Notas iniciais
Capitulo dedicado a Lorde Caim Lavousier Obrigada mais, uma vez, pelo seu LINDO comentário, e por me dar forças a voltar a escrever, espero que goste.

Quando a criada apareceu no corredor, os olhos de Elise caíram sobre o pequeno pacote que a mulher trazia em seus braços, olhando para Selene ao seu lado, pode ver as lágrimas saltando dos olhos da irmã caçula, ela caminhou a até a mulher e pegou o embrulho de seus braços, o bebê ainda era mais bonito que os outros, a pele alva, os cabelos negros e encaracolados como os da irmã, depositou um beijo calmo na cabeça da pequena criança e a devolveu a criada a sua frente.

– Que nome ela ganhou ?- ela perguntou e a criada a olhou.

– Sofia minha senhora, a senhora Olímpia as chama em seu quarto, com sua licença, irei prepará-la.

As irmãs acompanharam as criadas, até as mesmas desaparecerem pelo corredor, ouvindo um pequeno fungar ao seu lado, Elise percebeu que Selene ainda chorava.

– Vamos Lene,pare com isso,temos que ser fortes,por Olímpia!.- ela abraçou a caçula, que fungou mais uma vez.

– Não é justo! Esse era o único desejo de Olímpia! Ser mãe, como eles puderam fazer isso, e nem ao menos sabemos o porque!.

– Eles são Deuses Lene, podem fazer a bosta que quiserem a ainda estaríamos confinadas a eles, vamos descobrir o porque, algum dia iremos descobrir, agora venha, Olímpia espera por nós.

Quando a porta foi aberta, Olímpia Valérius ainda estava deitada em sua cama, as cortinas haviam sido abertas e a claridade no quarto era acolhedora, as paredes de pedra e tapeçaria azul deram as boas vindas as irmãs, em sua cama, Olímpia sorriu para elas, um sorriso dolorido e cansado, e com os braços chamou as duas para seus flancos, ela ainda não sabia como que três irmãs poderiam ser tão diferentes, Selene era doce e gentil, com os cabelos castanhos acobreados e olhos amendoados,habilidosa arqueira, mestra em poções, talvez fosse essa sua herança, a jovem passava horas e talvez dias, desenvolvendo poções, chás e unguentos para as diversas enfermidades do povo de Varda, Elise, era como o verão,sabia trazer calor aos seus,cabelos igualmente acobreados como os da irmã, porem, volátil, impetuosa e forte, como o fogo, talvez fosse por isso que fora agraciada com esse mesmo dom, além de poder sentir a verdade na pessoa, se alguém mentisse, ela saberia, muitos ou todos, recorriam a Elise para fazerem seus julgamentos, além de adorarem ver a princesa derrotar os cavaleiros em lutas corpo a corpo.

– Como se sente ?- a voz de Selene foi quente e doce, como melaço por cima de um pedaço de bolo quente.- Posso preparar um chá revigorante para você Olimp, juro que não demorarei.

– Pode ficar em seu canto Lene, me sinto bem,apenas devastada, como todas as outras vezes, já estou me acostumando, quanto mais os Deuses me ferem, mais forte eu fico, para passar por tudo isso.- Olímpia disse, acariciando os cachos de Selene.- E vocês, alguma novidade, algum problema, enquanto estive aqui ?.

– Não Olimp, pedi a Fausto que se algo acontecesse me chamar, posso tomar as decisões por você, apenas por hoje, precisa descansar.- disse Elise sorrindo para irmã.

– Descansada já estou e creio eu, que já posso me levantar, andem, ajudem-me, por favor.

Quando a Rainha se pois de pé, as batidas na porta de madeira ecoaram no quarto, Elise xingou baixo e caminhou para porta, e abrindo sem delicadeza, encontrou um guarda a sua frente, a armadura polida reluziu, quando a luz a tocou.

– Minha senhora, me pediu que fosse avisada, em qualquer imprevisto, há um homem no salão principal, que insiste em uma reunião com a rainha Olímpia, ele diz que foi roubado...

– Diga que já estou indo Fausto.- Olímpia apareceu atrás da irmã, amparada por Selene.- Sirva-os com chás, sirva também o acusado, alguns instantes eu desço.

Com uma reverencia, o homem saiu marchando, deixando suas senhoras para trás.

– Olímpia, tem certeza que quer fazer isso? Esse homem pode esperar até amanha...

