Valkyrjas!
13 O Princípio de tudo!
Notas iniciais
“Já não tenho dedos pra contar de quantos barrancos despenquei;
E quantas pedras me atiraram ou quantas atirei;
Tanta farpa, tanta mentira, tanta falta do que dizer;
Nem sempre é “so easy” se viver;
Hoje eu não consigo mais lembrar de quantas janelas me atirei;
E quanto rastro de incompreensão eu já deixei;
Tantos bons quanto maus motivos, tantas vezes desilusão;
Quase nunca a vida é um balão...”
Tudo Bem
Lulu Santos
Arredores de Londres ( 20 horas depois)
Narrador
—Não acredito que finalmente consegui tomar um banho decente! – Thea comemora, saindo do banheiro vestindo um roupão, enxugando o cabelo com uma toalha, Eddie rindo discretamente, encostado a cabeceira – Você ri, mas garanto que vai gostar bem mais de mim agora! – insinua, pulando sobre a cama, beijando-o, fazendo uma careta ao sentir as costelas pressionadas por algo – Larga isso! – resmunga, tomando o tablete que ele segurava, jogando-o aos pés da cama – Bem melhor agora! – exclama, envolvendo o pescoço do loiro.
—Thea, preciso analisar essas imagens que Mike nos mandou! – reclama, tentando afasta-la, rindo ao sentir as costelas sendo pressionadas por suas unhas – Para com isso! – pede, contorcendo-se.
—Hum, quer dizer que meu gatinho tem cocegas não é!? – comemora, repetindo o gesto, fazendo-o rir mais, sendo agarrada por ele, que inverte as posições, prendendo-a com seu corpo, segurando as mãos da garota acima da cabeça.
—Quieta, gatinha manhosa! – exclama o loiro, inclinando a cabeça, deslizando os lábios por seu pescoço, mordendo e sugando a pele sensível, arrepiando-a – Dois podem jogar esse jogo! – provoca, posicionando uma perna entre as suas, abrindo-as, libertando as mãos dela, levando as suas ao robe que ela usava, abrindo-o – Tem razão... Bem melhor agora! – murmura, mergulhando a cabeça no vale entre seus seios enquanto as mãos tocam sua intimidade, contornando o mamilo com a língua, prendendo o bico rijo entre os dentes...
—Eddie, Thea, estamos indo comer alguma coisa, vocês vêm? – Felicity pergunta, dando uma leve batida na porta.
—Não!! – respondem juntos – Traz algo pra gente Lissy! – Thea pede.
—Ok. – concorda a loira, completando – Peguem leve! Não queremos receber reclamações ou sermos expulsos por causa do barulho! -- provoca-os.
—Ha, há, há, tão engraçadinha! – revida a garota, mordendo o lábio, calando-se, os olhos fechados ao sentir os dedos dele invadindo sua intimidade enquanto a boca suga o outro seio – Eddie!! – sussurra, enroscando os dedos nos cabelos curtos, puxando-os, erguendo o quadril contra a mão do loiro, resmungando ao senti-lo retirar os dedos de dentro dela, enroscando as pernas na cintura do rapaz.
—Calma, não vou a lugar nenhum – assegura ele, afastando-se o suficiente para retirar a toalha que envolvia a cintura ouvindo-a gemer ao roçar seu membro na parte interna de suas coxas – Você é minha perdição, sabia!? – sussurra no ouvido da garota, mordendo o lóbulo.
—Uhum – murmura a jovem, apossando-se dos lábios dele em um beijo exigente – Digo o mesmo! – exclama, deslizando as mãos pelo corpo, parando na cintura, pondo-as entre seus corpos, alcançando o membro ereto.
Erguendo-se, Eddie lhe dá espaço, permitindo que o estimule com as mãos, apoiando-se um dos braços, levando a mão livre até o sexo da garota, retribuindo. Quando ambos não suportam mais a espera, posiciona-se entre suas pernas penetrando-a em uma estocada vigorosa, iniciando movimentos cadenciados até atingirem, quase ao mesmo tempo, o clímax, relaxando, abraçados.
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Restaurante próximo ao hotel
Caitlin
Sentados em uma mesa mais reservada, esperamos os pedidos que fizemos serem entregues.
