Parte III

Não ouvia nada. Nada de anormal. Apenas o crepitar da lareira à sua esquerda e o vento quase mínimo bater na janela de madeira do local. Sua respiração estava quase inaudível. Quase. Tentava permanecer calma, mesmo sabendo que estava lidando com alguém que poderia sumir a qualquer momento dali e ela nem mesmo saberia.

Sentiu alguém pegar no seu braço. Assustou-se, xingando algo baixinho e escutando agora o riso leve dele.

- Uma garota ainda permanece aérea.

Arya quase gritou. Seu corpo ainda estava mole devido ao contato físico com ele, suas pernas levemente trêmulas e algumas partes do seu corpo formigavam, as partes que ele havia percorrido com os lábios. É claro que sua atenção estava comprometida e ela não conseguia focá-la no que ele estava fazendo.

- Estou cansada.

Ela confessou, sentindo o olhar dele praticamente queimá-la.

- Uma garota precisa treinar.

Arya conteve-se para não revirar os olhos que estavam abertos. Havia os deixado assim porque Jaqen alegou que mesmo que ela não utilizasse sua visão, os homens ao seu redor não precisavam saber disso. Estavam ali há horas.

Ela realmente precisava treinar. Mas não ali, em um quarto com diversas almofadas felpudas e macias pelo chão de madeira escura. Ela tinha chutado um monte delas achando que era Jaqen, para depois descobrir que o homem estava do lado oposto do cômodo.

E então ele sumiu novamente. Nenhuma respiração, nem mesmo o ranger das tábuas de madeiras velhas do chão. Arya permaneceu quieta, sentindo o tapete caro por debaixo dos pés e tentando se lembrar de todos os ensinamentos de Syrio.

"Olhe com os olhos."

Arya não tinha mais olhos. Não podia realmente procurar Jaqen dentro daquele quarto, mas Syrio havia ensinado algo para ela, a captar qualquer sensação estranha à sua volta, e conseguir interpretá-la de forma que ela saísse ilesa. Jaqen parecia querer que ela se lembrasse de tais lições.

Respirou fundo, tentando manter a calma. Concentrou-se novamente. Escutou algo no canto esquerdo do quarto e virou-se instintivamente. Mas o braço que pegou o seu ombro veio do lado oposto.

- Mas que merda!

A risada dele chegou aos seus ouvidos novamente e Arya começou a perder a paciência. Não queria mais treinar. Estava nua naquele quarto, e mesmo que soubesse que Jaqen ainda não iria tocá-la, se sentia vulnerável demais. Queria deitar, tomar uma taça de vinho ou comer algo. Jaqen parecia um gato silencioso dentro do quarto, apenas espreitando um pequeno passarinho enquanto o bichinho se alimentava achando que estava só.

Silêncio.

Ela odiava o silêncio. Parecia estar realmente cega quando não escutava nada. Arya se guiava pelos sons. Mas ela não estava pensando direito. Havia outro sentido que a garota usava e abusava quando queria algo. O olfato.

Concentrou-se novamente. Respirou fundo e captou um leve cheiro de damasco perto dela, como se pessoa tivesse se aproximado e logo a deixado. O lado direito permanecia com o cheiro da madeira queimando na lareira. Antes que ela pudesse raciocinar, e como se seu corpo estivesse fazendo os movimentos sem o consentimento dela, virou-se e conseguiu acertá-lo no rosto.

Jaqen não desistiu, tentou acertá-la, rondando-a, mas a garota o parou novamente com o braço. Isso ocorreu diversas vezes depois. Ele sorriu.

- Uma garota começa a aprender.

- É o seu cheiro.

Ela sabia que aquilo não tinha sido muito inteligente. Dizer ao inimigo o que estava o deixando vulnerável não era uma estratégia muito boa, mas ela tentou formular uma desculpa, pensando que aquilo era um treino e não um combate real. Jaqen franziu o cenho.

