Valar Dohaeris
2 Parte II
Parte II
O coração dela saltou, batendo fortemente dentro do peito e fazendo um estranho arrepio percorrer todo o seu corpo. Conhecia aquela voz, lembrava-se dela. O sotaque era diferente e peculiar, acentuado quando ele dizia cada palavra.
Sentia-o próximo de si, como se a presença dele envolvesse o ambiente por completo, sugando cada luz, cada forma, cada objeto ali. Arya daria tudo para ter a sua visão novamente, daria tudo para fitar os olhos azuis claros e os cabelos ondulados vermelhos e brancos. Mas sabia que mesmo se tivesse sua visão de volta, o rosto que veria não seria o mesmo que tinha conhecido há tantos anos.
Afinal, de todas as formas, aquele homem que estava dentro do aposento era um fantasma. Um homem que não tinha rosto próprio. Um homem que Arya procurara por anos em Bravos, mas que nunca havia aparecido quando ela mais queria. Ela respirou fundo, sentindo o cheiro adocicado invadir o seu sentido mais afinado.
- Jaqen?Jaqen H'ghar?
Podiasenti-losorrir. Como se ele quisesse que ela realmente soubesse disso.
- Uma garota é esperta.
Não. Arya não era esperta. O único motivo de tê-lo reconhecido era o modo como ele pronunciava as palavras. Se fosse esperta como Jaqen estava alegando, ela teria desistido de procurá-lo desde o momento em que colocou os pés em Bravos e percebeu que não bastavam uma moeda e palavras de outro idioma para levá-la até ele. Mas agora tinha certeza de que o homem que estava a sua frente era Jaqen.
Levantou-se. Estava acostumada a sentir os olhos masculinos percorrerem o corpo agora esbelto e desenvolvido, mas ela não sentiu tal sensação quando se aproximou dele.
Dois passos ele estava de distância, e foi preciso isso para que ela plantasse as mãos no peito forte dele e o empurrasse com toda a fúria que estava dentro de si. Fúria dele. Sentiu-o cambalear a sua frente, mas logo percebeu que ele voltava a se aproximar.
- Onde você esteve?
Nenhuma resposta. Arya engoliu em seco, tentando não gritar quando falava. A Senhora Velada poderia achar estranho os barulhos e gritos e subir para verificar o que era aquilo tudo. A garota não deixaria que as cortesãs retirassem Jaqen dali. Não antes de fazer todas as perguntas que ela queria fazer desde que partira naquele navio imundo com apenas uma moeda na mão.
- Por que me deu uma maldita moeda se sabia que não iria servir para nada?
- Você está aqui.
A resposta dele fez com que ela se calasse por alguns minutos. A moeda era apenas uma passagem para Bravos, não uma garantia de que alguém a levaria até ele. Respirou fundo.
- Estou aqui, assim como estive por anos. Rezando por deuses que desconheço, mudando de nome, vendendo ostras, perdendo a visão e fugindo como sempre fugi. Vim a Bravos para lhe procurar, para aprender como tirar a vida de todos que desejei matar. Para não ter rosto.
Ela sentiu que se continuasse a falar, lágrimas brotariam de seus olhos. Lágrimas que ela retivera com determinação por tanto tempo. Mas não conseguia fechar a boca e impedir que as palavras rancorosas jorrassem para fora.
- Isso eu consegui. Fui Arya da casa Stark, Doninha, Salgada, Arry, Nan, Gata. Hoje não sou ninguém.
Cuspiu as últimas palavras. Um silêncio desconfortável se instalou no ambiente e ela escutou o homem a sua frente respirar fundo. Arya tentava ignorar que Jaqen era, de todos os modos, um cliente. Seu primeiro cliente. E que ele devia ter desembolsado uma grande quantia de dinheiro para tê-la ali. Ela ainda não sabia o que ele realmente queria com ela.
- Por que fez isso?
- Um homem não entende.
Ela cerrou os dentes, aflita por ele estar tão perto dela.