Oliver e McConnell tinham ido ao banheiro enquanto eu, Tommy, Sarah e Lissy ficamos na mesa.
Aproveito que as duas estão distraídas vendo alguma coisa no notebook de Lissy para observar Tommy, que se distraia rodopiando o açucareiro sobre a mesa, um braço apoiado no encosto acima de meus ombros, parecendo distante.
Havíamos decidido parar, mesmo estando relativamente perto de Londres, por conta dele.
Estava pálido e muito febril, ambos os ferimentos em seus braços, um provocado pelo tiro e outro que fizera para retirar o chip, ainda sangravam de vez em quando, nos deixando preocupados, mesmo ele afirmando que não teria problema em continuar.
Estico a mão tocando seu rosto em um carinho. Em resposta, deita-o sobre minha palma aberta fechando os olhos. Não consigo evitar que um sorriso bobo tome conta de meu rosto.
—Aqui estão os pedidos – a voz da garçonete me traz de volta. Viro o rosto para encara-la – Três bifes com fritas e arroz, três files de frango grelhados com arroz e salada – anuncia, pondo os pratos sobre a mesa, inclinando-se tão exageradamente que, ao fazê-lo,roça os seios fartos no rosto de Tommy, me irritando – Desejam mais alguma coisa? – insinua, mantendo-se na mesma posição.
—Uma faca afiada! – digo, fazendo Lissy e Sarah erguerem os rostos da tela rápido, me encarando com uma expressão de espanto – Pra cortar os bifes... e a galinha! – exclamo, fuzilando-a com o olhar.
—Des...desculpe, eu a- acho que não entendi! – gagueja a mulher.
—Entendeu sim querida! – friso, mantendo o olhar sobre ela.
—Bebidas – Felicity fala rápido – Cervejas, por favor – pede, sorrindo para a mulher – Duas sem álcool.
—Vou buscar – diz, afastando-se, cruzando com Oliver e McConnell.
—O que exatamente foi isso!? – Sara pergunta.
—Isso o quê? – McConnell questiona, sentando entre Sara e Lissy, Oliver ficando, assim como Tommy estava, na ponta da mesa oval.
—Nada. Não foi nada – sustento – Vamos comer? – convido, pegando meu prato.
—Onde estão as bebidas? – Oliver pergunta.
—A galinha já vai trazer! – respondo rápido, mordendo um pedaço do bife.
—Que galinha?? – Tommy questiona, voltando a realidade.
—Nenhuma. Esqueçam – Sara aconselha – Vamos terminar aqui, descansar um pouco e partir. Temos um longo percurso pela frente e não gosto da ideia de Rory em nossos calcanhares! – exclama – Tommy, acha que aguenta até Londres em mais paradas?
—Sim – responde, sem levantar os olhos do prato de comida, mexendo na mesma sem no entanto prová-la.
—Tommy, sei que não está sendo nada fácil pra você. Pra nós também não, acredite – desabafa Oliver -Quando descobrimos o que seu tio havia feito ficamos revoltados.
—Mas agora não resta muito o que fazer a não ser te levar em segurança pra casa e.…- Felicity começa mas ele a interrompe.
—Não pretendo voltar pra casa – afirma, nos surpreendendo – Depois que retirarem essas coisas de mim, vou permanecer em Londres. Pelo menos a princípio.
—Fazendo o que?? – questiono, dirigindo um olhar irritado para a garçonete, que retornava com as bebidas, depositando-as sobre a mesa, tendo, desta vez, o cuidado de se manter longe dele.
—Vou pensar em algo – diz simplesmente, dando de ombros.
—Como assim pensar em algo? Como vai viver?? Onde vai morar? – questiono, encarando-o, séria.
—Dou um jeito – resume, empurrando o prato para longe sem ao menos tocar na comida.
—Sério Thomas, não pode simplesmente ...- ele me interrompe.