- Não tenho cheiro.

Ele estava se afastado dela, observando-a parada no meio do quarto, diversas almofadas a sua volta, o corpo nu sendo iluminado parcialmente pela luz do fogo da lareira. Os cabelos estavam jogados pelos ombros, cobrindo os seios que subiam e desciam compassadamente devido à respiração calma.

Ela deu dois passos à frente. Sentia o cheiro dele, e agora, mais concentrada e ao mesmo tempo relaxada, sentia até mesmo a presença daquele homem. Como se Jaqen fosse um imã natural ao corpo dela. Ela postou-se em frente a ele, escutando a respiração agora ruidosa dele. Ficou na ponta dos pés e o nariz roçou levemente a pele do ombro dele, correndo até o pescoço. Ela inalou aquele aroma gostoso de damasco, misturado ao suor masculino.

- Sim, você tem um cheiro.

Jaqen não entendia muito como aquilo havia ocorrido, mas o corpo dela agora estava tão perto e tão acessível. Ela não parecia mais concentrada, nem mesmo parecia se lembrar de que estavam treinando golpes há minutos. Sorriu maldosamente e subiu o braço, mas Arya segurou o pulso forte dele no mesmo momento.

- Chega.

- E o que te faz pensar que pode dar ordens?

Jaqen perguntou. Arya não havia se machucado. Os golpes eram apenas toques leves, mas ela tinha consciência de que se o homem fosse alguém do outro lado do mar, seriam golpes fortes e com intuito de tirar sangue. Mas ela sentiu que ele parecia um pouco afetado, como se ela tivesse capturado uma fraqueza dele ao mesmo tempo em que capturara o cheiro. Sorriu.

- Os homens que enfrenta não o veem e nem sentem sua aproximação, não é? Mas eu posso fazer isso sem os olhos. Porque meu olfato é mais poderoso do que o deles.

Ele não gostou daquilo. Era praticamente impossível uma garota cega conseguir prever seus movimentos. Principalmente para ele, um assassino sem rosto. Aquilo era quase inadmissível. Jaqen levantou o outro braço, mas Arya pegou o pulso dele novamente.

Ele tentou acertá-la, mas agora ela conseguia impedi-lo de diversas formas. Ela era rápida, seus movimentos eram suaves e precisos, ela se esquivava de cada movimento dele como se fosse o ar. E ela estava nua. Jaqen começou a perder a paciência, algo especialmente raro para ele.

Pararam por alguns segundos. Ela estava ofegante, como se tivesse corrido por minutos. A respiração dele ainda era tranquila. Arya se aproximou dele novamente, inalando o aroma de damasco. Suas mãos espalmaram no peito dele, sentindo ali o suor deixando a pele úmida. Ele estava sem o gibão. Ela começou a descer as mãos, afagando cada curva delineada naquele corpo, cada músculo presente. Sabia que havia adquirido um novo vício. O de Jaqen. Do seu cheiro, do seu corpo.

Chegou às calças de lã. O corpo dele estremeceu.

- De que cor são suas calças?

Ele começou a andar, obrigando-a a dar passos para trás.

- Pretas.

Ela sorriu. Ele continuou a andar, pegando-a pelos ombros e puxando-a para ele no momento em que se sentava na cama. Arya caiu em seu colo, sentindo-o duro no mesmo momento. Ela respirou fundo, seu coração começando a se acelerar pela expectativa. Ele deitou-se na cama grande, puxando os pulsos dela. Ela espalmou as mãos no peito largo e forte. Correu as mãos ali novamente, sentindo algumas cicatrizes, marcas de batalha que qualquer homem que havia participado de muitas teria. Ela gostava de cicatrizes. Gendry tinha algumas, mas não eram nem de longe grandes iguais às de Jaqen.

- Onde arranjou isso?

Perguntou, visivelmente curiosa. Jaqen respirou fundo.

- Pela vida. Não posso mudar o corpo todo.

