Vampire Kingdom
7 Capítulo 7
Notas iniciais
— O que eu falei sobre as meta—
— Não, eu tô falando sério cara, você tá morto.
Um misto de desespero e duvida tomou conta do meu estomago o fazendo embrulhar, por mais que eu me recusasse a acreditar nas palavras de Alan, no fundo eu sentia que algo de fato estava diferente, eu sentia que não era o mesmo.
— ... Eu... Morri ...? Mas...
— Vai em frente, você sabe o que eu vou falar a seguir.
— Não, isso tá errado, você tá me zoando, injetaram alguma coisa em mim ontem, vocês está fazendo algo, o que foi, são meus colegas da faculdade? Tudo bem que eu não peguei leve com eles mas eles não devem guardar tanta magoa de mim.
Após ele falar aquilo algo me veio, sede, eu sentia sede, não mais fome, talvez eu não sentisse fome antes, mas eu queria acreditar que era fome, também sentia dentes atrás dos meu dentes, eu estava jurando que era minha imaginação, mas brincadeiras não podem ir tão longe.
— Jesus, o que... Sou eu...
— Me diga você. No fundo você já sabe, você pode sentir.
— Eu posso... Eu... Sei... Eu sou... Um vampiro? Todos aqui... São vampiros? Você também é um vampiro como eles? Como todos?
— Oh não, Cesar... Você é um vampiro como eu. E acredite, a uma grande diferença entre nós e eles.
O choque de realidade repentino nem me permitia pensar direito, no que de fato teria acontecido, no que havia me levado até ali.
— Por que você estava no aeroporto? Você é daqui, não faz sentido, nada faz.
— Rodas de guiamento é uma empresa turística do Todd, ele conduz tudo, é como se as pessoas pagassem pelo nosso jantar, soa ótimo não? As vezes alguns de nós atuamos como turistas também, para filtrar possíveis “candidatos” para a nossa causa.
— Causa... Oque...
Nesse momento eu já estava no chão, encostado na parede com os braços cruzados e a cabeça entre as pernas, eram tantas duvidas, tantas respostas vindo até mim.
— Como isso aconteceu comigo? Quando aquela vampira de ontem me mordeu, ela não deveria drenar meu sangue até que eu morresse?
— Então, essa é a parte engraçada, eu meio que gostei da sua companhia, e não podia deixar que acabassem com ela assim, então segui sua trilha e bom, te salvei das garras da terrivel Alana, que aproposito é minha irmã, o fato é que eu impedi que ela drenasse seu sangue até a sua morte, bom, morte definitiva, então pinguei um pouco do meu sangue em você, e agora você é meu companheiro para a eternidade.
— E porque você diz que é diferente dos outro?
— Apenas imagine em termos automotivos, eu e você somos como Land Rovers 2016 novos e brilhantes, tops de linha, que apenas deslizam pelo piso da loja, já o resto do pessoal... são como velhos Clunkers europeus caindo aos pedaços. Entende? Você ainda é novo, não se adaptou, mas nós, bom, nós temos novos truques, como por exemplo, o sol não vai matar a gente, talvez cause um desconforto no começo, mas você aprende a ignorar isso. E bem, deixa eu te contar um negocio, não faz alarde sobre você ser da mesma linhagem que eu, rola um certo “preconceito” e tal, você vai entender tudo melhor, depois eu te explico, mas tenho que me juntar ao Todd agora, nossa cara, tem tanta coisa que você precisa saber.
— mas eu não quero...
Alan não escuta, ele rapidamente desaparece na escuridão me deixando só com minhas infinitas duvidas e meu estado traumático, como eu supostamente deveria lidar com isso quando eu ainda nem aceitei.