—Voltar pra que e por que? – questiona, olhando de mim para Oliver e Felicity – Meu pai não tá nem ai para o que faço ou deixo de fazer, se estou vivo ou morto, contanto que não esteja gastando seu precioso dinheiro! – começa – Meu querido tio me jogou aos leões!....O que me prende a Starling? -pergunta, ele próprio dando a resposta – Nada. Nada me prende lá. Não tenho nada a perder ou ganhar voltando para “casa” – faz aspas no ar, tomando um gole generosa da cerveja.
—Tem sua herança -Oliver relembra.
—Não tenho não – diz – Caso não saiba Oliver, o que acho pouco provável visto que vocês – nos aponta um a um – Parecem saber mais da minha vida do que eu mesmo, meu pai bloqueou todos os meu bens e se brincar, a esta altura, já deve ter me deserdado e passado tudo para o nome da Emily, o que, honestamente falando, diante de tudo que passei nos últimos dias, não dou a mínima! – frisa, bebendo o reto da cerveja.
—Então é isso? Vai simplesmente entregar tudo de bandeja? Não vai ao menos tentar lutar por seus direitos? – Sara interroga-o.
—O único direito que me interessa lutar no momento loira, é o de permanecer vivo! – rebate, levantando-se.
—Onde vai? – seguro seu braço, surpreendendo a mim mesma por tamanha possessividade.
—Ao banheiro. Posso? – ironiza, puxando o braço, afastando-se devagar.
—Deem um tempo a ele -McConnell recomenda – O cara teve a vida virada de ponta cabeça, perdeu tudo do dia pra noite e ainda corre risco de morte – enumera – Na boa, não sei como não pirou mais cedo! Eu teria -assume, tomando sua cerveja.
—Mc tem razão – Sara anui – É um milagre ele estar reagindo tão bem a tudo isso. Pensei que reagiria de forma mais danosa.
—Isso só não aconteceu por sua causa Cait – Oliver aponta, Lissy concordando com um aceno.
—Eu?? O que Eu tenho a ver com isso? – questiono, olhando em direção ao banheiro no exato momento em ele sai, sendo interpelado pela tal garçonete e sinto meu sangue ferver.
—Está apaixonado por você – escuto Oliver dizer, sem desviar os olhos dele.
—Assim como você está por ele- Felicity completa, passando a mão a frente de meu rosto, chamando minha atenção.
—Não vejo no que isso pode influência-lo -- rebato, voltando a observa-lo, irritando-me com a atenção que dedicava a mulher – Não me parece tão apaixonado assim! – friso, fazendo-os voltarem-se em direção a Tommy que, para nossa surpresa, encaminha-se para a direção oposta a nossa mesa, seguindo para a que a mulher lhe indicava.
—Por que não estou gostando disso!?! – McConnell comenta, levantando-se rápido, pulando o encosto do acento onde estava e nós o seguimos.
—O que disse a ele? -Oliver interroga, segurando o braço da mulher, virando-a para nós, surpreendendo-se ao ver o cinto com explosivo plástico preso a sua cintura.
—Ele disse que se eu não o fizesse sair pacificamente me explodiria! – revela ela entre lágrimas.
—Ele quem? – Sara questiona enquanto McConnell e Oliver examinam o cinto em busca de uma maneira de desarma-lo.
—O homem que estava nos fundos do restaurante – diz, chorando copiosamente – Me ajudem por favor! – implora e me sinto péssima pela forma como a tratei antes.
—Vamos ajudar! – asseguro, segurando suas mãos – Sara, Lissy, vejam se conseguem alcançar Tommy.
—NÃO! – grita a mulher, chamando atenção de todos no lugar – Se alguém sair ele vai acionar o explosivo!
—Merda! – Sara xinga, pegando o celular – Anda Thea, atende.
< Oi >, escuto a voz de Thea.
—Rory está aqui – alerta.
< Não está não > rebate < É o Snatch! > revela, fazendo meu sangue gelar.
—Cadê o Thawne? – Sara pergunta, indo até a janela, abrindo a cortina discretamente – Que merda ele pensa que está fazendo? – xinga e sigo seu olhar vendo Eddie se esgueirar por detrás de alguns carros do outro lado da rua.
< Estou dando cobertura a ele! > ouço Thea dizer < Não vou deixar ninguém machucar meu gatinho muito menos levar meu amigo embora! >
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Tommy
Estou saindo do banheiro quando a garçonete que havia provocado ciúmes em Cait me interpela segurando meu braço fazendo-me voltar para ela.