- Por que pagar por essa noite?
De repente sentiu duas mãos quentes e ásperas pousarem em seus ombros. Os dedos dele eram longos e a apertaram levemente para depois empurrá-la para baixo, obrigando-a a se sentar novamente no colchão macio. Ela sentia seu coração voltar a bater descompassadamente e perguntou-se se era pela expectativa de resposta dele ou pelo toque inesperado. Sentiu-o se sentar em frente a ela.
Esperou.
- Procurei você por toda parte, pequena garota. Retornei a Bravos tem pouco tempo. Descobri que uma garota estava sendo vendida para quem pagasse mais. A descrição batia com a sua.
Jaqen correu os olhos pelo corpo dela. Todos os homens diziam como a garota leiloada era bela, mas ele não queria acreditar que a mulher que agora estava a sua frente era a mesma garota que o salvara e que ele havia conhecido melhor em Harrenhal. Os cabelos curtos haviam crescido, tornando-se um manto castanho que cobria os seios e chegava ao final de sua cintura. Os lábios eram os mesmos, o contorno bonito. O nariz delicado. Os braços e as pernas eram longos e torneados, delgados e ao mesmo tempo fortes. Só não estava preparado para vê-la cega. Os olhos permaneciam fechados, ocultando a cor clara e cristalina que tinham.
- Abra os olhos, garota.
Como alguém bem treinado, Arya abriu os olhos. O escuro ainda estava lá, mas agora ela sentia os olhos de Jaqen a fitando do modo masculino com que estava acostumada. Engoliu em seco, cruzando as pernas em cima do colchão e tentando manter o corpo menos exposto com esse gesto.
- Não tinha como saber que era eu. Sou comum.
Não, não é.
- Eu te achei.
Silêncio novamente. Arya permaneceu de olhos abertos, fitando o nada. Jaqen observava a garota com cuidado, tentando ignorar os seios que apareciam através do tecido transparente e fino do vestido que ela usava.
- Sim, você me achou. E agora?
- Posso lhe ensinar o que queria aprender quando veio até Bravos.
Aceitar aquilo era uma tentação. Queria aquele poder, queria matar sem ser vista, sentir a vida deixar lentamente o corpo das pessoas que tanto odiava. Queria que Jaqen estivesse por perto. Mas agora ela era uma cortesã. Alguém que morava ali e iria vender seu corpo para continuar morando ali, estaria preparada para voltar a embarcar em navios, lutar com espadas e tentar vingar aqueles que outrora chamara de família?
- Você está com que aparência?
- A minha.
- Você tem muitas.
Sentiu novamente as mãos ásperas dele pegarem os seus pulsos. Jaqen levou as mãos de Arya até o rosto dele. Ela permaneceu com os dedos imóveis por alguns segundos, antes de deslizá-los por cada contorno de cada ponto daquele rosto. A testa levemente franzida, as sobrancelhas espessas e grossas. Desceu um pouco, sentindo o contorno do nariz fino, mas masculino. A boca era carnuda, como ela se lembrava. A barba arranhou seus dedos quando ela deslizou-os pelo rosto dele, chegando aos cabelos. Os fios eram sedosos e levemente ondulados, batendo na altura dos ombros. Sim, era ele. Era o Jaqen que havia a ajudado em Harrenhal, não o homem desconhecido que outrora a deixara para trás.
Arya conteve um sorriso.
- Uma garota sorri.
- Não movi a boca.
- Uma garota sorri com os olhos.
Ela enrijeceu. Acostumara-se tanto a estar de olhos fechados que nem ao menos sabia qual aspecto teria seus olhos. Se eles brilhavam da mesma forma que brilhavam quando ela treinava com Syrio, ou se pegavam fogo quando se lembrava do rosto de Joffrey.
- Uma garota ainda quer conhecer Jaqen?
Depois da pergunta, Arya percebeu que suas mãos ainda estavam levemente pousadas no pescoço do homem. Recolheu-as, visivelmente desconcertada.