Por isso ela agradecia. Gostava do corpo dele. Gostava da sensação de tê-lo por perto, do calor que ele emanava, do seu cheiro e de como seus músculos ficavam mais aparentes quando ele involuntariamente os contraía ao senti-la descobri-lo com as mãos.

Arya se aproximou dele, beijando levemente a cicatriz que ficava perto da barriga. A respiração de Jaqen se alterou um pouco. O gosto dele era bom também. Gosto de pele. Gosto de homem. Um gosto natural que parecia deixá-la selvagem, como se acionasse todos os instintos primitivos do sexo dela. Um gosto que a chamava.

Ele estava se livrando das calças de lã quando ela subiu os lábios, experimentando agora a pele do pescoço dele, o cheiro dos cabelos. Arya beijou o queixo dele, sentindo a pele áspera por causa da barba mal feita. E quando ela vacilou, perguntando-se mentalmente se poderia beijá-lo ou se teria que esperar uma reação da parte dele, já que eraelao objeto ali, sentiu as mãos fortes lhe apertarem as coxas com ganância e possessão.

- Uma garota pode desfrutar de Jaqen.

O hálito quente dele bateu no rosto dela antes de Arya o beijar. Um beijo tímido, quase inocente. Mas a partir do momento em que ela tocou os lábios dele, Jaqen retomou o controle. Abriu-os para que ela fizesse o mesmo, invadindo a boca dela com a língua e fazendo-a gemer. As mãos masculinas deslizaram pelas pernas, passando pela barriga até chegar ao baixo ventre, e com apenas dois dedos ele a tocou.

O fogo começou a tomar posse do corpo dela novamente. Aquele fogo estranho que a dominara na última vez em que aquilo havia ocorrido. Algo que ela estava descobrindo, e começava a acreditar que seria sempre assim quando ele a tocasse.

E de repente veio um sentimento ruim, tristeza. Arya separou os lábios dos dele e virou minimamente o rosto. Jaqen percebeu a reação dela e parou no mesmo momento de tocá-la, colocando as mãos na cintura fina e delicada. A pele dela era sedosa em cada parte do corpo, como se a garota tivesse se banhado em mel e flores antes de ter entrado no quarto.

- Uma garota está triste.

Ela mordeu o lábio inferior, sentindo o gosto dele ali. Aquilo a deixou pior. Respirou fundo, tentando sair dali, mas Jaqen apertou a cintura dela, impedindo-a. Ela virou o rosto para o outro lado.

- Penso em quando for embora, qual homem me tocará assim como me toca.

Ele permaneceu quieto, o que fez com que Arya piorasse. Não queria pensar naquilo. Sabia que estava entrando para uma vida diferente, uma vida em que seria apenas um objeto de prazer para homens necessitados por calor feminino. Ela não seria tocada da forma que foi quando Jaqen a tocou. O homem que estaria entre suas pernas não seria ele, nem ao menos bonito igual a ele. E não seria cuidadoso. Ele se remexeu um pouco.

- Arya, você não vai mais precisar pensar nisso.

Ouvir o nome dela pela primeira vez saindo dos lábios dele fez o corpo dela tremer ligeiramente. Fez com que ela se lembrasse da sua verdadeira identidade, de que era Arya da casa Stark, e não uma garota sem nome. Poderia ser uma cortesã, mas no fundo, dentro da camada invisível que ela sustentava, sempre seria Arya. E ele parecia tão direto quando dizia seu nome... tão convicto.

- Não entendi.

As mãos dele recomeçaram a acariciar as coxas dela.

- Acha que a Senhora Velada aceitou meu pedido tão rápido por qual motivo? Eu ofereci uma quantia muito grande de dragões de ouro. E não só dragões de ouro...

Arya não queria saber o que Jaqen havia oferecido para a mulher. A última vez que o homem havia pagado algo para ela, foi matando três pessoas sem ao menos perguntar o motivo. As mãos deles caminharam para a barriga e desceram novamente, recomeçando a tocá-la entre as pernas. Ela travou o maxilar, sentindo o seu corpo arrepiar-se.