—Me ajude! -pede, indicando sua cintura onde vejo um cinto com explosivos – Ele disse que se você não fosse encontra-lo lá fora sozinho, aciona os explosivos e me mata- revela.
—Ele quem? – pergunto, suspeitando saber a resposta.
—Não disse o nome. Apenas me ameaçou com uma arma quando fui levar o lixo fora, prendeu isto em mim, me mostrou sua foto e mandou te dizer para sair sozinho ou me mataria -repete, impedindo-me de voltar-me para a mesa onde Cait e os demais se encontravam – Ele disse que se não o fizer em dez minutos aciona os explosivos. Se tentar avisar seus amigos também -revela e fecho os olhos.
—Onde? – pergunto.
—Ele mandou sair por trás e dar a volta. Estará lhe esperando do outro lado da rua – avisa.
Sem olhar para trás, me dirijo a direção indicada por ela, saindo pela porta dos fundos do lugar, que dá em um beco apertado, entendendo o porquê de ter-me mandando dar a volta: um carro não entraria ali.
Devagar, sigo pelo beco alcançando a rua pouco depois, notando um homem encostado a um carro que me acena, exibindo o que parecia ser um controle remoto.
Lentamente sigo em sua direção parando a cerca de cento e cinquenta metros de onde estava.
—Parou por que? Por acaso lhe disse para fazê-lo? – braveja.
—Não. Mas só vou até você depois que desativar os explosivos – negocio ao mesmo tempo que vejo um vulto esgueirar-se por detrás dele – Liberte a mulher lá dentro e vou com você pacificamente.
—E quem disse que isto é negociável? – ironiza, apontando uma arma em minha direção – Escuta garoto, estou cansado. Muito cansado. Tive que viajar quilômetros pra concertar a cagada daquele idiota do Rory. Viajei a noite inteira seguindo as poucas pistas que dispunha – enumera, dando um passo em minha direção, e recuo um também – E pra completar minha alegria descubro que Você está transando com minha ex noiva, a qual, diga-se de passagem, ainda me interessa --revela, para minha surpresa – Agora, antes que eu sucumba a tentação e enfie uma bala no meio dessa sua carinha bonita, visto que não precisa necessariamente estar vivo para retirarem os chips de você, é melhor me acompanhar e tentar não me irritar ainda mais – ameaça, sacudindo o revolver – Anda – ordena.
—Não – permaneço firme – Pode me matar se quiser, mas só saio daqui quando desativar os explosivos – reitero, ouvindo-o gargalhar alto.
—Bem que Rory avisou que era metido a herói! – ironiza, atirando no chão a minha frente – A próxima vai abrir um buraco no meio da sua testa! -ameaça, avançando rápido e duas coisas acontecem: (1) escuto um grito vindo de trás de mim; (2) ouço um zumbido agudo pouco antes de o carro atrás dele explodir.
—Se der mais um passo é um homem morto Snatch! – Cait ameaça – Se tocar nele também! -completa.
—Princesa, há quanto tempo! – diz, irônico — Então é verdade mesmo? Caiu de amores por esse playboy!? – me olha de alto a baixo, parecendo me avaliar – Nunca pensei que gostasse do tipo mauricinho Caitlin. Sempre achei que meninos maus faziam mais seu gênero! – desdenha.
—Isso não lhe diz respeito Snatch – revida ela, parecendo estar mais próxima – Não sei qual seu interesse nesse caso...
—O de sempre minha flor: dinheiro! – interrompe-a – Quanto será que seu pai pagaria pra ter o filho inteiro, ou quase, de volta? – me encara, um riso cínico no canto da boca.
—Nada – afirmo, surpreendendo-o – Não conseguira arrancar um centavo sequer de meu pai – asseguro, vendo seu riso aumentar.