- Me desculpe.
Escutou-o rir.
- Uma garota não precisa pedir desculpas. Suas mãos são seus olhos agora. Deve usá-las.
- A única coisa que deve ser usada aqui sou eu.
Ela falou, visivelmente triste pela sua condição. Sonhava em encontrá-lo novamente em lutas. Ela seria uma mulher feita, travando combates singulares com seus inimigos e matando-os facilmente como uma Dançarina da Água faria. Ele não respondeu.
Arya sentiu novamente as mãos dele pegarem os seus pulsos e dessa vez ele fez com que suas mãos pousassem no peito forte dele. Ela ficou imóvel. Nunca havia tocado um homem daquela maneira. Não para conhecê-lo. Quando queria saber quem era, ouvia vozes e inspirava o aroma de cada pessoa. Mas Jaqen apenas esperava pacientemente.
Ela mexeu um pouco os dedos ali, sentindo o tecido grosseiro do gibão que ele usava. Estava sem armadura. Desceu as mãos trêmulas com cautela pelo peito largo, sentindo os músculos fortes por detrás da vestimenta, sentiu-os contraírem-se um pouco quando ela ousou descer mais as mãos, chegando ao abdômen forte dele. Parou.
- Você não precisava pagar pela noite toda. Eu aceitaria sua oferta no mesmo momento. Quero matá-los, Jaqen. Todos.
- Um homem quer uma noite inteira com uma garota que se tornou mulher.
Ela recolheu as mãos no mesmo momento, percebendo pela primeira vez naquela noite que Jaqen havia pagado grande quantia para tê-la, do mesmo modo que qualquer homem faria. Seu coração voltou a se acelerar e Arya sentiu-se irritada com as reações que seu corpo estava tendo. Aquilo era inevitável, ela sabia. Mas teve esperanças de que Jaqen apenas iria retirá-la dali, com sua virgindade intacta.
- Uma-uma noite?
Ele sorriu.
- Sim. Uma noite. Uma noite toda.
Ela não tinha ideia de que horas eram, e não poderia olhar a posição da lua, mas algo lhe dizia que ainda teria bastante tempo com ele ali. De repente o quarto começou a ficar quente e ela passou a mão pelo colo, sentindo a pele ali úmida.
Ele se aproximou dela, as mãos ásperas agora no rosto feminino. Arya voltou a fechar os olhos. Conseguia sentir o toque com mais facilidade quando estava de olhos fechados, mesmo que ela soubesse que aquilo não fazia realmente uma diferença para ela.
- Uma garota fecha os olhos quando quer sentir melhor.
Ele falou, como se estivesse lendo os pensamentos dela.
- Fecho meus olhos para não me lembrar de que se os deixar abertos, não fará diferença.
As mãos dele desceram pelo pescoço dela, acariciando a pele ali com delicadeza.
- Deixe-os fechados se isso lhe deixa mais à vontade. Não quero te machucar, garota.
- Não me chame de garota. Já não sou mais uma garota.
Ele sorriu, seus dedos acariciando o colo e o indicador passando levemente pelos contornos dos seios. Arya sentiu seu corpo se arrepiar com o toque ousado dele. Os mamilos enrijeceram e pressionaram o tecido leve do vestido. Jaqen cravou os olhos ali.
- Não, não é.
Nunca foi. Ele sabia disso. Já nascera mulher. Havia nela a mesma astúcia dos bravosianos, a ferocidade do lobo que representava sua casa, e a mesma vulnerabilidade que qualquer mulher donzela tinha ao ser tocada.
Suas mãos acariciaram levemente os ombros desnudos dela, sentindo o coração batendo descompassadamente quando passou os dedos perto do colo. A pele dela se arrepiou, os lábios entreabriram-se alguns milímetros e ele percebeu que a garota parecia estar com dificuldade para respirar, como se temesse soltar o ar.
