Vampyrit - Recomeço
1 Prólogo
Notas iniciais
A lua estava cheia, muitas pessoas já estavam em suas casas dormindo em suas camas, os que ainda estavam acordados, estavam na taverna da cidade festejando a volta dos soldados, todos bebiam e fediam, as prostitutas estavam completamente nuas, elas andavam pelos homens convidando-os pra que fossem para os quartos com elas.
Talvez você esteja se perguntando oque eu estou fazendo nesse lugar? Ou talvez esteja dizendo que devo ser um grande pervertido por estar naquele lugar bem naquela hora.
Bom, eu acredito que toda historia tem um herói, mas ah minha não e uma historia de um herói, nem de um vilão, minha historia e de um homem que foi renegado pelo próprio pai, pois não aceitava as escolhas que seu pai fazia, essa historia e de um homem que lutou pelos seus direitos, mas foi injustiçado pela sua família que a baniu de sua própria casa, é hoje vivo vagando pelas terras áridas do mundo, esperando que a morte chegue e me leve dessas terras amaldiçoadas.
Mas me pergunto qual é a graça de uma história que o seu herói morre já no inicio bom posso até esta esperando a morte vim me levar, mas a morte tem outros planos para mim.
Meu nome e Kyriu Yroch, e eu venho de um lugar onde o emblema e um tigre, para muitos que estão nesta taverna comigo, nem sabe quem sou. Para eles sou mais um forasteiro que esta apenas de passagem, mas para uma pessoa em especial, talvez eu seja a única opção valida que ela tenha de viver.
A três luas atrás, um homem me entregou uma carta que dizia apenas sete palavras – Ah Morte Esta Lhe Esperando Em Daiger — Eu sabia oque aquelas palavras significavam, eu já havia visto aquelas letras no passado, então fui ate aquele lugar esperando a única pessoa que poderia ter escrito aquelas palavras na carta.
Meu irmão Kayrro Yroch.
Ah noite se avançava, e aquelas prostitutas continuavam a dançar nuas, seus corpos com as curvas nos lugares certos, suas peles soadas pelo calor do momento fazia com que seus corpos sensuais brilhassem ao meio das luzes das velas e lamparinas que iluminava aquele lugar.
Uma das mulheres veio em minha direção, sua pele era pálida seus olhos pareciam guardar vários segredos, seu rosto era fino e diabolicamente bonito, seus seios balançavam enquanto ela vinha em minha direção, seu corpo sexy me atraia, seus cabelos escuros me hipnotizavam, quanto mais ela caminhava em minha direção mais atraído eu me sentia.
Quando ela se aproximou o suficiente em minha direção, eu ah agarrei pela cintura e a coloquei em meu colo, passando a mão pelo seu corpo, ela aproximou seus lábios em meus ouvidos e sussurrou algumas palavras.
_ Na igreja você encontrara quem procura.
Ah mulher deu um beijo em meus lábios e voltou para os outros homens na taverna.
Levantei-me da mesa em que estava e sair daquele local. Há cidade era muito pequena, havia apenas algumas casas é comércios, como padeiro, ferreiro e uma casa que muitos diziam ser freqüentada por uma bruxa, no final da estrada que não era muita coisa via-se uma verdadeira casa da adoração a Deus, era uma igreja realmente grande, oque era muito exagero da parte daquele povo, pois uma igreja como aquela não deveria estar em um vilarejo tão pequeno como aquele.
Caminhei lentamente naquela estradinha, a luz da lua cheia me fazia sentir-se vivo, muitas vezes eu me sentava sobre a luz do luar, e ficava pensando numa mulher que ah muito tempo haviam tirado ela de mim, todos os dias eu pensava nela, me lembrava daquele cheiro, do calor de seu corpo enquanto deitávamos juntos em sua cama, eu me lembrava daquela sensação de que eu era amado por uma mulher.
Quando cheguei à frente há porta principal da igreja, me lembrei de uma coisa que meu irmão havia me dito da ultima vez antes de me banirem de minha casa – O mundo e cruel lá fora, lembrasse que um dia sua vida lhe fará voltar para casa, até lá se você conseguir sobreviver, não se esqueça de que há vida ira testá-lo – Até aquele dia eu não sabia oque aquelas palavras significavam mais uma coisa é certa, não espero voltar para meu antigo lar.
Abrir a grande porta do, e logo avistei um homem com uma túnica preta olhando para uma estatua de um homem morto numa cruz, caminhei pelo salão, e quando estava perto do homem escutei a porta se fechar em minhas costas. Não parei, mas algo dentro de mim quase fez meu coração parar.
Aproximei-me da criatura em minha frente e a observei atentamente, fiquei alguns passos atrás dele esperando seu movimento. Quando finalmente ele se mexeu vi a pessoa que tanto esperava ver, meu irmão me olhou friamente, mas deu um leve sorriso, ele se aproximou, mas só me encarou, Kayrro fechou os olhos suspirou e começou a falar.
_ Como e bom velo novamente meu irmão, e bom saber que ainda vive – seu olhar era sincero, mas sua palavra não me convencia, sua voz estava rouca, sua pele estava pálida seu cabelo escuro não estava tão arrepiado como antes, claramente ele não parecia meu irmão de oito anos atrás – não acreditei que o viria, ah ultima vez que nos vimos...