– Quando tem fome você espera até o amanha Elise?.- Olímpia indagou a irmã.

– Não se trata...

– Quando quer seu banho quente, gosta de esperar que ele fique pronto? — as perguntas vieram novamente, enquanto Olímpia encarava Elise, que continuou muda.- Aprenda uma coisa Lise, tudo que nós temos, todo o conforto, criados, luxos, são nosso povo que nós dá, eles plantam, eles nos servem, devemos nosso poder a eles, então quando precisam de algo, o mínimo que podemos fazer é atendê-los e não deixar para depois.- agradecendo a Selene por seu roby negro, Olímpia caminhou para salão.

A risadinha de Selene ecoou pelo corredor, e fez o sangue de Elise ferver.

–Cale-se sua pombinha manca!.- ralhou ela para a irmã.

– A tempos,que Olímpia não lhe dava uma boa prensa, vou agradecê-la depois!.- riu Selene, irritando ainda mais a irmã.

– Sim, sim, depois que eu arrancar sua língua, sua pirralha melequenta!.

E rindo, as duas caminharam o mais depressa o possível para o grande salão, ainda na escada, Selene viu um senhor barrigudo com pequenos tufos de cabelos brancos, nas laterais da cabeça, o reconheceu como sendo o verdureiro, ele gesticulava a modo que sua pança o acompanha, apontando para um homem, com mais que o dobro de sua altura, que era segurado por um dos guardas de Fausto, apertando o passo, as duas se encaminharam para os lados no trono da irmã, que sentada ouvia tudo pacientemente.

– Minha senhora, sabe que nunca negarei comida alguém, mais roubo, isso não justifica! Sei que minha senhora não concorda com isso também!.- reclamou o homem.

– Tem toda a razão senhor Fredric, concordo que não há justificativa para roubo.- a rainha olhou para o rapaz a sua frente, que a encarava, mas, seus olhos, se fixavam em um ponto um pouco mais atrás de si, ela o acompanhou e encontrou Elise estudando o rapaz, com seus olhos astutos.- Se não muito incomodo meu jovem,sei que a beleza de minha irmã é estonteante, mas, gostaria de lhe fazer algumas perguntas.

– Sim,majestade.- ele reverenciou.

– Tudo que esse senhor diz é verdade ? Tentou roubar as frutas que ele havia acabado de comprar ?

–Sim, majestade.- ele respondeu a olhando e Olímpia sorriu, o rapaz tinha fibra e coragem para encara-la daquela forma, estando na posição em que estava.

– Se arrepende de seus atos meu jovem ? Gostaria de dizer algo ao senhor Frederic?.

–Sim, sim, majestade.- ele disse, e desviando o olhar ele reverenciou o homem baixinho atrás de si.- Minhas sinceras desculpas meu senhor,prometo que não farei novamente.

O homem torceu o rosto em uma carranca,mas, assim que olhou para Olímpia, seu semblante mudou, a mensagem da rainha era clara, "desculpe-o", e assim o homem, fez.

– Bem, meu jovem...?

– Caleb majestade, Caleb Navarro.

– Quero que saiba que seu ato, não irá passar por despercebido, senhor Frederic, a partir de hoje, e até o dia que o senhor desejar, Caleb será seu mais novo criado, o senhor, como senhor de seu criado, o dará um lugar para descansar, abrigado do sol e da chuva, e comida! Apenas isso, sem nenhuma moeda !

– Sim , minha senhora, vida e honra a Olímpia Valérius.- disse Sr. Frederic.

–E Sr.Navarro, eu realmente espero que isso não se repita, não dou segundas chances, essa é sua primeira e ultima.- Olímpia disse e o rapaz a reverenciou.

–Obrigado minha senhora.- ele disse, voltando a olhar para Elise.

– Agora vá, antes que o senhor derreta minha irmã com esse olhar.- disse a rainha sorrindo.

De seu canto, Elise observou o jovem Caleb se afastando com as maçãs do rosto queimando, quando reparou que Olímpia e Selene a encaravam rindo, nunca havia visto homem mais bonito, os cachos ruivos balançavam conforme ele caminhava, pelos Deuses, o infeliz era lindo, ainda irritada por sua postura infantil e boba, Elise saiu, deixando suas irmãs rindo de si, por ter corado violentamente.

Notas finais
Esperando que gostem, beijos Sam :)