Arya permanecia quieta, apenas esperando os toques dele em seu corpo. As mãos de Jaqen subiram novamente pelo pescoço e uma delas pousou na nuca dela. Ali os dedos fecharam-se, segurando os fios de cabelos grandes com tranquilidade e leveza.
Segundos se passaram até que ela sentisse os lábios carnudos do homem pressionarem levemente seus lábios trêmulos. Ela permaneceu quieta, apenas apreciando o contato. Ele tinha cheiro de damasco. Um cheiro adocicado que não condizia com seu aspecto físico. Jaqen era forte, era envolvente e perigoso.
A mão livre dele deslizou pela pele do pescoço dela, parando no queixo e acariciando aquela parte do rosto dela.
- Relaxe...
Ele murmurou entre os lábios, fazendo o hálito quente bater em seu rosto. Arya entreabriu os lábios e Jaqen percebeu ali sua deixa. Acompanhou o movimento da boca dela e logo a sentiu ceder. O corpo dela relaxou, a cabeça inclinou-se e ele apertou mais os fios do cabelo dela, no mesmo momento que passava a ponta da língua no lábio inferior dela, pedindo passagem. Passagem que foi dada com um pouco de relutância.
A língua dele deslizou pela boca de Arya, encontrando-a e acariciando-a. Ela sentiu seu corpo ser percorrido por um pequeno choque elétrico, que enviava arrepios por cada parte de sua pele, descendo até o seu baixo ventre. A língua dele era quente e áspera, os movimentos da boca eram masculinos, e foram se intensificando à medida que ela acompanhava a dança que ele conduzia com maestria.
Jaqen puxou-a mais para perto, separando os lábios e ficando a centímetros de seu rosto. Fitou-a. Ainda estava de olhos fechados, com uma fisionomia confusa e ao mesmo tempo surpresa. Arya nunca havia sido beijada, então não podia dizer que fora o melhor beijo de sua vida. Mas fora... intenso. Porque era Jaqen a beijando.
- Uma garota está confusa.
- Estou aqui para lhe servir.
Um sorriso malicioso percorreu o rosto de Jaqen. Sim, ela estava, e ele iria cobrar isso durante a noite. Mas não queria machucá-la. Não ela. Especialmente ela. A garota ainda era donzela. E era... ela.
Arya sentiu-o se remexer na cama. Uma mão forte correu pelos cabelos longos.
- Não quero lhe machucar...
Ela não respondeu, focava sua atenção em demasia no toque dele para formar uma frase coerente. Ele retirou dos cabelos dela o adereço, soltando-os completamente. Ela não se importava muito com a dor física, mas depois que ele ultrapassasse a barreira, ela seria uma mulher. Uma mulher completa.
- Eu só quero que você tenha prazer nisso igual eu vou ter.
Aquilo a pegou desprevenida. Desde que aceitara ser vendida, já havia enfiado em sua cabeça que as noites que passaria ali não seriam noites prazerosas. Homens eram grosseiros em todo o lugar, sendo ele em navios, estradas, acampamentos, batalhas, Westeros, Fortaleza Vermelha e Bravos.
Ela assentiu com a cabeça minimamente e escutou a respiração dele ficar mais ruidosa.
O dedo dele passou novamente pelo contorno dos seios dela, antes de chegar à alça mínima do vestido de seda e empurrá-la pelo ombro parcialmente desnudo. O tecido deslizou facilmente pela pele sedosa, a renda arranhando-a minimamente. Parte do vestido caiu, expondo agora totalmente os seios que antes eram vistos apenas através da transparência da vestimenta.
Arya engoliu em seco, sentindo novamente os olhos do homem analisá-la por inteiro. Seu coração batia fortemente dentro do peito. Os mamilos estavam rijos, apesar da temperatura agradável e um pouco elevada no aposento. Ela aguardou-o.