- Eu não comprei apenas a sua virgindade.

O coração dela se acelerou com as palavras dele. Ela abriu a boca, balbuciando algo incoerente. Jaqen sentiu-a ficar úmida novamente. Puxou-a mais um pouco pela cintura, fazendo-a sentir o membro dele.

- Eu comprei você, Arya. Você inteira. Você é minha agora. Fiz isso para te dar sua liberdade.

Se qualquer homem falasse isso com ela, Arya estaria em lágrimas. Mas não com ele. Com ele, ela sentiu uma sensação que não sentia há tempos. Liberdade. Liberdade para ser quem ela era, para não ficar à mercê de homens vis e mulheres interesseiras. Ela sentiu que poderia ser Arya Stark novamente.

- Um homem vai ensinar à garota tudo o que ela busca aprender. Ensinarei a garota a ser invisível.

Ele a puxou para um beijo, um beijo voraz e possessivo, como se ele estivesse demonstrando a ela que ele realmente era dono dela agora. Arya sabia que sua liberdade não era uma liberdade completa. Não. Ela ainda ficaria sob os cuidados de Jaqen até ela conseguir o que mais queria: o dom de matar sem ser pega.

Ele deslizou para dentro dela com facilidade, já não proporcionando mais nenhuma dor a ela, talvez uma sensação estranha e gostosa de senti-lo por inteiro e estar sobre ele, fazendo com que a penetração fosse mais profunda. Ela mordeu o lábio inferior dele, as mãos de Jaqen a apertaram com mais força.

Arya se distanciou, ficando ereta, os olhos fechados como de costume. Podia senti-lo fitá-la, como se as orbes azuis fossem chamas que ele direcionava a ela. As mãos de Jaqen começaram a guiá-la gentilmente pela cintura, fazendo-a movimentar os quadris inexperientes de acordo com o que ele queria. Ela sentiu-o melhor ao deixar-se ser guiada. Mordeu o lábio inferior, jogando a cabeça para trás, fazendo os longos cabelos selvagens e castanhos quase baterem nas pernas de Jaqen.

Ele observava tudo com atenção, fascinado pela garota que agora estava sobre ele. Arya era de longe a mulher mais interessante que Jaqen havia tomado. Alguém que possuía uma força interior e que direcionava tal força em tudo o que fazia, mesmo que tal direcionamento fosse inconsciente. Isso ele chamava de dom, um dom que ele agora comprara e que iria refiná-lo até que ela conseguisse seus objetivos.

Pensar que agora ela era sua, fez com que o corpo dele fosse percorrido por uma sensação diferente. Ela era agora sua pupila, alguém que ele iria proteger e encaminhar. Mas Jaqen não queria apenas isso dela. Não. Ele a queria por inteiro. Queria que Arya fosse sua companheira também, mesmo que para alguém como ele, ter uma pessoa o acompanhando era quase impossível.

Ele soltou as mãos dos quadris dela, deixando-a livre para guiar o seu próprio corpo de acordo com que ele pedia. Arya estacou ao sentir as mãos dele a deixarem, mas logo retomou os movimentos, primeiro com timidez, mas depois se entregando ao instinto que a pessoa naturalmente possuía.

Os lábios dela se entreabriam quando o corpo começou a querer mais dele. Jaqen levantou-se, abraçando-a e pegando os cabelos dela, enquanto seus movimentos juntavam-se aos dela. As respirações estavam descompassadas, o cheiro dele estava por toda parte, ela conseguia sentir as mãos calejadas correndo livremente pelas costas de forma dominadora e ao mesmo tempo carinhosa.

