flores de todos os tipos nos canteiros, e algumas das árvores eram grandes e antigas, e ofereciam sombra nos tempos de calor. Pedro comprara sorvete, e então algodão-doce, e então pipoca, e todo o tipo de guloseimas que encontravam pela frente.
Algumas vezes Pedro queria segurar a mão de Thomas enquanto caminhavam, mas Thomas afastava e se negava, não queria que o vissem assim, tinha medo do que as pessoas iam pensar.
-Não, por favor... Pedro, eu não quero que me vejam, eu tenho medo que as pessoas contem pro meus pais, ou... Eu não sei, os garotos ficam rindo de mim o tempo todo. — Thoams tinha medo, muito medo do mundo a sua volta. Por que as pessoas tinham que ser assim?
-Escuta Thomas, eu te AMO. Eu estou aqui pra te proteger, não sinta medo quando está ao meu lado, porque eu não vou deixar que nada te aconteça, entendeu? — Respondeu Pedro, abraçando Thomas bem forte, ali mesmo, no meio da praça, aquele abraço parecia parar o tempo, como se o ruído de passos, latidos, conversa, rádios, crianças gritando, tudo aquilo tivesse desaparecido e só sobrassem os dois no mundo. O único som que Thomas podia ouvir, era o coração de Pedro batendo forte, enquanto o abraçava.
Sentaram-se num banco mais afastado, onde podiam ouvir o canto dos pássaros e o som da brisa batendo nas folhas. Thomas apoiou a cabeça no ombro de Pedro, que o envolveu com os braços, e ficaram ali em silêncio, apenas curtindo a presença um do outro.
Thomas não queria abrir mais os olhos, porque notou as pessoas que passavam, apontando e olhando torto, era sempre assim, já era assim quando ele passava sozinho na escola, e muito mais agora que ele estava abraçado com outro homem. Três meninos se aproximaram, provavelmente eram um ano ou dois anos mais novos que Thomas, eles se entreolharam e passaram rapidamente correndo e gritando coisas ofensivas.
“e aí viadinho?”
“olha lá as bichinhas”
E saíram gargalhando e cochichando uns nos ouvidos dos outros. Pedro se levantou e xingou os moleques, que soltaram correndo. Mas ainda assim rindo feito demônios. Thomas sentiu vontade de chorar. Por que o mundo tinha que ser assim? Por que as pessoas eram tão más? Por que as pessoas não viam que estavam fazendo ele sofrer falando aquilo?
-Não fica assim Tom, eram só três moleques. — Tranquilizou Pedro, voltando para abraçar o namorado.
-Mas todo mundo é assim Pedro, todo mundo. — Choramingou Thomas, se afastando de Pedro e sentando na outra ponta do banco, não queria que mais ninguém os vissem juntos, para não ouvir deboches.
-Tom, por mais que existam pessoas más e ignorantes no mundo, também existem pessoas boas, veja suas amigas, Juliana, Carol, Rafaela... Elas vão sempre te apoiar. E eu sempre vou estar do seu lado Tom, eu te amo. -Confortou Pedro, com um abraço.
Thomas ainda estava com muito medo que alguém os visse, e se livrou rapidamente do abraço. Mas com um olhar tentou dizer “eu te amo também” Pedro entendeu o recado.
-Eu te levo até em casa.
-Não precisa, eu vou sozinho... Não quero que os vizinhos nos vejam, sabe... Eles podem pensar coisas.
Pedro deu de ombros, mas entendeu como Thomas estava se sentindo, ele também já passara por isso, em menor grau, é claro. Os pais de Thomas sempre entenderam e aceitaram a condição do filho, e quando Pedro contou a eles, eles inclusive disseram que já sabiam, e que estava tudo bem. Com Thomas era diferente, os pais dele não gostariam nem um pouco de saber. Temeu pelo namorado. Era realmente melhor ser discreto, se o pai de Thomas descobrisse, provavelmente o proibiria de falar com ele. Ou até pior.
Thomas chegou em casa, caminhando rapidamente, como sempre fazia, fechou o portão, e a mãe veio ao seu encontro.
-Como foi o dia filho? — Perguntou ela, se aproximando para beijar o filho, que esquivo, se desviou entrou, subindo as escadas em direção ao quarto.
-Foi bom mãe. — Respondeu, fechando a porta do quarto e deitando-se na cama. A mãe sem entender, apenas voltou para a cozinha para começar a preparar o jantar. E de lá debaixo gritou:
-Não esqueça que amanhã seu pai vem ver você!
Uma confusão de pensamentos se formou na cabeça de Thomas, cada vez que fechava os olhos uma imagem surgia em sua cabeça: os beijos de Pedro. A sensação doce de suas carícias, o momento em que os dois se livravam das roupas e dormiam envolvidos um no outro, aquecidos pelo calor de seus corpos. Pedro sorrindo e o abraçando na praça, ou então aquelas crianças rindo e gritando com eles. Era tudo tão difícil, foi um dia bom e ruim ao mesmo tempo. Queria voltar para o momento em que se deitava com Pedro e acariciava cada parte de seu corpo. Mas queria apagar da memória aquele momento em que os moleques riam e xingavam. Por que as pessoas tinham que ser tão más e intolerantes? Atrás daquele todo preconceito, só existia um menino que chorava e se entristecia, pelas pessoas que simplesmente não aceitavam um modo diferente de ser.
Amanhã veria o pai, esperava que não ficasse sabendo de nada, muita gente na praça vira Thomas Abraçando com Pedro, se aquilo chegasse aos ouvidos dos amigos do pai, certamente haveria problemas, gostava tando de Pedro, não queria que as coisas fossem assim, queria sair por aí e contar: “eu estou namorando com ele, “eu o amo”, “eu sou muito feliz ao lado dele”, mas não podia. Infelizmente não era assim que as coias funcionavam. Thomas apenas deitou-se e sonhou com o dia em que poderia admitir todo seu amor, e ser feliz sem medo, ser feliz ao lado de quem realmente amava e se importava com ele.
Fale com o autor