Logo os lábios de Jaqen estavam nos seus novamente, e agora Arya correspondia a tudo com mais facilidade e experiência, mesmo que ínfima. As línguas voltaram a se encontrar, os lábios mexendo-se de acordo com o que cada um desejava. Ela sentiu as mãos dele correrem pelos braços desnudos, chegando aos ombros e descendo vagarosamente até os seios, onde ele as fechou e apertou a carne que estava ali. Arya não conteve o gemido que saiu rouco de sua boca.
Um pequeno sorriso dançou nos lábios dele quando ele escutou-a gemer. Apertou um pouco mais, girando o polegar nos mamilos rijos. A respiração da garota começou a ficar mais difícil. A dele também.
Ele se separou dela novamente e Arya sentiu falta de sua aproximação e toque no mesmo momento.
- Levante-se.
Ele falou, as palavras não saindo como uma ordem, mas ainda firmes. Arya fez o que ele estava pedindo, e logo soube o motivo disso. O vestido desceu pelo seu corpo com facilidade, caindo em volta dos seus pés. Estava nua. Não completamente. Sua roupa de baixo ainda tampava o baixo ventre. Minimamente, já que era feita do mesmo tecido do vestido.
Ele voltou a puxá-la para cama, plantando os lábios no pescoço dela. A respiração dela ficou entrecortada quando ela sentiu a mão dele em seu colo, empurrando-a delicadamente para que ela se deitasse no colchão macio. Não objetou, e logo os lábios dele roçaram levemente onde sua mão esteve a segundos, plantando beijos brandos e calmos. Jaqen sugou um seio, passando a língua pelo mamilo e fazendo a garota se contorcer debaixo dele.
Ele desceu os lábios pelo corpo, sentindo o gosto da pele dela, a textura que tinha. Uma sedosidade que apenas uma pele intocada por um homem possuía. Chegou ao baixo ventre. Arya sentiu a língua dele passar entre seus lábios, os dentes roçando levemente o tecido que ainda cobria o seu sexo. Gemeu dessa vez um pouco mais alto, contorcendo-se mais à vontade no colchão.
As mãos dele foram em direção ao tecido que o atrapalhava e ele deslizou-o pelas pernas trêmulas e vacilantes dela. Deixou-a nua por completo, e voltou a tocá-la com a língua até a garota fechar as pernas em seus ombros. Ele impediu-a com as mãos.
Arya estava em êxtase, cada sensação que ele lhe proporcionava estava deixando-a louca. Sentia-se viva pela primeira vez em anos, uma vivacidade que ansiava em experimentar e que agora a envolvia de todas as formas, penetrando em seu escudo invisível, deixando-a vulnerável, mas satisfeita.
E de repente o toque dele a deixou novamente.
Ela permaneceu quieta como uma boa aprendiz, apenas escutando-o sair do colchão. O som do tecido grosseiro roçando a pele chegou aos ouvidos afiados dela. Ouviu-o jogar as peças de roupa no chão, uma a uma, para depois caminhar em direção à cama novamente, subindo no colchão e postando-se entre as pernas dela.
- Abra os olhos.
Ele pediu novamente e Arya atendeu-o. O dedo dele acariciou o sexo dela e Jaqen fechou os olhos dessa vez. Estava úmida, pronta para ele. O corpo delicado tremia um pouco, mas o brilho dos olhos revelava o quanto ela queria isso, e apenas observar aquele brilho e se dar conta de que tal ânsia era voltada para ele, fez com que ele ficasse ainda mais excitado.
Porque não queria admitir a si mesmo, mas desde que colocara os olhos naquela garota com físico frágil e magro, mas de alma forte, perguntou-se como ela iria estar depois de alguns anos. Ansiava por ela, desejava-a.
- Uma garota deve falar ao se sentir desconfortável.
Arya não respondeu, e logo sentiu o membro duro dele em sua entrada. Respirou fundo ao sentir Jaqen invadi-la. Aquilo doía, parecia que ele estava rasgando-a por dentro. Machucava. Mordeu o lábio inferior e virou o rosto para o lado, não querendo que ele fitasse o desespero que ela tinha certeza que seus olhos estavam demonstrando.