—Tem certeza? – questiona – Até onde sei ele está oferecendo uma gorda recompensa por qualquer informação que possa traze-lo até você -afirma – O que? Não acredita? – volta a questionar diante de minha expressão de dúvida – Ao que parece seu tio, o arrependido professor Wells, entrou em contato com ele. Não sei o que disse mas o fato é que a recompensa é bem real – para alguns segundos, olhando por cima de meus ombros – O que acha princesa: entregamos seu namorado ao pessoal interessado nos chips, recebemos pelo bom trabalho e logo depois de retirarem o que lhes interessa vendemos o corpo pro papai querido! -ironiza, me encarando – Nós dois. Uma dupla. Como nos velhos tempos!
—Acho que a explosão de agora a pouco deve ter danificado seu cérebro de alguma forma! – rebate Cait, sua voz tão próxima que tenho certeza que se esticar a mão para trás irei toca-la – Não estou interessada.
—De fato. Esqueci que agora é um dos mochinhos! – volta a ser irônico -Ou será que está tão apaixonada que perdeu o seu feeling!?
—Por que não vai embora enquanto está respirando Snatch? – escuto-a dizer, parando bem a meu lado – Acredite ou não, está em desvantagem aqui – avisa, pondo sua mão junto a minha discretamente. Mas não o bastante.
—Está realmente fascinada por ele Cait!! – comenta, erguendo a mão – Pena! -diz e no momento seguinte ouço o estampido seco de uma arma sendo disparada.
Fecho os olhos sentindo meu corpo inteiro se retesar, abrindo-os ao sentir a mão de Cait apertando a minha
—Tudo bem – ouço-a dizer – Está tudo bem Tommy – repete, e me volto vendo respingos de sangue por todo seu rosto, notando os mesmos em nossas mãos, que permanecem unidas.
Olho para baixo e vejo o corpo inerte do homem que a pouco me ameaçava, sangrando.
—Vocês estão bem?? – alguém pergunta e só então me dou conta da pequena multidão a nosso redor.
—Tudo bem pessoal. Somos do FBI -Oliver anuncia – Este homem era um bandido procurado – prossegue, tocando em meu ombro – Cait, tire Tommy daqui – pede.
—Vamos – chama, segurando firme em minha mão.
Me deixo conduzir de volta ao hotel onde estávamos, cruzando com Eddie e Thea no caminho, ele com uma pistola ela com um arco nas mãos, os dois piscando e sorrindo minimamente ao passarem por nós indo juntar-se a Oliver e os demais.
Quando começamos a subir as escadas, olho em direção à rua onde vejo, juntamente com Oliver, Sara, McConnell, e a garçonete, conversando com dois policiais, Thea e Eddie mantendo-se mais afastados.
—Venha, precisamos de um banho – Cait chama assim que entramos no quarto.
Em silêncio nos despimos, entrando juntos no box.
Apoio as mãos contra a parede deixando a água morna massagear minha pele levando embora a tensão de minutos atrás.
—Quando esse pesadelo vai terminar Cait? – pergunto, sentindo suas mãos em minhas costas, me ensaboando.
—Em breve – garante – Em muito breve – reitera, fazendo-me ficar de frente para ela, envolvendo meu pescoço com os braços – Assim que chegarmos a Londres, retiram os chips e estará livre – declara, me dando um beijo calmo, acariciando meu rosto, olhando-me intrigada ao me ver sorrir – O que foi? Disse algo engraçado?
—Não – afirmo, enlaçando sua cintura – Só relembrando como nos conhecemos: no banheiro em um quarto de hotel! – exclamo, fazendo-a rir minimamente, apertando mais o laço em volta de meu pescoço, colando seu corpo ao meu.
—Só que naquela ocasião era eu quem estava em apuros! – relembra – Muito embora não chegue nem perto pelo que está passando – frisa, voltando a acariciar meu rosto, me encarando por um longo tempo sem dizer nada, suspirando antes de me beijar mais uma vez.
—Disse que estarei livre assim que retirarmos os chips – repito e confirma com um aceno – Mas não estarei – asseguro, vendo-a enrugar a testa interrogativamente – Só me sentirei livre e completo a seu lado Cait. Eu te amo! – declaro, selando-a com um beijo...
“.... Mas o teu amor me cura de uma loucura qualquer;
É encostar no seu peito e se isso for algum defeito;
Por mim tudo bem....Tudo bem....Tudo bem!”
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