Lembra-se das historias e contos com vampiros vindos da Transilvânia? Talvez não seja tão conto como muitos acreditam, por mais que isso soe tão clichê quanto parece, e por mais que os acontecimentos que ocorrem na cidade pareçam ter saído de um filme, isso aconteceu, dizer que vampiros existem soa louco, mesmo que você more na Transilvânia, mas isso só ira soar louco caso você esteja falando com alguém de forma superficial, no fundo, todos sabem o que realmente acontece nos grandes bailes de gala da cidade.

As pessoas que vivem nessa cidade sabem se manter nela vivendo do turismo e vendendo sua quinquilharias, na maior parte do tempo como se tudo fosse normal, como se fosse apenas mais uma cidade da Europa, acontece que quando alguém começa a ficar curioso demais, bom, ele não chega a matar a sua curiosidade.

Então, esta aqui o meu conselho para você, caso vá a Transilvânia, não saia de perto do seu guia, não pergunte além da conta, e essencialmente, não procure saber o que tem em todos cômodos do castelo de Bran, por que eu lhe garanto que você de fato não ira querer saber.

E se você ainda esta lendo isso, saiba que não é de minha responsabilidade o que ira acontecer com você, essa minha historia não deveria sair de um ciclo próximo, mas se ainda sim quiser saber o que acontece nos becos da cidade da Transilvânia, onde as portas do castelo de Bran vão parar, ou até mesmo conhecer alguns dos “homens sem reflexo”, é melhor se acomodar bem.

Meu nome é Cesar, eu sou um fotografo, e minhas férias se iniciavam no melhor período para visitar uma das cidades mais históricas de todo o mundo, eu pretendia ficar por volta de duas semanas na cidade, para que pudesse conhecer até mesmo os famosos bosques de pinheiros, e tirar ótimas fotos, estava tudo planejado perfeitamente, porém como todas as reservas de hotéis já haviam se esgotado a meses, ia ficar a deriva quando fosse pra lá, pensei em acampar, haviam algumas pessoas que faziam isso, mas sempre tem a historia de que acampam três, e amanhecem dois, mas isso é algo inevitável em uma cidade com uma historia das proporções da Transilvânia e do lugar onde o Conde Drácula reinou, mas ainda sim, estava animado, por quê nada poderia dar errado.

Eu dormi quase todo o vôo, quando acordei achei que era madrugada, o céu estava muito cinza escuro, mas quando olhei para o relógio eram plenas 13:28, talvez esse fosse um dos motivos dos vampiros preferirem uma cidade assim, eu li que em alguns invernos o sol nem chega a aparecer, isso dava ainda mais sabor para todas as historias que os guias iriam contar durante a expedição, e então dava pra ver ao longe, o que claramente era o castelo de Bran, a obra prima para todos os grandes livros com vampiros, o império erguido por Drácula, já estava ansioso por ver todo o castelo antes mesmo de aterrissar, alias, quem não estaria?

Chegando ao aeroporto, notei que estava relativamente cheio, muitas pessoas com malas e tudo que se pode imaginar, a minha mala parecia uma lancheira perto de coisas que algumas pessoas estavam levando. Logo à frente, havia um homem com roupas formais, em seus braços havia uma placa “roți de ghidare”, se o meu Romeno estivesse correto, aquele era o guia que eu havia marcado pela internet, quando ia em direção a ele alguém tocou meu ombro.

— Aí, você sabe ler Romeno? Pela internet dizia que o guia ia me encontrar aqui, mas tem tantas placas estranhas que não faço idéia de qual seja a minha.

— E o seu guia seria...

— Ah sim, Rodas... Rodas de Guiamento.

— Então me siga nos pegamos o mesmo pacote.

— Ótimo! Aliás, meu nome é Alan.

Prazer, Cesar.

Mal havia chegado à cidade e já tinha conhecido alguém, a cidade não me parecia tão ruim, e ficou realmente melhor quando sai do aeroporto e peguei um taxi, a arquitetura da cidade era incrível, junto com os pinheiros, arvores enormes e aquele clima opaco, se ainda existissem casas a venda nessa cidade, não hesitaria em comprar uma.

— Nós já estamos indo ao castelo de Bran, isso não é ótimo? Nesse horário não estará muito cheio, pode não ser a hora mais legal de se ir lá, mas vai dar para aproveitar bastante.

— Como... Como você sabe disso?

— Ah, eu perguntei ao nosso guia, é pra isso que ele esta aqui certo? Fazer a nossa viagem a melhor possível.

— Ele só sabe falar romeno e alguns outros dialetos da Europa, pelo menos era o que dizia no site, por ser de um preço menor ele não cobria todas as línguas... Você não disse que não sabia ler Romeno?

— Eu tenho um Google tradutor no celular, ele faz isso por mim.

Talvez fosse paranóia minha, mas porque ele não usou o tradutor para identificar a placa de seu guia? Talvez ele apenas quisesse fazer amizades cedo, de toda forma, não ia deixar que esse pequeno evento estranho interrompesse a minha excitação pra conhecer de perto o castelo de Bran.

Notas finais
Essa é a primeira fic que posto aqui e tals, i hope u like this one