Lembrei-me de Alan citar uma tal de Caterine antes, ela parecia ser importante, me levantei com cuidado e comecei a cambelar em direção ao hall de entrada, eu não iria ficar ali, eu não pertencia aquele lugar, mas o que me guiava até fora dali não era meu desdém pelo que fizeram comigo, mas pela sede de sangue quente, o que Alan havia me feito tomar antes provavelmente era sangue, mas aquilo não era o suficiente para matar minha sede, eu precisava de algo novo, algo vivo.
Cheguei a cozinha mais uma vez e fui ao corredor do conde, dessa vez não exitei e segui em direção a luz, o sol ardia minha pele, mas não queimava de verdade, depois que me acostumei com a luminosidade a luz parecia me incomodar um pouco menos.
Subi a floresta e peguei e caminhei pela estrada até encontrar um táxi, mas eu estava muito sedento, comecei a morder meu próprio pulso para não atacar o motorista e acabar com minha própria viagem.
— Senhor, você está bem...?
— Sim... Só... Dirija por favor...
Aquela pareceu a viagem mais longa da minha vida, quando cheguei ao hotel corri para o meu quarto e tranquei a porta, se eu visse alguém provavelmente atacaria sem pensar, então me joguei na cama, coloquei o travesseiro na cabeça e tentei dormir.
Em algum momento enquanto tentava dormir consegui escutar batidas de asas, quando olhei para a janela, Alan estava escorado olhando para o céu, já era noite. Ele estava usando um chapéu de Cowboy, quando se virou para mim tive a impressão de que seus olhos estavam com um brilho amarelado, seus olhos normalmente eram castanhos, talvez fosse a iluminação ou minha sede que estivessem afetando o que eu estava vendo.
— Tsc, idiota, eu não pedi para você não sair do castelo?
— Não diretamente...
— Os outros notaram que você saiu em plena luz do dia, já perceberam que você tem algo de diferente, e provavelmente vão atrás de você para tirar satisfação.
— ... Mas eu... Não...
— Você está arfando, ficar sem beber sangue nos primeiros momentos é sempre ruim, não é? Mas você não vai morrer por causa disso, e lembra da Caterine? Bom, você vai me ajudar a matar ela, o Todd e seus amigos da auta sociedade vem depois, você tem meu número, qualquer coisa só dar um toque.
— O que? Porque?
— Ah, eu não sei... Talvez por que eu esteja farto do Todd e sua espécie ficar fazendo o que quiser com lindas garotinhas. Ou talvez por que não consigo ficar longe de problemas. Ou talvez, só porque goste de você, Você tem coragem e é perspicaz, nós não encontramos isso nos idiotas que frequentam essa cidade.
Ele se voltou para a janela prestes a pular, e então se vira para mim mais uma vez.
— Ah, eu deixei um bilhete para você no guarda roupa... Um tipo de placar “Nós versus eles”. Leia em seu horário de lazer.
Alan pulo pela janela, e então um vulto negro subiu como um tiro, a silhueta do que parecia ser um grande morcego, nada mais me impressionava naquela altura do campeonato. Eu não entendi direito o que o Alan queria com aquela conversa rápida, não sabia se tinha entendido direito o que ele de fato havia dito, e não sei por que deveria escutar ele, mas imaginei que os outros de fato estivessem atrás de mim.
Me dirigi ao guarda roupa e conseguia escutar sons abafados vindos lá de dentro, e tinha uma nota na porta do armário;
Eles
Gostam: Não Gostam:
Sangue Luz do Sol
Luar (Mais Importante)
Roupas Homo Madeira
(Especialmente Pinho)
Nós
Ah, eu não quero estragar a surpresa.
P.S—Deixei uma coisinha pra você dentro do armário.
Ao abrir o armário vi o guia que me levou pelo castelo pela primeira vez, ele estava amarrado e com fita em sua boca, não parecia ser um vampiro, eu conseguia sentir o cheiro de seu sangue, talvez Todd não quisesse superlotar a população com vampiros e usasse gente normal no seu trabalhe, sem que eles soubessem, ele provavelmente era inocente, mas isso eu já não conseguia mais distinguir.
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