O véu negro já era algo comum para ela, mas Arya conseguiu enxergar um pequeno ponto de luz na sua frente. Ela sabia que aquilo era mais sua consciência do que sua visão. Mas não se importava, porque ele fez com que ela saísse da escuridão mesmo que por um milésimo de segundo. Contraiu-se completamente, mordendo o ombro forte dele e sentindo o gosto salgado do suor do homem no mesmo momento em que chegava ao ápice dos sentimentos.

Jaqen a abraçou quando se derramou dentro dela segundos depois, apertando-a entre os braços como se ela fosse fugir a qualquer momento. Sabia que aquilo era impossível. Mas não a queria longe.

Não mais.

[...]

Ela permanecia quieta, apenas sentindo o cheiro característico de maresia entrar em seu nariz enquanto o vento forte batia em seu rosto. O sal da água do mar parecia vir junto, deixando seus cabelos presos em uma trança mais espessos. Mas ela não se importava muito com isso. Estava livre. Livre de Bravos e do fantasma de seu passado que a perseguira desde que ela colocara os pés naquela terra.

Respirou fundo, colocando suas mãos na madeira que circulava o grande navio em que estava. Sentia-a úmida, sentia o navio balançar suavemente enquanto cortava o mar, escutava o som das ondas grandes batendo no casco, os homens gritando ordens, o barulho das cordas quando as velas eram içadas. Adorava tudo aquilo.

Suas roupas estavam em um baú. Os diversos vestidos que Sombra de Lua havia lhe dado de presente. Arya não iria usá-los. Ou iria? Não sabia ao certo seu futuro, mas sabia que se sentia muito mais à vontade com as calças de lã que vestia, as botas de cano alto, a blusa folgada e Agulha atada às ancas.

Mas tinha consciência de que não era mais a criança pequena a ranzinza que havia chegado a Bravos anos atrás. Era uma mulher. Uma mulher que preenchia com os seios fartos a blusa que vestia, deixando o grande decote convidativo para qualquer homem a bordo. Uma mulher que fazia qualquer roupa masculina ficar curvilínea com as formas do seu corpo. Uma mulher que ao andar, fazia as botas parecerem graciosas e a trança balançar levemente em suas costas, hipnotizando todos.

Uma mulher que sabia o que queria, e que mesmo não possuindo mais visão, agora possuía uma sede de vingança que ultrapassava qualquer dom que os olhos poderiam voltar a lhe dar.

Jaqen adorava essa parte em Arya, mas estava tendo alguns problemas com a atenção exacerbada que a garota estava criando dentro daquele navio.

Sorriu, sentindo o leve cheiro de damasco se aproximando junto com o cheiro da maresia. As mãos fortes dele encontraram os ombros dela, acariciando-os um pouco até que os braços dele enlaçaram-na. Ele aproximou o rosto do dela, beijando levemente o pescoço de Arya.

- Está pronta?

- Eu nasci pronta para isso.

Jaqen sorriu, não querendo contestá-la. Nem poderia. Ela falava a verdade. Seus braços a apertaram mais um pouco. Ainda estava lidando com esse sentimento de possessão que sempre o acompanhava agora que ela estava sempre por perto. Aquilo era novo para ele. Não gostava de demonstrações de afeto em público, mas agora, no crepúsculo, o convés do navio estava vazio.

- Você se lembra de todos?

Arya engoliu em seco, respirando fundo novamente. Os braços de Jaqen a deixavam com uma sensação prazerosa de proteção. Ele agora era seu mestre, e parecia que Syrio havia enviado aquele homem para ela, como se Jaqen fosse seu destino. Alguém que iria lhe proteger de todos, ensinando-a tudo o que ela queria e ajudando-a a percorrer o caminho que o seu antigo mestre da dança havia a iniciado.

- Sor Gregor, Dunsen, Raff, o Querido, Sor Ilyn, Sor Meryn, Rainha Cersei.

Um sorriso jocoso percorreu os lábios de Jaqen e ele depositou um beijo no ombro da garota antes de murmurar.

-Valar Morghulis.

- Valar Dohaeris.

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