_ Nosso pai me condenou ao exílio. – completei sua frase
_ Kyriu eu tentei convencê-lo a deixá-lo ficar em Yroch, você e um dos herdeiros de nossa casa, tentei dizer isso ah ele, mas nosso pai e um homem que não escuta ninguém.
_ Oque você quer comigo Kayrro? Já não basta tudo que sofri nesses últimos oito anos que estive fora de meu lar? Eu tive que deixar minha noiva, meu futuro filho, meus amigos, até minha própria mãe, pois meu pai não quis acreditar em minhas palavras, ele decidiu acreditar que eu estava errado, ele me baniu sem eu ter cometido um crime contra nossa casa.
Meus sentimentos começaram a se opor em meu corpo, a sensação de ódio aumentou conforme os anos se passaram, e agora meu irmão estava ali em minha frente, tentando me convencer que tentou falar com nosso pai para desistir da idéia de ter me banido de casa.
_ Diga-me logo oque queres comigo Kayrro.
_ Como sempre, você vai sempre ao ponto irmão. – Kayrro olhou para á estatua do homem na cruz e por um segundo sentir um poder imenso surgir naquele lugar, às paredes, o chão, o teto, todo aquele lugar estava transbordando uma espécie de energia sobrenatural – Nossa nação esta em guerra meu irmão, muitos homens morreram, famílias estão sendo aniquiladas pelos seres sombrios, crianças estão sendo amaldiçoadas por bruxas e feiticeiras, nosso lar esta sendo conquistada, logo a morte acabara com toda a nação de Yroch.
_ Realmente havia ouvido boatos de que nossa cidade esta sendo conquistada – observava meu irmão e percebi que sua voz transmitiu muito medo quando ele falava da queda de Yroch – Oque eu não entendo e o porquê você esta aqui e não lá com nosso pai.
Kayrro se virou e percebi que em seu rosto havia lagrimas, meu irmão realmente estava sofrendo e eu nem me importava com isso, pra mim seu sofrimento não significava nada.
_ Você não mudou nada mesmo Kyriu, continua sendo o mesmo garoto mesquinho que olha apenas para si mesmo, não pensa em ninguém, nem nos seus amigos que morreram em campo de batalha, nem na sua mãe que quase morreu quando nosso pai o baniu, nem ao menos em seu pai que esta morrendo enquanto seu reino e tomado...
Sua voz havia fúria e ódio, mas as minhas palavras também.
_ Como ousa dizer que não penso em ninguém, eu perdi minha esposa, tive que vela ser degolada em minha frente, eu tive que ver minha amada esposa grávida ser morta pelo meu próprio pai, vi todas as pessoas daquele reino rirem dela enquanto sua cabeça era arrancada de seu corpo, meu pai me baniu de minha própria casa esperando que eu morresse, não vi minha mãe mover um dedo quando fui banido, e onde estava você quando eu precisava de meu irmão para me apoiar naquele momento doloroso? Posso até ser um homem mesquinho Kayrro, mas não sou tão hipócrita como você, nosso pai e toda Yroch.
Seus olhos me fuzilaram naquele momento, sua raiva agora controlava seu corpo, a qualquer momento eu sabia que ele tentaria me matar, mas a única coisa que fiz foi esperar que ele tentasse algo, mas meu irmão sempre foi uma caixinha de surpresa, e ele mais uma vez me surpreendeu.
_ Não vim até aqui para brigar com você, quero lhe dar uma opção de se redimir perante o nosso pai, quero que você lute mais uma vez por casa – seu olhar penetrou minha alma, minha boca ficou seca, minhas pernas começaram a tremer, pela primeira vez em tantos anos, fiquei tentado a voltar – quero que lute pelo nosso lar mais uma vez Kyriu.
_ Estranhamente fiquei tentado por sua oferta, e uma oferta tão tentadora, mas eu te conheço, sei que atrás de sua oferta existe algum preço, eu quero saber qual é esse preço.
_ Você me conhece muito bem mesmo meu irmãozinho, então já que exige tanto, lhe falarei oque terá de fazer para voltar para casa – era impressionante como Kayrro mudava sua fisionomia, um minuto ele poderia esta feliz, no outro furioso, isso muitas vezes me assustava, mas aquele olhar diabólico em rosto me dava medo, ele me observava atentamente – você terá que passar por três testes, e não poderá fraqueja em nenhuma delas, o seu primeiro teste acontecera ao amanhecer, se você sobreviver a este teste, eu quero lhe sugerir que vá até Lains, um vilarejo ao norte, lá estará lhe aguardando uma mulher, traga para nossa casa, o terceiro teste estará lhe aguardando quando chegar a Yroch.
Meu irmão começou a dar alguns passos em minha direção, e aquela sensação estranha, aquela energia estranha começou a tomar conta de meu corpo, comecei a dar passos para trás, mas a cada passo que eu dava mais me sentia fraco, quando cheguei ah metade do salão minhas pernas já não se agüentavam mais de pé, meu corpo estava fraco, minha alma pesava, eu já estava quase inconsciente quando desabei no chão gelado da igreja, Kayrro chegou perto de mim e sussurrou em meus ouvidos.
_ Eu lhe dou um pequeno prazo de voltar para casa, se você não estiver em Yroch com a garota ate o inicio do inverno, eu irei vim ate você, e farei o mesmo que meu pai fez com sua adorável prostituta esposa.
E com aquelas palavras desmaiei no chão gélido da igreja.
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