Valérius - O poder está no sangue.
1 Prólogo
Notas iniciais
|Soundtrack|
I See Fire - Ed Sheeran.
O grito que ecoou no corredor, fez a mulher parada no corredor contorcer ainda mais seus dedos,ela olhou para a irmã ao seu lado, os olhos de gato, os cabelos ondulados, estavam soltos e rebeldes, num estranho tom de castanho, Elise estava sentada no peitoril da janela, manipulando uma pequena chama de fogo em sua mão, a cada movimento, que a mulher fazia, as chamas tremulava de um tom diferente de cor, era sua herança, cada uma delas,havia sido presenteada com sua própria herança.
_È maldição Selene !,- Elisa disse impaciente, se levantando, quando outro grito ecoou pelo corredor._Pensa que isso é herança?- ela apontou para porta._Malditos deuses!.
_Cale-se Elise!Não piore as coisas,Olímpia, não merece mais fardos para carregar, além de nós.
Um choro fino ecoou pela porta de madeira pesada, as irmãs se olharam,atrás das portas,uma jovem mulher deitada em sua cama de dossel, tinha criadas a sua volta, o rosto pálido, os cabelos negros, diferente de suas irmãs, estavam colados em seu pescoço, onde o suor escorria, ela olhou para sua criada que estavam entre suas pernas, a encarando, quando o fino choro cessou.
_Diga!.- ela falou com o coração martelando no peito._DIGA!
_É menina minha senhora...eu sinto muito...- a voz da criada sumiu.
_Tirem-na daqui.- a voz da rainha ecoou baixa, pelo quarto._Seu nome será Sofia.
_Minha senhora,não quer vê-la, ela tem seus cabelos...
_TIREM-NA DAQUI! AGORA!- a mulher rosnou, com as lágrimas saltando dos olhos escuros, fazendo a mulheres a sua volta, andarem apressadas.
Ainda de relance, Olímpia pode ver, o pequeno embrulho, no braços da criada,sentindo as lágrimas da perda e da dor escorrer por seu rosto ela contou, esse era o oitavo, oitavo fruto de seu ventre que seus deuses lhe tiravam, essa fora sua herança,seu fardo, que ela nem ao menos sabia o porque, que havia sido lhe dado, pior que Prometeu, ou Atlas, cada fruto seu era legado a um Olímpiano, cada ser gerado em seu ventre, não vingaria, ela sabia, sempre soube, não importava o quanto rogasse aos deuses, eles não a escutava, não importa quantas oferendas lhes fossem ofertadas, eles não tinham clemência.
_Chamem Selene e Elise e saiam.- disse Olímpia as criadas, que terminavam seus curativos.
Ela teria que seguir em frente, Elise e Selene precisavam da sua irmã mais velha e Varda precisa de sua Rainha.
Notas finais
Beijos, Sam.
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