Ele penetrou-a até o final, sentindo a barreira ser rompida com facilidade. Ah... a doce sensação de tirar o bem mais precioso de uma mulher. Mas não era qualquer mulher que ele estava tocando. Era ela.
Arya respirava fundo, tentando manter a calma. Sentia-o pulsar dentro dela, e temia que aquela dor aguda continuasse.
- Uma garota sente dor.
- Continue.
Ela disse, demonstrando mais curiosidade do que realmente tinha. Jaqen fez o que ela mandou. Afastou os quadris e voltou a penetrá-la lentamente. Experimentou-a ainda mais úmida, sua lubrificação fazendo-o deslizar com mais facilidade. As pernas dela começaram a relaxar quando ela percebeu que a dor havia diminuído.
De repente Arya sentiu o peso do corpo dele em cima do seu. O abdômen forte encontrando a barriga delicada dela, o peito trabalhado pressionando os seios grandes. Os lábios dele plantaram beijos em seu pescoço no momento que ele estocou novamente, fazendo dessa vez um ponto de prazer encontrar o corpo dela.
Arya apenas o sentia, suas mãos apertando fortemente os braços fortes dele, enquanto suas pernas permaneciam abertas e ela permanecia totalmente vulnerável. Mas a dor havia passado minuto por minuto, e agora ela sentia-o deslizar para dentro dela com mais facilidade, o membro entrando em contato com o ponto sensível dela quando ele a invadia.
Era Jaqen que estava a tomando, era ele que havia arrancado sua virgindade, tornado-a mulher e agora a penetrava sem pudor, os lábios intercalando beijos eu sua boca e em seu pescoço. Arya relaxou os braços, jogando-os por cima dele e enlaçando-o em um abraço, sentindo os cabelos ondulados roçarem sua pele. Os cabelos que ela sabia serem vermelhos e brancos, mas infelizmente não conseguia vê-los.
Daria tudo para ver o corpo dele dançar sobre o seu, daria tudo para ver os músculos que ela sabia que ele possuía se contraírem quando ele a penetrava e gemia de forma baixa e rouca contra seu pescoço.
Mas ela não enxergava.
Então abusava do toque, correndo suas mãos por todo o corpo forte dele, sentindo cada linha que formava cada músculo, cada parte que pertencia a ele. O cheiro de damasco ficou mais forte, como se o homem estivesse a envolvendo de todas as maneiras. Os movimentos ficaram mais rápidos e urgentes.
Arya sentiu aquela sensação eminente e peculiar que todas as mulheres e homens procuravam quando se deleitavam com o corpo um do outro. Começou em seu centro, o centro que ele tocava com o membro duro, e espalhou-se por todo o corpo, fazendo cada poro de sua pele se arrepiar. Sua boca se abriu e ela tombou a cabeça no travesseiro macio, gemendo audivelmente dessa vez o nome dele.
Sentiu-o enrijecer no momento que ele entrou pela última vez no corpo dela, soltando um gemido gutural, plantando sua semente ali e mordendo levemente o pescoço dela quando o ápice o invadiu.
As respirações estavam descompassadas. Ele se afastou dela, Arya conseguia sentir o peito dele deixá-la. Ele plantou um beijo no vale dos seios dela e logo depois mordiscou um.
- Uma garota possui o gosto ótimo.
Arya conteve um sorriso. Já estava de olhos fechados. O rosto foi percorrido por um rubor quase angelical, os cabelos longos estavam espalhados em torno do seu rosto. Jaqen pegou as duas mãos dela, fechando os dedos e entrelaçando-os com os da garota. Ele ainda permanecia dentro dela, pulsando ali, gritando a ela que ele era o dono de sua virgindade e sentindo o líquido de sua virgindade deixá-la e manchar o colchão. Não se importava com isso.
Porque a garota de muitos nomes agora era sua.
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